Battlestar Galactica deve muito aos porta-aviões da US Navy

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Simples assim: eu gosto muito de Battlestar Galactica de 2003. É fácil parte do meu Top 10, foi uma série corajosa, uma releitura incrível de uma série bem mais leve, e discutia temas da atualidade como só a ótima ficção científica sabe fazer, a ponto de colocarem os mocinhos como homens-bomba. Em 2003.

Já a série de 1978, eu apenas amo. Ela tem um lugar especial no meu coração, quando ela passou, já em reprise na TV Manchete eu fazia de tudo para estar em casa no horário, de correr na rua pra isso e tudo.

Em um tempo em que fora Star Wars as naves de ficção científica eram… bobas, Galactica parecia funcional, e entre todas as funcionalidades uma das mais legais eram os tubos de lançamentos. Os caças Viper decolavam da lateral, deixando o convés de vôo livre para pousos, algo muito mais prático do que um porta-aviões de verdade, onde trabalham em ciclos de pousos e decolagens.

E claro, nada supera os 4 minutos mais fodásticos da ficção científica na TV, quando a Galactica faz a Manobra Adama:


MeatloafBomb Productions — BSG: The Adama Maneuver (HD)

O que pouca gente sabe é que isso de lançar caças lateralmente remonta à Segunda Guerra Mundial.

A idéia era manter caças de observação em prontidão em uma catapulta no hangar, assim se fosse preciso lançar em uma situação de emergência, não teriam risco de o convés estar ocupado.

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Seis porta-aviões classe ESSEX foram adaptados, mas a idéia nunca foi muito popular.

Tecnicamente a idéia funcionava, mas na prática não era uma boa idéia. Você ocupava uma parte significativa do hangar com espaço para o caça decolar. A velocidade da catapulta era bem maior do que as do convés de vôo, o que causava stress no equipamento.

Como os navios tinham uma quantidade limitada de vapor disponível, a catapulta do hangar significava que uma das duas catapultas do convés teria que ser desativada. Também havia o problema, bem mais sério, de que o avião decolaria com vento lateral, o que é bem ruim, e com nenhum vento frontal, o que é pior ainda.

No final foi mais fácil reorganizar o trabalho no convés, e o radar acabou com a necessidade de aviões de patrulha. Por volta de 1944 somente o USS Hornet ainda tinha a catapulta de hangar.

O que ninguém imaginava era que 34 anos depois ela fosse ressuscitada em uma série de fição científica.

Fonte: The Drive.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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