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Oscars 2019: polêmicas e controvérsias em noite de Green Book, Spike Lee e Alfonso Cuarón

Em uma noite repleta de polêmicas, a Academia premiou Green Book com o Oscar de melhor filme. Conheça os vencedores incluindo Spike Lee e Alfonso Cuarón.

29 semanas atrás

Não é de hoje que a gente faz posts sobre as premiações da Academia, então resolvi retomar essa tradição hoje. A premiação dos Oscars da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas é tradicionalmente cercada de polêmicas, e a de ontem não foi diferente, com o criticado Green Book saindo como o grande vencedor da noite com o Oscar de melhor filme do ano.

Equipe e elenco de Green Book: Getty Images

Equipe e elenco de Green Book: Getty Images

A lista dos Oscars, aliás, causa polêmica desde antes de terem sido confirmadas as indicações oficiais no mês passado. A grande diferença foi mesmo a ausência de um mestre de cerimônias, com a banda Queen dando o início ao espetáculo.

Nesse texto vou fazer um retrospecto rápido do que foi a noite, começando pelo filme vencedor. Green Book: O Guia levou três Oscars, além do principal, o de melhor roteiro original e o prêmio de melhor ator coadjuvante pro sempre sensacional Mahershala Ali.

O roteirista de Green Book, Nick Vallelonga ganhou o prêmio mesmo com toda a polêmica gerada por um tweet no qual falava que muçulmanos teriam comemorado o atentado de 11 de setembro nas ruas de Nova York, o que o levou a apagar o seu perfil na rede social.

Outros filmes que também levaram várias estatuetas pra casa foram Bohemian Rhapsody, Pantera Negra e Infiltrado na Klan, sem falar em Alfonso Cuáron, que pode não ter levado o prêmio de melhor filme por Roma, mas certamente não ficou nada triste ontem, nem teria como, afinal saiu com três Oscars no bolso, o de melhor diretor, melhor fotografia e melhor filme estrangeiro.

Bohemian Rhapsody foi o vencedor individual dos Oscars 2019 com quatro estatuetas, mesmo com a lamentável prótese dentária de Rami Malek e sua conturbada direção, que começou com Bryan Singer e terminou com Dexter Fletcher.

Malek levou o prêmio principal de ator por sua versão de Freddie Mercury, o que também era esperado, com seu desempenho levando os principais prêmios do ano como Globo de Ouro e SAG Awards, a premiação dos Sindicato dos Atores. Nos Oscars, a principal polêmica de BoRap fica por conta da edição de John Ottman, criticada por muitos nas redes sociais com trechos do filme, que teriam um número excessivo de cortes segundo especialistas.

O fato do filme ter sido premiado com o Oscar de melhor edição pode até ter bastante revolta, mas não foi nenhuma surpresa, já que tinha sido o grande vencedor dos ACE Eddie Awards, principal prêmio da sua categoria, levando quatro prêmios de edição reconhecendo os méritos de Ottman. Por conta dessas vitórias, inclusive, o prêmio de edição era considerado barbada ontem.

O primeiro filme de super-heróis a ser indicado na categoria principal na história, Black Panther acabou vencendo os prêmios de melhor figurino para Ruth Carter, melhor trilha sonora para Ludwig Goransson e design de produção para Hannah Beachler, todos Oscars técnicos bem importantes.

Por falar em super-heróis, a melhor animação da noite também não foi nenhuma surpresa, com Homem-Aranha no Aranhaverso levando o prêmio, fazendo justiça aos quatro anos que a equipe se dedicou ao projeto, que é um dos filmes de animação mais criativos que eu já vi, e que nos deixou animados desde que ouvimos falar do projeto.

Entre outros vencedores, o tão badalado Vice de Adam McKay ficou só com o Oscar de melhor maquiagem e penteados. First Man de Damien Chazelle, um filme totalmente ignorado nas categorias principais, acabou levando um Oscar técnico bem importante, o de melhores efeitos visuais. Regina King de Se a Rua Beale Falasse ficou com o prêmio de melhor atriz coadjuvante.

Um dos maiores favoritos, afinal era o filme com mais indicações, A Favorita acabou levando somente o prêmio de melhor atriz, para Olivia Colman, que realmente deu um show em tela como a Rainha Anne. A atriz emocionou a todos com um discurso de improviso, mostrando que alguns dos melhores momentos do Oscar são quando o indicado não tem a menor pretensão de levar o prêmio pra casa.

Ela ficou constrangida ao vencer as demais atrizes indicadas na categoria, especialmente Glenn Close e a musa Lady Gaga, que não ganhou essa mas certamente ficou feliz por ter ganho o Oscar de melhor música do ano por Shallow de Nasce uma Estrela. Aliás, o momento íntimo de Lady Gaga e Bradley Cooper ao interpretar a canção gerou inúmeros memes online.

A seção In Memoriam como sempre levou lágrimas ao rosto dos presentes, com a lembrança de Stan Lee, Albert Finney, Aretha Franklin, Burt Reynolds, Bernardo Bertolucci e Bruno Ganz, entre tantos outros. Até o Brasil foi lembrado, com o cineasta Nelson Pereira dos Santos.

Spike Lee e Samuel Jackson. Imagem: Getty Images

Spike Lee e Samuel Jackson. Imagem: Getty Images

Quem protagonizou um dos melhores momentos da noite foi Spike Lee, ao pular no colo de seu amigo Samuel Jackson, depois de ganhar o Oscar de melhor roteiro adaptado. Tudo bem que o cineasta não levou o prêmio de melhor diretor, que eu acho que ele merecia pelo conjunto da obra, nem o de melhor filme, mas esse foi o primeiro Oscar que ele venceu na vida, se não contarmos o Oscar honorário que ganhou alguns anos atrás.

Lee teve uma reação inusitada na hora em que a equipe de Green Book subiu ao palco, se virando de costas e indo para a parte de trás da plateia do teatro Dolby. Depois, mais calmo, ele brincou dizendo que "sempre que tem alguém dirigindo outra pessoa, eu perco", citando seu filme Faça a Coisa Certa, que nem sequer foi indicado em 1988, quando o vencedor foi Conduzindo Miss Daisy. Quem sabe ano que vem ele não tenha melhor sorte, com o filme que está dirigindo para a Netflix?

Clique aqui pra ver a lista completa de vencedores.

E aí, o que você achou dos premiados? Deixe a sua opinião polêmica nos comentários!

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