A lhama ainda não morreu: beta do Winamp compatível com Windows 10 vaza na internet

O Winamp foi um dos players de música mais queridos dos usuários em sua época: simples, leve, customizável e prático, ele foi lançado em 1997 pela Nullsoft e entre 1999 e 2014 ficou sob a asa da America On Line, que o vendeu para a Radionomy e desde então não se ouviu falar mais dele. Ele não recebe atualizações desde 2013, quando a AOL puxou a tomada e muita gente acreditava que ele estava morto e enterrado.

Até agora.

Em 2016 um desenvolvedor da Radionomy mencionou que a companhia estava trabalhando na versão 5.8 do Winamp, de modo a torna-lo compatível com as versões mais recentes do Windows mas ela não chegou a ser liberada, principalmente por não trazer nenhuma novidade significativa e por apresentar uma grande quantidade de bugs. No entanto, nesta semana a mesma dita versão vazou, com data de outubro de 2016 mas que ao que tudo indica, com os principais problemas corrigidos.

A principal novidade do novo Winamp, que ainda não está disponível para o grande público (a fonte que disponibilizou o software não é oficial e portanto, não será linkada neste post) seria a compatibilidade com Windows Audio, permitindo sua execução nas versões 8.1 e 10 do sistema operacional da Microsoft. O changelog completo aponta para uma série de correções, adições significativas e retirada de funções redundantes ou desnecessárias, como o fim dos recursos Pro. Assim, o software voltaria a ser completamente 100% livre, com todas as suas funcionalidades liberadas para os usuários desde o início.

Estas são algumas das principais adições:

  • substituição de codecs MP3, AAC, H.264 e Mpeg-4 presentes anteriormente por versões de código aberto;
  • suporte a DRM;
  • compatibilidade com encoder de MP3 (exige download adicional);
  • opção para remover por completo o suporte a execução de vídeos.

Para os curiosos: embora o Winamp 5.8 seja um software oficial, ele não é suportado pela Radionomy (que não se pronunciou a respeito) e além de estar incompleto, algumas fontes já injetaram malwares no pacote. Se ainda assim você pretende testa-lo, faça por sua conta e risco.

Meu conselho é: aguardem o lançamento oficial.

Com informações: Neowin, Digital Trends.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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