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Resenha: Vingadores — Era de Ultron

Finalmente, depois de uma eternidade de espera, o segundo filme dos Vingadores, Era de Ultron. A Marvel acertou a mão? É tão épico quanto o primeiro? Quais as ligações com o resto do Universo? O Demolidor aparece? Clique e descubra…

4 anos atrás

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E ele chegou, meninos e meninas, depois de uma longa espera, que só perderá para a espera pro próximo, o novo filme dos Vingadores. Era de Ultron veio cheio de promessas e perigos, com um público muito mais acostumado com filmes épicos da Marvel, o risco das continuações, o excesso de personagens.

Junte a isso um monte de chatos que se acha cool por não gostar de nada, e… e nada, Era de Ultron é MARAVILHOSO, você tem que ver com DOIS mega-combos de pipoca com refil, é um gibizão, divertido até não poder mais, lotado de referências do Universo Marvel e tudo que uma pessoa razoável espera. Os chatos reclamam da falta de discussões sociológicas.

Vamos então a uma resenha sem spoilers (espero).

Primeiro, o trailer:


BRAMarvel — Trailer 3 - Oficial - Legendado - Vingadores: Era de Ultron 23 de Abril nos Cinemas

Sinopse:

Depois de trocar Banner pelo Analista de Bagé e ser curado na base do Joelhaço da Crise de Frescura que teve em Homem de Ferro 3, Tony Stark está de volta ao batente, os The Avengers estão azeitados, afinados e chutando bundas, invadindo uma base da Hydra comandada pelo Barão Von Strüdel Strucker. O objetivo é recuperar o cetro de Loki, roubado durante o imenso rebuceteio causado pelo fim da SHIELD em Capitão América 2.

Eles são surpreendidos com o ataque de dois mutantes filhos de Magneto, ou melhor (thanks, Fox) humanos aprimorados pela ciência profana da Hydra, Wanda e Pietro Maximoff, Feiticeira Escarlate e Mercúrio.

Basicamente Wanda tem uma visão e deixa que levem o cetro, Tony Stark descobre que a lâmpada azulzinha daquele é um computador com um programa avançado de Inteligência Artificial. Ele e Banner têm a brilhante idéia de utilizar o software pra botar pra funcionar o projeto Ultron, uma mega inteligência artificial que iria proteger o mundo.

Sim, JARVIS é legal e tchans mas ele é só uma interface, não é realmente inteligente, ele é a Siri do Tony. Ultron será a coisa real.

Infelizmente Stark é Playboy, Bilionário, Gênio, Filantropo mas nunca ouviu falar nas 3 Leis da Robótica, de Asimov. Ultron também não, por isso decide que a melhor forma de proteger o mundo é exterminar a raça humana.

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No final os Vingadores vencem, mas a um preço muito alto, nunca mais serão os mesmos, blá blá blá, nada que você já não imagine. A questão não é o conteúdo, isso tem no gibi, é a forma, e a forma é sublime.

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A da Scarlett também, mas falo do filme. No primeiro todo mundo teve seu momento de brilhar. Desta vez Joss Whedon já estava acostumado, e conseguiu algo inédito: um filme com um grupo de heróis onde o grupo é o foco. A sinergia entre todos, elenco e personagens funciona muito, muito bem.

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Mesmo o — como diz o Jovem Nerd — Aquaman do grupo, o Gavião-Arqueiro tem destaque. Diria até que ele é a cola que une todo mundo. Ele cresceu como personagem, como herói e como pessoa, com um segredo que nem seus amigos conheciam.

Who you'll gonna call? Hulkbuster!

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A Marvel liberou parte da cena com a luta entre Hulk e Homem de Ferro, na armadura Hulkbuster. Aquele pessoal cool demais pra gostar de alguma coisa chama de fan service, entregar algo que os fãs querem ver. Sim, gente cool e descolada acha errado agradar fãs. Pois bem, a luta é MUITO maior do que o que foi liberado, faz todo o sentido no contexto da história e terá profundas consequências em Guerra Civil.

E sim, é lindo ver o Stark e o Banner se polpificando e destruindo uns 50% da África do Sul.

