Fabricante do Roomba quer o direito de vender o mapa digital da sua casa

dados

Nós podemos estar na pré-história do desenvolvimento de robôs inteligentes, mas os mais simples e voltados a apenas uma função nos atendem com muita habilidade. Um dos mais bem-sucedidos é o Roomba, um autômato que cumpre a função de aspirador de pó automatizado. Ele planeja rotas otimizadas para fazer o melhor trabalho com o mínimo de esforço e em menor tempo, evita elevações e depressões (como escadas) e tapetes muito fofos, vai sozinho para a estação de energia recarregar quando a bateria está baixa e não é tão inacessível, possuindo um preço até administrável.

Tirando o fato de ser um brinquedo que gatos adoram e ter alguns problemas com presentinhos o Roomba é um gadget bem satisfatório, mas sempre há um outro lado: para limpar sua residência adequadamente o robozinho mapeia sua casa inteira, o que significa que cada unidade possui detalhes específicos das plantas de diversas residências. E agora a iRobot, a fabricante do Roomba está cogitando fazer dinheiro com esses dados.

A ideia da iRobot seria compartilhar os mapas digitais que os Roombas armazenam com outros dispositivos inteligentes como termostatos, lâmpadas, câmeras e etc. de modo a permitir que estes gadgets façam um trabalho mais eficiente. Conhecer a planta de uma residência e os hábitos dos moradores permitiriam que esses dispositivos da Internet das Coisas desempenhem suas ações nos melhores horários e de maneira que consumam menos energia e entreguem melhores resultados.

Veja bem, cada Roomba armazena o mapa completo da casa que é designado a aspirar por padrão, de outra forma ele não pode trabalhar. A iRobot percebeu que tais dados “parados” representam uma perda de potencial e consequentemente, estão deixando de ganhar dinheiro ao não revendê-los para outras companhias e permitir que estas melhores seus serviços. Colin Angle, CEO da iRobot foi bem claro:

“Há um ecossistema inteiro de coisas e serviços que uma casa inteligente pode entregar, uma vez que você tenha um mapa detalhado do interior da sua casa e que o usuário deve autorizar o compartilhamento.”

A questão principal aqui é a autorização que o usuário deve dar para que o Roomba compartilhe os mapas, o que do ponto de vista legal é o certo a se fazer; porém nada impede que a iRobot passe a fazer com que os modelos futuros seus robozinhos funcionem apenas se o comprador concordar com os termos de serviço, inclusive abrindo mão da privacidade de seu lar. Há grandes empresas interessadas nesses dados como a Apple, a Alphabet Inc. e a Amazon; esta inclusive está um passo adiante das demais visto que a Alexa é capaz de controlar alguns modelos.

No entanto é bem possível que os comercializados hoje não serão capazes de enviar tais informações por incompatibilidades de software e firmware, e pode ser que eles não sejam passíveis de receber atualizações para tal, a menos que a iRobot já tenha considerado tal cenário e deixado tudo pronto de antemão, o que não duvido. De qualquer forma não há previsão de quando ou se tal prática se tornará realidade, até porque a fabricante deve enfrentar grande resistência por parte dos consumidores e órgãos de defesa à privacidade, sem falar que muito provavelmente terá de dar esclarecimentos à justiça.

Fonte: Reuters.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Cocainum

    Uma planta da casa facilitaria a vida dos aRoombadores

    • Querem deRoombar as paredes de nossas casas e invadir nossa privacidade!

      • E fazer uma festa de aRoomba nos nossos quartos

    • Daniel Peixoto

      CaRoomba que piada ruim essa sua

    • Rafael Rodrigues

      Não vejo como se ele tem ZERO informações sobre como são as portas…
      E quem tem roomba não costuma deixá-lo andar livremente pela casa. Ele vem com paredes virtuais infravermelhas justamente para evitar isso.

      • Claudio Roberto Cussuol

        Oi, bem-vindo à internet.

        • Hige

          Já chegou !

      • Hige

        Acho que vc não está pensando tanto como ladrão, está pensando como alguém que simplifica muito as coisas ou confia muito na boa vontade das empresas e na confiabilidade dos produtos. Tudo pode ser hackeado e tudo pode ser usado como fonte de ameaça, em maior ou menor nível. Tira uns minutos pra se colocar no lugar de um agente mau intencionado (por N motivos, desde trollagem boba, “em nome da ciência”, por umas calcinhas usadas – lacist mode on – japonês falando – lacist mode off – …), enfim não penso em DEMONIZAR ( desculpa gritei) a tecnologia, é só que ela é feita por e para humanos, e nós temos um infinito potencial para o Mal e para sermos idiotas.

