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Intel Ice Lake: os detalhes dos processadores Core de 10ª geração

Intel mostra como serão os processadores Ice Lake para laptops, sem revelar modelos; primeiros notebooks devem chegar às lojas até o fim do ano

52 semanas atrás

A Intel finalmente entra na era dos dez nanômetros: em seu keynote na Computex 2019, a companhia revelou detalhes da linha Ice Lake, a 10ª geração de processadores Core, que a princípio serão voltados apenas para notebooks; quem deseja montar novos desktops terá que esperar um pouco mais.

Intel / processador Ice Lake para laptops

O motivo para se concentrar em laptops num primeiro momento é mais do que conhecido: a Intel se enbananou por anos a fio para sair dos 14 nm, e foi obrigada a abandonar o processo "tick-tock" e rever seus próprios conceitos em relação à Lei de Moore, para se manter no páreo. O processo de litografia atual teve que ser polido, refinado e lapidado até onde foi possível, já que a companhia levou muito tempo para estabilizar seu processo de 10 nm.

Enquanto isso, a TSMC vem produzindo chips de 7 nm para a Apple a algum tempo, e sua tecnologia é a base dos novos processadores Ryzen 3000 da AMD para desktops, mas já falamos deles; vale mencionar que tal qual a rival, a Intel teve que se valer de uma marmotagem para conseguir colocar os Ice Lake na linha de produção.

A microarquitetura Sunny Cove utiliza uma CPU impressa em 10 nm, enquanto o PCH (Platform Controller Hub, ou Hub de Controle da Plataforma), o chipset que sucedeu a tecnologia northbridge e southbridge é impresso em 14 nm, e ele abriga os controladores de memória e instruções I/O. Sim, igualzinho à AMD, só que esta utiliza uma CPU de 7 nm.

O PCH recebeu upgrades na 10ª geração, de modo que os processadores Ice Lake sejam mais potentes, como é esperado. Segundo a Intel, os novos chips trazem um ganho de 18% no IPC (instruções por ciclo, quantas operações uma CPU é capaz de calcular por clock) quando comparados aos chips Skylake, além de virem com mais memória cache (finalmente), melhor desempenho em criptografia, compressão de dados e aplicações em IA.

Intel / detalhes dos processadores Ice Lake

O que sabemos: os primeiros chips, que serão da família Ice Lake-U (baixa performance, para dispositivos de entrada) contarão com modelos Core i3, i5 e i7, TDP entre 9 e 18 W, cache de até 8 MB, até quatro núcleos e oito threads, clock de até 4,1 GHz em TurboBoost, GPU integrada Gen11 de até 1,1 GHz e compatibilidade com memórias RAM DDR4 de até 3.200 MHz.

Thunderbolt 3, Wi-Fi 6 e Gen11

Os novos processadores trarão suporte nativo ao Thunderbolt 3, que oferece transferência de dados em até 40 Gb/s, e ao Wi-Fi 6, vulgo Wi-Fi 802.11ax, com capacidade teórica de 14 Gb/s e que pode operar tanto em 2,4 GHz quanto em 5 GHz, diferente do Wi-Fi 802.11ac (renomeado para Wi-Fi 5; o 802.11n também mudou de nome para Wi-Fi 4), que só opera em 5 GHz.

A Intel acredita que implementar ambas tecnologias diretamente nos processadores Ice Lake estimulará a adoção em larga escala de ambos, ainda que os fabricantes tenham que implementa-los com a instalação de componentes. No caso do Thunderbolt 3, ajuda o fato de que a Intel não mais cobra royalties, o que levou ao desenvolvimento do USB4.

Na parte gráfica, as GPUs integradas Gen11 serão os componentes do tipo mais potentes que a Intel já produziu, e elas possuem um propósito claro: executar jogos em resolução 1080p e com qualidade satisfatória, dispensando placas dedicadas em notebooks não necessariamente votlados para o público gamer, mas que poderão ser usados para jogar eventualmente. Tudo isso sem aumentar o consumo de energia.

Intel /performance da Gen11 contra Gen9

A companhia quer que o Gen11 reproduza games em configurações entre o baixo e o médio, mas com qualidade gráfica decente os jogos mais populares do momento, mas que não sejam vorazes comedores de recursos, como Fortnite, Counter-Strike: Global Offensive, Overwatch, World of Tanks, Dirt Rally 2.0, Rainbow Six: Siege, Rocket League e outros.

Note que a Intel não menciona PlayerUnknown's Battlegrounds (o game mais mal otimizado do universo) em nenhum momento; League of Legends, que também não é exatamente leve também não foi citado nas comparações, feitas entre um processador de 8ª geração com uma GPU Gen9, e um Ice Lake com Gen11 (acima).

Todos esses são títulos com torneiros de eSports próprios, logo, é interessante para a Intel formar novos jogadores profissionais em máquinas mais simples, para que eles migrem posteriormente para processadores mais potentes e GPUs dedicadas.

Por fim, os novos processadores Ice Lake trarão suporte ao coded h.265 (HEVC), 4K e HDR, e compatibilidade com o padrão Vesa Adaptive Sync, que sincroniza a taxa de atualização dos monitores com a GPU, para uma melhor performance, principalmente em jogos.

Intel Ice Lake: quais, quando e quanto?

Essa é a pergunta da semana. A Intel não revelou preços e nem os modelos de seus novos processadores móveis; os chip da linha Ice Lake-U já estão sendo despachados para fabricantes de laptops parceiros, e a previsão é de que os primeiros notebooks equipados com eles cheguem ao mercado a tempo das compras de fim de ano. Com sorte, antes da Black Friday.

Já os processadores de alta performance para notebooks, bem como os para desktops só deverão ser apresentados em 2020, e devem estar disponíveis até o Natal do ano que vem, isso com muito otimismo.

Afinal, a Intel ainda não desenrolou completamente o novelo dos dez nanômetros, e não espere por uma geração de 7 nm para tão logo.

Com informações: Intel, The Verge.

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