Resenha — Rogue One, ou Star Wars of Brothers

Rogue One: A Star Wars Story L to R: (Felicity Jones) & (Diego Luna) Ph: Film Frame ©Lucasfilm LFL

Rogue One — Sem spoilers

Ok, eu menti. Vou logo abrir com 3 spoilers:

1 – os Rebeldes conseguem roubar os planos da Estrela da Morte;
2 – Vader é pai do Luke;
3 – nenhum Botham morreu no filme, eles roubam os planos da SEGUNDA Estrela da Morte, no Ep VI.

Pronto, podemos prosseguir spoiler-free agora.

Rogue One é o filme mais maduro de Star Wars. Também é o mais sujo, o mais cinza. Seguindo a máxima de que não se faz um omelete sem quebrar alguns ovos, não existe Rebelião fofinha, você é obrigado a fazer coisas moralmente questionáveis.

Isso é realidade hoje, foi no passado e continuará sendo muito tempo atrás em uma galáxia muito, muito distante.

Em termos de filme, temos algo inusitado. É uma nova história que todos conhecemos. Os rebeldes roubaram os planos da Estrela da Morte, mas como? Em que circunstâncias? De quem? O que era uma nota de rodapé no Episódio IV se torna um filme inteiro, mas não há sensação de que estão esticando a história.

A sensação mais próxima é o De Volta para o Futuro 2, quando vimos cenas e situações do primeiro filme, mas de outro ponto de vista. Só que nada tão alegre.

Imagine Rogue One como um Star Wars escrito pelo George R.R. Martin, onde a Morte é uma realidade, e não só para o Tio Owen e a Tia Beru. Talvez uma comparação melhor: imagine a abertura d’O Resgate do Soldado Ryan, mas com blasters.

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Só que também não é um filme de guerra. É um filme de desespero, onde a Jornada do Herói não é garantia de redenção ou felicidade. Ser “do bem” não quer dizer nada, é tão garantia de longa vida como ser um Stark.

Aliás ninguém é “do bem” ou “do mal”, Rogue One consegue acabar com o maniqueísmo em Star Wars, Rebeldes possuem facções basicamente terroristas com todas as letras e o sujeito responsável por milhões de mortes no Império teve seus motivos.

Vemos vários nomes e rostos conhecidos, Peter Cushing, morto em 1994 foi recriado digitalmente, figurantes de Star Wars aparecem, droides conhecidos na Base Rebelde e na Estrela da Morte dão as caras.

YES! Pode celebrar o MSE-6 aparece!

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Por falar em droides conhecidos quem rouba o filme é o K-2SO, imagine um droide imperial reprogramado mas com a personalidade do Marvin, do Guia do Mochileiro das Galáxias. Ele é responsável por algumas das melhores piadas do filme além de uma frase clássica da trilogia de 10 filmes.

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Piadas? Sim, jovem padawan. Rogue One é dark bagarai, mas não é deprê. Não é um filme triste, não é pra baixo, é um filme cujo tema, na tela e fora dela é Esperança. É um filme de gente que acredita em uma causa maior que eles mesmos, e está disposta a qualquer sacrifício em nome dessa causa.

Rogue One é a personificação da dicotomia Luke/Yoda. Luke sem conhecer a realidade idealizava o pai como um Grande Guerreiro. Yoda dizia que guerra não faz ninguém grande. Ninguém é grande em Rogue One, são todos sobreviventes. Ninguém é herói. Todos os rebeldes ali entenderiam e concordariam com o Major Richard D. Winters, da Easy Company, 101ª Aerotransportada. Quando o neto perguntou se ele era um herói de guerra, Winters respondeu que não, mas havia servido na companhia de heróis.

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Só falta uma coisa: Jedis.

Eles estão extintos ou quase. Quando Solo falou que eram uma religião antiga só lembrada por gente esquisita, se referia ao pessoal de Rogue One. A Força é mencionada mas ninguém é Jedi, ninguém (fora Vader) usa a Força. Ela é ausente como Deus em filmes de vampiros (o padre é sempre o primeiro a morrer).

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Rogue One é o mundo cinza de quem faz o trabalho sujo, é o mundo de quem vai na frente dos Jedis enfrentar o Império e de quem fica para trás recolhendo os mortos. É o mundo cinza de gente que não usa a Força, mas acredita profundamente nela. Até o ponto em que isso faz diferença.

Jedis nem sempre salvam o dia. Quem explodiu a segunda Estrela da Morte foi Lando Calrisian e Nien Nunb, Luke estava ocupado com uma DR paterna. O Escudo? Han, Leia, os Rebeldes e os Ursinhos Carinhosos.

Alguém salva o dia em Rogue One? Eu sinceramente não sei. A batalha final é feroz e sangrenta, muita gente morre muitas naves são destruídas, a Estrela da Morte continua operacional.

O que vem depois de uma carnificina dessas? Nada de bom. O que sobra? Somente uma coisa: esperança. Uma Nova Esperança.

E se tudo isso não te convenceu: tem leite azul.

Cotação:

5/5 Caceta olha o tamanho desse HD, o Império não tem pendrive?

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Rogue One chega aos cinemas de todo o Brasil e Niterói 15/12/2016.

Trailer Oficial:


Cinemaginando Trailers — Rogue One: Uma História Star Wars – Trailer 2 Legendado

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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