Produtora não concorda com críticas feitas ao Amy

Por: em 19/01/12 na(s) categoria(s): Microsoft, Sony


dori_amy_18.01.12

Quem lê o Meio Bit Games deve ter percebido o quanto eu estava ansioso pelo lançamento do Amy. Além de ser uma criação de Paul Cuisset, um dos responsáveis pelo espetacular Flashback, o jogo ainda prometia trazer aos fãs dos Survival Horror um belo motivo para voltarmos a acreditar no gênero, mas a minha suspeita se confirmou e o preço baixo do título acabou servindo como indicativo da sua qualidade.

A crítica especializada tem batido duramente na produção, com a versão para Playstation 3 ficando com uma média 35 no Metacritic, enquanto que a do Xbox 360 saiu-se ainda pior, registrando uma horrorosa média 22, o que provavelmente colocará o game entre um dos piores do ano.

De olho nas reclamações, o pessoal da Lexis Numérique tentou se justificar na página oficial do jogo no Facebook, dizendo o seguinte:

Como muitos de vocês já ouviram, Amy é um jogo DIFÍCIL. Algumas pessoas não gostaram disso, enquanto outras realmente adoraram. Acreditamos que isso é parte da experiência de sobrevivência que tentamos construir com um jogo que queríamos que fosse desafiador.

Eles então recomendam que as pessoas deixem a dificuldade no nível mais fácil, pois dessa forma a experiência pode ser mais agradável, especialmente por os checkpoints serem escassos e afirmam que na Xbox Live o jogo foi o mais vendido no dia do seu lançamento, com a avaliação dos jogadores ficando entre uma nota 3 e 4 de 5 possíveis e acima de 4 quando levamos a PSN em consideração, “apesar das controvérsias.” Por fim, a mensagem deixa claro que para eles o que importa é a avaliação feita pelos mais de 9500 jogadores.

Olha, eu estava pronto para comprar o game assim que ele fosse lançado, mas por sorte vi a análise feita pelo Eurogamer e decidi esperar o lançamento da versão demonstrativa no Xbox 360 e depois de tê-la jogado, pude confirmar o péssimo jogo criado pelos franceses. Graficamente ele não está nem perto das fotos e trailers divulgados anteriormente, sua jogabilidade é horrível e a dificuldade me pareceu o menor dos problemas.

Como no Xbox 360 a demo é uma parte do jogo completo, não há como a versão final estar melhor e a menos que no PS3 o Amy tenha ficado muito superior, o que não parece se o caso, não consigo pensar em outra coisa que não seja o fato de que Paul Cuisset deverá mesmo ser lembrado como o criador do Flashback e algumas aberrações, como o Shaq Fu e agora o Amy.

[via VG247]

  • http://twitter.com/regames Re: Games

    É por essas e outras que eu sempre digo que se preocupar demais com dificuldade do jogo é algo besta – geralmente tentar fazer um jogo difícil só serve para mascarar problemas de design. Demon’s/Dark Souls são as exceções que confirmam a regra – eles ainda seriam muito bons mesmo que fossem mais fáceis, porque seus controles, conceitos e design de fases são SENSACIONAIS.

    • http://www.vidadegamer.com.br/ Dori Prata

      Mas jogar a culpa na dificuldade foi a desculpa que encontraram pra não assumir que o jogo ficou uma porcaria.
      Se ele fosse um game acessível a uma criança de 6 anos, continuaria sendo horrível.

  • Anônimo

    Uma pena que o resultado final tenha ficado tão abaixo do esperado, pelos trailers parecia tão promissor.

  • http://www.facebook.com/people/Bruno-Barbieri/1628396651 Bruno Barbieri

    Bah, comprei ele no dia do lançamento.. fui pegar as DLCs do Granturismo5 e ja tinha o amy lá… ai pensei “porra 9,90 vai junto” botei tudo no carrinho e levei.

    ontem fui jogar, achei bem ruim os gráficos, nivel inferior ao PS2… mas até ai pensei “azar” mas depois de jogar 10min vi vários LAGs, ai não deu

    LAG %%$%%$#$%%%, com essa %&$$ de gráfico %^&&** ainda tem lag

    não recomendo para ninguém, até pode ter gráficos fracos.. mas gráficos fracos com lag é inadmissível.

    alias, vou até logar na PSN agora e dar nota baixa pra essa $%^&&&