Piratas estão armazenando arquivos no Google Drive e Dropbox como alternativas ao torrent

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DISCLAIMER: em primeiro lugar, utilizar serviços de armazenamento na nuvem para hospedar arquivos piratas não é novidade. Se eu tivesse um dia inteiro ainda não conseguiria listar todos os sites que foram e são utilizados pelos piratas para hospedar todo tipo de conteúdo protegido.

A questão aqui é que o torrent facilita e muito as coisas. Ao invés de depender de um site obscuro e baixar um filme em 40 pedaços e levar até dias para isso, o software preferido dos clientes da Locadora do Paulo Coelho entrega tudo de maneira fácil e rápida.

O problema é que grandes portais de torrents, como o Pirate Bay são alvos fáceis para os donos dos copyrights, e nos últimos tempos vêm sendo caçados impiedosamente. Sites como o Torrentz e o KickAss Torrents são derrubados dia sim, dia não (esse último ainda voltou) e o próprio mais usado sofre com ataques e instabilidades, passando muito tempo fora do ar. A solução é apelar para serviços de armazenamento, e os piratas têm abusado muito nos últimos tempos do Dropbox, Mega, OneDrive e principalmente do Google Drive.

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Os motivos são simples: Google, Microsoft, Dropbox e cia. não questionam o que você armazena em sua pasta na nuvem, o que permite que os usuários salvem grandes quantidades de material protegido e os compartilhem através de links diretos em sites e fóruns. Toda vez que uma solicitação via DMCA é impetrada para a proteção de um determinado conteúdo, cada torrent é acompanhado de vários links de serviços na nuvem. Nos últimos 30 dias, de 5 mil solicitações 4.700 eram referentes ao Google Drive contra 100 do MEGA e o restante dividido entre Dropbox e OneDrive.

A facilidade de uso do Google Drive não é o único fator para que ele seja o preferido: como já ocorreu anteriormente com o YouTube hospedando conteúdo pr0n, falhas no serviço permitem que os piratas façam o compartilhamento de maneiras criativas. O My Maps, por exemplo é um serviço aberto em 2007 que permite a criação de mapas customizados: você pode apontar para um lugar, criar um título e uma descrição e pronto, mas alguém descobriu que o Google não revisa o que você marca nos mapas.

Logo, começaram a compartilhar os links para vídeos privados do YouTube e para download do Google Drive através da ferramenta, e ninguém percebe já que os sites suspeitos compartilham links para o My Maps, não para o download direto.

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Hoje Google e Microsoft trabalham junto com os detentores dos direitos autorais para diminuir o alcance de sites piratas em seus motores de busca, mas derrubar links de conteúdo ilegal em seus serviços de armazenamento é basicamente um jogo de gato e rato: como não dá para monitorar tudo constantemente ou identificar o material no momento do upload resta apenas deletar quando as solicitações chegam. O Google apenas afirmou que “leva as denúncias muito a sério”, sem dar maiores detalhes.

Em suma, essa corrida não termina tão cedo.

Fonte: Gadgets360.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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