É bit ou é Byte: você também teria esse problema de esquecimento?

A memória adora nos “deixar na mão” quando mais precisamos, até porque exigimos muito dela, seja a alheia ou a própria. Quando falamos na memória de nossos queridos, amados e praticamente insubstituíveis gadgets, sempre queremos que ela seja o mais rápida possível, que possa resgatar nossos dados mesmo depois de a bateria descarregar-se por completo, com uma capacidade bem maior do que podemos precisar durante a vida útil do aparelho e, claro, tudo isso por um precinho bem camarada.

Tio Laguna, haveria alguma tecnologia atual que possa preencher todos esses requisitos?

Talvez, mas tal tecnologia acabaria esbarrando no preço, na capacidade e/ou durabilidade. É a velha e boa questão do custo benefício, que deveria ser muito bem planejada pelo consumidor, afinal, dinheiro não nasce em árvore. Devido à inviabilidade econômica e técnica de se ter uma tecnologia de armazenamento dos dados que poderiam preencher tantas exigências, temos, desde os primórdios da informática, uma clara divisão dos tipos de memória:

– A memória principal, popularmente conhecida como (D)RAM e incluo aqui também a cache (SRAM), de onde o sistema operativo e seus programas compatíveis são diretamente executados pelos microprocessadores. Tal tipo de memória caracteriza-se pela volatilidade das informações, nela gravadas, após o desligamento do aparelho, característica que é compensada pela enorme velocidade de acesso do microprocessador aos dados que estariam ali contidos;

– E memória secundária, a de armazenamento, que é a mais barata, já que possui diversas tecnologias concorrentes e, de certa forma, complementares entre si (discos magnéticos e/ou ópticos, chips ROM de diversos tipos, SSDs, etc..). Tais tecnologias garantem que as informações contidas, nesse tipo de memória, possam ser resgatadas mesmo após o desligamento da máquina capaz de acessar a mídia física da memória secundária. O porém é que a velocidade de transferência desses dados gravados na memória secundária ainda é irrisória diante da competência que coube à memória principal. Isso considerando tecnologias e interfaces contemporâneas, claro.

Meu caro Laguna, essa dança toda eu já sei de cor e salteado. Que tipo de besteira você veio falar aqui?

Vou “jogar um pouco de conversa fora” sobre as unidades de capacidade e velocidade de transferência da informação contida na memória, seja ela a de armazenamento ou a principal. E quais são essas unidades?

– A mais elementar é o bit (sempre abreviada como ‘b’ minúsculo, e Meio ‘Bit’ é nome próprio, tratando-se de exceção prevista no idioma português), que representa o dígito binário 0 ou 1. Quando usamos o bit como unidade, geralmente referimo-nos à velocidade de transferência de dados (em transferência, sempre colocamos o tempo analisado, geralmente por [/] segundo [s]).

– Já a mais popular é o octeto de bits, o byte (é abreviada sempre com ‘B’ maiúsculo e opto pessoalmente por escrever Byte para realçar isso, em determinados momentos), que representaria um caractere (ASCII e mais outros 128 deles…) e é utilizado em qualquer situação para designar a capacidade de armazenamento da memória, seja essa memória a principal ou secundária.

Num passado não muito distante, o JEDEC e o SI brigavam entre si por conta de ambos utilizarem as mesmas ordens de grandeza (o quilo, o mega, o giga, o tera, etc..), só que com significados bem diferentes. Para evitar mais confusões, ambos chegaram a um acordo para diferenciar as ordens de grandeza binárias (JEDEC) das ordens de grandeza decimais (SI):

SI

Por exemplo, o quilobyte (também conhecido como quibibyte, coisa que nem gosto de pronunciar), quando a ordem de grandeza é binária, ou seja, o termo é equivalente à 1024 Bytes, é abreviado como KiB. Mas caso essa ordem de grandeza seja decimal, ou seja, ao referirmo-nos a 1000 Bytes, então abreviaríamos como kB. Resumindo: na abreviatura, um ‘i’ minúsculo é incluído para as ordens de grandeza binária.

