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Cientistas confirmam: existe vida após a morte, mas não por muito tempo

Morte cerebral é uma questão delicada, mas agora uma pesquisa descobriu que piora: mesmo em casos de desligamento de aparelhos E morte cerebral, esta não é imediata, foram detectadas atividades remanescentes um tempo enorme além do imaginado.

2 anos atrás

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Too soon?

Alguns relatos feitos durante a Revolução Francesa descrevem vítimas de decapitação que olhavam diretamente para a pessoa diante de sua cabeça, piscavam os olhos em reconhecimento e permaneciam conscientes por até 15 segundos. A maioria dos médicos e cientistas rejeita esses relatos, dizendo que o choque e a queda de pressão deixariam qualquer um inconsciente. De qualquer jeito essa não é mais a perspectiva mais assustadora que você já leu.

Tudo começa (e termina) em seu cérebro. Ele só conta com 2% do peso do seu corpo (bem menos se você for comentarista do G1) mas é responsável por consumir 25% do oxigênio e 70% da glicose em seu sanguefonte. Ou seja: qualquer vacilo nesse fornecimento de oxigênio e energia, seu cérebro morre.

Qualquer coisa entre 3 e 5 minutos de privação de oxigênio e você já começa a sofrer dano cerebral, mais que isso e você perderá suas funções motoras, desaprenderá tarefas como ir ao banheiro e a única coisa que será capaz de fazer será estrelar vídeos “Reagindo ao Clipe da Anitta”, no YouTube.

Muito mais que isso, e você morre. Tecnicamente, pois a morte clínica é caracterizada pela parada cardíaca. A morte cerebral vem depois, mas é parte do processo, e agora cientistas descobriram que ele é mais aterrorizante ainda.

Imaginava-se que o sujeito não sofreria um desligamento completo mesmo antes do início da necrose cerebral. O cérebro simplesmente não tem energia para se manter, entra em modo energy saver, mas estudos estão mostrando que é mais complicado.

Uma pesquisa identificou atividade cerebral em pacientes que tiveram seus equipamentos de suporte de vida desligados. Em um dos casos ondas cerebrais foram identificadas até MEIA-HORA após a parada total do coração.

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Em nenhum dos casos foi identificado um padrão cerebral estável: com o cérebro se deteriorando, só uma parte pequena se mantinha viva, talvez apenas o mínimo necessário para repetir incessantemente BOLSOMITO2018 ou VIVA A REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA!, mas algo ainda estava vivo, algo ainda se segurava naquele cérebro.

A idéia de sentir seu cérebro se deteriorando como HAL em 2001 é apavorante, e não ajuda não haver certeza se não há qualquer tipo de consciência envolvida. Sonhos são um tipo de processamento assíncrono baseados em impulsos internos e externos. Nosso cérebro cria sonhos até para facilitar a mudança de sono para vigília. Quem nunca acordou com um ventilador ou alarme que tocava no sonho e no mundo real ao mesmo tempo?

Agora imagine o tipo de sonhos que uma mente percebendo que está morrendo é capaz de criar.

A ficção científica já lidou bastante com isso, Jornada nas Estrelas tem alguns episódios sobre o tema, mas só teremos uma resposta concreta do que acontece com o cérebro nesses momentos finais e extremos quando e se formos capazes de simular um cérebro em um computador. E aí teremos outro dilema ético: será correto sujeitar um cérebro senciente, mesmo que simulado, a repetidas mortes para saciar nossa curiosidade?

 

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