Home » Entretenimento » Oscar 2020: Parasita vence e entra para a história

Oscar 2020: Parasita vence e entra para a história

Confira todos os vencedores do Oscar 2020, incluindo Parasita, que levou 4 Oscars incluindo melhor filme, melhor roteiro original e melhor diretor

15 semanas atrás

No mês passado fiz um post aqui mostrando todos os indicados ao Oscar 2020, premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Academy of Motion Picture Arts and Sciences) que é considerada uma das mais importantes do cinema mundial.

Bong Joon Ho, grande vencedor do Oscar 2020 / Foto: Frederic J. Brown/ AFP (Getty Images)

Foto: Frederic J. Brown/ AFP (Getty Images)

Neste post vamos conhecer os vencedores da premiação do Oscar 2020, incluindo Parasita (Parasite), que fez história ao se tornar não só o primeiro filme sul-coreano indicado ao Oscar, mas também o primeiro vencedor da categoria principal que não é falado em inglês, nem é uma produção norte-americana. O filme já tinha ganho a Palma de Ouro no festival de Cannes no ano passado.

O Oscar 2020 marcou uma mudança no nome de uma das categorias, com a troca do termo "filme estrangeiro" pelo novo "filme internacional". Nessa categoria Parasita ganhou sua primeira estatueta da noite, o que já tinha deixado o diretor Bong Joon Ho muito feliz e satisfeito, mas ele mal sabia o que estaria por vir. O filme ainda ganharia melhor roteiro original, melhor direção e melhor filme, superando rivais considerados imbatíveis por muitos.

O roteiro adaptado escolhido foi o de Jojo Rabbit, superando na categoria os roteiros de O Irlandês, Coringa, Mulheres Adoráveis e Dois Papas. Esse foi o primeiro Oscar do sensacional Taika Waititi, mas espero que não o último.

O roteiro original foi para Bong Joon Ho e Han Jin Won por Parasita, superando Rian Johnson por Entre Facas e Segredos, Quentin Tarantino por Era Uma Vez... em Hollywood, Noah Baumbach por História de Um Casamento e a dupla Sam Mendes e Krysty Wilson-Cairns por 1917.

Ao vencer o cobiçado Oscar de melhor direção, Bong Joon Ho disse em seu discurso que gostaria de cortar a estatueta e dividir ela com os outros indicados, Martin Scorsese, Quentin Tarantino, Sam Mendes e Todd Phillips. Ele também agradeceu a Scorsese pela inspiração, dizendo que estudava seus filmes quando era jovem, e a Tarantino por sempre programar seus filmes em seu cinema em Los Angeles.

A surpresa de Bong foi ainda maior ao vencer o principal prêmio da noite, deixando para trás os outro oito filmes indicados: Coringa, 1917, Era uma vez em... Hollywood, Ford vs Ferrari, O Irlandês, Jojo Rabbit, Adoráveis Mulheres e História de um Casamento.

O vencedor de melhor fotografia foi Roger Deakins por seu belíssimo trabalho em 1917, deixando para trás Rodrigo Prieto, Lawrence Sher, Jarin Blaschke e Robert Richardson. Com 16 indicações na carreira, esse foi apenas o segundo Oscar vencido por Deakins, o outro foi dois anos atrás por Blade Runner 2049.

Nas principais categorias de atuação, nenhuma surpresa, o ator o escolhido foi Joaquin Phoenix por Coringa, superando seus colegas Leonardo DiCaprio, Adam Driver, Jonathan Pryce e Antonio Banderas, enquanto a atriz foi Renée Zellweger, que deu um show como Judy Garland em Judy: Muito Além do Arco-Íris, e venceu Cynthia Erivo, Scarlett Johansson, Saoirse Ronan e Charlize Theron.

O ator coadjuvante escolhido foi Brad Pitt por Era Uma Vez... em Hollywood, em uma categoria com indicados de altíssimo nível como Joe Pesci, Anthony Hopkins, Al Pacino e Tom Hanks. Em seu discurso de agradecimento, Brad Pitt criticou o governo Trump e o partido republicano.

Esse foi o primeiro Oscar de Brad Pitt como ator, mas ele já tinha vencido como produtor o Oscar de melhor filme em 2014 por 12 Anos de Escravidão. A atriz coadjuvante foi Laura Dern por História de Um Casamento, que venceu Kathy Bates, Scarlett Johansson (eu estava torcendo por ela), Florence Pugh e Margot Robbie.