JEDEC

Utilizamos as ordens de grandeza binárias em quase toda referência à memória de nossos Equipamentos de Tecnologia da Informação, seja ela a principal ou secundária. E quanto às ordens de grandeza decimal?

Chegamos à parte interessante: geralmente utilizamos as ordens de grandeza decimais quando tratamos de velocidade de transferência de dados, além de utilizarmos o Byte sendo composto por 10 (dez) bits, devido à codificação 8b/10b, onde há os oito bits de dados + dois bits de paridade.

Então, quando referimo-nos à velocidade de acesso à internet de, por exemplo, 10 Megabits por segundo, essa velocidade seria equivalente à 1 MegaByte por segundo, não 1,25 MB/s como se suporia. A interface USB 2.0 pode chegar aos 480 Mbit/s (60 MB/s, half-duplex) se não fossem os protocolos proprietários enviados para identificar o componente conectado, juntamente com outras interrupções e restrições, ao passo que o USB 3.0 poderia, em teoria, chegar aos 5 Gbps Gbit/s , mas, na prática, acaba chegando à um pouco menos de um décimo disso, “apenas” 480 MBps MB/s, o que já é dez vezes mais que o padrão anterior e full-duplex.

Agora tenho outra situação interessante: o melhor jogo que já joguei na vida era anunciado como tendo incríveis 256 Megabits e, à época, quando eu era um mero aborrescente, notei que isso não passava de “apenas” 32 MiB. Enquanto isso, o console concorrente, não tão “imune” à pirataria, infelizmente, tinha jogos que ocupavam mais de um CD, embora cada CD proprietário era limitado à 650 ou 700 MiB. Onde quero chegar com essa viagem toda?

Mídias Óticas

Houve um ponto em que os fabricantes de discos magnéticos e/ou ópticos perceberam que era muito mais fácil utilizar ordens de grandeza decimais para medir seus produtos e torná-los mais atraentes aos consumidores, o que fez com que discos rígidos de 320 GB (gigabytes decimais) tivessem “apenas” 298 GiB (gigabytes binários), os DVDs de 4,7 GB possuindo 4,37 GiB e os Blu-rays de 25 GB, “apenas” 23,76 GiB disponíveis ao usuário para o armazenamento de seus dados e vídeos educativos em alta definição.

Mas o uso de ordens de grandeza decimal é algo que não acontece com a memória principal, e por um bom motivo: a interface obriga que a capacidade esteja em ordem de grandeza binária e seus múltiplos, pois cada canal do barramento, que liga o módulo ao controlador de memória, teve ter acesso à um mesmo número de endereços de memória. Se cada módulo de memória (pente é para cabelo..) do tipo DDR2-SDRAM, com 16 chips (oito em cada face, em cada lado do módulo), está num canal de 64 bits, dá para imaginar que cada chip seria dividido por quatro, representando cada bit do canal. Isso em teoria.

Para não me aprofundar demais no assunto e tornar o texto (ainda..) mais longo, gostaria de tratar sobre um vício que ronda alguns lusoparlantes: a mania de pluralizar as ordens de grandeza. Tenho que sempre avisar isso: não existem megas, não existem gigas e nem existem teras. Ordem de grandeza não é unidade. As unidades podem ser colocadas no plural, já que existem bits e Bytes. Mas ordem de grandeza não pode ter plural, a não ser que alguns lingüistas modernos achem o contrário, depois de algum futuro acordo ortográfico que inclua o miguxês como norma culta de nosso idioma.

Ou alguém aí fala “megasbytes“, “gigasbytes” e “terasbytes“, por acaso?

Uma última coisa: letras maiúsculas são diferentes de letras minúsculas. A temperatura em kelvin (K maiúsculo) é diferente de quilo decimal (k minúsculo) ou quilo binário (Ki). Mega decimal (M) é diferente de mega binário (Mi), que por sua vez, são diferentes do pequenino mili (m). Giga decimal (G) ou binário (Gi) não deveriam ser confundidos com grama (g), unidade de massa. Assim como há uma tonelada (t) de gente que pode confundir o tera decimal (T) com o binário (Ti, também conhecido como titânio pelo tio Pryderi), utilizado indiretamente como unidade de postagem (os queridos tibs) no MeioBit.

