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Tal qual 3D, a TV 4K não emplacou (ou: compre a sua agora)

Concorrência ferrenha, redução dos custos de procução e baixa aceitação do público finalmente forçam os preços das TVs 4K para valores mais aceitáveis

4 anos atrás

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Uma verdade que os grandes fabricantes se recusam a entender: TV não é smartphone, TV não é tablet, TV não é nenhum tipo de gadget que costumamos trocar periodicamente. Em tese ela só perde para os videogames de mesa, esses sim projetados para durar uma década se necessário mas na prática mesmo eles ficam para trás. Caso contrário não veríamos os que ainda ostentam seus televisores CRT, em alguns casos raros os saudosos Telefunkens de seletor giratório (ninguém me contou, eu vi).

A lógica do consumidor é comprar uma TV e esquecer, só trocar quando ela quebra ou no caso do Brasil, a cada Copa de Mundo (o que não é regra, é bom lembrar). Assim sendo, novas tecnologias introduzidas no segmento dificilmente são adotadas pelo público, como justificativa para uma troca de hardware. Elas só deslancharam quando os preços dos aparelhos se tornaram mais civilizados.

Foi assim com a tela plana, o plasma, o LCD, o HD, o Full HD, o LED, o 3D e por fim as Smart TVs, o OLED e as telas curvas. E a bola da vez é sem muita surpresa o 4K.

Entre 2010 e 2012 o 3D foi vendido como a grande novidade. TVs, placas de vídeo, consoles (o Nintendo 3DS se baseou unicamente no recurso), conteúdo multimídia... a partir de 2013 começamos a ver a realidade: ninguém compra televisores para ver filmes em 3D, o recurso vem grudado junto como um carrapato a todos os modelos recentes simplesmente porque se tornou tão irrelevante que não faz diferença incluí-lo ou não. Na dúvida, joga-se com a vantagem de ter um recurso extra. A Copa de 2010 vendia TVs 3D como a última bolacha do pacote, por preços absurdos.

Três anos depois comprei uma Smart TV (outro recurso que flopou) de 47" da LG pré-webOS por um valor bem decente, nada absurdo. Em outros dispositivos o 3D foi limado ou esquecido, nem a Nintendo lembra que seu portátil roda imagens em três dimensões; isso ou não lançaria o 2DS.

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Ainda em 2012 os grandes players do setor como SonyLG e Samsung entre outros viram que o 3D não ia dar pé, e pularam para o próximo novo recurso para vender TVs: resolução 4K. O problema era que o formato ainda era novo, não havia quase nada no formato disponível para consumo, câmeras como a RED capazes de capturar vídeos em 3.840 × 2.160 pixels custavam os olhos da cara.

Ainda assim eles insistiram. As TVs 4K inundaram o mercado, chegaram custando os dois olhos, um rim e o pâncreas e sem muita novidade, foram o carro-chefe das vendas da Copa 2014. Só que o pessoal não comprou (literal e figurativamente falando), e nem estávamos tão na crise na ocasião. E isso não é exclusivo do Brasil. Já a produção de conteúdo em 4K começou a andar, e rápido. A indústria pr0n abraçou a ideia, com a Netflix vindo na sequência. As câmeras profissionais se tornaram mais baratas. Com o tempo até os smartphones começaram a vir com capacidade de capturar vídeos em Ultra HD. Isso sem contar os japoneses, que já estudam a viabilidade do 8K.

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Resultado: com as TVs 4K encalhando, a concorrência ferrenha entre os fabricantes e os custos de fabricação sendo finalmente amortizados, os preços começaram a despencar. Na civilização a LG e outras já vinham fazendo cortes em seus aparelhos desde o início de 2014, mas isso não se aplicava por aqui. Até agora.

Fazendo uma pesquisa aqui e ali já é possível comprar um modelo decente, de 49 polegadas com resolução Ultra HD por um valor até que saudável, em torno de R$ 2 mil:

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É uma Smart TV da LG, modelo recente, com webOS 2.0. A título de comparação paguei mais caro na minha dois anos atrás. Se você prefere gastar menos, que tal uma de 40" por R$ 1.727,44? Para mais modelos consulte a lista (o Walmart também possui algumas boas ofertas) e não esqueça de verificar os cupons de desconto no MeioBit Ofertas (momento jabá).

Enfim: era esperado que os preços caíssem, portanto quem esperou pacientemente para trocar sua TV a fim de pegar um aparelho moderno e barato foi recompensado, e esse momento é bom porque seguindo a lógica do comércio brasileiro, é bem capaz dos preços subirem às vésperas das Olimpíadas. Portanto, se você guardou seu 13º fica aí uma boa sugestão de como gastar seu rico dinheirinho.

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