As leis humanitárias deveriam ser respeitadas nos games?

Por: em 06/12/11 na(s) categoria(s): Cultura Gamer, Games


Homefront

Misturar situações do mundo real com videogames costuma ser algo que causa uma imensa polêmica, invariavelmente colocando os gamers contra aqueles que não gostam dos jogos eletrônicos e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha está propondo algo que deve dar muito o que falar.

Em uma conferência realizada em Genebra esta semana, foi discutida a influência dos jogos na percepção das pessoas em relação a crimes de guerra e os organizadores defendem a ideia de que as desenvolvedoras devem respeitar as leis humanitárias nos games.

Enquanto o Movimento trabalha vigorosamente para promover a lei humanitária em todo o mundo, existe uma audiência de aproximadamente 600 milhões de jogadores que podem estar violando-a virtualmente,” dizia a descrição do evento, onde ainda podia ser lido: “Exatamente como os videogames influenciam os indivíduos é um tópico debatido calorosamente, mas pela primeira vez os parceiros do Movimento discutem nosso papel e responsabilidade em tomar ações contra as violações da IHL nos videogames. Em um evento paralelo, os participantes são questionados: ‘O que podemos fazer e qual o método mais efetivo?’

Por enquanto não foi revelada a conclusão que os organizadores chegaram e embora a minha primeira reação ao saber do assunto seja de que o que presenciamos nos games não passa de ficção, ao ver o vídeo de divulgação do evento fiquei pensando nas milhões de pessoas que foram mortas ou mutiladas por minas terrestres e acho que o último exemplo, de um tanque de guerra explodindo uma ambulância apenas pela diversão serve para nos fazer pensar se nos games tudo é válido apenas por alia estamos fazendo algo “apenas pela diversão.”

Eu não acredito que o mundo se tornará um lugar menos violento caso esse tipo de jogo seja extinto, mas por outro lado, acho que é preciso ter haver um certo limite, se não por parte das desenvolvedoras, pelo menos que seja por parte dos jogadores, afinal, ninguém é obrigado a apertar o gatilho em “No Russian”, não é mesmo?

[via Kotaku]

  • http://www.facebook.com/tcespinola Tarcísio Espínola

    “Eu não acredito que o mundo se tornará um lugar menos violento caso esse tipo de jogo seja extinto…”, discordo completamente, acredito sim que jogar jogos assim influenciará as mente das crianças e dos jovens. Tenho um filho pequeno e dá para perceber claramente como a violência dos desenhos/jogos atuais é refletida nas brincadeiras do dia a dia. Para essa garotada matar/violentar alguém é coisa banal, o que importa é destruir o inimigo, sabe-se lá por que. Faz-se isso com a naturalidade de quem come um sanduíche do McDonald’s. Claro que existem outras causas (sociais, econômicas etc.), mas o reflexo disso tudo é este mundo violento que está aí. Estamos vivendo num mundo cada vez mais aético.

    • Anônimo

      Vou fazer a mesma pergunta pro colega de cima, você deixa seu filho ver filme pornô? Porque então deixa ele jogar jogos violentos?

      O mundo não está mais violento, a repercussão da violência (por causa da internet e globalização) que hoje é muito maior, sempre houve guerras, mas hoje nos a vemos em tempo real e com comentários do Galvão Bueno.

      Porque o Japão, país que possui TV e jogos mais violentos do mundo, mas possuem as menores taxas de criminalidades do planeta? Recomendo assistir o documentário Tiros em Columbine.

      “a violência dos desenhos/jogos atuais é refletida nas brincadeiras do dia a dia”

      Tipo polícia e ladrão? O bullying, que na minha época de colégio a 20 anos atrás nem sabia o nome? Matar passarinho? Isso é coisa que existia a muito tempo atrás e hoje é considerado errado, não sei o que mudou.

      • http://arapaduradura.blogspot.com Igor Queiroz

        Isso é qualidade inerente do ser humano mesmo. O que conseguiu-se com o tempo foi obter a percepção de que tais comportamentos são danosos para nós como sociedade. Daí a nossa vantagem (teórica) sobre o resto dos animais ditos irracionais, temos processos cognitivos o suficiente para contrair inclusive nossas reações instintivas. :D

        Já diria Cazuza: Eu vejo um museu de grandes novidades.

      • Daniel Almeida

        Vai saber se com tanto que o Galvão fala da Argentina alguém não cresça com raiva do povo?

        Mesmo com internet e globalização, creio que qualquer pai cuidadoso preste atenção no que seu filho anda acessando ou assistindo. Eu cresci vendo Jaspion e o máximo que queria era cortar monstros com uma espada laser.

        Brincar de polícia e ladrão não é errado mas perturba quando as crianças preferem ser o ladrão. Bullying é outra coisa, sempre houve, sempre foi errado e sempre foi ignorado mas hoje tem um nome em inglês e isso atrai atenção porque é “cool”.

        • http://www.facebook.com/people/Roberto-Cézar/100002733978284 Roberto Cézar

          Ou elas podem preferir ser o ladrão simplesmente porque ele é o que vai se esconder, não porque é o “ladrão”.

          • Daniel Almeida

            Pode ser, mas eu digo isso baseado numa nota que li no jornal há alguns anos. Nela um professor contava que encontrou uma pesquisa feita em seu colégio nos anos 60 em que a maioria dos alunos preferia ser a polícia na brincadeira. Ele repetiu a pesquisa e viu que a maioria dos alunos preferia ser o bandido.

        • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

          “Vai saber se com tanto que o Galvão fala da Argentina alguém não cresça com raiva do povo?”

          Vai, se tiver pais presentes e orientando, simplesmente vão falar, não escute isso, é besteira.

          Se não for o Galvão, vão falar mal deles na rua, na escola e aí? o que fazer? colocar em uma bolha?

          Orientação é o caminho, censura não.

          • Daniel Almeida

            Essa parte do meu comentário não era a sério.

      • http://www.facebook.com/tcespinola Tarcísio Espínola

        “você deixa seu filho ver filme pornô?” Essa sua comparação foi totalmente infeliz e fora de propósito.

        “O mundo não está mais violento…” Em que mundo você vive?

        “Porque o Japão, país que possui TV e jogos mais violentos do mundo…” Como comparar países de culturas e nível educacional tão diferentes como o Brasil e o Japão?

