Falta bancada para tanta gente e mais alguns problemas

Barracas de Camping (dessas, mais de 100 estão vazias)
Um pouco antes do início da Campus Party, a organização anunciou que apareceram mais 500 vagas extras, que segundo eles fizeram um novo cálculo e descobriram que existia espaço para mais pessoas. Obviamente esse espaço deve ser em algum local de outra dimensão, já que a quantidade de gente sem espaço em bancadas é fenomenal. Melhor é ler o regulamento e conferir que:
2.4. QUOTA DE PARTICIPAÇÃO E DIREITOS DOS PARTICIPANTES.
Existe um único tipo de quota de participação, conforme informado na ficha do usuário, que concede aos participantes o direito ao seguinte:- Um posto na arena de computadores, onde o participante poderá instalar seu equipamento pessoal, com uma tomada de rede e uma tomada de rede elétrica, caso no momento da inscrição você tenha solicitado o serviço de “Posto com PC”.
É existe esse espaço: os sofás. Quem não conseguiu bancada teve que recorrer ao sofá, ou ficar sentando no meio dos corredores usando internet wi-fi de algumas pessoas que liberaram o acesso c/c Diego Sabino.
Outra coisa que me incomodou foi isso:
Está proibido o consumo e tráfico de bebida alcoólica, cigarros, substâncias psicotrópicas e qualquer outra substância ilegal dentro no local do evento. O não-cumprimento desta norma é considerado infração grave e pode ser punido com a expulsão do evento e a comunicação às autoridades competentes.
Não estou reclamando da proibição. Estou reclamando da burrice da organização de permitir a venda de bebida alcoólica na lanchonete da arena como foi postado pelo Thássius. E quando perguntaram sobre a possibilidade de beber, falaram que: a lanchonete até poderia vender ao campuseiro, mas ele seria multado. CADÊ LÓGICA? Também possuem uma vitrine com cigarro, mas só as caixas, vazias.
Fim do mundo = Chuva na Campus Party
Momentos meio difíceis aqui na Campus Party, a chuva forte rasgou o tecido que separava a Arena da área aberta ao público e quase derrubou as placas do teto (o que certamente, causaria muitos danos físicos e materiais). O palco de Artes Digitais por um pouco não foi ao chão, graças a ajuda de diversos capuseiros (alô organização, cadê vocês) que correram para ajudar e há relatos de algumas televisões quebradas (do stand da Vivo).
A chuva também derrubou alguns stands como o da HP (que já estava caindo mesmo…) e um da lanchonete. Sem falar nas “quedas de energia” que ocorreram, nada grave, não chegou a derrubar a internet nem a luz. Mas causou um certo receio, devido aos problemas ocorridos na Campus de 2011.
Mas tenho que elogiar pela rapidez (ok, demorou um dia, mas pelo menos rolou) em colocar os ventiladores na arena. Não está tão quente quanto estava no primeiro dia, mas claro, a água ainda é imprinscidivel, apesar de que a organização também colocou alguns bebedouros na arena (quem foi o primeiro a beber, deve ter percebido uma coloração branca. Não, não era isso que você está imaginando, mas apenas cloro. Falei com uma pessoa da equipe da CParty e ele disse que a água sempre passa por tratamento, mas antes fazem um filtro para que líquido não seja “liberado”, mas por algum razão foi liberado nos primeiros momentos).