Agradecimentos ao Adriano Lepper, à Fabiane Lima, ao GuZ, ao Naftali, ao Gabriel Rezende e ao Atípico Rudá por terem me inspirado a escrever este post durante uma conversa no Skype, enquanto eu estava a jogar Devil May Cry 4, tudo isso simultaneamente, claro.

[ATUALIZAÇÃO]

O caro leitor Geovani chamou a atenção da equipe Meio Bit para uma notação errada utilizada no texto: de acordo com o sistema internacional de unidades e medidas, utilizamos a barra de divisão [/] para abreviar taxas (quantidade de algo num determinado período de tempo, por exemplo). Embora o sistema norte-americano utilize o p para designar tais funções, bom lembrar que abreviamos quilômetro por hora como km/h não “kmph”. O presente post foi alterado e o tio Laguna possui obrigação de pedir desculpas aos leitores num próximo post.

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Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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  • Ta, mas e como fica quando suprimimos a unidade de medida a qual etamos nos referindo. Por exemplo: fulano pesa 80 quilos?

    • Joaquim Uchôa

      Fica que é informal, apenas isso. Não conheço nenhum texto acadêmico ou empreserial decente que use apenas quilo para indicar peso.

      Isso ocorre por conta de uma figura de linguagem, que chamo de “contaminação”, onde o todo é tomado pela parte, por exemplo (não lembro o nome correto dessa figura de linguagem). É a velha mania de comprar “bombril” ao invés de palha de aço, “gilete” ao invés de lâmina de barbear.

      Ou seja, numa conversa de bar, na praia, 80 quilos são entendidos. Numa texto formal, é ataque à Língua Portuguesa.

      Ginux: Grupo de Pesquisa em Linux

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      • A figura de linguagem é a metonímia, e a sub-classificação para esses casos é essa mesmo, “Parte pelo todo”

        • Exato.

          O que mostra que usar somente a grandeza como unidade é linguisticamente aceitável, apesar de gramaticalmente incorreto.
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          • Se bem que não sei se seria o caso. “Parte pelo todo” é válido em casos como ‘o pão de cada dia’ (pão = alimento em geral), ‘um teto para morar’ (teto = habitação), e por aí vai. O exemplo que ele deu é da “marca pelo produto”: gillete, bombril, xerox, e por aí vai.

  • Esse é o Laguna que eu conheço, só achei que tinha poucos links no texto. }:)

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  • Laguna vai lançar um livro e o Titulo será “Cuidado com o dedo na Tomada” 😛 😉
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  • guicpv

    [quote]Então, quando referimo-nos à velocidade de acesso à internet de, por exemplo, 100 Megabits por segundo, essa velocidade seria equivalente à 1 MegaByte por segundo, não 1,25 MiBps como se suporia. [/quote]

    Em alguns momentos do texto, fica confuso o que você quis dizer devido a não haver difenrença entre o nome por extenso “MegaByte” usado tanto para MiB quanto para MB.
    Mas se reler umas 3x, fica de boa.

    [quote]A interface USB 2.0 pode chegar aos 480 Mibps (60 MiBps, half-duplex) se não fossem os protocolos proprietários enviados para identificar o componente conectado, juntamente com outras interrupções e restrições, ao passo que o USB 3.0 poderia, em teoria, chegar aos 5 Gbps, mas, na prática, acaba chegando à um pouco menos de um décimo disso, “apenas” 480 MiBps, o que já é dez vezes mais que o padrão anterior e full-duplex. [/quote]

    Desenha essas contas de conversão que vc fez aqui? 😀

    Eu queria saber se a utilização de “quilos” como nós usamos para nosso peso também é errada… Mas… essa pergunta foi respondida acima… Informal. =P

    • Quilo pode até ser falado, mas deve ser evitado na escrita de um texto técnico, por exemplo. 😉

      Além disso, o primeiro quote está confuso pois o staff não conseguiu fazer o ajuste a tempo, já que há mais um zero no texto: são 10 Megabits, não 100.

      :O
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      Linke para mim. Mas linke direito. E o esquerdo, também, cara!