        “Tipo polícia e ladrão? O bullying, que na minha época de colégio a 20 anos atrás nem sabia o nome? Matar passarinho? Isso é coisa que existia a muito tempo atrás e hoje é considerado errado, não sei o que mudou.” Se não tem senso para perceber o que mudou, nunca entenderá o que eu escrevi acima.

        • Anônimo

          - Não sei porque comparar dois conteúdos impróprios para menos infeliz e fora de próposito, mas leitura é uma arte difícil para alguns.

          – Eu moro num mundo onde as pessoas morrem muito menos (proporcionalmente é claro) e você, conhece alguém que morreu em alguma grande guerra?

          - A matéria surgiu numa conveção internacional, então o problema é indiferente a cultura, ocorre em vários lugares. E exatamento, Japão idolatra a violência, inclusive as crianças, mas um motivo para não acreditar que jogos são a origem da violência, até onde eu me lembro os japoneses possuem a maioria das características que definem um ser humano.

          - Eu sei o que mudou, os pais hoje se acham pseudo intelectuais porque leram um livro de algum psicologo recalcado e acham que estão criando filhos melhores protegendo eles numa bolha de retardamento e deixando liberar todos os seus pensamentos. Criança precisa escutar não!

          Pensamento básico para você: existia violência antes da TV e jogos eletrônicos, sei que é chocante saber que a culpa de ter um filho mal educado é dos pais e de nada mais, mas é normal, pais irresponsáveis sempre tentam achar outros culpados…

    • Anônimo

      Jogos violentos existem a mais de uma geração, sempre foram alvos de acusações desse tipo, creio eu que por ser pai você está traumatizado/horrorizado com essa situação, mas a mesma violência que se vê em jogos e filmes existe em um telejornal ou uma novela e ninguém da cruz vermelha está discutindo censurar a novela do manuel carlos, mas jogos sim, sempre, apesar de ser um mercado imenso e com empresas fortes quando o assunto é esse não há um representante para defender.
      A violência não aumentou ( não tenho fontes é uma percepção), mas o contato com ela sim, antes não ficávamos sabendo de um crime que ocorria na rússia, bulgária ou coisa do gênero, hoje está no alcance de um click.
      Para uma pessoa se tornar violenta ou não (salvo exceções de doenças) depende da educação recebida em casa e da estrutura familiar.

      • Anônimo

        Concordo em parte com vc Quim_neto. E assumo que eu tambem como pai recente a minha sensibilidade aumentou muito (calma ainda sou hetero.kkk) Mas isso muda a gente sim.

        Tambem concordo que a internet popularizou muito as cenas de violencia. Estou com 35 anos, e a minha geração nos anos 80 e 90 só sabiam de noticias que as os editores de revistas ou de emissoras de televisão “quisessem”.
        Hoje em dia nós corremos atras de qualquer informação e conseguimos descobrir o que quisermos.

        Tambem concordo que a educação familiar é a base para a formação de um individuo.

        E já na parte de novelas, alguns orgãos até tentam censurar algo de uma novela ou outra que as emissoras passam, porem não conseguem, o poder das emissoras (uma especifica que nós sabemos qual é) é muito mais forte de que alguns orgãos competentes do nosso pais

    • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

      Não confunda influência de curto prazo que existe em qualquer forma em todas atividades que temos.

      Exemplo, ver um filme de romance com a namorada e querer beijar ele em seguida e de repente todos os problemas de dia a dia serem esquecidos. 5 minutos depois… briga, briga… já era.

      O mesmo digo para os jogos, eu via Karate Kid e saia brincando de pontapé com os amigos, mas nunca com o intuito de brigar ou de machucar alguém, apenas diversão.

      O mesmo serve para jogos, crianças jogam, brincam depois com armas de brinquedo, mas passa, é tudo influência de curto prazo e se as mesmas estiverem bem criadas não vai ter problema nenhum.

      Claro, para uma bomba ativa, basta alguém acendem o estopim, em crianças problema obviamente que esse tipo de jogo pode ter mais influência, mas voltamos ao velho dilema, então o problema não é o jogo certo? São os pais.

    • Guilherme Caetano

      Naturalidade de comer no McDonald’s é a mesma de praticar violência? hein?
      Não entendi a comparação.

      • Anônimo

        E a minha comparação é que foi ruim…

  • Anônimo

    È assim: se o que vemos em filmes, anúncios, games, etc NÃO influencia nossas ações porque mega empresas gastam bilhões e bilhões de dólares para que suas marcas apareçam em filmes e games?

    • Daniel Almeida

      Para fixar a marca na nossa memória ou associá-la a algo que ela acha ter a ver.

      • Anônimo

        mas como fixar a marca??? Então você admite que ver um filme (comercial de tv por exemplo) mesmo sabendo que ele é de “mentirinha” como as propagandas da skol, isso vai influenciar sua decisão de compra?? Se um comercial tem poder para modificar seu comportamento a ponto de fazer você meter a mão no seu bolso e gastar seu rico dinheiro, porque um vídeo game usado por uma criança por horas a fio durante todo o dia, durante anos e anos de sua vida não irá influenciar no comportamento desta crianca??? QUE MÁGICA É ESSA? (É ÓBVIO QUE FILMES, ANÚNCIOS DE TODO TIPO também moldam as atitudes de quem assiste)

        • Daniel Almeida

          Sim, apenas fixar a marca. Supondo que você está no mercado tentando escolher uma pasta de dentes, você pensa que a melhor é a Colgate ou a Lentinol?

          Não digo que o videogame não vai influenciar o comportamento, falei o contrário nos outros comentários, mas a questão da marca é essa, apenas a exibição, exposição, como expor na camisa de um time sabendo que nem os torcedores rivais vão deixar de consumir o produto.

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Cézar/100002733978284 Roberto Cézar

      Um outdoor ao lado do posto de gasolina influencia suas ações? Acho que não né? Então porque as empresas colocam anuncios lá? Pra vc ver. Tão nos games porque muita gente vai jogar e ver, simples. Exposição da marca.

      • Anônimo

        Então vou modificar a pergunta para você entender: Porque as mega empresas gastam bilhões e bilhões de dólares para a “Exposição de marca” já que você diz que isso não influencia ninguém em nada?

        • http://www.facebook.com/people/Roberto-Cézar/100002733978284 Roberto Cézar

          Não disse que não serve pra nada, disse que não influencia suas ações, você disse que um eles colocam no game porque vai mudar sua ações, então o outdoor influencia você tanto quanto um game ou um filme? Por ver um comercial de duendes não quer dizer que eu vá pra florestas pra procurar eles, exposição da marca é outra coisa. É ser reconhecida. Eu não compraria algo do qual eu nunca ouvi falar, mas se eu ver um game que e lá tem um refrigerante, quando eu for no mercado vou lá e compro pra provar, se for bom compro de novo, simples.

