Second Life: O que que estão esperando para fechar o caixão ?

 

Já viu um Chester vivo? Não? Já viu um enterro de um anão, ou um filho de mulher de vida fácil chamado "Júnior"? A maioria não viu. Pois, creio eu, ser mais fácil ver tudo isso em um só dia que encontrar um usuário freqüente do Second Life.

Desde que o cliente brasileiro foi lançado, a quantidade de usuários onine vem caindo: De 120 mil na estréia, hoje temos uma média de 30 mil, com picos de 50 mil. As previsões de 2 milhões de usuários registrados em fevereiro deste ano micaram: hoje são apenas 700 mil. Só estes números já seriam base suficiente para enquadrar a iniciativa de trazer o SL para o país como um fracasso retumbante (observem o post do Cardoso detalhando o número de acessos do seu blog pessoal e compare os números). Entretanto, a situação atual do metaverso que ninguém usa está se deteriorando por dentro: o Second Life está virando um mundo-cão, digno de programa do Datena.

Prostituição


É um mundo virtual, certo? Neste mundo, você necessita trabalhar. A economia precisa se desenvolver. Só que emprego não é fácil.
Dado o nível de desemprego dentro do SL, muitos avatares partiram para a prostituição, e muitos dos developers se especializaram em criar movimentos e roupas eróticas para os avatares. Há até uma recriação da famosa rua de Amsterdam aonde as mulheres ficam expostas em vitrines.

Criminalidade


Há bandidos no second life. Neste caso em especial, foi necessária a intervenção do "BOPE virtual" para coibir o tráfico e os "assassinatos" que ocorrem na favela virtual "Cidade de Deus". O avatar Rmo Kurka explica: "Eu entrei nessa vida de bandido porque não consegui arrumar emprego no SL. Dentre os policiais, os traficantes do morro só falam com os "corruptos", que dão para eles Lindens (moeda virtual) e armas". Há usuários sugerindo a criação de delegacia virtual. E há estupros no metaverso também.

Revolução de Shopping Center e Terrorismo

Com o uso de bombas atômicas virtuais, o Exército de Libertação do Second Life explode lojas e construções, exigindo a abertura do capital do SL pela empresa responsável.

Recessão econômica e falência

Neste post no fórum oficial do SL Brasil, um avatar reclama da falência de sua pessoa jurídica virtual e pede medidas protecionistas para "pequenas empresas" dentro do SL. A equação é simples: a culpa é dos usuários que "pirateiam" os itens comprados e o excesso de cópias os desvaloriza. É óbvia a falta de procura para tanta oferta, já que, frequentemente, a primeira pergunta do brasileiro ao entrar no SL é "como ganhar dinheiro?".

Para quem não sabe, a principal atividade monetária do SL que não seja compra e venda de terrenos e ítens (depois da prostituição) é ficar sentado em locais apropriados ou dançando.
Já neste caso, a situação é mais complexa e alarmante: este site lista as consequências em cascata que a maior magnata do SL (uma Ayumi Hamasaki depois do inverno tenebroso, que parece ter encontrado no metaverso uma maneira legal de ficar bonita sem plástica) pode causar ao sistema econômico do negócio por vender ítens baratos demais, como as grandes cadeias de lojas americanas fazem. De acordo com a análise, sozinha ela pode falir a si mesma e levar junto a própria Linden Labs devido ao colapso monetário dentro do ambiente virtual.

Poluição Visual e Cidades Fantasma


O senso estético dos criadores de imóveis no SL claramente é de gosto duvidoso. Prédios bizonhos, casas esdrúxulas, e anúncios em painéis gigantes para todos os lados. Como de início o hype em torno do negócio era grande, muitas grandes empresas ergueram construções enormes no ambiente e, dado o esvaziamento do sistema, as abandonaram.

Hoje, algum desavisado caminhando no Second Life por certos locais, escutando o assovio tenebroso do vento e entrando em edifícios vazios sem enxergar nenhum avatar "vivo", pode se sentir como o Tom Cruise no filme "Vanilla Sky", ou o Will Smith no "Eu sou a Lenda": a sensação de pós-hecatombe-nuclear é realmente assustadora. Faltou só o velhinho sentado no que era a minha casa me entregar uma cebola.

Além destes problemas, note que não foram citados os evidentes avatares inconvenientes (muitos), o fato do programa ser pesadíssimo e exigir quase tanta banda quanto o Joost e a absoluta falta de sentido no negócio, mesmo que tais problemas não existissem.

Fora do ambiente virtual, semana passada, o fundador do SL deixou a empresa. A representante do SL no Brasil acordou para a realidade e mudou o foco de seus investimentos. Mesmo assim, o número de participantes continua caindo. O hype acabou e hoje a imprensa malha (embora comedida, não sei o motivo). O último a sair, que apague a luz.

Alguém aqui frequenta este negócio, e quer advogar em seu favor?

Autor: Fabião

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