Processo Idiota do Dia: Kinbox (queeeem?) vs Kinect
Longe de mim defender o dinheiro da Microsoft, idealmente eles investiriam milhões em anúncios no MeioBit e clones da Luciana Vendramini para distribuir como brinde para blogueiro (eu). Mesmo assim há casos onde a ganância alheia é tão evidente que fica impossível não se solidarizar com a softhouse do Tio Chico.
É o caso desse processo idiota onde a Kinbook, uma app irrelevante de Facebook mudou de nome para Kinbox e descobriu que estava sentada na interseção entre dois grandes produtos da Microsoft, Kinect e Xbox.
Como em Maio de 2011 a App tinha 14 usuários ativos, decidiram que era melhor buscar alternativas de monetização. A melhor foi entrar com uma ação alegando que o público consumidor estava confundindo Kinbox com Kinect for XBox 360, e isso era a causa da péssima performance da App.
A lógica: Microsoft investe US$100 milhões em propaganda e marketing. O público confunde Kinect com Kinbox, acessa a tal App e por isso ela tem poucos usuários.
O Juiz não engoliu esse papo.
Primeiro, a Microsoft já tinha a marca Kin antes da tal empresa.
Segundo, não é razoável que um acessório de videogame seja confundido com uma App de Facebook.
Terceiro a própria Kinbox admitiu que investiu só alguns milhares de dólares em divulgação, e que segundo seus próprios (inflados e irreais) números nunca passou de 17 mil usuários.
Quarto: O autor da ação admitiu perante o juiz que outros serviços que usam o prefixo kin, como Kindle não são motivo de confusão, sem explicar o motivo de Kinect for XBOX 360 ser.
No final das contas os espertões tomaram um safanão legal, provavelmente arcarão com as custas e se a Microsoft estiver num dia ruim ainda exigirá que paguem os custos legais dela, que não devem ser nada baratos.
Fonte: GW
Red Hat garante Ano do Linux até pelo menos 2020
Embora no desktop doméstico o Ano do Linux ainda seja definido pela linha $AnoDoLinux = YEAR(NOW())+1, no desktop corporativo faz tempo que todo ano é ano do Linux, do Windows e, comendo pelas beiradas, do Mac.
Fugindo do oba-oba das atualizações semanais e firulas estéticas, o consumidor corporativo quer estabilidade, segurança e principalmente suporte a longo prazo. Ninguém compra 10 mil licenças (e acredite, o consumidor corporativo não vai baixar uma iso e queimar CD) sem ter uma boa idéia do ciclo de vida daquele produto.
A Canonical por exemplo garante 5 anos de suporte e atualizações para suas versões LTS – Long Term Support. Levando-se em conta que 5 anos atrás não existia Internet, a maioria dos computadores rodava ligados a caldeiras de vapor e escrevíamos programas em Latim, garantir um software por tanto tempo não é pra qualquer um.
Inaugurado o Centro de Tecnologia Microsoft
Semana passada estivemos (adoro plural majestático) em São Paulo para a cerimônia de lançamento do Centro de Tecnologia da Microsoft, um espaço de 1300 metros quadrados, R$10 milhões de investimento e algo que fazia muita, muita falta.
Quem só passa os olhos acha que é uma Apple Store ou similar, como a Microsoft Store do Edifício Central no Rio e que NINGUÉM da Microsoft tem conhecimento da existência (eu sei, não faz sentido, mas é Brasil). Só que o conceito de Centro de Tecnologia não tem nada a ver com Show Room.
A idéia é ter um espaço onde parceiros, integradores, consultores e clientes possam interagir, fugindo do modelo “se ferra aí”, onde a Grande Empresa recebe um pedido, repassa para um fornecedor e vai cuidar da vida. Já tive péssimas experiências com a IBM por causa disso, aliás..