        • http://www.facebook.com/people/Roberto-Cézar/100002733978284 Roberto Cézar

          O que eu quis dizer é: Você comentou que colocam propaganda nos games porque eles influenciam você. Não, eles colocam propaganda nos games porque muita gente joga e muita gente vai ver o anúncio. Se coloca anuncio onde muita gente vai ver, se ninguem joga o game pra q vou anunciar nele?

      • francisco Brito

        Se a coisa fosse tão simples, não faria sentido a proibição de exibição de cigarros em novelas e filmes, pois isso não influenciaria ninguém a começar a fumar.

  • Anônimo

    Tambem me sinto dividio nessas horas, como pai de uma filha de 2 anos e meio eu não posso simplesmente ligar o videogame e sair jogando qualquer coisa na frente dela, um problema que eu não teria caso estivesse de volta a época do Nes 8bits, já vi reações de espanto da minha filha ao jogar Bulletstorm e desliguei na mesma hora a TV.
    Porem “adoro” games FPS e horror survivel, que acredito serem os principais games que afrontam as leis humanitarias. Não sei se um jogo como God Of War 3 ficaria tão legal se essas leis estivessem valendo.

    Mas acho que um pouco de bom senso dos produtores vai bem nessas horas.

    Uma das cenas que mais me pertubou em um jogo foi exatamente esta primeira foto do post acima. Que se passa no inicio do game Homefront, onde aos gritos de uma criança de 5 anos, nós vemos a cena dos pais dessa criança serem sacrificados na frente do filho e o mesmo corre em direção aos corpos dos pais aos prantos. Fiquei horrorizado com essa cena e sei que a mesma poderia estar em um filme de guerra, mas ao me lembrar dos vários filmes de guerra que já assisti na minha vida não conseigo me lembrar de nenhuma cena tão forte quanto essa.

    Não sei se essa “realidade” tão forte de hoje em dia faz bem a adolecentes de 10 ou 12 anos como os que eu conheço no meu bairro que jogam os mesmos tipos de jogos que eu. Afinal eu nunca vi um garoto dessa idade pegar um jogo com indicações para apenas 18 anos e falar:

    -Não vou jogar este game que não é para minha idade.

    Isso de indicação etaria nos jogos quase não funciona na pratica.

    • Anônimo

      Você veria filme pornô ou terror gore na frente da sua filha?

      Quando a cenas de filme de guerra recomendo olhar Platoon ou Apocalipse Now, vai ver que Homefront é fichinha…

      • Anônimo

        Talvez essa fosse exatamente a questão, os videogames a alguns anos atrás eram considerados brinquedos e se transformaram em entretenimento adulto.

        É claro que eu não deixaria minha filha ver pornor ou terror gore, até porque isso já está destacado na nossa cultura como entreterimento adulto, que é exatamente a barreira que o videogame está passando (brinquedo de criança/ entretenimento para adulto)

        Nos video games que eu passei minha infancia jogando, Atari, Nes e Mega Drive, podia se contar nos dedos de 1 mão os jogos com sangue ou até pornografia (mortal kombat e X-mam do Atari) acho que isso mudou depois do Playstation 1 pra cá.

        Apesar que o Playstation 1 ainda existia muitos jogos para “criança” do que games adultos. Tinhamos praticamente um survival horror e um FPS. Isso começou a mudar no PS2. E se consolidou de vez nessa geração PS3/Xbox, acredito que esse seja o principal motivo do Wii ainda ser o videogame mais vendido, muitas mães podem ter “medo” do PS3 3 Xbox.

        E por ultimo, sim eu assiti a Platoon e Apocalipse Now, porem mais uma vez este filmes de guerra já estão no subconciente de muita gente que são filmes voltados ao publico adulto.

        Pelo menos eu não me lembro de ter visto uma criança de 12 anos falando:
        - Nossa vai sair um filme de guerra!! Tirando o genero western(cauboy) é o segundo genero que eu mais gosto de ver.

        abraços a todos

        • http://arapaduradura.blogspot.com Igor Queiroz

          Discordo no que se refere ao PS1 ter poucos jogos adultos. O Playstation foi o video game que praticamente difundiu os jogos adultos (visto que, o SNES não era graficamente suficiente para conseguir tal feito).

          E volto a dizer, já há a abordagem de classificação etária para jogos, cabe aos pais se preocuparem com isso.

        • http://www.facebook.com/people/Eduardo-Engel-Balle/599473372 Eduardo Engel Balle

          Por isso existe para jogos uma classificação etária, pode ver que os jogos violentos que você citou são recomendados apenas para maiores de 16 anos.

          Eu reclamaria quando um jogo não tivesse classificação etária e fosse violento.
          E o PS1 tinha muitos jogos adultos, olhe por exemplo Metal Gear Solid e Silent Hill…

      • http://www.facebook.com/people/Roberto-Cézar/100002733978284 Roberto Cézar

        Vi um sobre a invasão da China pelos Japoneses, não me lembro o nome do filme, mas eles reuniam todas as mulheres da vila e estupravam a todas, quem se recusasse morria. Isso durante vários dias, e baseado em fatos reais, a história era contada por um sobrevivente, que na época era garoto

    • Daniel Almeida

      Pois é, e será que o jogo perderia qualidade se essa cena que você descreveu não existisse? Ela era realmente necessária, com tantos detalhes cruéis e impactantes?

      • http://www.facebook.com/people/Marcelo-Eiras/1567301419 Marcelo Eiras

        Perderia e muito.
        Seria censura.
        Na capa do jogo tem a indicação de idade exatamente para isso. De forma clara e visível.

        Senão vamos ter lei malucas que nem as do japão que filme porno não pode mostrar cenas explicitas de sexo e fica com blur na imagem.

        • Daniel Almeida

          Não disse para retirar a cena, estou supondo que ela nunca tenha sido criada. Não haveria censura, ela faria falta ao jogo?

          • http://www.facebook.com/maycon.cruz Maycon Cruz

            Mas aí o game não perderia “a sua essência”? Se não fosse por essas cenas, esse jogo teria “nexo”? Aí a gente pode expandir a pergunta para: “Esse game faria falta ao mercado?”, visto a atual demanda?

          • Daniel Almeida

            A essência do game são cenas chocantes de violência extrema? Se for, questiono mesmo se faria falta no mercado.

