Redação 19 anos atrás

Em uma reportagem da Bloomberg onde os números do mercado de players eram destrinchados, com a Apple em primeiro com 71% do mercado, e a Microsoft em quarto com 3%, Robbie Bach, da Microsoft, declarou:
Quando o Natal passar, as pessoas vão olhar e dizer: "Há a Apple e há a Microsoft. A realidade dos números é que a Apple ainda será a número 1"
Ou seja: Ele assumiu publicamente que a Microsoft passará para o segundo lugar, com as vendas de Natal.
Papar o 3o lugar é fãcil. É a Creative, com sua linha não-fede-nem-cheira, e 4% do mercado. No segundo é que o bicho pega. É a SanDisk, com sua linha SANSA, com 10%.
A Microsoft chega lá? Não. E dessa vez a culpa não é nem do Zune, que tem sido elogiado em tudo que é canto. A culpa é, ironicamente, da concorrência. A SANSA, para quem não ligou o nome à pessoa, é especializada naqueles xing-links baratos que se compra em qualquer jornaleiro. O público deles é o consumidor de players de áudio abaixo de US$100,00 e definitivamente não é o público-alvo da Microsoft E nem o da Apple.
Para comer esses 10% a Microsoft tem muito pouco espaço, pode pegar a fração de ponto percentual da Creative com seus players -cof cof- topo de linha, e o eventual usuário insatisfeito da Apple, além da expansão natural do mercado. Da SANSA não vai tirar nada, são consumidores diferentes.
Por isso, David Berlind, da ZDNet, fez um desafio público a Robbie Bach: Se a Microsoft atingir essa meta de 2o lugar no ranking, ele irá raspar a cabeça.

Robbie Bach ainda não se manifestou. Quanto ao David Berlind estou me lixando, mas espero que a Microsoft não consiga esses 10%, pela Carmella, que é uma mulher bem interessante, e não ficaria nada bem careca. Brazilian sim, Kojak nunca.