  • Anayran Pinheiro

    ARoombado quem teve essa ideia de jerico… Já não basta pagarmos pelo produto, querem ainda mais…

  • Dandalo Gabrielli

    Acho que ver isso como mapa da casa é pensar pequeno. Na verdade é uma mapa de corrida maluca (ou simplesmente o desenvolvimento de um algoritmo), como ser o mais eficiente passando por todos os cantos e desviando de um objeto. Quando você sabe fazer esta tarefa isso vale para tudo. Robo, exterminador vasculhe toda a floresta atrás de inimigos. Ou robô funcionário público, vá aparar e limpar toda a grama do estádio.
    Isso não tem a ver com privacidade…

  • Dandalo Gabrielli

    E ainda na linha de privacidade. Vamos dizer que você é gerente da Cia Telefonica e tem que decidir aonde vai investir, em ligações celulares, fixas ou internacional… : )
    Seria errado você da empresa tirar essa decisão, olhando a conta de seus clientes e baseado nela tomar a decisão? Afinal esta se intrometendo na conta de cada um, verdadeiro Big brother…

    • ElGloriosoRangerRojo™

      Depende. Existem níveis de privacidade.

      Se o gerente olha por exemplo, somente a quantidade de tempo gasta entre as modalidades, sem saber pra quem o cliente ligou, não há problema algum…

      Quando você assina contrato com uma empresa que analisa seus dados, deve ser discriminado qual o nível de privacidade te oferecem e até onde vai a análise de dados deles…

  • Luiz Rodrigo Martins Barbosa

    A grande maioria dos modelos não tem conectividade nenhuma, só os mais novos e caros.
    No mais, queria que o meu não fosse tão estúpido de ficar travado sempre na escada, que é um lugar que não dá pra eu colocar uma parede virtual. 🙁

    • Sinceridade

      Realmente, os que eu comprei chineses são programados para: ir pra qualquer lado a qualquer momento ou girar como a pomba-gira do meio da sala até os cantos
      O resto é a mesma coisa com outro nome.

  • Fernando Silva

    aaaaa

    • aaaaa

    • lordtux

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      • …e tive o trabalho de traduzir isso…

        • Caipiroto, o Capeta Caipira 😈

          …e de repassar no boteco, pra outro trouxa também traduzir…

      • Fabricio Costa

        Espalhei via whatszapp… mas já mandei o link para tradução junto senão ninguém ia entender nada.

    • Corrigido, odeio deixar essas sujeiras mas acontece às vezes. :p

  • tiago

    Queria tanto um desse, essa noticia me desmotivou um pouco, imagina num mercado negro o quanto vale essas informações em bitcoins

  • Diego Marco Trindade

    Acho que eles não podem simplesmente vender, mas de alguma forma permitir que dispositivos IoT acessem estes dados. Inclusive acho uma besteira fazer dispositivos IoT na nuvem. A necessidade de processamento é tão pouca e a segurança tão lixo, que devia ser tudo controlado de um dispositivo tipo a Alexa, Google Home e o que quer que a Apple traga, sem acesso à rede externa, exceto por através destes dispositivos.

  • Rafael Rodrigues

    Tenho um 770, que à época era relativamente top e ele não tem conectividade alguma. A grande maioria não tem.
    E esse papo de mapear a casa é lenda. Ele “agarra” nos mesmos lugares. É um EXCELENTE produto. Para a sujeirinha miúda do dia-a-dia não há coisa melhor.
    Mas daí a “mapear” a minha casa e isso ser um risco para mim tem uma distância enorme. Só acredita nisso quem não tem um roomba ou não tem noção de como um desses funciona.

  • Lucas Timm

    Não vi um big deal. Até porque esses dados muitas vezes estão disponíveis na internet, né… Em sites de construtoras por exemplo.

    • Rafael Rodrigues

      Pois é. Ainda tem isso. Se colocar o nome do meu prédio no google imagens dá para ver a planta da minha coluna.

  • major505

    Os rombas tem wifi ou algo assim para passar esses dados?

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