Fora isso, até agora está tudo tranquilo. A internet fica oscilando mas nada de grave. Amanhã vou fazer uma melhor cobertura
Resumo do 1º dia da Campus Party Brasil
Não há muito para dizer em um resumão do primeiro dia da Campus Party, talvez um monte de geeks chegando cansados de viagem, ou não. Não vim na edição de 2011 (só na de 2010), mas posso falar que já no primeiro dia estava lotado de gente, algo que não aconteceu em 2010 (só veio acontecer no segundo dia). E diferentemente das edições que ocorreram no Imigrantes, aqui está um verdadeiro inferno de calor. Talvez o clima de São Paulo não esteja ajudando, ou seja apenas a falta de planejamento…
A internet sobrecarregou no primeiro dia, os 20Gbps não foram suficientes, principalmente por que tem gente baixando um monte de coisa (“ah, não era proibido”? Era proibido beber bebida alcóolica e é vendida na lanchonete, é proibido fumar e vende cigarro, é proibido usar som alto e tem um monte de gente com alto-falantes por aqui…, acreditem baixar arquivos é o menor dos problemas). Sobre a cerveja: é permitida a venda para campuseiros, mas é proibido o consumo dentro do Campus (quem fizer vai levar “multa”).
Ontem fiz uso do balcão do TecnoBlog, e apesar de não existir lugar marcado, estou “habitando” a área de social media, e também visitando outras áreas como a de Robótica.
Além dos problemas da internet, vários campuseiros estão reclamando da falta de pessoas da organização para tirar dúvidas, dos mapas que sofrem de um problema simples (e grave) de acessibilidade: a falta do “você está aqui!“…, da fila de credenciamento gigante e do sol quente (sinceramente, São Paulo está um pequeno inferno), inclusive Ítalo Henrique, que também escreve no Guiky, falou com Mario Luis Teza(Diretor Geral da Futura Networks do Brasil), para ver se conseguia pelo menos uma alteração no mapa e a resposta dele foi simplesmente: não posso fazer nada.
Apesar de todos os problemas citados, um grande benefício de estar em um evento como esse, além da troca de experiências é o networking. Encontrar pessoas que você só conhecia online, como o Thássius, Mobilon, Rafael, Lucas (e o resto da equipe TecnoBlog), Nick Ellis, Cid (do Não Salvo), pessoal do Treta, TchulimTchulim (aquela LINDA), PeaShrek e mais uma infinidade de pessoas. Menos o Cardoso que é anti-social e não sai do Rio de Janeiro <3
Sobre fotos e vídeos, postarei no restante do dia, já que vai rolar uma “pequena” cobertura do evento, por mim (HATERS GONNA HATE). Quem estiver afim de bater um papo, estou com a camisa I visited the mothership preta da Apple (sim) (ou entre em contato pelo meu Twitter).
Badoo – Rede Social do Sexo?

As pessoas definem o Badoo como a “rede social do sexo“, mas se esquecem que existem outras (é sério, sou um rato de internet, conheço todo tipo de rede social que você imaginar), segundo um artigo, eles são a quarta maior rede social do mundo, são cerca de 134 milhões de usuários por todo o mundo, e são cerca de 100 mil novos usuários por dia. Bem pouco comparado aos quase 800 milhões de usuários do Facebook. Só que existe um porém, além de ser uma rede social para amizade, ok e também para sexo, relacionamento, enfim, algo que toda a rede social pode ter, ele é um verdadeiro inferno de SPAM.

E o pior, quando eu fui colocar para Localizar Amigos por e-mail, ele encontrou amigos que já tinham Badoo e outros que não tinham. O que eu faço quando uma pessoa não tem uma rede social? Eu não a convido, só se ela demonstrou interesse passado, o que não ocorreu. Terminou acontecendo o seguinte: O Badoo enviou e-mail para toda a minha lista de contatos (Thassius, desculpa, não foi intencional), e até agora não encontrei como faz para ele parar de enviar esses e-mails chatos.
Sabe aquela história de Orkut Gold ou Facebook Plus? Bom, no Badoo isso é em tese verdade. Lá você tem “super poderes” que permitem visualizar as pessoas que acessaram sua página ou te adicionaram como favorito. Dica: não é de graça. A rede toda funciona como uma espécie de marketplace, em que qualquer coisa extra é considerada um add-on. Sério, se gasta uma grana boba lá dentro, até pelo celular é permitido comprar… (sim, isso é um desabafo).