  • Leo_Koester

    Excelente post, Laguna.
    Parabéns. 😉

    Devidamente bookmarkeado para futuras referências.
    _____
    Savy?

  • Excelente post, Laguna.

    Queria contribuir com mais uma unidade “errada” que costumo usar para evitar confusão: No meu meio, a unidade usual de massa é o “long ton” (1016.1 kg), cujo símbolo é “ton” ou “t” (depende do quanto o autor precise encurtar o nome).

    Por esse motivo, eu devo representar a tonelada do SI (1 t = 1000 kg) como “tonne” ou “metric ton”, sendo que o primeiro causa mais confusão em brasileiros. O símbolo é mais complicado, pois “t” ou “ton” é sempre assumido como sendo “long ton”. Logo eu sempre sou obrigado a escrever a unidade como “mt”.

    Ainda hoje eu não sei se “mt” é um uso correto, já que unidades derivadas não tem prefixos (não existe o militon).

    • Afeee… estou ficando viciado demais em wow… lendo seu post, vi “mt” e traduzi mentalmente para “Main Tank”… helppp!!!! 😕

  • E pensar que esta discussão é que está certa. Mas o pior é você ser engenheiro e ter de aprender toda uma filosofia diferente de como lidar com a natureza, só porque o (MALDITO) sistema inglês insiste e mnão morre. Mas claro, um artigo quase que definitivo sobre nomenclatura. Parabéns, Laguna!
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    In this house, we obey the laws of thermodynamics! (Homer Simpson)

    • Os Estados Unidos são um dos três países que não adotaram o Sistema Internacional de Unidades. :O 🙁

      Até o Reino Unido da Grã Bretanha, de onde se originou o Sistema Imperial Inglês de Unidades por dúzia/polegada, está numa das fases iniciais de transição para o sistema internacional decimal/métrico de unidades, se não me engano. Lá nos US and A, o SI é colocado como coisa de nerd, como se o mundo fosse resumido à América do Norte. Incrível isso, até lembro d’Os Simpsons rindo do SI.

      🙁 :jawdrop:
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      Linke para mim. Mas linke direito. E o esquerdo, também, cara!

      • Isso me lembra até o seriado Bones, onde a personagem da Emily Deschanel é uma cientista e vive utilizando termos S.I.: gramas e quilogramas para massa, metros para alturas das vítimas, centímetros e milímetros para coisas pequenas, litros para volumes (ou então centímetros cúbicos), e por aí vai. Enquanto o personagem do David Boreanaz vive perguntando “e quanto é isso em ‘Americano’?”. Tanto que na legenda e dublagem fazem até questão de não converter unidades na hora de traduzir, para manter a dicomitância.

      • Lá no reino unido houve um problema dessa transição. A cerveja era vendida em pints. Quando passaram para litro e mililitro, eles não sabiam dizer se estava caro ou não: alguns donos de bar mudaram o volume das garrafas, de modo que a conversão para pint não dava um valor inteiro, e aumentaram o preço.

        Foi uma zona e agora a recomendação é manter o tamanho das garrafas como 1 pint e apresentar os resultados em mililitros e colocar o valor em pints entre parênteses.

  • oO

    Explicações técnicas avançadas! Isso é adubo pra uma plantação de salsas (grandes salsas..)

    Esse tipo de informação é bem útil, existem muitas pessoas com alguma vivência em tecnologia ou que gostam muito e não sabem esse tipo de coisa. Além da grande dúvida, eu tenho um ispidi (speedy) de 2 mega (2Mbps) e não consigo baixar as coisas mais rápido do que 256KBps.. Isso é porque a telefônica garante apenas 10% da velocidade contratada…
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    I Wanna Rock N’ Roll All Night And Party Every Day!

    • LucasSaw

      Eu também tenho “Speedy 2 mega” e se eu não muito me engano, são 2 megabits/s (Mbps) de velocidade de download, ou seja, 256 kilobytes/s (KBps). A Telefônica (assim como as outras), fazem um “jogo” de unidades entre bytes (B) e bits (b), o que acaba confundindo o cliente, mas a velocidade está correta.

