Devemos acreditar na perfeição técnica do Ghost of Tsushima?

Se tem uma coisa que a história — leia-se, edições anteriores do evento — nos ensinou, é que não dá para acreditar cegamente em tudo o que é apresentado na E3. É por isso que, mesmo tendo se passado algumas horas desde a conferência da Sony este ano, eu ainda estou um tanto cético em relação ao trailer do Ghost of Tsushima.

Desenvolvido pela Sucker Punch e anunciado na Paris Games Week do ano passado, o jogo de mundo aberto promete nos levar ao Japão de 1274, quando os samurais lutavam para defender a ilha que empresta seu nome ao titulo da invasão mongol. Misturando sequências de stealth com ação, muitos estavam curiosos para ver o game em ação e quando o vídeo com a sua jogabilidade começou a ser exibido, foi impossível não ficar impressionado.

Com gráficos espetaculares, efeitos de iluminação de cair o queixo e principalmente, uma direção artística irretocável, a impressão que temos é de que cada tomada de câmera foi pensada para nos fazer achar que estamos assistindo um belo filme. Veja por exemplo o que disse o produtor Brian Fleming sobre um detalhe que não fica claro ao vermos o vídeo, mas que mostra a dedicação da desenvolvedora:

“Assista as folhas vermelhas que dançam em volta de Jin e Masako em seu duelo final. As folhas vermelhas são uma metáfora visual para a história de Ghost of Tsushima — mas também para o caminho que se deve seguir ao criar um jogo. Ideias circulam a cabeça e às vezes podem até ser um pouco demais para mim — e ao mesmo tempo, são incrivelmente lindas e empolgantes. A primeira tarefa é identificar uma visão clara — escolher uma folha entre milhares. Uma vez que encontre esta ideia, você deve persegui-la com todas as forças conforme o vento a carrega em empolgantes novas direções.

 

A folha vermelha que Jin pega no começo foi uma referência à criação da história. A folha influenciou o desenvolvimento visual da aventura e o design do templo. Essas ideias levam à jogabilidade e à dezenas de interações nesta quest. Até hoje, conforme escrevemos esse post de blog, a equipe está ajustando pequenos detalhes da experiência. Ainda perseguindo aquela primeira folha.

O grande risco aqui é de quando o Ghost of Tsushima finalmente for lançado, não recebamos um jogo tão bonito quanto o que foi mostrado ontem. Em relação a direção artística isso pode ser facilmente mantido, mas será que o game continuará com um nível de detalhes tão absurdo quanto esse?

Infelizmente ainda não temos uma data definida para o Ghost of Tsushima chegar ao PlayStation 4, mas se ele vier da maneira como pode ser visto abaixo, talvez o console receba o jogo mais bonito desta geração.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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