Mais um importante passo rumo aos display 3D impossíveis de ficção científica

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Durante toda a história do cinema e da TV a tecnologia da ficção científica esteve presa à tecnologia real. Só dá pra mostrar o que se tem tecnologia para simular, e telas suspensas no ar eram algo caro demais. E, só pra avisar, o holograma da Princesa Leia era só uma imagem transparente sobreposta.

O verdadeiro display de ficção científica com imagem flutuando no ar só se popularizou depois que surgiram ferramentas de motion tracking, que hoje se encontram em qualquer Adobe After Effects da vida. Em verdade até no Blender tem como fazer, e é tão simples que até um já brinquei disso.

Definidas pela ficção como padrão, trazer essas interfaces para o mundo real é bem mais complicado. Uma imagem flutuando, sem tela? Impossível, imagens não funcionam assim. Só que nenhum problema de engenharia é impossível, se você aplicar dinheiro e tempo suficientes, e um passo importante foi dado por Daniel Smalley, da Universidade Brigham Young.

Pesquisador do ramo de holografia, ele ficou irritado após ver Homem de Ferro, pois aqueles displays não poderiam ser criados com técnicas tradicionais. Pesquisando alternativas, ele e seu grupo conseguiram bolar um método onde uma partícula de celulose é aprisionada por um conjunto de lasers, funcionando como uma espécie de raio-trator. Esses lasers movimentam a partícula no espaço tridimensional, ao mesmo tempo em que lasers coloridos, verde vermelho e azul atingem a partícula, que brilha na cor selecionada.

O campo de visão é minúsculo, poucos milímetros, mas conseguiram, por exemplo…

Recriar o holograma da Leia:

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Ou o efeito Homem de Ferro da imagem em torno de um objeto físico:

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Ou o clássico display flutuando no meio da mesa:

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Antes que o pessoal chato de sempre vá latir nos comentários, aviso de novo: isso é pesquisa BÁSICA, é uma técnica ainda em sua infância, isso não é reloginho que a GearBest vai vender semana que vem. E não, ao vivo a imagem não pisca como no vídeo, é efeito causado pelo frame rate da gravação.

Estamos tendo a rara oportunidade de ver uma técnica quase em seu nascimento, e o que é mais significativo: algo deixou de ser tecnicamente impossível, agora é apenas muito difícil e complicado. Veja o vídeo, é lindo:


nature video — Pictures in the air: 3D printing with light

Fonte: Nature.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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