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Para a Guerrilla Games, série Killzone ficou no passado

Com o foco voltado para a série Horizon, diretor de arte da Guerrilla Games diz que o estúdio não pretende voltar à franquia Killzone

2 anos atrás

Em 2004 o PlayStation 2 recebeu um jogo que impressionou muita gente pela sua qualidade técnica. Desenvolvido por um estúdio holandês desconhecido do grande público, Killzone fez sucesso, dando origem a uma série que receberia outros cinco capítulos para diversas plataformas. Porém, lá se vai mais de uma década sem vermos novidades para o FPS que foi apontado por alguns como o “Halo killer”.

Killzone

Crédito: Divulgação/Guerrilla Games

A última aposta da Guerrilla Games na franquia aconteceu em 2013, quando o Killzone Shadow Fall chegou às lojas. Um dos títulos escolhidos para impulsionar o lançamento do PlayStation 4, ele passou longe de ser uma unanimidade, com a crítica especializada lhe dando uma média 73. Embora muitos tenham elogiado os gráficos do jogo, algumas análises apontavam o quanto lhe faltava originalidade, além de o enredo ser fraco.

Pois essa sempre a foi a impressão que levei comigo ao longo da série. Visualmente ela sempre pareceu fantástica, sem que houvesse um grande problema com a jogabilidade. Mesmo assim, ao jogar qualquer Killzone a sensação era de que lhes faltava alma, que tais campanhas nunca me marcariam a ponto de algum dia sentir vontade de jogá-las novamente.

Confesso que parte disso provavelmente se deve a uma série que nasceu no PlayStation 3 e sempre gostei muito mais. Estou falando da Resistance. Ao contrário do que encontrei nas criações da Guerrilla Games, nas da Insomniac Games a diversão sempre se fez presente, principalmente devido às armas engenhosas que encontramos pelo caminho.

Killzone Shadow Fall

Crédito: Divulgação/Guerrilla Games

Contudo, o ponto em comum entre essas duas franquias é a maneira como foram abandonadas. No caso da Resistance, os três títulos lançados no terceiro console da Sony até hoje permanecem exclusivos dele. Já com o Killzone não foi muito diferente. Em 2012 o PlayStation 3 chegou a receber uma trilogia que trazia uma remasterização do primeiro jogo, mas ela também nunca saiu daquele videogame.

Contudo, como a série chegou a aparecer no quarto PlayStation, havia o sentimento de que nem a Sony, nem a Guerrilla desistiriam da marca, mas o que sabemos agora é que ela não deverá voltar. Pelo menos, não tão cedo.

O responsável por dar a má notícia foi o diretor de arte do estúdio, Roy Postma. Em entrevista ao The Washington Post, ele falou sobre como outra franquia da desenvolvedora, a Horizon, acabou tomando o lugar daquela que os catapultou ao estrelato.

“Terminamos com isso como uma equipe,” garantiu. “Como um estúdio, precisávamos atualizar a paleta. Era, por escolha, o oposto do Killzone. Acho que os temas e os personagens que essa história representa são relacionáveis para todas as idades e pessoas, como ter uma família de amigos e encontrar seu lugar no mundo.”

Crédito: Divulgação/Guerrilla Games

No entanto, por mais colorido que possa ser o mundo em que Alloy vive e consequentemente bem diferente daquele visto na guerra entre Vektans e Helghast, ele conta uma história que não é voltada exatamente para um público mais jovem. Por isso, Postma se refere mais ao próximo lançamento dessa franquia, o Lego Horizon Adventures.

Após uma parceria para que a fábrica de brinquedos lançasse uma versão de um dos robôs mais emblemáticos da franquia, o Tallneck, a Guerrilla Games se juntou ao Studio Gobo para dar vida a um spin-off que reinterpretará os eventos mostrados no Horizon Zero Dawn. E a gerente de produto de jogos licenciados no The Lego Group, Kate Bryant, explicou a escolha.

“[O jogo] pode ser algo que uma criança de dez anos pode experimentar,” disse. “É apropriado, pois não é muito assustador ou violento... Aloy pode falar a esse público amplo, porque tem essa força de caráter que pode ressoar com um público mais jovem.”

Além disso, a executiva afirmou que desde a aposta na versão de bloquinhos do Tallneck, muitas pessoas dentro da Lego ficaram empolgadas em poder trabalhar com a franquia. “Éramos todos fãs do Horizon,” revelou. “Então tivemos uma conversa direta com a Guerrilla, onde chegamos à mesa e dissemos: ‘Ei, isso parece muito legal, mas sabe o que pode ser ainda mais legal?’ Esperávamos que eles dissessem: ‘Sim, isso seria legal’ e nada aconteceria, mas eles corresponderam ao nosso entusiasmo.”

Pois a correspondência foi o projeto que daria vida ao jogo que será lançado em 14 de novembro e não tenho dúvida de que com o Lego Horizon Adventures, o público alcançado pela marca se tornará muito maior.

Outra investida que poderia ter um resultado parecido era a série que a Netflix estava produzindo, mas que, segundo relatos, acabou cancelada ou pelo menos teve sua produção adiada indefinidamente.

Quanto ao Killzone, a Sony não parece disposta a continuar investindo na franquia, nem como um produto em outras mídias, muito menos como um videogame. Uma possibilidade seria remasterizar o Killzone Trilogy, numa coletânea que, com sorte, ainda traria o Liberation e o Mercenary, que saíram para o PSP e PlayStation Vita, respectivamente.

Como algo assim poderia ser produzido por outro estúdio, ainda podemos ter esperança, já que pelas palavras de Roy Postma, lá pelos lados da Guerrilla Games, no momento, a equipe só consegue olhar para o horizonte.

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