A Bruxinha que era boa

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A Wandinha é uma personagem difícil. Durante um bom tempo nem a Marvel soube o que fazer com os poderes dela, em alguns momentos ela foi a mutante mais poderosa do Universo Marvel, em outros ela basicamente dava uns passes e dizia “mifio suncê tem encosto”. No filme eles acertaram. Elizabeth Olsen está estranha, esquisita, instável, eu não gostei, até perceber que essa era a idéia.

Ela e o irmão são órfãos, traumatizados e sem Tumblr pra extravasar essas emoções. O Mércurio por sua vez está sendo inevitavelmente comparado com o do X-Men: Dias de um Futuro Esquecido da Fox. Eu diria que ele é… diferente. Nem pior, nem melhor. A cena da Fox foi épica, linda, poética mas foi UMA cena, inviável fazer várias sequências de batalha naquele estilo.

Sem contar que o Mercúrio aqui é interpretado pelo Aaron Taylor-Johnson, o Kick-Ass!

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Aprende, Kal-El

Em uma das (muitas) boas sequências do filme, antes do ataque a Ultron os Vingadores forçam a evacuação da cidade, salvando milhares de vidas. Você sabe, aquilo que o Super-Homem ignorou no Homem de Aço, quando promoveu um genocídio em Metrópolis, combatendo o Zod.

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A Velha Turma

Uma penca de rostos familiares aparece pra dar um alô, reforçando a Unificação do Universo Marvel. Tanto supers quanto reles mortais de outros filmes dão as caras, inclusive um personagem importante da SHIELD que todo mundo dava como morto (não ele, o outro). Maria Hill tem bastante participação, e a já tradicional aparição de Stan Lee é a melhor de todos os filmes até agora.

O Humor

O filme vai deixar muito chato revoltado. Você sabe, o pessoal que acha que gibi é coisa séria, que personagens são escritos em pedra e qualquer alteração do “canônico” é errada. Acredite, há gente assim, é o pessoal reclamando que o Thor agora tem uma perereca, e esquece que ele já foi um sapo.

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O filme É engraçado, ponto. Ultron é sarcástico e impaciente, tem muito da personalidade de Stark. Ele não é um Dalek. Aliás, sobre Ultron…

Ultron

A Marvel tem um problema com vilões, está no DNA deles, e Walt Disney já dizia que toda história precisa de um bom vilão. Essa carência aparece até naquela bomba do Quarteto Fantástico onde o Galactus virou… uma nuvem. O Caveira Vermelha é muito bidimensional, ele é malvado por ser malvado. O Abominável é abominável, a Hydra é legal mas odiar uma megacorporação só funciona se você for um daqueles hipsters comunistas dos movimentos Occupy.

Loki foi a rara exceção, e agora… Ultron. James Spader fez um trabalho magnífico ao dar voz a um robô ultra-inteligente e nada paciente. Não há efeitos em sua voz, não há aquelas bobagens de “computando…”  “sem registro” ou “danger, wil robinson” de robôs tradicionais. Ele é uma inteligência artificial e tem uma visão, só isso.

Tem Cena Pós-Créditos?

Não, a cena é no meio dos créditos.

Tem Visão?

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Tem sim senhor, mas embora seja feito pelo Paul Bettany, ele não é o JARVIS com um corpinho enxuto. Criado pelo Ultron, roubado por Stark e uploadeado com JARVIS e parte do protocolo Ultron, o Visão se tornou uma entidade única. Aquilo na testa dele é a Jóia da Mente, uma das Jóias do Infinito, ou seja, o Visão é poderoso bagarai.

Conclusão

O filme abre caminho pro Pantera Negra, pra Guerra Civil, pra Guerra do Infinito. Mais ainda: prepara para a renovação da equipe, algo que a Marvel tem que se preocupar no mundo real, onde atores ficam caros ou entediados demais para repetir os mesmos papéis. É uma saga épica e corrida, divertido que dói. É tudo que um fã de quadrinhos queria ver. É tudo que um fã de quadrinhos sonhou ver.

Joss Whedon fez de novo, a Marvel fez de novo, e farão mais ainda. Aguarde, confie e aproveite a Era de Ouro dos quadrinhos no cinema:

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