    • http://miudostrocados.wordpress.com Rodrigo Santiago

      Cara, vou te dizer porque a classificação etária para jogos não funciona: negligência dos pais! Você posso dizer que não é um pai negligente nesse sentido, mas quantos pais ainda acham que videogame é NES ou SNES? Pior, quantos pais nem acompanham os filhos na escola, e nem vou dizer aqui que são pobres, pois mesmo em escolas particulares, a maioria dos pais só liga pras atividades de seus filhos na escola quando o guri tá mal na escola, porque não querem ter que pagar a mesma mensalidade do mesmo ano caso o guri reprove, alguns nem pra isso ligam.

      Eu até acho que cenas como essa ajudam a refletir, como você disse, ficou horrorizado, e acontecem cenas piores do que essa numa guerra real. Porém, não é qualquer pessoa que pode visualizar.

      O fato é que a convivência com aquilo que nos choca já deixa de chocar, por isso médicos com o tempo tratam paciente como presunto (no bom sentido), policiais já não sentem nada quando chegam numa cena de homicídio. Porém, caso uma criança ou adolescente se acostuma com imagens assim, claro que vai assimiliar com o mundo real, mas não em forma de crítica, mas em forma de absorver as imagens e aquilo que deveria chocas já não mais a choca.

      • http://arapaduradura.blogspot.com Igor Queiroz

        Chegamos a um ponto importante: Há a necessidade de chocar? As pessoas precisam realmente manter essa reação a violência?

        Digo, muito se fala a respeito da banalização da violência, mas ninguém indaga se é realmente necessário esse tipo de perspectiva a respeito da mesma.

        Faço uma analogia ao pai que esconde do filho que o cachorro de estimação faleceu, e diz algo como ele fugiu ou coisa do tipo. Essa é abordagem é certa? É errada? Vamos filosofar. :D

        • http://miudostrocados.wordpress.com Rodrigo Santiago

          Cara, eu acho que o ponto não é necessariamente chocar, mas, como o Daniel Almeida comentou, a morte acaba perdendo o significado, quando banalizada dessa forma. Fica fácil matar quando não se tem a real medida do que significa. A questão é que a formação da criança é importantíssima na formação do caráter do adulto e ela até pode brincar com games do tipo, desde que bem direcionada por um adulto de que é uma ficção, na vida real não pode ser assim etc.

          A classificação etária não existe por existir. Só que como falei, a existência de pais negligentes.

          Mas só pra deixar claro, também não significa que uma criança que jogue estes jogos vai virar um assassino, tem milhões de outros fatores em jogo, e o videogame pouco contribui com isso. Muitas vezes age até a favor, como uma catarse dos momentos de raiva.

          É uma questão complexa, mas que precisa ser dialogada com a criança.

          • francisco Brito

            “Chegamos a um ponto importante: Há a necessidade de chocar? As pessoas precisam realmente manter essa reação a violência?”

            Vendo a coisa do ponto de vista mercadológico, e considerando que a nossa sociedade está se dessenssibilizando para a violência, eu diria que a tendência é que os jogos se tornem cada vez mais violêntos para manter a emoção de jogar.

      • Anônimo

        Então, porque existem pais negligentes, não deve haver jogos violentos?
        Vamos proibir carros também, já que existem motoristas negligentes que dirigem bêbados…

        • http://miudostrocados.wordpress.com Rodrigo Santiago

          Nem uma coisa nem outra.

  • http://twitter.com/aziebert Alexandre Ziebert

    Aproveitando que há pais aqui, gostaria de estabelecer um ponto.
    Nós crescemos jogando jogos violentos e nem por isso somos desajustados.
    @Tarcísio é claro que os jogos influenciam as brincadeiras, as crianças imitam qualquer coisa, boa ou má.
    O importante é que vocês eduquem corretamente seus filhos, assim eles crescerão com valores fortes e não se deixarão ser controlados por qualquer coisa: jogos, filmes, propaganda, política, etc.

    • Daniel Almeida

      Não desajustados mas será que os conceitos não podem estar sendo distorcidos?

    • francisco Brito

      Creio que o começo de qualquer solução passa por ai, educação. Mas não devemos esquecer que o jovem não limita seu comportamento àquilo que aprendeu em casa, há muitas outras influências agindo sobre ele. Mas uma educação básica sólida, que dê ao jovem a possibilidade de se desenvolver eticamente é o princípio de tudo.

  • Daniel Almeida

    Entrei no mundo dos games recentemente com o PS3, o meu velho Atari não estaria nada perto dessa discussão. A maior graça dos jogos é justamente fazer o que não podemos sem o controle na mão, por isso acho particularmente bobo jogos de futebol ou skate. Mas talvez o básico do jogo já seja suficiente para isso. Em jogos de guerra temos muitos solados inimigos para matar, para que matar civis então? Notei em Red Dead Redemption que não há crianças em cena, talvez para evitar que o jogador as mate e a morte de civis inocentes, apesar de possível (o personagem não deixa de ser um criminoso), pode ser punida.

    Falou-se muito que na guerra do Iraque os soldados portam-se como se estivessem em um jogo. Particularmente acho que a violência em jogos e em filmes desumaniza a morte. Sempre cito dois exemplos disso, em “Os Imperdoáveis” quando o rapaz se fica chocado por matar pela primeira vez dizendo “ele nunca mais vai andar nem respirar só porque eu atirei nele” e em “Austin Powers” (!), quando ele brinca mostrando as famílias e amigos dos capangas recebendo a notícia de suas mortes.

    As mortes são muito estéreis na ficção e me pergunto o quanto as pessoas não estão transferindo isso para a vida fora da tela.

    • http://miudostrocados.wordpress.com Rodrigo Santiago

      Não gosto de responder só pra elogiar, mas essa frase foi brilhante: “As mortes são muito estéreis na ficção e me pergunto o quanto as pessoas não estão transferindo isso para a vida fora da tela.”

      Se a gente perceber, isso já acontece no dia a dia.

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Cézar/100002733978284 Roberto Cézar

      Acho que é bem o contrário. Os games virtualizam a guerra, mas que na verdade é bem, bem pior. Assista qualquer documentário sobre guerras, antes ou depois dos games sempre houveram crimes contra a humanidade, desde a pré-história, o ser humano é assim. Não são os jogos que fazem aquilo, são as pessoas.