      Quanto ao mínimo de 10% que eles garantem por contrato, esse mínimo, no caso do “Speedy 2 mega” é de 0,2 Mbps que é igual a 25,6 KBps.

      PS.: se eu falei alguma besteira, me corrijam!

      ——— Saw

      • Corretíssimo, merece a estrelinha de bom aluno do professor Girafales.

        😉
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      • Sim sim, isso mesmo que eu quis dizer! Era isso que eu ia falar, é que eu troquei as letras! Mas já corrigi =P

        Pode ficar tranquilo que eu trabalho como Administrador de redes e sei bem fazer essas continhas!

        Infelizmente ainda temos muitos no país que acham que o Speedy deixa o micro mais rápido e que Bits e Bytes são a mesma coisa, que programas são instalados na memória RAM e que o gravador de DVD não lê DVD/CD

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        I Wanna Rock N’ Roll All Night And Party Every Day!

  • Muito bom texto. Já conhecia o assunto mas sua forma de escrever me fez ler tudo.
    Espero ler mais textos em breve.

  • Nanz

    Muito bom, eu sabia que existia o MiB e MB mas não sabia que se falavam da mesma maneira. Sempre achei que um se falava megabits e o outro megabytes. Valeu por esclarecer.

    • Sem problema. 8)

      MiB deveria ser falado como MegaByte binário ou MebiByte, já MB é MegaByte mesmo, só que decimal, exceto quando tratamos da memória principal, aí é binário e nem tem conversa. 😉

      Só tenha cuidado para não escrever mb ou mB quando abreviar, usando o Shift e/ou CAPS LOCK no teclado com atenção, já que tais abreviaturas referem-se ao “milibit” e “miliByte“, unidades que nem existem.

      🙂 😀
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  • O artigo é bem informativo, mas acho desnecessário todo esse preciosismo (MiB, mibilisca, mibate, etc). Pra quem é da área (isso acontece comigo, pelo menos), quando alguém fala de MB/GB é sempre na base binária, raramente na base decimal.

    E um adendo cultural: na França, byte é octet (o). Por isso não estranhem quando os franceses escreverem Mo, Go, To, etc. Não sei se isso se aplica às medidas binárias (Mio, Tio), eu creio que sim.
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    • ovtbqr

      E se você fosse da área Marketing de hds?

      Pq os nutricionistas do marketing (q tal chamar de desnutricionistas?) inventaram a caloria alimentar, que é uma quilocaloria (nem sei qual das 5 calorias mas tá tudo bem). Mas as calorias da mitologia popular comtemporânea são ainda mais interessantes.

      • Claro, na área de marketing de HDs só se usa base decimal – eles ganharam na justiça esse “direito”. Imagine se a moda pega, os estelionatários vão começar a processar quem os denuncia por que tem o direito de enganar. Mas pelo menos o tamanho em setores estampado na etiqueta dos discos é correto, aí é só dividir por 2^30 e você tem o tamanho em GiB.
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  • orisso

    MiB? Achei que você estava falando daquele filme lá, dos homens de preto.. ehehhehheheh 😛

    • 🙂 😀

      Eu juro que pensei em fazer essa piada no post, mas dadas as minhas limitações técnicas e intelectuais, desisti da idéia para tentar não confundir aquele tipo leitor que não está acostumado com tantos detalhes e informações ‘novas‘ abordadas no texto, além de eu não poder fazer isso sem alongar ainda mais o tamanho do post.

      🙁
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      Linke para mim. Mas linke direito. E o esquerdo, também, cara!

  • Não tão longo, mas explicativo. Finalmente um bom artigo informativo. =p (nada contra os de noticias.)
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    Blog do Keaton

  • Rayane

    Cheguei a ler uns tutoriais sobre o assunto, tutoriais enormes e nada didáticos que no final você só lembra do Mib por causa do filme Homens de Preto. Parabéns pelo texto! 🙂

  • Por um acaso aqui na empresa tem 4 professores universitários (disciplinas de TI) e perguntei para ambos sobre o assunto do post. Nenhum deles ouviu falar sobre essa história de KiB x KB (apesar de um deles, que também é professor de matemática concordar que sempre achou estranho o uso de “K” valendo 1024 na informática e 1000 nas ciências exatas).