A rede social fatura 100 milhões de dólares por ano e detalhe: não possui nenhuma publicidade extra. Ganha apenas com essas técnicas. Tenham uma noção, mais ou menos, de como funciona isso na imagem abaixo (cliquem que aumenta):
E o que são 100 créditos? Bom, o preço varia de acordo com a forma de pagamento (gente esperta…). 100 créditos via PayPal (pagamento mínimo) custa US$ 2, 500 créditos + 50 grátis (pagamento mínimo) via DineroMail e Boleto Bancário custa R$ 14,99, 100 créditos via telefone celular (pagamento único) custa R$ 1,40 (incluindo celular) e 100 créditos (pagamento mínimo) via Cartão de Crédito custa R$ 2,99.
Não é difícil encontra gente que tenha o tal super poderes. Mas o que são super poderes? Bom, uma assinatura de R$ 4,99 por mês em seu celular (não lembro das outras formas de pagamento). Agora façam os cálculos: R$ 5,00 por semana, 4 semanas. Dá R$ 20,00 só pelos super poderes. Mais os créditos (vamos dizer que comprei 550 créditos via Boleto Bancário) dá R$ 15,00. Todo mês, a pessoa gasta R$35,00 com a rede social. Agora multiplique isso para, pelo menos, 50 milhões de usuários. Então, né…
Uma rede social precisa de anúncios para sobreviver, ou então procura outra forma de ganhar dinheiro. Como o Badoo faz. O Tumblr, por exemplo, está precisando de formas para se sustentar. Mesma coisa o Twitter. O Facebook ganha dinheiro brincando, assim como o Orkut (sério). E assim, eu não confio muito na privacidade do Badoo, seus dados podem estar circulando em empresas que cobram 1 dólar por cada assinante (é sério isso, uma pessoa próxima a mim, trabalha em uma empresa que cada perfil de usuário vale 1 dólar. Obviamente eles possuem bancos com mais de 100 mil usuários. E vendem esses dados para várias empresas diferentes). Entendam, não existe, e acho difícil existir, uma rede social que sobreviva por mais de 3 anos com mais de 100 milhões de usuários e não possuir nenhuma receita. Falo isso, por que, eu não estaria afim de investir em uma empresa que não tivesse uma idéia de retorno do capital investido… O Twitter talvez tenha, o Tumblr eu nunca vi nada parecido, o Badoo faz isso descaradamente.
Uma informação final: o dono da rede social é russo e a rede está localizada no Reino Unido. E outra irrelevante: conheci meu namorado lá. Vai ver que nem tudo é sexo nesse mundo né, minha gente.
Grindr – Aplicativo gay faz sucesso na App Store
Depois do Cardoso declarar que teria o maior orgulho de dizer que o Meio Bit é o primeiro blog de tecnologia com um autor openly gay (e que não é ele), resolvi trazer uma pauta voltada ao público, ou mesmo para quem se interessa sobre a App Store. Existe um aplicativo para relacionamento entre homossexuais chamado Grindr, que já possui mais de 3 milhões de usuários em todo mundo em 192 países.
Obviamente dizer que o Grindr é apenas uma rede social para relacionamento sério e amizade é pra vender e ser aceito na App Store. Grande parte dos que entram na rede procuram sexo loucamente. Talvez a principal razão seja o lance da geolocalização, é possível encontrar com um parceiro que está a metros de você. E olha, aqui em Recife existe uma grande aderência do aplicativo (sério, achei que aqui no Brasil ele não ia pegar, como o WhosHere que é sucesso lá nos Estados Unidos e é voltado para todos os públicos), imagina em São Paulo, por exemplo (vou fazer o teste quando for pra Campus Party).
Desde que o aplicativo se lançou para iPhone, outras versões também sugiram como para Android, Blackberry e iPad. Sem falar que eles possuem uma versão paga que é baseada em assinatura, ou seja, você paga eternamente (ou até achar o amor da sua vida).