      • Daniel Almeida

        Cara, tenho lido e assistido muitos documentários sobre a Segunda Guerra, consigo ter uma ideia de como é mas as pessoas que não passam dos videogames podem não passar disso e não pensar em todas as consequências por trás dos tiros além das mortes.

  • http://arapaduradura.blogspot.com Igor Queiroz

    Para mim, a regra ainda é válida: Se for para controlar violência nos jogos, a maneira coerente é através da que já existe, via faixa etária. Agora fico imaginando para o desenvolvedor o “serviço de corno” que seria ter que adaptar os jogos para uma versão mais “amigável” como colocar pedestres ninjas, como acontece em alguns jogos do Driver.

    Se temos Quentin Tarantino fazendo jogos, por que cargas d’água não podemos ter os nossos jogos com a sua boa dose de violência?

    • http://www.facebook.com/people/Eduardo-Engel-Balle/599473372 Eduardo Engel Balle

      Seria igual ao primeiro Call Of Juarez, que se, não me engano, tu desse um tiro num personagem já morto era Game Over, com o Protagonista falando: Por que atirar em um corpo morto?

      Nem preciso dizer como isso revoltou as pessoas, pois caso erra-se um tiro e acerta-se alguem morto era Game Over, e foi até retirado dos outros Call Of Juarez.

  • Anônimo

    esse vídeo ai é totalmente sensacionalista, claro que o pessoal já fez coisa pior no video-games do que mostrado no vídeo, inclusive nos FPS e GTAs da vida, mas não robei, não matei, nem peguei um tanque de guerra e sapequei um posto medico improvisado, não sei qual é a meta dessa “regrinha” deles ai, seria diminuir a violência? ta, filmes, por serem mais fáceis de serem vistos e muito mais baratos deveriam seguir essa regra, e juro que até livros com a temática de guerra são um zibilhão de vezes mais influentes que games.

    mas acaba sobrando para os games por alguns motivos, são faceis de assimilar, pois tem aquele tutorial no começo, ai é só seguir a setinha e descer bala, e porque o pessoal que cria essas leis, muito provavelmente, nunca sequer tentou entender quem joga.

    ta, não pode dar um FPS nas mãos de uma criança né? claro que não, vai assusta-la, e dependendo até causar sérios problemas no guri, mas filmes é a mesmíssima coisa, e mesmo sendo comercializados na pirataria e facilmente encontrados, minha mãe só permitiu eu assistir um filme de violência e sexo explicito gratuita aos 10anos (eta mundo rápido), então é possível mães controlarem seus filhos, se quiserem.

    e se querem um mundo menos violento, que comessem com ideias mais inteligentes, a morte não vai sair da mente das pessoas só pelo fato de alguém la de cima censura-la.

    • http://www.vidadegamer.com.br/ Dori Prata

      A grande diferença é que nos games você passa de espectador para executor, está aí o motivo das críticas.

      • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

        Mas não deixa de ser ficção.

        • Anônimo

          Mas não é a mesma coisa. Como o Dori falou acima você é o executor da ação. Num filme eu posso ver coisas terríveis e odiar o vilão por suas maldades. Mas como vou odiar as maldades que eu mesmo estou cometendo num game? E que danos causa nos sentimentos de uma pessoa que tem gosto por fazer crueldades num jogo? Olha a coisa é bem diferente sim, e complexa. Na minha opinião, uma pessoa que já não consegue se comover com o sofrimento alheio, mesmo num jogo, pois é ele que está causando o sofrimento, logo não se comoverá com o sofrimento de ninguém na vida real.

          • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

            Se você odiar a execução da maldade ficcional, pode simplesmente parar de jogar, afinal é ficção.

          • http://arapaduradura.blogspot.com Igor Queiroz

            Imagino que o amigo nunca cometeu nenhuma morte despretensiosa em um GTA da vida ou coisa parecida. Não me considero uma pessoa moralmente desvirtuada, mas considero plenamente normal causar violência gratuita em um jogo, visto que eu sei discernir o que é virtual do real.

            E antes de vir falar que crianças podem não discernir da mesma forma. Mais uma vez eu falo, já existe classificação etária para esse tipo de problema.

          • http://www.facebook.com/maycon.cruz Maycon Cruz

            Mas o que podemos definir como moral neste mundo de hoje?

          • http://arapaduradura.blogspot.com Igor Queiroz

            A priori é não fazer mal a ninguém ou evitar ao máximo não cometer esse tipo de atitude. (Esse seria o nível mínimo de moralidade aceitável).

            Coisas como altruísmo seriam um plus para moralidade de alguém.

            Quando se pensa em ao menos evitar fazer mal aos outros, você já está em boa direção. :D

          • http://www.facebook.com/people/Marcelo-Eiras/1567301419 Marcelo Eiras

            Se a pessoa, adulta, não consegui distinguir o real do virtual ela sofre de graves problemas mentais. Matei milhares de pessoas em GTAs e CoDs da vida nem por isso penso em matar alguém na vida real.

          • Anônimo

            Não estou dizendo que você necessariamente terá desejo de matar alguém, mas será que o sofrimento das pessoas, no mundo real em situações semelhantes as dos teus ‘assassinatos’ ainda te comove? Tenho sérias dúvidas.

  • http://twitter.com/cwaster Cristiano Waster

    Dizer que filmes/jogos não influenciam é um argumento facilmente derrubado. Basta lembrar dos filmes de Kung Fu dos anos 80 e de como reagíamos quando eles acabavam (era uma classe de aula inteira formada por Bruces Lee). Contudo, dizer que as leis humanitárias devem cercear a ficção retira justamente o plus da ficção, que é nos transportar para um mundo que não pertencemos (bom ou ruim). Se este mundo tiver que seguir os mesmos preceitos de nossas vidas, a ficção perde todo o encanto (The Sims….Oh Wait!).

    De qualquer forma, sei que é difícil, mas o único meio hábil para assegurar que o jogador tenha consciência disso (partindo do “homem médio”) é a classificação etária. Dizer que uma norma é falha porque não há cumprimos não é argumento válido.

    De outro lado, dizer que alguns se inspiram em jogos para cometer barbáries também não é justo, pois estamos falando de um sujeito que já possui um desequilíbrio, sendo o jogo apenas uma das possíveis escusas que ele poderia adotar (como religião, racismo, xenofobia, etc).

