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Apple move produção de iPads, Apple Watches e AirPods da China para Taiwan

Surto de coronavírus na China força Apple a deslocar parte de sua produção, para não prejudicar sua cadeia de suprimentos

20/02/2020 às 9:30

A Apple (e não só ela) está passando por um perrengue daqueles com o surto de coronavírus na China: como o governo local determinou que várias fábricas responsáveis por seus produtos pernacessem fechadas, ou mantendo turnos reduzidos para mitigar a propagação do vírus, a companhia já reconhece que não irá atender as expectativas de vendas neste primeiro trimestre.

Como forma de reduzir o prejuízo, a maçã teria dado início a um plano de contingência, que é mover parte da produção para Taiwan. Inicialmente, apenas as linhas iPad, Apple Watch e AirPods seriam beneficiadas.

Apple iPad Air (2019) hero

As informações do site Taiwan News vêm de encontro às notas divulgadas pelo analista Ming-Chi Kuo na semana passada. O especialista em assuntos relacionados à Apple afirmou que duas das principais fabricantes de produtos da maçã, a Foxconn e a Pegatron, estariam movendo parte da produção de iPhones e outros gadgets para Taiwan e Índia, como forma de manter o cronograma e não prejudicar as vendas do principal produto de Cupertino.

Ainda segundo Kuo, mesmo com o deslocamento da cadeia de produção para tais países, a manufatura de iPhones não chegaria perto de uma situação normal na China, principalmente porque boa parte dos componentes continuam sendo produzidos no País do Meio. Nesse caso, o deslocamento da manufatura seria capaz de diminuir os problemas, mas não sana-los.

O jornal taiwanês, no entanto endossa apenas parte dessas informações: primeiro, a Apple estaria trazendo para a ilha apenas parte da produção de iPads, Apple Watches e AirPods, mas não dos iPhones, produto este dependente das fábricas da Foxconn em Zhengzhou (conhecida como "iPhone City", responsável por 50% de todos os celulares da maçã) e Shenzhen.

Apple AirPods

De acordo com o Taiwan News, o plano da Apple consiste em aumentar gradualmente a produção de seus gadgets em Taiwan, enquanto mantém acordos com forncecedores chineses. A estratégia, colocada em prática por causa do coronavírus evita o cenário de contar com todos os ovos numa cesta só, por mais que o custo de produção na China seja o mais baixo do mundo, por conta dos incentivos locais (incluindo a exploração da mão-de-obra local).

no comunicado da Apple aos investidores, a companhia afirma que "sua prioridade é o bem-estar de todos os envolvidos na sua cadeira de suprimentos", o que pode ser entendido como não haver planos de forçar o ritmo de produção na China, enquanto o surto de coronavírus não for contido. Por outro lado, é fato que as linhas de montagem em Taiwan (e Índia, se for o caso) não sigam o mesmo ritmo.

O mais provável a acontecer é que durante o ano de 2020, a cadeia de suprimentos da Apple e todas as fabricantes de eletrônicos do planeta (ao menos as que dependem fortemente da China) seja prejudicada, levando à escassez de produtos, redução do ritmo ou paralização das linhas de montagem locais (como no Brasil) e consequentemente, a uma inevitável alta generalizada nos preços dos produtos da categoria, dos voltados ao consumidor final aos especializados para clientes de médio e grande porte, em todo o mundo.

Com informações: Taiwan News.

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