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RS-25 — a Máquina de Fazer Chuva da NASA

A NASA já fez muitas coisas incríveis, mas uma que pouca gente sabe é que ela é capaz de fazer chover. E sem nem usar o HAARP!

2 anos e meio atrás

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A potência combinada é de 94.400 hp, equivalente a 140 carros do Ayrton Senna. A cada 25 segundos é processada uma quantidade de combustível e oxidante equivalente a uma piscina. Hidrogênio flui com uma pressão de 6.515 psia. Uma mangueira de bombeiro trabalha em 290 psi. Essa monstruosidade toda são apenas as bombas do motor RS-25 da NASA.

Seu projeto data dos primórdios do Programa Apollo, quando já pensavam em um upgrade para os motores do Saturno V. As especificações e pesquisas preliminares foram rodando de projeto em projeto, gaveta em gaveta até que a NASA precisou especificar os motores do ônibus espacial. O resultado foi o RS-25. Cada Shuttle usava 3 deles, o que já era uma grosseria. Agora o SLS, o futuro foguete carga-pesada da NASA usará nada menos que quatro RS-25 no primeiro estágio, consumindo uma piscina de combustível por minuto.

O RS-25 usa o recurso de correr uma linha de combustível em volta do bocal do motor, é uma forma de resfriar o componente para que não derreta com os 3.000 graus de temperatura da câmara de combustão. Isso gera uma incongruência imensa:

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Se você encostar a mão em um RS-25 em pleno funcionamento, vai se queimar, mas de frio. Na briga entre o hidrogênio queimando a 3.000 °C dentro do motor e o hidrogênio percorrendo conduítes em volta dele a – 253 °C o frio ganha.

Ontem a NASA testou um desses motores, no processo de qualificação para uso no SLS. Foi na unidade de testes do Centro Espacial Stennins, no Mississippi. O teste foi assim:


NASA Stennis — NASA Marches on with Test of RS-25 Engine for New Space Launch System

Isso mesmo: quase 12 minutos de teste, pra garantir que o bicho já funcionar pelo tempo do lançamento, com uma enorme sobra.

O melhor de tudo: é um motor ecológico, aprovado pelo Greenpeace. Aquela enorme nuvem é puro… vapor. O RS-25 queima uma mistura de hidrogênio e oxigênio, que resulta em… água. Junte a isso milhões de litros de água usados para resfriar a base e principalmente absorver as vibrações do motor e temos vapor, muito vapor.

Um efeito colateral inesperado de testes de grandes motores a hidrogênio é que esse vapor todo sobe pro céu, é levado pelo vento e se condensa na forma de… chuva. Os moradores da região estão acostumados a eventuais pancadas de chuva após os testes. Felizmente um SR-25 funcionando a todo vapor (sorry) não é algo que alguém consiga deixar de ouvir, então dá pra se programar.

Também há um componente de vitória no ar quando percebemos que o efeito colateral de um simples teste da NASA é mais eficiente do que todos os rituais de dança da chuva em todas as culturas do mundo.

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