Dori Prata 5 anos atrás
“Os modos single-player dos jogos estão fadados à extinção”. Este foi o temor de muita gente nos últimos meses, quando a EA fechou a Visceral Games e pouco depois, com o lançamento do Star Wars Battlefront II, mostrou ao mundo que as microtransações poderiam infestar os jogos eletrônicos.
Mas para a sorte daqueles que preferem uma boa experiência solo, ainda existe empresas que estão dispostas a continuar apostando nesse seguimento e um caso são os britânicos da Rebellion. Ao conversar com o pessoal da revista MCV sobre os 25 anos do estúdio, o CEO Jason Kingsley deixou claro sua posição sobre o assunto.
“Gosto de jogos single-player e cooperativos, porque eu realmente não gosto de jogar contra outras pessoas, eu gosto de jogar contra a inteligência artificial. Essa controvérsia sobre os jogos single-player acabarem? Se nós continuarmos fazendo jogos, nunca deixaremos de fazer single-player. Nós amamos single-player.”
É claro que a Rebellion por si não conseguirá salvar os jogos feitos para serem jogados sozinhos, mas é sempre bom ver pessoas que estão na indústria e que pensam como nós, eternos admiradores do single-player.
No fundo eu até acredito que isso nunca acontecerá, mas mesmo se um dia todos os grandes estúdios optarem por lançar apenas caça-níqueis que não dão a mínima para uma boa campanha solo, acho que sempre existirá uma desenvolvedora menor para manter a chama viva. A ascensão dos indies há alguns anos já mostrou que sem a imposição dos estúdios, muitos gêneros que foram dados como mortos acabaram voltando e mesmo que ele se torne apenas um nicho, o single-player sempre estará por aí.
Fundada em 1992 por Jason e Chris Kingsley, hoje a Rebellion é mais conhecida pela série Sniper Elite, mas ao longo dos anos eles também nos deram jogos como o Alien vs Predator (o do Jaguar e aquele para PC), Largo Winch, Rogue Trooper, The Simpsons Game e diversas adaptações de outros títulos para videogames portáteis.
Fonte: Develop.