Boas (ou más) notícias: em 2017 75% do acesso internet será mobile

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Nos primórdios a internet móvel, assim como o cinema a televisão e a fotografia era em preto e branco. Ou melhor, cinza Netscape, mas mesmo aqueles sites jurássicos eram pesados demais para a velocidade de transmissão dos celulares d’antanho. Não que eles tivessem capacidade de exibir qualquer coisa.

Meu recorde foi quando consegui usar meu Nokia 3320 como modem de meu Palm Professional. 9.600 bauds, uma enormidade de velocidade.

Em 1989 um grupo percebeu que a velocidade das comunicações sem fio seriam um empecilho, e criaram o WAP Consortium, que estabeleceria um padrão para o futuro. DEZ anos depois surgiu o primeiro browser WAP, um protocolo muito mais enxuto que o HTML, pensado para comunicações sem fio em dispositivos muito limitados.

Resumindo: o WAP era um câncer. Era horrível e limitado mesmo comparado com os browsers da virada do século. Ninguém gostava de desenvolver para WAP, os sites eram ridículos; os aplicativos, medonhos. Felizmente a tecnologia foi se aperfeiçoando, celulares ficaram mais potentes, links mais rápidos e WAP morreu sem nunca ter cumprido sua missão.

Hoje não é improvável que muita gente tenha mais capacidade de processamento no bolso do que na mesa. Mesmo um Android baratinho renderiza uma página web sem problemas. Sites “mobile” acabam sendo um incômodo, pois removem recursos em relação aos sites “de verdade”.

O uso também mudou. Inicialmente mobile era sinônimo de apps, hoje muita, muita coisa é feita direto em sites. Acesso desktop está migrando, e com ele a publicidade.

Segundo uma pesquisa da Agência Zenith, em 2017 75% do uso de internet mundial será via dispositivos móveis: tablets e smartphones. Em 2016 esse acesso já foi de 71%. 4 anos atrás esse número era de 40%.

A verba de publicidade também está migrando com a velocidade de um Barry Allen refugiado sírio. Em 2016 a verba de publicidade online destinada ao segmento mobile era de US$ 71 bilhões.

Em 2018 esse valor chegará a US$ 134 bilhões.

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A parte triste é que essa grana não é pro nosso bico, se há algo que o pessoal mobile não faz é ler longos textos de blog. Então, caro leitor, se você chegou até aqui, você é a resistência!

Fonte: Reuters.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e para seu blog pessoal, o Contraditorium,

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