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Acredite, videogames pagam mais impostos no Brasil do que armas de fogo

Tente fingir surpresa: videogames pagam mais impostos no Brasil do que armas de fogo

6 anos e meio atrás

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Se tem uma coisa que o Brasil tem mais do que muitos países é dinheiro. É sério, basta ver a quantas anda o impostômetro: mal passamos da metade do ano e já pagamos quase 780 BILHÕES de reais em impostos. Isso dá um total de quase 4 mil reais por habitante até agora, numa média de quase R$ 50 mil pagos por segundo.

Videogames estão entre os produtos mais tributados. Mas de quanto seria a fatia a fatia que pagamos em impostos? A Folha de São Paulo fez um levantamento de quanto alguns produtos pagam ao governo, e a resposta não é nada agradável.

Segundo o jornal, os videogames pagam mais impostos no Brasil do que armas de fogo: são 72% de tributos contra 71%. Ainda que a diferença seja de apenas 1%, é inadmissível que um instrumento capaz de matar uma pessoa seja menos merecedor de impostos do que um aparelho de entretenimento. O campeão absoluto ainda é o cigarro, com 80%.

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Não obstante, a Folha ainda comparou o preço do Xbox One no Brasil com outros lugares do mundo. Novamente somos os "ricos" a pagar mais pelo aparelho, bem à frente do segundo colocado, a Dinamarca, cuja diferença é de 712 reais, mais que um salário mínimo. O console brasileiro é 47,88% mais caro do que o dinamarquês.

O problema é a classificação dos produtos. Videogames são "jogos de azar" e, por isso, recebem mais impostos. O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBTP - João Eloi disse que os conceitos utilizados para categorizar os produtos são antigos e, por isso, falhos. Para se ter uma ideia uma caneta esferográfica, um item essencial paga 25% de impostos, o que eu considero uma afronta.

Eloi defende a revisão tributária geral para reclassificar muitas coisas que consumimos hoje, pois as definições mudam com o tempo. O pior é que já tivemos uma tentativa frustrada disso: houve toda uma movimentação em torno do sr. Moacyr Alves e seu projeto Jogo Justo para tentar reverter essa situação, mudando a classificação de videogames para "cultura". O tempo passou, ele virou conselheiro do MinC, a ministra Marta Suplicy mandou um "nem pensar" e quem o apoiou ficou com cara de tacho, pois nada mudou.

Mas mais do que pagar muitos impostos, é não ver esse dinheiro voltar em serviços. Por tudo que pagamos, o Brasil deveria ter o melhor sistema de saúde público do mundo, um sistema de transportes decente, educação de qualidade com escolas equipadas e professores capacitados. Mas nessa República das Bananas, não é o que acontece.

Fonte: Folha.

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