Quando os EUA quase criaram o porta-aviões voador da SHIELD

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O porta-aviões aéreo da SHIELD é um negócio que funciona muito bem nos gibis e melhor ainda nos filmes, um veículo imponente futurista e nada, nada prático. Na vida real nunca daria certo e ninguém perderia tempo pensando em algo assim, certo? Errado. Na Guerra Fria a idéia chegou a ser considerada, e havia até precedentes.

No começo da década de 1930 os EUA construíram dois dirigíveis: o USS Akron e o USS Macon. Monstros com 240 metros de comprimento, levavam até 5 caças que podiam ser lançados e recuperados através de um trapézio, com o piloto igualando a velocidade do dirigível e se encaixando.

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Claro que, como tudo que envolve dirigíveis, não deu certo. Os dois acabaram caindo por causa de tempestades, e a idéia de levar aviões em imensos balões cheios de hidrogênio acabou não dando em nada.

Por muito tempo a idéia de uma aeronave levando aviões permaneceu no campo da ficção científica, mas na década de 60 a Lockheed-Martin apresentou estudos preliminares do CL-1201, um avião que estaria muito além de tudo que havia sido criado ou sonhado até então.

Ele teria 182 motores verticais e quatro motores gigantes principais. Durante pouso e decolagem ele usaria combustível normal, mas fora isso a propulsão seria nuclear, graças a um reator de 1,8 megawatt.

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Isso daria ao avião uma autonomia de mais de 40 dias. Detalhe: a tripulação seria de 845 homens, Pouco menos que um A380 em configuração transporte de gado, que leva 868 passageiros.

Para levar tanta gente o CL-1201 seria enorme.

Pesando mais de 5.200 toneladas, ele teria 170 metros de comprimento e 341 metros de envergadura. Um porta-aviões classe Nimitz tem 332 metros de comprimento. Colocados em proporção ficariam assim:

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Em um dos modelos propostos esse monstro rebocaria cinco aviões de apoio logístico do tamanho de Boeings 747, levando carga ou tropas e liberados quando fossem necessários.

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Na configuração principal ele levaria 22 caças parasitas presos debaixo das asas, que poderiam ser lançados, recuperados e rearmados. Em teoria isso colocaria esquadrões inteiros próximos dos alvos soviéticos, com combustível no máximo e toda a infraestrutura de suporte e manutenção.

Na prática esses aviões porta-aviões seriam alvos gigantescos para mísseis inimigos, e não trariam nenhuma vantagem a uma estratégia normal de aviões-tanque e bases em países aliados. O CL-1201 seria simplesmente grande demais, caro demais e se tornaria um pesadelo logístico mesmo na improvável possibilidade que ele saísse do chão. Ou do papel.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e para seu blog pessoal, o Contraditorium,

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