    Infelizmente, em alguns casos, sinto-me tentado a usar meu parâmetro de ofensa como base para argumentar e enxergo aí o problema de querer censurar os jogos/filmes, pois a ofensa é algo muito pessoal (não me senti nem um pouco constrangido ao jogar o “No Russian” ainda que fosse “No Brazilian”) e bem mais difícil de definir um meio termo do que a classificação etária (vide texto no Gemind onde uma hóspede sentiu-se ofendida com o símbolo do FreeBSD).

    Resumindo, ainda não tenho opinião formada sobre como lidar com isso, mas acho que a censura não seja a melhor resposta.

    • francisco Brito

      Eu não creio que censura seja a solução, nem sei se alguém conhece alguma solução, ou mesmo se ela é necessária. Mas creio que a discussão em torno do tema, até para se saber se uma providência deve ser tomada, é muito bem vinda.

      • http://www.facebook.com/maycon.cruz Maycon Cruz

        A solução só surgiria se pudéssemos tirar o item “sadismo” da natureza humana.

  • Anônimo

    Parabéns pelo post, Dori! É trazendo discussões assim para o site que a comunidade gamer cresce em conteúdo e amadurece :)

  • http://www.facebook.com/alreuse Anderson Reuse

    Acredito que deve ter um limite baseado no bom senso, ninguém quer ver crianças morrendo e quem quiser é no mínimo doente.

  • http://mygpl.us/peksalvo Pek

    Eu penso justamente o contrário. Pra mim uma cena chocante num jogo ou filme tem é potencial pra sensibilizar a pessoa pros problemas reais existentes. Assistir a um filme como A Lista de Schindler tem muito mais potencial pra me tornar um defensor de causas humanitárias do que um nazista. É só ver quantas vezes a opinião pública ajudou a terminar com uma guerra ou carnificina.

    Ruim mesmo é achar que sendo politicamente correto ou escondendo os problemas debaixo do tapete você vai resolver alguma coisa. Que o digam as milhões de pessoas que passam fome na áfrica e ninguém se importa ou sequer nota.

    • http://www.facebook.com/tcespinola Tarcísio Espínola

      “Pra mim uma cena chocante num jogo ou filme tem é potencial pra sensibilizar a pessoa pros problemas reais existentes.” O fato de pensar assim não significa que esteja correto.

      • http://arapaduradura.blogspot.com Igor Queiroz

        Não a toa, o tio usou no começo da frase: “Pra mim”. ;-)

    • http://www.facebook.com/people/Rafael-M-Rossi/100002616236922 Rafael M. Rossi

      Estou de pleno acordo. A interatividade acrescenta ao “choque” do evento e acho que pode conscientizar muito mais que um vídeo sobre os horrores da guerra.

      Exemplifico com a própria série Modern Warfare: o que é mais impactante, você estar na pele de um presidente árabe à caminho da execução ou ver um videozinho de alguns segundos onde um desconhecido leva um tiro na cabeça, onde mencionam que ele é o presidente? Será que ouvir relatos do Shepherd e do Price faria você ver que o Makarov é filho da puta tão bem como atirar em dezenas de inocentes a mando dele? Quando você ajuda Price a soltar a atirar o míssil do submarino, você fica sabendo das consequências positivas (onda eletromagnética que salva Ramirez e seu time) e das negativas (astronautas mortos) da pele dos envolvidos. E, em MW3, você assiste em primeira mão quando um pai morre com sua família porque você não pôde deter um atentado terrorista.

      Além disso, os filmes e livros não são obrigados a seguir essas normas. Então, por que os jogos teriam? Seria uma limitação a uma demonstração cultural e que tiraria a possibilidade de conscientizar as pessoas através dos jogos, como já é feito através de filmes, músicas e livros. Só porque, no jogo, você pode praticar esses atos? Acho idiotice demais. Nos jogos, também pode evitar isso. E aí?

      Os vídeos podem explicar melhor a situação em geral e chocar. Mas a interatividade te faz sentir na pele o quão terrível essas coisas podem ser. É um impacto diferente, um efeito genial. Com todos os defeitos que CoD possa ter, eu acho essa forma de contar história muito boa.

  • http://twitter.com/felipecarballo Felipe Carballo

    Então o mesmo deveria se aplicar ao cinema, aonde cenas de violência e violação dos Direitos Humanos são mais do que normais. Só que a briga com as produtoras seria algo como David contra Golias.

  • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

    Vamos proibir também essas atitudes em filmes/tv/novela…

    É o que faltava mesmo, o mundo cada vez mais confundindo vida real com ficção, está ficando complicado.

    • Anônimo

      Poque que você acha que no FILME Rambo 3 os TALIBANS lutavam junto com Rambo e a “América Livre” contra os malvados Russos? E Porque você acha que no último Rambo os TALIBANS viraram os BANDIDOS da estória? Bobagem?? É só ficcção??? Porque quando interessava os TALIBANS foram mostrados como bonzinhos e lutadores pela democracia e liberdade? E agora que não convém mais, todos os filmes e noticiários os pintam como a encarnação do demônio? Você REALMENTE acha que isso não influencia a decisão de ninguém? Realmente acha que um filme não é capaz de influenciar a mudar a visão de mundo de uma pessoa? Acha que um filme, uma “notícia”, uma propaganda política, não é capaz de modificar a opinião de uma pessoa? ou seja, não é capaz de influenciar nos ATOS dessa pessoa??

      • http://contraditorium.com Carlos Cardoso

        HEIIIMMM???

        No Rambo 3 os rebeldes eram Mujahdim, não talibans, e no último Rambo a história se passa em Burma, que não tem puerra nenhuma a ver com Afeganistão e talibans.

        • Anônimo

          PRONTO! . Depois que o fins são alcançados, basta recorrer aos artíficios sofísticos e dizer que “Mujahdim” não são Talebans. O mesmo que dizer que um Hassid não é judeu, ou um Carismático não é católico, Franciscano não é cristão e por aí vai.

          • http://mygpl.us/peksalvo Pek

            clássico caso de “quem defende os EUA é alienado”

          • http://www.facebook.com/maycon.cruz Maycon Cruz

            Classificação: “Velhinho veterano de guerra reclamão”

          • Anônimo

            “velhinho” é o carvalho!! Reclamão sim.

          • Anônimo

            É pedir demais, mas vai que… tente pesquisar por “alienação” e “hegel” quem sabe se você aprender 0,000001% sobre o que é Alienação, não pare de repetir clichês de botequim???

          • Felipe Alves

            BroncoRude é mesmo o nickname adequado para você…

          • Anônimo

            Viu? Eu estou sempre certo!

          • http://contraditorium.com Carlos Cardoso

            Então basicamente alemão = nazista pra você?