O mais curioso é que existe usuários em locais em que a homossexualidade é crime, como o Irã. E outras em que é visto com outros olhos, como Afeganistão, Etiópia, Haiti, Iraque, Ruanda, Sri Lanka e Yemen. No total em todos os países, são cerca de 8 mil novos usuários por dia.
Obviamente eles não informam o quanto ganham por essa versão Xtra, como eles chamam. Mas considerando que até o aplicativo é pago, e ainda existe uma assinatura, eu não duvido que esteja na casa dos milhões. Ah, e para quem não sabe, o público consumidor gay é bem mais “fiel” do que o heterossexual, por isso que existem ações voltadas ao público.
Ah vá, você pensou que tudo isso, de ser “gay-friendly” era apenas por apoiar a causa? Focar no público homossexual é ótimo, mas tem que conhecer bem o seu público para não fazer besteira e cair nos clichê. Eu mesmo, por exemplo, não sou afeminado, gosto das músicas que “todos” os gays gostam, mas se eu ouvir Jamie Cullum ou Alexander Rybak tocando na minha frente, eu viro outro. Ou o modo de se vestir, à lá Restart, ou como eles encaram o mundo, ou tudo.
O Grindr por ser um aplicativo voltado ao público gay, já fez sucesso em si. E com o notificações de eventos e de causas (como aquela que era a favor do casamento gay nos Estados Unidos), faz mais sucesso ainda (perdi de ir a um evento deles durante o SXSW). Sem falar que, só quem entra no Grindr é gay ou bissexual, ou seja, as pessoas sentem-se mais à vontade de mostrar seus rostos e muitos não são assumidos. Ou você ficou curioso com o artigo, vai pegar seu Android/iPhone e baixar o Grindr, ah vá. Para o público geral, existe uma ferramenta da mesma empresa chamada Blendr.
Não sou gay, meu namorado é que é. Ah, precisava terminar esse artigo com uma frase clichê e imbecil, inventada por gays que são quase assumidos e querem criar polêmica. Aos gays que lêem o Meio Bit (eu sei que tem, que eu sou amigo de vários), um artigo pra vocês. Para o público hétero que lê o MB, não sintam-se incomodados com essa invasão gay no site, prometo que quando meu tripé chegar, vocês terão ótimos reviews
[CES 2012] Motorola Droid Xyboard 10.1 e Droid Xyboard 8.2
A Motorola resolveu alterar o nome do Xoom para Xyboard, eu sinceramente preferia o anterior. Durante o CES, ela anunciou o lançamento de duas novas versões do tablet, o Xyboard 10.1 e o Xyboard 8.2, os dois rodando Android 3.2 Honeycomb. O primeiro vem com tela de 10,1 polegadas e o segundo com tela de 8,2 polegadas, esse último, mesmo com uma tela menor, oferecerá 1200×800 pixels de resolução.

Motorola Xoom, ooops. Motorola Droid Xyboard
As especificações técnicas do aparelho incluem processador de 1.2 GHz dual-core, 1GB de memória RAM e câmera de 5MP. Eles funcionam com a rede 4G (LTE) da Verizon, mas deve ser feita uma versão brasileira do tablet, com suporte apenas para 3G. O Xyboard 10.1 vem com três opções de capacidade de armazenamento: 16GB (US$ 530), 32GB (US$ 630) e 64GB (US$ 730). Já o Xyboard 8.2 possui duas opções: 16GB (US$ 430) e 32GB (US$ 530). Esses valores são os vendidos com contrato de dois anos com a Verizon, mas creio que esse seja o valor dele “desbloqueado”, afinal, se for mais caro, será mais caro do que o iPad 2 desbloqueado, ou seja, not a good deal.
Gostei do design deles, espero que as dimensões sejam iguais as da foto e que ele não seja muito pesado. Mas o design é bem bonito mesmo. Não foi divulgado disponibilidade do aparelho, nem se ele virá ao certo ao Brasil.