    Inclusive falaram que nos livros-texto utilizados em sala de aula ainda se usa KB para representar 1024 bytes…

    • Putz, e eu conheço essas unidades desde os meus 15 anos (e lá se vão outros 16 :P), quando eu li sobre eles pela primeira vez no caderno de informática do jornal O Globo (na época em que tal caderno ainda era interessante de ler), acho que numa Trilha Zero do B. Piropo (ou numa coluna do C@T)

      • Tem um link, no sexto parágrafo do texto (agradeço ao Luiz Eduardo Nercolini pela inclusão do tal link), para um texto do Mestre Benito Piropo logo após o link do Carlos Morimoto, ambos sobre o mesmo tema abordado no meu presente post. 8)

        Não me baseei neles para o meu texto, mas possa ser que a abordagem seja mais agradável para alguns, nunca se sabe. É prevendo esse tipo de situação que acabo tentando incluir mais links relacionados ao tema em questão, sempre que possível.

        😉
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  • robson_franca

    Hum… bom post. Só tem uma coisa: o SI entrou em contradição? Pergunto isso porque unidades de medida pelo SI só podem ter abreviaturas em maiúsculas se forem oriundas de nomes próprios.

    Exemplo:

    V (Volt, de Alessandro Volta)
    A (Ampere, de André-Marie Ampère)
    F (Faraday, de Michael Faraday)

    Agora B veio de quem? Se é para fazer outra medida, porque não adotar by para byte? Ou bit para bit mesmo e b para byte?

    De resto, essa jogada de usar MB em vez de MiB pelos fabricantes de HD’s é antiga e é uma pura jogada de marketing.

    Finalmente, não vejo problemas em usar “megas, gigas, etc.” por um motivo simples: contextualização. Dentro do contexto correto isso funciona bem sob o ponto de vista comunicativo. O problema é quando misturamos estações, ao dizer que o processador possui um “clock” (ou frequência de relógio) de 500 Mega, em vez de dizer 500 MHz.

    Abraços

    • Caro Robson, no SI, as ordens de grandeza em letras maiúsculas são potências positivas de 10 (dez elevado à +3, +6, +9, etc…), enquanto as minúsculas são potências negativas (dez elevado à -3, -6, -9, etc…). 😉

      Mega é diferente de mili. Coulomb é diferente de centi. Newton é diferente de nano. Início de frase/parágrafo também deve ser com letra maiúscula e isso independe da natureza da palavra que inicia o tal texto. 8)

      Além disso, quando em extenso, unidades oriundas de nomes próprios devem estar em minúsculas, como hertz (Hz), volts (V), ampères (A), newtons (N), joules (J), coulombs (C), etc.

      😉
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      Linke para mim. Mas linke direito. E o esquerdo, também, cara!

      • robson_franca

        Caro Max,

        Você sabe o que significa “tergiversar”? 😛

        Eu não estava falando dos prefixos e sufixos designadores de múltiplos e submúltiplos das unidades de medida (que, por sinal, também existem em potências de dez como +1, +2, -1, -2, etc.). Estava falando das unidades de medida em si.

        A não ser que você quiz dizer que byte é múltiplo de bit.

        Quanto a isto:
        [quote]
        Início de frase/parágrafo também deve ser com letra maiúscula e isso independe da natureza da palavra que inicia o tal texto. 8)
        [/quote]

        O que isso tem a ver? Tá doido, filho? }:)

        O que estou dizendo é que se considermos byte uma medida independente de bit, não faz sentido usar B maiúsculo pois isso viola a regra da SI em relação às abreviaturas (exceto se houver alguém com o nome Byte que tenha sido homenageado). Agora se byte for um múltiplo de bit, porque ele é escrito apenas como B e não como Bb?