          • Anônimo

            Dôto Ráuzi…: LEI DE GODWIN!

        • Anônimo

          Rambo III nos créditos finais aparece o agradecimento ao povo Talibã. Não me lembro da história do filme, mas a população da locação era talibã pelo menos. Talvez por isso a confusão entre a locação com o enredo do filme.

          • http://ceticismo.net André

            Nos créditos é dedicado “(…) ao galante povo do Afeganistão”, e não Talibãs. O fenômeno fundamentalista dos talibãs (em árabe, “estudantes”) é bem mais recente. A URSS invadiu o Afeganistão, apesar de muitos generais russos declararem que aquilo seria o “Vietnã da União Soviética” (e foi).

          • Anônimo

            Verdade, revi no youtube agora os créditos.

        • marcos.petropolis

          Naquele momento do filme os Mujahdin – grupo de Muçulmanos de vários países recrutados para lutar contra os Russos – não eram Talibãs , mas depois sim, eles deram origem aos Talibãs.Portanto , enquanto eles estavam contra seus inimigos , os EUA os viam como bonzinhos, é fato.

        • http://ceticismo.net André

          Em Rambo 1 e 2, há uma severa crítica ao GOVERNO AMERICANO.

  • Junior Predador

    Se os games respeitassem as leis haveriam extremamente poucos jogos afinal os games se baseiam, em algum ponto, em ferir outros seres ou escapar de ser ferido, a não ser que todos joguem apenas damas. Segundo a teoria deles todos estamos preparados para sermos criminosos de guerra, com o indice de vendas de jogos seriamos uma geração de serial killers em potencial e quase em atividade.

    • Anônimo

      Justamente isso, um jogo é uma forma de quebrar a realidade sem que haja prejuisos reais. Tire isso do jogo, e o jogo será mais chato que a realidade.

    • http://ceticismo.net André

      Ninguém jogaria Need for Speed, pois viola o Código de Trânsito.

  • http://www.facebook.com/people/Cilon-Mello/1031255661 Cilon Mello

    A partir dos 7 anos uma criança já sabe diferenciar a realidade da fantasia. Se não souber, precisa de acompanhamento psiquiatrico.

    Basicamente está sendo dito que gamers tem uma idade mental inferior a 7 anos de idade, ao qual boa parte dos jogadores acha uma alegação razoavel.

    Depois não sabem porque não levam jogos a sério…

  • marcos.petropolis

    Só vou levar á sério essa onda de “mimimi” divulgada atualmente contra os jogos quando finalmente implicarem da mesma forma com o cinema , que mostra mortes muito mais inescrupulosas e com maior realismo do que nos jogos.Fora disso é blábláblá sem embasamento e tendencioso.

    • Anônimo

      Cara, o lance é o seguinte, se você deixar de fazer as coisas só quando estão censurando, você entra numa roubada, é tarde demais.
      O lance é que quando você percebe que o funcionamento de algumas coisas são semelhantes a psicotrópicos nas outras pessoas, dão prazer por um curto tempo e depois precisa de mais e de mais em uma dose ainda maior então tem de esquivar-se e não esperar que venham uma censura. O efeito do cigarro nas pessoas já é conhecido cientificamente desde 1940, mas a proibição do camarada só veio no nosso século.

      Esse raciocínio serve para tudo na vida, filmes, jogos, bebida,mulheres,… Pode até ser MarioBros, se o camarada deixa de ir a escola para ficar correndo atrás das tartarugas e Cogumelos é porque já está tendo efeito psicotrópico-similar nele.

  • marcos.petropolis

    Naquele momento do filme os Mujahdin – grupo de Muçulmanos de vários países recrutados para lutar contra os Russos – não eram Talibãs , mas depois sim, eles deram origem aos Talibãs.Portanto , enquanto eles estavam contra seus inimigos , os EUA os viam como bonzinhos, é fato.

  • Anônimo

    quando comecei a ler o texto lembrei exatamente desta missão do modern warfare 2. você não é obrigado a apertar o gatilho, mas você sente curiosidade pra saber o que vai acontecer. caso eu mate os civis inocentes ou não, vai ter algum efeito sobre o desenrolar da missão? não acredito que isso influencie pessoas a sair por aí matando os outros, mas acho que cabe um bom senso das produtoras de jogos. estranho que em quase todos os jogos da séria CoD você não pode matar aliados, mas nesse caso pode matar inocentes. vale uma reflexão.

  • Ace of Spades

    “…invariavelmente colocando os gamers contra aqueles que não gostam dos jogos eletrônicos…”

    A frase já diz tudo: geração atual contra a geração atrasada que nunca tocou num video game e desdenha de quem utiliza os mesmos.

    E os filmes, por que até hoje então não seguiram esta proposta? Assitam “Rampage” e verão que “No Russian” é coisa de criança.

  • Felipe Alves

    Quer dizer que a Cruz Vermelha está preocupada se eu violo os direitos de um personagem de videogame? Parece que a CV está com muito tempo e recurso sobrando, não é?

    Eu sei o que eles podem fazer: ir resolver as violações da IHL no mundo real (que são muitas e tem consequências reais) e deixar o gamers viverem suas fantasias em paz.

  • Anônimo

    Tudo o que se aplica aos jogos, se aplica ao cinema. Porque o cinema pode fazer qualquer tipo de video não retratando a realidade. Essa coisa do politicamente correto já está dando nos nervos.
    Antes do videogame, o cinema passou pela mesma fase, e antes do cinema os livros.
    A arte imita a realidade e não o contrario.

  • http://www.facebook.com/people/Marcelo-Eiras/1567301419 Marcelo Eiras

    Muita discussão pra nada. Os jogos tem classificação de idade de forma clara e compreensível, isso já é mais que o suficiente. Qualquer coisa é melhor que censura.

    O problema é educação, os país de hoje querem jogar suas responsabilidades em terceiros, escola, cursos, televisão. Ou seja os problemas do filhos nunca é erro deles, sempre da mídia, filmes, videogames, etc…

    Se uma pessoa, adulta, não consegue distinguir o real do virtual ela sofre de graves problemas mentais.

    Matei milhares de pessoas em GTAs e CoDs da vida nem por isso penso em matar alguém na vida real

    • Anônimo

      Não pensa em matar, mas é capaz ainda de se comover com o sofrimento alheio? Sei não…

  • http://www.facebook.com/tcespinola Tarcísio Espínola

    Não defendo a proibição dos jogos, mas um maior controle e bom senso dos produtores. No entanto é difícil defender isso em um site onde a grade maioria dos leitores são jogadores inveterados. E fico preocupado quando a maioria das pessoas aqui não fica chocada com a imagem acima em que um garotinho presencia o assassinado covarde dos pais “em um jogo”. Eu fiquei.

