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Resenha — X-Men: Apocalypse

Confira a nossa resenha do X-Men: Apocalypse, novo filme dos mutantes da Marvel, produzido pela FOX. Vá logo ao cinema — os gringos só verão este filme no próximo fim de semana!

3 anos atrás

Enquanto novos filmes com o Homem-Aranha serão feitos em co-produção com a Sony, uma das principais propriedades intelectuais da Marvel no cinema ainda continua nas mãos de terceiros que não a Marvel Studios. No caso, a FOX continua sendo responsável pela criação, produção e distribuição de filmes com os X-Men.

Se por um lado tivemos filmes como Deadpool, os dois primeiros X-Men, X-Men: First Class e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, por outro vimos o desperdício de esforços na produção de dois filmes-solo do Wolverine e naquele X-Men: The Last Stand. Os filmes dos X-Men seriam melhores nas mãos da Marvel Studios?

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O retorno dos Murmurantes

Questão complicada, mas provavelmente a participação do Wolverine no Vingadores: Era de Ultron teria feito o filme ficar menos chato. Ou não, nunca saberemos. Tudo o que podemos fazer é torcer para que a FOX se esforce em respeitar os X-Men, ao contrário do que vem acontecendo com o Quarteto Fantástico.

Para alívio geral dos fãs dos mutantes, já adianto: o recente filme dos X-Men é memorável, no bom sentido. Cuidado: spoilers abaixo!

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Apocalipse revelado

Na cena pós-créditos de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido temos no Egito Antigo um jovem En Sabah Nur construindo a pirâmide de seu reino, acompanhado por seus quatro cavaleiros. Adorado como um deus e primeiro mutante com grandes poderes a se assumir publicamente, em X-Men: Apocalypse a humanidade teme o azulão e alguns egípcios mais corajosos sacrificam suas vidas para impedir que En Sabah Nur (Oscar Isaac) obtenha um novo corpo e novos poderes.

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Uns quatro mil anos depois, outra mutante que vive trocando a forma do corpo vem se escondendo. E resgatando quem puder: em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido a Raven (Jennifer Lawrence) ganhou fama por salvar a vida do presidente dos Estados Unidos naquele 1973. Idolatrada por muitos mutantes, no 1983 do X-Men: Apocalypse a mutante Mística salva um ou outro, enviando-o para a Escola Xavier para Jovens Superdotados.

O Professor Xavier (James McAvoy) é paz e amor: quer que seus alunos aprendam a construir uma humanidade melhor, mas a bela mutante azul prefere que Xavier também treine seus alunos para se defender dos cruéis humanos. Só que a maior ameaça ao mundo não é bem um ser humano. É o Apocalipse. Depois do sono de alguns milênios, En Sabah Nur é despertado por acidente e vê uma humanidade corrompida pela tecnologia, pela Guerra Fria, e refém de governos torpes.

Cabe ao Apocalipse buscar seus novos cavaleiros. Ororo/Tempestade (Alexandra Shipp), Psylocke (Olivia Munn) e Anjo/Arcanjo (Ben Hardy) compram rápido (até demais) a ideia de purificação da humanidade.

Quem é perfeito para ser o Quarto Cavaleiro do Apocalipse? Um amargurado Erik Lehnsherr (Michael Fassbender).

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O amigo Charles Xavier vê que Erik está indo para o lado errado e tenta convencê-lo a mudar de ideia, por telepatia. Infelizmente Apocalipse intercepta a comunicação entre os dois e vê que o Professor tem o único poder que nunca teve: o de controlar a mente das pessoas. En Sabah Nur seqüestra Charles e quer o corpo deste, deixando um rastro tremendo de destruição.

Destruição que chama a atenção do major William Stryker (Josh Helman). Cabe a novos alunos da Escola Xavier como Jean Grey (Sophie Turner), Scott Summers (Tye Sheridan) e Kurt Wagner (Kodi Smit-McPhee) salvar a vida dos colegas e, junto com estes, o restante da humanidade.

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Fim dos spoilers.

Considerações

X-Men: Apocalypse é a sequência direta de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014) e também foi dirigido pelo Bryan Singer. O mesmíssimo Bryan Singer dos dois primeiros filmes X-Men.

Talvez por isso o X-Men: Apocalypse funcione bastante como preqüência do X-Men de 2000, embora a função principal seja a de servir como seqüência do filme de 2014. Talvez seja este o problema: enquanto o X-Men: First Class do Matthew Vaughn é fantástico e de longe o melhor filme com os mutantes, os dois últimos filmes forçam esse ciclo com os dois primeiros. Nisso concordo com o Thiago Cardim: o X-Men: Apocalypse é o terceiro filme dos X-Men que o Bryan Singer não pôde dirigir por causa de Superman Returns.

O tio Laguna gostou muito de X-Men: Apocalypse, especialmente das duas cenas com o carismático Peter/Mercúrio (Evan Peters). Talvez seja o saudosismo dos primeiros X-Men, mas o novo filme me divertiu mais que Capitão América: Guerra Civil ou Batman vs Superman. Como diria o Ronaldo: é uma diversão no parque, sem conseqüências.

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Na minha opinião, o desenvolvimento dos personagens vilões secundários é algo que poderia ter sido melhor em X-Men: Apocalypse. Respeita mas não faz jus à saga do Apocalipse nos quadrinhos.

E o marketing não ajuda: em praticamente todos os trailers é revelada a grande participação da Psylocke na batalha final, parece que a FOX aprendeu com a Marvel Studios a fazer um spoiler tão feio na divulgação do filme. Aqui um sem o tal spoiler:


Fox Film do Brasil — X-Men: Apocalipse | Trailer Oficial | Legendado HD

Há cena pós-créditos e ela é importante para o próximo filme da franquia X-Men. X-Men: Apocalypse deixa margem para continuações que podem seguir trilhas bem diferentes das vistas na primeira trilogia de filmes dos X-Men. Só espero que a FOX não precise fazer novamente um X-Men: Dias de um Futuro Esquecido ligando um ciclo à outro e confundindo o público leigo.

Veredito

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4,5 de 5 Jubileus (Lana Condor).

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