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YouTube endurece ainda mais as regras para a monetização de vídeos

Acabou a mamata: o YouTube passa a exigir mínimo de 10 mil horas visualizadas em 12 meses e 1.000 inscritos no canal, além dos 10.000 views únicos para habilitar a monetização de vídeos; quem não se adequar até 20/02 será chutado do Programa de Parcerias.

48 semanas atrás

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O ano de 2017 foi péssimo para o YouTube: a plataforma perdeu uma grande quantidade de anunciantes após presepadas de terceiros, dela mesma e, como consequência, as regras para os YouTubers mudaram várias vezes. Até ontem, para ser um criador parceiro autorizado a monetizar suas produções era preciso um mínimo de dez mil visualizações únicas no canal, o que também foi utilizado como limiar ao restringir o uso de cartões redirecionando para links externos.

Pois bem, o YouTube entendeu que as presentes regras são insuficientes para impedir o compartilhamento de conteúdos inapropriados e, após a recente polêmica com o YouTuber Logan Paul (que demorou um pouco para ser punido), o serviço de vídeos resolveu aplicar regulações ainda mais rígidas. Primeiro, a partir de agora haverá uma avaliação “manual” de todos os canais que desejarem entrar para o Programa de Parcerias, o primeiro patamar que divide um usuário comum de um aspirante a YouTuber que deseja fazer dinheiro com suas criações; qualquer vídeo com conteúdo considerado inapropriado será preterido e mesmo que preencha os requisitos, não será admitido no programa.

Só que para monetizar seu canal as 10.000 visualizações não são mais suficientes: desde ontem (16) o YouTube mudou novamente as condições e passa a exigir que os canais candidatos ao programa contem com um mínimo de 4.000 horas de visualizações de seus vídeos num período de 12 meses, bem como um mínimo de 1.000 inscritos. Quem não atender as condições sequer será considerado a entrar.

É importante salientar que todas as ditas regras acima se aplicam também para quem já faz parte do programa: até o dia 20 de fevereiro, quem não se adequar seja podando seu conteúdo controverso, arranjando mais assinantes e aumentando suas horas totais de visualização será sumariamente chutado para fora do Programa de Parceiros, perdendo totalmente o direito de monetizar seus vídeos até atender os requisitos, quando deverá novamente submeter-se à avaliação.

Segundo o YouTube, apesar de as regras visarem podar conteúdos problemáticos a medida está sendo tomada, sem muita surpresa para fechar a torneira: de acordo com análise da plataforma 99% dos canais abaixo do novo limiar receberam menos de US$ 100 durante o ano de 2017, com 90% deles fazendo cerca de US$ 2,50 no último mês. Dessa forma, o serviço está podando os criadores que só davam despesa e não contavam com conteúdos relevantes, mas que pelas regras do Programa de Parcerias tinham direito a alguns centavos de vez em quando. O problema é: são milhares de canais ganhando centavos e cortá-los representa uma significativa economia nas finanças.

A atual política do YouTube de não mais permitir certos conteúdos vai ao encontro de uma estratégia que vem sendo adotada aos poucos, a de gradativamente limitar o acesso ao Programa de Parcerias tirando da equação os pequenos canais, posteriormente punindo canais médios e grandes e talvez culminando num cenário onde a plataforma não mais remunerará ninguém, apenas os grandes parceiros comerciais como já aconteceu no passado, quando a fonte do AdSense secou.

Ou seja, a partir de agora só quem for REALMENTE relevante e tiver conteúdo de qualidade será permitido a ascender e ganhar dinheiro com seus vídeos, ao menos até a próxima mudança nas regras.

Fonte: YouTube Creator Blog.

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