O Oscar de edição ficou com Michael McCusker e Andrew Buckland de Ford vs Ferrari, que superou os concorrentes Thelma Schoonmaker de O Irlandês, Tom Eagles de Jojo Rabbit, Jeff Groth de Coringa e Yang Jinmo de Parasita. O Oscar de design de produção foi para Barbara Ling e Nancy Haigh de Era Uma Vez... em Hollywood, que venceu os concorrentes Jojo Rabbit, O Irlandês, 1917 e Parasita.

A vencedora da trilha sonora original foi para a excelente compositora Hildur Guðnadóttir por Coringa, superando seus competidores Alexandre Desplat, Randy Newman, Thomas Newman e o mestre John Williams. Esse foi o primeiro Oscar de melhor trilha sonora vencido por uma mulher desde que Rachel Portman venceu por melhor trilha para uma comédia ou musical com Emma, em 1997.

A música original foi para (I'm Gonna) Love Me Again de Elton John e Bernie Taupin, superando a incrível Cynthia Erivo, Randy Newman, Diane Warren e a música tema de Frozen 2. Elton já tinha vencido um Oscar por O Rei Leão, mas com Tim Rice, e não com o seu grande parceiro, com quem compôs as músicas imortais presentes na trilha de Rocketman. No filme a música é cantada em um dueto com o ator Taron Egerton, mas na premiação, Elton cantou sozinho.

Nas categorias de som, em edição de som, Donald Sylvester de Ford vs Ferrari superou os indicados Coringa, 1917, Era Uma Vez... em Hollywood e Star Wars: A Ascensão Skywalker. O Oscar de mixagem de som foi para Mark Taylor e Stuart Wilson de 1917, que deixaram os concorrentes de Ad Astra, Coringa, Era Uma Vez... em Hollywood e Ford vs Ferrari comendo poeira.

O Oscar de melhor maquiagem e penteados foi para Kazu Hiro, Anne Morgan e Vivian Baker de O Escândalo (Bombshell), superando os concorrentes de Coringa, Judy, Malévola: Dona do Mal e 1917.

Guillaume Rocheron, Greg Butler e Dominic Tuohy venceram com 1917 o Oscar de efeitos visuais superando Vingadores: Ultimato, O Irlandês (e sua técnica de rejuvenescimento digital), O Rei Leão e A Ascensão Skywalker.

Toy Story 4 mostrou mais uma vez que a Pixar é praticamente uma barbada em filmes de animação, superando Link Perdido, Como Treinar o Seu Dragão 3, Perdi Meu Corpo e Klaus, os dois últimos produções da Netflix. Os curtas vencedores do Oscar foram The Neighbors' Windows (live action) e Hair Love (animação), e este você pode assistir clicando no vídeo acima.

Na categoria de documentário, o agraciado foi American Factory, produzido pela Higher Ground Productions do casal Barack Obama e Michelle Obama, que deixou para trás concorrentes muito elogiados. A diretora brasileira Petra Costa estava entre os indicados com seu filme Democracia em Vertigem, e no final, comemorou a vitória de Parasita como uma prova da força do cinema internacional.

Bong Joon Ho, grande vencedor do Oscar 2020 / Foto: Mark Ralston/AFP (Getty Images)

Foto: Mark Ralston/AFP (Getty Images)

Os quatro Oscars vencidos por Parasita foram realmente muito surpreendentes e marcantes, e fizeram a alegria dos fãs de cinema que ficaram acordados até mais tarde ontem, mas de resto, a premiação do Oscar 2020 foi até previsível.

Parasita chegou na disputa com apenas 6 indicações, das quais levou 4. O maior indicado era Coringa, tinha 11 indicações no Oscar 2020, mas só saiu com só duas estatuetas. Outros três filmes tinham 10 indicações, 1917, Era Uma Vez... em Hollywood e O Irlandês. 1917 só venceu nas categorias técnicas (melhor fotografia, melhor mixagem de som e melhores efeitos visuais), enquanto Era Uma Vez... acabou com apenas dois Oscars (o de Brad Pitt e o de design de produção), enquanto O Irlandês saiu de mãos vazias da premiação.

Confira a lista completa de vencedores da 92a edição dos Oscars.

Leia mais sobre: , , , .

relacionados


Comentários