    No meu entender, quem não se choca com isso é porque já está tão banalizado com esse tipo de coisa que não consegue mais enxergar alguns princípios básicos da natureza humana. Não estou aqui querendo ser “politicamente correto”, apenas estou pasmo com o ponto em que chegamos e dando a minha opinião.

    • http://www.facebook.com/maycon.cruz Maycon Cruz

      Bem, creio que isso já está totalmente banalizado. Tanto que a gente deveria passar a perguntar: “Isso é reversível?”

      Nestes tempos, um ser humano é visto como um objeto qualquer, que pode ser “quebrável”. Não me surpreenderia se ouvisse alguém dizer que “nós somos meras máquinas biológicas e bla bla bla”.

      Calma gente, eu não estou tendo delírios. E que essa questão me fez pensar. Já conheci pessoas que tinham a convicção que “a gente vivia pra morrer”. Desde então, questões como essa me indagam.

  • http://twitter.com/superpv PV Feoli

    E xadrez tb não é apenas um game? Pq a Cruz Vermelha não se coça e faz um game pra ios, android, xboxlive sobre quais são as leis internacionais e como respeitá-las?

  • Keaton

    Como se já não bastasse o PETA tendo piti por causa de jogo…

  • Jean Rafael Tardem Delefrati

    Na minha opinião tem muita diferença entre um filme ou de uma cutscene do que o jogo em si. Quando você é um espectador é muito mais fácil ficar sensibilizado (ou horrorizado) do que quando é você quem pode (ou deve) matar alguém de forma violenta.

    Acho que é daí que surge a banalização.

    Um teste interessante seria entrar em fóruns de discussão de gamers hardcore e falar mal do jogo, para ver se o nível de violência nas respostas tem alguma relação com o nível de violência nos jogos preferidos pela pessoa…

  • cristiano mizael

    Me pergunto… Será que jogam videogame na cracolandia? CS nos morros do Rio? GTA em SP? Call of Duty no oriente médio?

  • http://www.facebook.com/people/Cássio-Henrique/100002440705992 Cássio Henrique

    Direitos Humanos até nos Video Games??
    Ih, rapaz… do jeito que anda os DH principalmente aqui no Brasil, vão querer proibir jogos policiais,
    até mesmo Keystone Kapers.

    Já penso nos deputados tipo Eduardo Suplicy declamando
    contra esses jogos: “Ai meu deus! Olha que discriminação! Vítimas da sociedade sendo
    perseguidas pelos bandidos de farda! Cadê os Direitos Humanos??”
    e do outro lado Regina Cazé participando de uma ONG que distribui GTA pras escolas!

  • Luis Felipe Souto Alonso

    quanta estupidez

    essa gente que perde tempo com esses debates inuteis deveria antes perguntar se o problema é no cara que ta no seu ps3, se é ele que pega uma metralhadora de verdade e sai matando por ae, ou se sao os governos que estao cagando, andando e lucrando com as vendas de armas ilegais no mundo. deve ser medo de comprar briga com quem pode esmagar eles

  • Anônimo

    Bandidos entraram em casa e levaram o meu PS3.
    Certamente não foi para jogarem Litle Big Planet.
    Jogos violentos, assassinos e de extrema realidade afetam as pessoas de forma diferente, assim como a musica pode realçar e intensificar a personalidade da pessoa, idem para os games.
    Mas vale notar que noticiarios que mostram flagrantes de bandidos dando tiro a queima-roupa tem o mesmo efeito e aparentemente não censura de idade. Meu, eu não suporto aquele apresentador mal humorado do jornal da band, será que tanta noticia ruim deixaram ele assim ?

  • http://www.facebook.com/people/Raul-Bartolamei/100001752490484 Raul Bartolamei

    q assunto tosco esse… a falta de sensibilidade para crimes na humanidade vai aumentar… por um simples motivo, a mídia hoje é rápida e possui câmera de segurança em todos os cantos, digo isso pois é comum ligar a tv de tarde (datena ou semelhantes) e ver videos de segurança… ou ainda filmagens amadoras ou ainda dependendo do lugar é so abrir a janela de casa… ou só assistir o jornal nacional (ou semelhantes)… se vê crimes de toda o tipo de gabarito no jornal… é essa “realidade” q nos torna “frio” para o dia a dia… e não simplesmente os jogos…penso q tentar culpar os jogos é apenas algo idiota e sem sentido…

    A maioria dos lugares onde acontecem crimes contra a humanidade, são lugares onde o acesso ao vídeo game (de qualquer modelo) é minimo, se não, inexistente…

    esse assunto de colocar a culpa nos jogos… ja esta chato hein…

  • http://www.facebook.com/pedro.alexandre7 Pedro Alexandre

    A mídia está sempre tentando atacar o mundo dos games, dizem que influencia a violência, desumaniza as pessoas, mas a verdade é que estamos em um mundo individualista, a sociedade hoje não se sensibiliza com os oprimidos, duvido que alguém vendo o jornal durante o almoço, parou para “chorar as dores”, quando passou uma notícia sobre fome, miséria ou até mortes em guerra, as pessoas simplesmente veem a notícia, comentam sobre e retornam as suas vidas, poucos são os que realmente se sensibilizam e tomam uma atitude, mudar os jogos eletrônicos não diminuí os distúrbios da sociedade, não limpa a mancha negra que já impregnou a todos e não diminuí as guerras e a opressão no mundo. Mas o que eu sempre bato o pé é na classificação etária dos jogos, se você der um jogo, considerado muito violento, para uma criança de 10-12 anos ela pode sim desenvolver um distúrbio psicológico com casos de violência, mas isso porque alguém nessa faixa etária não tem o discernimento que um adulto teria sobre as consequências de suas atitudes e pior se uma criança já tiver algum distúrbio psicológico (desvios de caráter, psicopatias e sociopatias) o jogo poderá piorar esse quadro, como já tiveram muitos casos até em nosso país.
    A violência e a empatia à vida não veio a partir da era dos jogos eletrônicos e nunca virá, os jogos eletrônicos são um reflexo da sociedade mundial, se eles aparentam ser violentos e apáticos em relação à vida é porque a sociedade está assim,