O Centro de Tecnologia parte do princípio de que nenhuma solução é perfeita e nenhum cliente vai comprar um pacote de software e hardware de R$850 mil (estou chutando, claro) baseado apenas em dois folders, um PPT e duas garrafas de vinho pagas pelo vendedor.
Como se diz na Microsoft, quem tem cx tem medo
Tradução é uma desgraça. Em algum lugar, em algum momento o termo utilizado será mal-interpretado, terá um significado local inadequado ou soará… bobo. É o caso da Chana Motors, que virou Changan no Brasil, ou da Pajero, termo que virou Montero pois em espanhol significa Defensor de Software Livre.
No cinema o mais azarado com isso é George Lucas, que mesmo pesquisando bastante ainda se saiu com Capitão Panaka, Mestre Jedi Sifo Diaz e o Conde Doku.
Mesmo quando não se trata de produto, as traduções podem causar problemas, como a Microsoft.
Por um tempo nas comunicações internas da empresa a abreviação para customer (cliente) seguia a regra de utilizar as duas primeiras letras da palavra. Depois de muita troca de emails e brasileiros rindo até não poder mais, explicaram que tratar o cliente daquele nome não era uma boa política, e por mais que muito cliente seja um bom asshole, eu concordo.
Hoje a abreviatura de customer na Microsoft é cx, mas em algum lugar deve haver memorandos com a versão antiga. imagino que sejam… curiosos.
Fonte: ONT
Estratégia vencedora para promover alta resolução: Japinhas edificantes no PS3
As imagens em FullHD chegaram a um ponto onde a evolução fica complicada. O consumidor quando migra do DVD pro BluRay ganha 4 vezes mais pixels, o que exige que a fonte do material também tenha esses pixels extras. A indústria ainda está se adaptando e em países como o Brasil boa parte do que passa na TV ainda não é em FullHD.
Por isso o próximo salto, para 3K ou 4K ainda vai demorar. Só que os fabricantes não querem esperar, a margem de lucro em televisores é algo muito pequeno, com o agravante de ser um produto que a gente não troca toda hora.
A Sony, que não é boba nem nada descobriu um jeito de acostumam e interessar o consumidor por imagens em resolução 4K sem que ele tenha que comprar uma TV caríssima (ainda): O truque é a tecnologia PlayView, que lembra muito o DeepZoom da Microsoft. Ela permite que você faça zoom de imagens de altíssima resolução de forma suave e contínua. Tudo que um bom tarado por japinhas quero.
2012–A Maior Aposta da Microsoft
Quem tem muitos carnavais no currículo, quem viu muita água debaixo da ponte está acostumado com o sobe e desce do mercado. Nós vimos cloud computing na época em que se chamava Cliente/Servidor, vimos essa onda de servidores virtuais na época em que ainda eram coisa de mainframes (mas já existiam) e vimos o Internet Explorer sair da irrelevância para salvador da pátria, virar vilão e agora disputar com o Opera o posto de melhor navegador que ninguém usa.
Eu vi a Microsoft na época em que ainda disputava espaço com o CP/M, mexi no Windows quando ainda era uma curiosidade, e todo mundo preferia o DOS, acompanhei quando a empresa ignorou solenemente a Internet por tempo demais, até Bill Gates soltar seu memorando clássico, uma das mais importantes peças da História da indústria de TI do Século XX. Em 3 meses a Microsoft se reestruturou e o Windows conseguiu permanecer relevante em um mundo que não deveria mais ser dele.
Mesmo assim em todos esses anos nessa indústria vital nunca vi um momento em que a Microsoft tivesse mais apostas no ar. Pela primeira vez até a próxima versão do Windows é uma incógnita. Estão investindo pesado em áreas onde não tiveram sucesso antes, estão investindo em áreas que ainda –a rigor- não existem e em áreas saturadas, mas com produtos repletos de potencial.
Vejamos algumas das áreas onde a Microsoft está apostando o tudo ou nada:

