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Argentino cria dispenser de literatura

É uma maquininha muito simples mas uma idéia fofa e legal: Um argentino construiu um... dispenser de literatura.

19/11/2018 às 20:54

Eu vou contar um segredo: O Brasileiro não lê. Quando Monteiro Lobato disse que um país se faz com homens e livros provavelmente se referia ao Afeganistão ou ao Congo Belga. Os números são sombrios. A começar pela quantidade de livrarias.

A situação é periclitante. O Brasil tem 3095 livrarias, mas só em 1527 dos 5570 municípios do país, e a distribuição também não é boa. Só 105 ficam na Região Norte. Alagoas tem 20 livrarias, 18 ficam em Maceiófonte.

O Brasil tem 0.67 livrarias pra cada 100 mil habitantes. Já nossos hermanos, bem… como a piada do turista africano na farmácia do japonês, eles nos deixam completamente inadequados. Buenos Aires tem 734 livrarias, com uma população de 4.8 milhões de pessoas, isso dá uma média de 25.4 livrarias pra cada 100 mil habitantesfonte.

“Ah mas é Capital, aqui deve ser assim também.”

Nah. São Paulo tem 390 livrarias, o que dá uma média de 3,5 livrarias pra cada 100 mil habitantes.fonte

Por isso é natural que idéias que envolvam literatura surjam mais lá do que aqui, e qualquer sujeito que tente ganhar a vida escrevendo no Brasil não é bom da cabeça.

O que não pode ser dito de Roni Bandini, um escritor e hacker de horas vagas (no bom sentido) argentino. Um belo dia ele estava em uma fila de banco, e lá eles copiaram nossa (justificada) paranóia, proíbem qualquer tipo de aparelhos eletrônicos, incluindo Kindles.

Sem ter com que se distrair Bandini pensou em como seria legal ter uma forma de achar alguma coisa pra ler enquanto está ali na fila, e teve uma idéia que virou o… EXPENDEDOR DE LITERATURA EN TICKETS!

O projeto é bem simples, mas o acabamento ficou nota dez! Ele usou um Raspberry Pi, alguns botões, uma tela LCD de cristal líquido (and the Oscar of redundância goes to…) e uma impressora térmica. O equipamento lista autores e títulos, e depois que o usuário escolhe, é impresso um continho curto em uma tira de papel.

O resultado final ficou lindo, um equipamento que é quase uma experiência artística, pode ser colocado em museus (não no Brasil, não é à prova de de fogo) feiras literárias, bares hipsters e bancos laranjas que gostam de pagar de intelectuais mas somem com um débito por 24h e me fazem achar que tinha mais dinheiro do que imaginava.

É algo que vai mudar o mundo? Não, nem é uma idéia incrivelmente complexa, mas é legal, simples e desperta curiosidade e interesse. Quer dizer, na Argentina com certeza, aqui no Patropi, duvido. A não ser que seja assinado por youtubbers.

Fonte: Raspberrypi.org

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