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Rapidinhas de Pokémon GO: parcerias, acidentes, privacidade e clones

Parceria com o McDonald's, preocupações com a privacidade, acidentes de trânsito e kibes chineses: este é seu giro de notícias sobre Pokémon GO

2 anos e meio atrás

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Todo mundo só fala de Pokémon GO. Também pudera, o game de realidade aumentada dos monstrinhos de bolso é uma sensação mundial, está deixando todo mundo maluco. E como as notícias em torno do game não param de pipocar aqui e ali, convém reunir todas as mais relevantes num post só (que muito provavelmente não será o único…). Vamos a elas:

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Finja surpresa: Pokécentros patrocinados!

Vamos combinar que dado o enorme impacto de Pokémon GO no público (estamos falando de uma geração inteira que sempre desejou ter sua própria aventura no mundo real, nos moldes dos games), era de se esperar que parcerias com empresas dispostas a promover seus produtos dentro do game não demorariam a serem firmadas. A The Pokémon Company e a Nintendo estão levando a empreitada a sério e não medirão esforços para que os lucros sejam significativos.

A Niantic Labs tem experiência com isso. Como Pokémon GO não é nada senão um skin proprietário do Ingress (sorry, mas é verdade) e a desenvolvedora já haviam implantado locais patrocinados nele, era evidente que o jogo dos monstrinhos também terá o recurso mais cedo ou mais tarde. Logo, um usuário do Reddit chamado Manu Gill andou fuçando no código do aplicativo e encontrou de fato a referência dos locais patrocinados, já linkada ao primeiro parceiro: McDonald's.

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Outras referências encontradas apontam para a possibilidade de que os restaurantes da rede sejam transformados em Pokécentros de treinamento, de forma que os jogadores possam gozar de promoções e descontos na hora de fazer aquele pit-stop em suas jornadas, porque andar cansa e dá fome. Os fuçadores também encontraram referências ao futuro sistema de trocas de Pokémons que será habilitado em breve.

Isso significa que redes varejistas poderão transformar seus estabelecimentos e spots personalizados no jogo, criando campanhas para atrair consumidores enquanto estes se divertem no jogo. Vantagens in-game e descontos na compra de lanches e outros itens? Soa muito promissor para deixar passar.

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Al Franken quer saber: e quanto à privacidade?

O senador democrata pelo estado do Minnesota Al Franken sempre foi um defensor da tecnologia ao mesmo tempo que é um ferrenho advogado da Segurança da Informação; não é de hoje que ele aponta o dedo para qualquer solução nova que ele considere uma ameaça aos dados dos usuários, o que já o fez entrar em atritos com a Oculus, o Uber e até mesmo a Apple (cuidado, PDF. Todos os três).

Isso posto, o recente bug de Pokémon GO (já corrigido) de que o app tinha acesso total às contas do Google, inclusive ao Gmail levantaram sérias preocupações entre os especialistas de segurança. Até onde a Niantic tem acesso aos dados do usuário: o que o game coleta dos smartphones? Nada disso está muito claro.

Não é de se estranhar portanto que o gabinete de Al Franken emitiu uma carta (PDF again) cobrando explicações da desenvolvedora. Batando na teclada da proteção aos pequenos treinadores Pokémon, o senador diz que é importante que a Niantic seja clara quanto a questões de segurança de dados e privacidade dos usuários. Assim sendo ele está cobrando:

  • quais dados a Niantic coleta e se eles são estritamente necessários para que o game funcione;
  • para quais fins esse dados serão usados e com quem eles serão compartilhados (obviamente se focando na possibilidade de venda de informações para veiculação de ads);
  • esclarecimento das permissões que o app solicita para funcionar, a fim de constatar se há a possibilidade de elas se tornarem opt-in (opcionais), ao invés de opt-out;
  • como permitir que os pais controlem que tipo de dados seus filhos compartilham.

A Niantic até o momento não esclareceu como o app funciona em segundo plano, o que é preocupante dado que boa parte dos usuários são crianças. Com o senador Franken jogando luz (justificada) sobre esses pontos, é possível que a desenvolvedora seja intimada a responder essas questões e adequar Pokémon GO de modo que ele não represente um risco à privacidade e segurança dos jogadores, em especial dos pequenos pokéfãs.

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Se for dirigir, não cace pokémons

Aconteceu na cidade de Auburn, nos Estados Unidos. Um pateta de 28 anos achou que seria uma excelente ideia dirigir enquanto caçava os monstrinhos de bolso, obviamente para economizar tempo e não se cansar (é gordo, certeza). Claro, como se já não fosse extremamente perigoso estar ao volante e atender chamadas, digitar ou acessar notícias imagine entretido em um game de Realidade Aumentada. É um convite ao desastre completo.

Obviamente que não poderia acabar em outra coisa: a mula encacetou o carro numa árvore e o destruiu completamente. Entretanto, no melhor estilo “vaso ruim não quebra” o motorista só sofreu alguns cortes em ambas as pernas, nada muito grave.

Sério, é preciso ser muito retardado para pensar que dirigir e jogar ao mesmo tempo é uma boa ideia. Veja como ficou a frente do carro:

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Por sorte o sr. Volante da vez saiu bem “só” terá que pagar por outro veículo (eu fico imaginando a desculpa que ele terá a audácia de dar à seguradora, só para ouvir um sonoro “não”), mas Darwin já está de olho e não deve demorar muito para ele fazer o primeiro ponto em seu caderninho.

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E claro, a China já kibou os monstrinhos

Não há previsão de quando Pokémon GO chegará à China, mas como é do país do kibe que estamos falando com ou sem o game no país era mais do que óbvio que ele seria copiado em algum momento. Aproveitando a ausência do game por lá a desconhecida desenvolvedora Xiaoyu Sun lançou City Spirits Go, um título para iOS que embora não utilize de recursos de Realidade Aumentada copia todas as demais mecânicas do game da Niantic.

Ele funciona da mesma forma que o concorrente: através de geolocalização o título gera e posiciona monstrinhos (originais, pero no mucho) num mapa estilizado, em vez de utilizar a câmera do dispositivo. Dessa forma o usuário se desloca como se estivesse utilizando o Google Mapas, indo aos pontos marcados para capturar as criaturas.

Não tem nem como não dizer que é um clone, basta olhar para a criaturinha de destaque na capa do app:

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Qualquer semelhança é kibe mesmo.

Curiosamente City Spirits Go não foi lançado agora e sim em março, porém logo após o beta de Pokémon GO ser liberado no Japão. Ou seja, os desenvolvedores previram o sucesso e se adiantaram para capitalizar o máximo possível antes da chegada oficial do game. E deu certo, o game é o app número um no iTunes da China.

É bem improvável que o game seja lançado fora da China, mas é preciso tirar o chapéu à Xiaoyu Sun por ter detectado uma possível demanda futura e lucrar com isso, mesmo que com um kibe.


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