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O Exterminador do Futuro: Gênesis — resenha: este fez bem à franquia

Confiram a nossa resenha do novo filme do Exterminador do Futuro, o quinto: garantimos que Terminator Genisys é muito melhor que o terceiro filme, mesmo com as viagens no tempo fazendo ignorar todos os quatro anteriores para apresentar um enredo mais original.

4 anos atrás

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É velho, mas não obsoleto (crédito: Screen Rant)

E a onda de Hollywood em ressuscitar velhas franquias não para: depois de refazer Jurassic Park no popularesco e acéfalo Prometheus Jurassic World, agora foi a vez de convocar Arnold Schwarzenegger para participar de um quinto filme da franquia Terminator.

Estreou hoje (02/07) nos cinemas de todo o país o filme O Exterminador do Futuro: Gênesis. Aliás, é interessante notar que aqui no Brasil todos os cinco filmes são de cinco distribuidoras diferentes (respectivamente: MGM, Universal, Sony, Warner e agora Paramount). Não à toa vai ser complicado ter um box com a coleção toda em Blu-ray.

Enfim, o tio Laguna acabou de sair do cinema e já adianto: evite assistir aos trailers, em especial os mais recentes. Acho que a Paramount fez trailers até demais. Abaixo coloquei o que revela menos detalhes.


O Exterminador do Futuro: Gênesis | Trailer | SUB | Paramount Pictures Brasil

Em Terminator Genisys temos (mais) uma troca quase total de elenco. Ninguém dos quatro filmes anteriores se salvou, exceto os dois personagens T-101 e T-800 com o Schwarzenegger. Temos também uma espécie de reboot, com o primeiro ato do enredo relembrando o que aconteceu no início do 1º filme da franquia.

Aviso: spoilers abaixo.

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Sarah Connor e Kyle Reese (crédito: HD Wallpapers)

Em 2029, temos o John Connor (Jason Clarke) enviando Kyle Reese (Jai Courtney) no passado para salvar a vida da própria mãe Sarah Connor (Emilia Clarke) lá em 1984. Problema: algo dá muito errado em 2029, tão errado que Reese tem lembranças de duas linhas do tempo distintas.

Piora: em vez de Reese encontrar uma Sarah garçonete frágil e desprotegida, ele dá de cara com um T-1000. Sim, em 1984.

Sabe o T-101 que veio pra 1984? Não é mais problema, foi morto pelo T-800 “Papi” enviado em 1973.

Como diria José Padilha, agora o inimigo é outro.

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John Connor (crédito: Screen Rant)

O Exterminador do Futuro: Gênesis funciona como o X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, higienizando a franquia do gosto ruim dos filmes mais recentes. No caso do X-Men, usaram o Wolverine (e a Kitty) para limpar os filmes do Wolverine.

No caso do Terminator Genisys, a ideia era ignorar o terceiro filme, mas as viagens no tempo acabaram riscando do mapa não somente o insosso/desnecessário A Rebelião das Máquinas como também o ótimo A Salvação e o espetacular O Julgamento Final, fora o primeiro Exterminador do Futuro.

O que temos em Terminator Genisys são alguns dos elementos usados nos quatro filmes em uma linha do tempo completamente nova que segue de 1984 direto para 2017. O casal protagonista Kyle e Reese, viajando pelo tempo, encontram um mundo conectado. Todas as pessoas parecem usar smartphones e tablets para fazer tudo.

Tais aparelhos usam o software da Cyberdyne, basicamente uma Apple do Mal (pleonasmo?) chefiada pelo filho do Dyson (T2 não aconteceu). Com uma nova atualização, a Cyberdyne quer integrar todos os aparelhos no Genisys, um nome fantasia para a nossa querida inteligência artificial Skynet.

Fim dos spoilers.

O Exterminador do Futuro: Gênesis simplesmente não para. É muita ação e pouca conversa. No máximo temos um ou outro alívio cômico bem sutil, nada de galhofa Marvel. E olha que o filme foi dirigido pelo mesmo Michael Bay Alan Taylor de Thor: O Mundo Sombrio.

O tio Laguna gostou muito dos efeitos especiais usados para representar o Terminator em três épocas bem distintas: em 1973 e 1984, o T-800 e o T-101 ficaram muito convincentes como as versões mais jovens do Arnold Schwarzenegger. Aliás, é impressionante ver o quanto a computação gráfica evoluiu desde Tron: Legacy: enquanto neste o Jeff Bridges jovem (Clu) parece vindo de uma cutscene de game, ainda bem artificial, o T-101 de Terminator Genisys parece tão natural quanto o ator era (ou não) no filme de 1984.

Se o quinto Exterminador do Futuro tivesse mais verba disponível, poderiam ter colocado via CGI a Linda Hamilton e o Michael Biehn de 1984, no lugar de Emilia Clarke e Jai Courtney. Estes possuem atuação ok, nada que prejudique o filme. Também não se sobressaem muito. O filme é mesmo do Ex-Governator da Califórnia.

Conclusão

Terminator Genisys não vai ganhar Oscar de nada (James Cameron prefere brincar de Avatar) mas é o melhor filme em cartaz no momento. Sim, o tio Laguna viu Divertida Mente e é apenas ok, a Pixar já foi bem melhor.

Se você gostou dos dois primeiros filmes Exterminador do Futuro, vai gostar deste Gênesis sim. Tanto por revisitar o clássico de 1984 quanto pelo ritmo bem orquestrado semelhante ao T2.

P.S.: tem cena no meio dos créditos e ela pode servir para uma possível continuação.

P.S.2: embora Terminator Genisys tenha tentado e quase conseguido, o melhor filme do ano ainda é Mad Max: Fury Road em minha opinião.

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