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29 anos depois, a vida animal está voltando a Chernobyl

A vida encontrou um jeito: Zona de Exclusão em torno da usina de Chernobyl foi gradativamente repovoada pelos animais, mesmo com as altas taxas de radiação

4 anos atrás

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O acidente da usina nuclear de Chernobyl foi sem sombra de dúvidas o maior acidente nuclear da história, pauta velha entre ambientalistas que defendem que energia atômica e má, feia e mata criancinhas. Ok, dependendo da intensidade radiação acaba com o dia de qualquer ser vivente, mas você é bombardeado todos os dias por aquela enviada pelo Sol e nem por isso se lembra do conselho do Pedro Bial.

A região fora imensamente contaminada, a nuvem de detritos radioativos cobriu boa parte da Europa. A cidade fantasma de Pripyat, erguida pelos sovietes para abrigar os trabalhadores da usina hoje é um dos lugares mais mórbidos do planeta, um bom exemplo de como o planeta se comportaria caso humanos sumissem de uma hora para a outra.

Embora autoridades ucranianas aleguem que a região em torno da usina só se torne habitável para humanos daqui a uns 20 mil anos, a natureza manda um fuck the police e segue seu rumo.

Nos últimos 29 anos a flora avançou para dentro da cidade, mofo e detritos tomaram conta das instalações. Ainda assim raríssimas foram as ocasiões em que constataram qualquer presença de vida selvagem nos arredores. A maioria dos animais fugiram, os que ficaram morreram. E embora a área ainda não seja segura, alguns bichos estão pouco a pouco ocupando o lugar novamente.

O estudo conduzido pelo professor Jim Smith da Universidade de Portsmouth consistiu em realizar um recenseamento de longo prazo dos arredores de Chernobyl, mais precisamente na zona de exclusão: 30 km em torno do reator 4, o que abriga a cidade. O lugar ainda está inundado de radiação, mas nem por isso os animais não estão se estabelecendo por lá. Os números não mentem:

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A equipe envolvida no censo utilizou câmeras automáticas e drones para capturar algumas imagens dos bichos que vivem por lá, já que tirando três certos retardados humanos não costumam colocar os pés por lá. Foram flagrados raposas, javalis, cavalos selvagens, cervos fazendo o que fazem de melhor: se adaptando. Ainda que sofram constantemente com os níveis altos de radiação, isso não parece ser um problema tão grande a ponto de evitar a ocupação animal.

O mais legal é constatar que dada a ausência de humanos, a vida selvagem lá se tornou mais abundante do que era antes do acidente. Um bom exemplo de que caso nos aniquilemos o planeta não sentirá muita falta e mais, vai se curar normalmente e sem muita demora.

Fonte: CellPress (artigo completo).

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