Após reclamações de empresas, Microsoft ajusta o ritmo de atualizações do Windows 10

A Microsoft está ajustando sua política de atualizações do Windows 10: de modo a atender as necessidades de clientes corporativos, novas versões do sistema operacional passarão a ter um período de suporte estendido de 30 meses. Além disso, a empresa garante assistência caso uma nova implementação venha a causar problemas.

Atualmente o Windows 10 recebe duas grandes atualizações por ano, e cada uma das versões conta com um período de suporte de apenas 18 meses. Embora isso funcione bem para usuários finais, empresas reclamam há muito tempo que a janela é muito pequena (o que é verdade) para que o sistema seja adequado às suas necessidades. Isso sem contar as implementações adicionadas pouco úteis voltadas ao mercado corporativo e os bugs, que inevitavelmente aparecem.

Isso vai mudar a partir de agora: as versões atuais do Windows 10 Enterprise e Education terão suporte por 30 meses, contados a partir da data de lançamento original, inclusas a Atualização de Aniversário (1607), Creators Update (1703), Fall Creators Update (1709) e April 2018 Update (1803), a mais recente.

Já para as futuras versões a Microsoft reservou dois ciclos: as atualizações a serem lançadas no segundo semestre de cada ano, incluíndo a futura October 2018 Update (1809) terão suporte de 30 meses, enquanto as lançadas no primeiro semestre permanecerão tendo direito a apenas 18 meses.

Isso vai ajudar muitas empresas que têm problemas para adaptar o Windows 10 às suas realidades particulares, e como forma de garantir que tudo funcione direitinho a Microsoft está ampliando também o suporte dedicado: através do novo aplicativo Desktop App Assure, um cliente poderá solicitar a ajuda de um engenheiro qualificado de Redmond, que se encarregará de resolver conflitos e bugs com o SO e suas soluções próprias; o administrador de sistema precisará apenas abrir um chamado através do sistema FastTrack.

Para os usuários das versões domésticas do Windows 10 (Home e Pro) nada muda: o período de suporte para todas as atualizações permanecerá em 18 meses e eles não terão acesso à assistência especializada; a Microsoft deixa claro que as mudanças visam melhorar o canal entre a empresa e seus clientes corporativos, que são hoje um dos três pilares da companhia de Satya Nadella (junto com IA e nuvem).

Suporte (pago) do Windows 7 será mantido até 2023

Enquanto a Microsoft tenta ajustar o Windows 10 para que mais empresas o abracem, ela risca uma linha no chão de modo a matar de vez do Windows 7 e incentivar a migração de seus usuários o mais rápido possível. Motivo: ela não quer que o que aconteceu com o Windows XP se repita.

O suporte estendido do sistema, que se iniciou em 2015 será encerrado em 14 de janeiro de 2020, quando ele deixará de receber quaisquer atualizações de segurança; no entanto isso vale principalmente para usuários finais e não empresas, que terão uma opção: migrar para uma versão mais nova do Windows ou abrir a carteira e pagar por updates. E mesmo assim, só até janeiro de 2023.

Claro que a Microsoft não é boba: as Atualizações Estendidas de Segurança (ESU) para as versões Professional e Ultimate do Windows 7 serão cobradas por casa máquina licenciada e não por lote, o que também se aplica ao Office 365 ProPlus. A cereja do bolo? O preço ficará mais caro a cada ano mas clientes terão direito a um desconto, caso possuam assinatura do Windows 10 Enterprise ou Education em outras máquinas.

Assim, caberá às empresas fazerem as contas e decidirem o que sai mais em conta: continuar pagando por suporte de um SO antigo ou migrar de vez para o Windows 10.

Com informações: Microsoft, ExtremeTech.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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