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Trailer do reboot de Brinquedo Assassino - agora com Midichlorians

22 semanas atrás

É um fato científico e inquestionável que os anos 80 foram a melhor década da história da humanidade, e isso se comprova no cinema. Nenhuma década teve algo semelhante a Indiana Jones, E.T., Top Gun, Curtindo a Vida Adoidado, Back to the Future, Aliens, Blade Runner, Goonies, Bettlejuice, Exterminador do Futuro, Mulher Nota Mil, Howard de Duck e... Brinquedo Assassino.

Era uma era de gente fina elegante e sincera, havia uma certa pureza, não vivíamos o clima de cinismo de hoje em dia, onde canais do Tubo faturam milhões de visitas "desconstruindo" filmes e mostrando todos os "erros" de roteiro. Ninguém se preocupava com a legalidade constitucional da polícia privada em Robocop, nem como as leis contra bestialidade entenderiam as relações entre humanos e desenhos em Uma Cilada para Roger Rabbit.

O cinema era regido pelo filósofo Chicó, com sua máxima "Não sei, só sei que foi assim". O público era inteligente o bastante pra entender o universo do filme, suas regras e saber que não era algo para esmiuçar, elas existem apenas para tocar a história adiante.

Isso permitia premissas deliciosamente ridículas, como Quero Ser Grande. Importa realmente COMO o Zoltar funcionava?

De todas as premissas ridículas dos anos 80 no top 5, eu colocaria a franquia Brinquedo Assassino. Eram tempos onde filmes de terror eram feitos para divertir e não chocar, não havia o gore pron de hoje em dia, onde se não mostrarem dor e sofrimento de verdade a platéia levanta e vai embora.

Nessa época surgiram franquias ótimas como Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo, mas Brinquedo Assassino, de 1988 supera todas no sentido de ridículo. E delicioso.

A premissa é que um serial killer fugindo da polícia é mortalmente ferido, mas antes de morrer se esconde em uma loja de brinquedos e através de um feitiço vudu, transfere sua alma para um boneco, que então continua sua longa série de crimes.

Sim, uma premissa ridícula, mas não tanto quanto O Monstro de Um Olho Só, onde um meteoro com uma forma de vida alienígena atinge Ron Jeremy, o ator pornô e assume controle de seu..err.. instrumento de trabalho, aterrorizando a vizinhança. É tipo The Thing, mas com um pinto.

O filme do Chucky custou US$ 9 milhões, rendendo no total US$ 44 milhões, o caminho para a franquia estava aberto. No total foram sete filmes, com o último, Cult of Chucky estreando em outubro de 2017. A série teve alguns momentos épicos, inclusive a mais épica e constrangedora cena de sexo entre bonecos em A Noiva de Chucky, em 1998, só superada por Team America, em 2004.

Os dois últimos filmes, Curse of Chucky e Cult of Chucky  foram feitos para o mercado direto para vídeo, só foram exibidos em cinemas em alguns shitholes que aceitam qualquer coisa, mas agora Chucky voltará à tela grande com estilo. E à tela pequena também.

Uma série de TV de 8 episódios está sendo desenvolvida pelo criador original da franquia, Don Mancini, e será exibida pelo SyFy. E agora em Junho de 2019 chegará aos cinemas o reboot de Brinquedo Assassino.

Como você deve ter reparado, nenhuma menção a Charles Lee "Chucky" Ray, o serial killer que é a alma de Chucky. Pior ainda, o trailer deixa bem claro que Chucky é um robô e todo o componente sobrenatural será deixado de lado.

Também não teremos Jennifer Tilly como Tiffany, a Noiva, nem Brad Dourif, que fez a voz de Chucky em todos os outros filmes.

No desespero de "modernizar" a história estão tentando tornar plausível uma premissa que é ridícula desde sua gênese, e isso tende a estragar os filmes. São os Midichlorians de novo, depois de duas gerações amando Star Wars sem questionar as "falhas" do Universo, alguém decidiu que tudo precisava de explicação, e a Força, um dos maiores e melhores mistérios metafísicos do universo ficcional, agora é uma versão paranormal de peido de vaca, subproduto de bactérias.

Chucky não precisa ser um robô. Chucky é poderoso, ninguém segura o Chucky. Chucky não precisa de explicação muito menos fazer sentido.

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