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Palm (que não é a Palm) apresenta mini celular, supostamente pra usar menos o smartphone

O Palm é um mini celular que foi criado para que se use menos o smartphone principal, se é que isso possível. O nome é licenciado, mas ele não é da antiga Palm.

1 ano atrás

O Palm é um pequeno aparelho que roda Android e tem acesso a todos os seus apps favoritos, mas que não é um celular propriamente dito, e sim um acessório vendido com exclusividade pela operadora americana Verizon, funcionando na prática como uma espécie de clone em versão reduzida do seu smartphone principal.

Palm está de volta, mas não se anime, é só o nome, licenciado para este mini celular que é um acessório para smartphone principal do usuário.

O conceito é bem curioso, o nome é bem conhecido, mas afinal de contas, qual o sentido do novo e mini smartphone Palm? Vamos começar pela questão do nome. Da antiga Palm, tão amada por todos nós geeks, o pequeno aparelho só tem a marca, que foi licenciada no ano passado da TCL, sua proprietária. A nova Palm, como podemos chamá-la, na verdade é uma startup americana, que está tentando a sorte com este aparelhinho nos ombros de gigantes, na sua parceria com a Verizon.

Quando digo que ele é pequeno, não estou exagerando nem um pouco. Pra dar uma noção do quão diminuto é o aparelho, ele tem uma minúscula tela de 3,3 polegadas, que consegue ser menor do que a do iPhone original (tinha 3,5"), lançado 11 anos atrás. Com o mercado de smartphones dominado por telas cada vez maiores, o Palm foi criado para ser um smartphone substituto, que usa seu próprio SIM com o mesmo número da conta principal do usuário na Verizon, assim ele pode ser levado com a pessoa no lugar do seu smartphone de verdade, dependendo da ocasião.

Palm está de volta, mas não se anime, é só o nome, licenciado para este mini celular que é um acessório para smartphone principal do usuário.

O novo Palm pode ser útil na hora de uma corrida, ou pra ouvir podcasts e músicas, mas para rodar apps e trabalhar, pode esquecer, sua tela é minúscula demais pra isso. É claro que isto faz parte de todo o conceito por trás do aparelho, o Life Mode, que segundo o pessoal do marketing da nova Palm, é uma ótima solução pro usuário usar menos o smartphone, e assim, passar mais tempo com o que realmente importa, sua família, amigos, trabalho e/ou hobby. Apesar do discurso redondo, não compro muito a proposta, não.

Pra mim algo assim definitivamente não funcionaria, apesar de eu sabidamente não ser um usuário típico de smartphones. Eu não sei vocês, mas eu não deixaria o meu Galaxy S8+ velho de guerra em casa pra usar um smartphone com tela do tamanho de um Tamagotchi por nada deste mundo. Ao ligar o Life Mode, até o sinal da operadora é desligado, e o a paz do usuário passa a ser completa. Tudo bem, mas dá no mesmo se o usuário ligar o "Não Perturbe" ou até o modo avião do seu smartphone, naqueles momentos em que estiver se sentindo antissocial ao extremo.

Outro ponto a ser levantado é que tudo que você faria com ele, você poderia fazer com um smartwatch no pulso, que é ainda menor e mais leve, então realmente não consigo me convencer dos méritos do novo Palm. No site, seus diferenciais para um smartwatch são que ele tem câmeras frontal e traseira, além de um teclado para enviar mensagens, além dos acessórios. Se alguém conseguir digitar alguma coisa nessa telinha, ficarei bem espantado.

Ouvi alguém na rede social do passarinho azul comparando ele com o popular "celular do ladrão", mas pelo seu custo de US$ 349, diria que ele não faria um bom trabalho nesta função específica. Pra quem não conhece esta curiosa expressão, digamos que seria usar o Palm como uma espécie de boi de piranha para ser oferecido aos ladrões, assim os meliantes não roubariam o smartphone principal do sujeito. Sim, todo esse parágrafo é uma piada, é bom esclarecer antes que alguém fique bravo.

O pessoal do The Verge gostou do aparelho, e contou que o craque Steph Curry dos Golden State Warriors está envolvido com a empresa, e é mais precisamente diretor de estratégias criativas da Palm (impossível não pensar no papel figurativo de Ashton Kutcher na Lenovo e Will.I.Am na Intel, mas a empresa garantiu ao autor do Verge que Curry está bem envolvido).

A Verizon gosta muito de acessórios, tanto que lançou vários para o novo Palm (que no fundo não passa de um também), incluindo alguns desenvolvidos com opiniões de Curry. Entre os acessórios, existe até um colar para pendurar o Palm no pescoço, mas numa boa, isso fica muito ridículo, pois ele é pequeno, mas não tanto.

O novo Palm tem proteção contra água e poeira, além de vidro Gorilla Glass 3 na parte da frente e na parte de trás. Ah, ele não tem plug para fones de ouvido, só a porta USB-C. Tirando estes detalhes, não vou falar nas modestas especificações do novo Palm neste post, pois seria maldade com ele, se bem que pra um aparelho que não vai ser efetivamente usado quase nunca, até que ele tem desempenho e memória de sobra.

Apesar de adorar o nome (por motivos óbvios), é impossível não achar que ele está sendo mal usado em um aparelho que pelo menos pra mim não parece ter tanta utilidade assim, exatamente o oposto do que eu associaria com a antiga Palm. No final das contas (e do dia), vai ser mais um gadget (caro) pra colocar na tomada e carregar pra usar no dia seguinte.

Quem estiver interessado, pode saber mais no site da (nova) Palm.

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