        Abraços

        PS: Existe uma única exceção (que eu conheça) a essa regra de abreviar e usar minúsculas para palavras quaisquer, maiúsculas para nomes próprios: o litro, que pode ser abreviado como l minúsculo ou L maiúsculo. Mas o litro não é medida padrão da SI, portanto isso não vale 😉

        • 🙂 😀

          Bom, temos que ver que tanto o bit quanto o byte são unidades do JEDEC (antigamente era JETEC, acho, e lembro disso por causa de uns CIs, transistores e diodos que comprei há uns anos atrás, longa história…), não existindo no SI, portanto será mais um motivo para se desentenderem no futuro… 😉

          E tem a questão de o byte não ser um múltiplo decimal exato do bit, já que em transferência há aquela codificação em 8b/10b, apesar de a definição de byte ser um octeto de bits e até carregar esta definição lá na França, como o nobre colega Hellgirl colocou mais acima. 😛

          Já sobre o litro, eu esperava era que o tio Pryderi se manifestasse sobre isso primeiro!

          }:)
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          Linke para mim. Mas linke direito. E o esquerdo, também, cara!

  • Geovani

    Um outro detalhe é que a abreviação do “por segundo” é ps apenas nos EUA (e imitadores, tipo Canadá); no resto do mundo que segue direito o padrão recomendado pelo Sistema Internacional de Medidas (SI), que inclui o Brasil, é ⁄s. Por exemplo, Megabytes por segundo deve-se abreviar MB⁄s, não MBps. E atenção: na verdade o símbolo correto mesmo não seria o / que praticamente todo mundo usa (unicode U+002F), mas sim o ⁄ (unicode U+2044), que são parecidos mas possuem funções completamente diferentes! Isto é, tipograficamente falando, heh.

    • Correto. Felizmente, eu escrevi o seguinte no post:

      [quote=”Emanuel Laguna, equivocadamente,”](em transferência, sempre colocamos o tempo analisado, geralmente por segundo)[/quote]
      Eu posso sim ter usado a notação errada de tempo, mas não coloquei isso como regra incontestável. No SI coloca-se o ⁄s ou o ‘s’ elevado à potência negativa, -1. 😉 8)

      Agradeço muitíssimo pelo detalhe colocado em questão, caro Geovani. Mas acho que o meu erro não compromete a compreensão dos conceitos passados no texto, espero.

      🙁 😕
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      Linke para mim. Mas linke direito. E o esquerdo, também, cara!

  • Ótimo post Max, vim através do comentário no post do Cardoso, tanto o artigo como os comentários acrescentam muito.

    • @taekwonmaster, só lembro que, pelo Sistema Internacional, a divisão de unidades é feita pela barra apresentada pelo Geovani: eu acabei por usar o ‘p’ exclusivamente norte-americano no presente post… O importante é sempre ler todos os comentários de um post do Meio Bit, pois há a possibilidade de o autor ter feito um bom texto sobre uma notação errada. 🙁

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  • Walter Bulcao

    O termo mega, por exemplo, usado neste contexto, não é redução da palavra megabyte, é prefixo de unidade de medida, e indica que a unidade é multiplicada por 1 milhão. EX.: 2 megabytes = 2 milhões de bytes. Neste contexto, se aplica a norma, ou seja, a palavra mega não tem sentido sozinha, tem que ser acompanhada de sua unidade de medida e é invariável . Por isso não convém usar os termos mega(s) ou giga(s). O intenso uso popular associa quilos a quilogramas; ocorre que a palavra quilo passou a ser sinônimo de quilograma, e se refere apenas a unidade de medida grama; passou, então, a ser substantivo simples e é claro, flexionável. Em contraponto, no uso cotidiano, e como jargão das áreas de informática e telecomunicações, a palavra mega pode se referir a megabit ou megabyte (operadoras de telefonia e internet usam esse detalhe para confundir seus clientes), não há consenso e nem uma associação clara a unidade byte. Mega ou giga não tem o mesmo “status” de quilo, ficando inviabilizada a não utilização da unidade de medida. Se um dia giga for sinônimo de gigabyte, por exemplo, eu usarei “gigas” com certeza.

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  • diegoborba

    Olá,

    Muito bom seu post!

    Gostaria de saber quais as referências que usou para a parte do “MEGA”.
    Achei em um livro a pessoa defendendo o uso de “MEGAS” e “GIGAS”, já que usam Quilos..

    Obrigado

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