Tempestade num copo d’água: um Belo Monte de falácias?

Por: em 04/12/11 na(s) categoria(s): Artigo, Ciência, Meio Bit


Uma ONG convenceu famosos a lerem um teleprompter para compor um belo vídeo (se puderem, assistam-no em full HD) contra a construção da usina hidrelétrica “Belo Monte” na Bacia do Rio Xingu, atual estado do Pará.

Laguna_SutienDrop_22nov2011

Algum efeito edificante?

O conteúdo do vídeo é interessante: ele convoca todos os espectadores a arranjarem mais dez pessoas para divulgar a preocupação sobre a origem da eletricidade utilizada para recarregar a preciosa bateria dos gadgets importados, além das belas imagens de uma atriz de telenovelas aborrescentes fumando e outra bela loura fingindo que vai tirar a roupa em protesto contra os prováveis impactos ambientais naquela remota região.

O tio Laguna imagina que tais ‘personalidades de mídia’ devem ter estudado anos sobre demanda de energia elétrica na Região Norte do Brasil. Especialistas renomados no assunto, provavelmente: parece ser fácil protestar contra a construção de uma hidrelétrica num belo curta metragem quando, em casa, se toma banho de ducha quentinha (bem instalada, espero) e no calor é só ligar o aparelho de ar condicionado novinho… Certos estudantes universitários das Ciências Humanas que o digam.

Esses famosos doutores globais em demanda de energia elétrica tocaram em pontos interessantes e o tio Laguna gostaria de falar com vocês sobre alguns deles:

Um pouco de História

A empresa pública que administra diretamente o projeto da polêmica usina é a Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás criada no dia 20 de junho de 1973. Integrante da ABRAGE, a Eletronorte tem como função gerar e fornecer energia elétrica aos nove estados da Amazônia Legal, que inclui a Região Norte do Brasil e os estados do Maranhão e Mato Grosso.

O tio Laguna imagina que desde antes da criação de tal empresa, haveriam profundos estudos sobre a exploração do potencial hidroelétrico na Região Norte do país, tanto que a Usina Hidrelétrica de Tucuruí (cuja construção terminou antes do fim da ditadura) é considerada uma das maiores do mundo (aproximadamente 8,1 GW instalados) e é a maior usina hidrelétrica totalmente brasileira até o momento: ela aproveita o potencial hidrelétrico do Rio Tocantins e, assim como a futura Belo Monte, situa-se no Pará.

A idéia inicial, por volta de 1975, era a de que o Rio Xingu teria cinco grandes usinas hidrelétricas durante seu curso e aproveitariam 19,4 GW: as represas alagariam 20 mil km² e desalojariam centenas de milhares de pessoas… A sorte daqueles paraenses foi que a ditadura brasileira não conseguiu juntar os recursos necessários para dar cabo à tal megaprojeto ecologicamente insano!

Em 1989, um projeto específico da represa da usina hidrelétrica Belo Monte (antiga Kararaô) alagaria por volta dos 1.220 quilômetros quadrados, o dobro do atual projeto (entre 500 a 640 km²) situado entre os municípios paraenses de Altamira, Vitória do Xingu e Brasil Novo.

Laguna_BeloMonteTuc_27nov2011

Onde é Belo Monte?

Um novo projeto foi apresentado ao Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (atual Aneel) em 1994: para agradar aos investidores estrangeiros e outros ecochatos da época, o polêmico reservatório da usina Belo Monte foi reduzido dos 1.225 km² para os 500 km² e evitaria assim a inundação da Área Indígena Paquiçamba, em situação normal de operação.

Nos anos seguintes, entre as décadas de 1990 e 2000, uma série de recursos judiciais interrompeu o desenvolvimento de novos estudos mais complexos sobre a viabilidade da usina hidrelétrica Belo Monte.

Em 2008, o CNPE decidiu que a polêmica Belo Monte seria o único potencial hidroelétrico a ser explorado na bacia do Xingu: a partir de então, uma série de irregularidades são apontadas e têm adiado constantemente o início da instalação da hidrelétrica de Belo Monte propriamente dita.

Entre as situações que adiam a construção de Belo Monte, estão as obras condicionantes necessárias para o início da instalação da usina propriamente dita: tais pré-requisitos ainda não foram cumpridos até o momento e, de acordo com a Aneel, a UHE Belo Monte estaria prevista para entrar em operação somente em 2015. O tio Laguna aqui não duvidaria que os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro acontecerão sem Belo Monte.

De qualquer forma, foram no mínimo uns vinte anos de discussões oficiais sobre a usina e o longo histórico desmente a falácia de que Belo Monte era de “desconhecimento público”: se o assunto não tivesse sido tão discutido anteriormente, a polêmica usina já teria sido construída de qualquer jeito. Seria pior.

O número mágico é 33 (por cento)

Imaginemos uma máquina que trabalhe no horário comercial (das 8h às 18h, com direito à pausa de duas horas para o almoço da galera, claro!) todos os dias durante um ano. Matemagicamente falando, tal máquina possui então uma capacidade anual de trabalho a 33,3%; supondo que quando tal máquina trabalhe ela entregue 100% da potência nominal prometida e, além disso, nos outros 66,7% do tempo ela estaria em repouso ou manutenção que possibilitasse tal regime de funcionamento.

O vídeo dos atores supostamente preocupados com o rendimento de Belo Monte dá a falsa idéia de que uma usina hidrelétrica comum funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, e à toda potência ao colocar que Belo Monte só entregaria um terço (33,3%) do capacidade anual máxima de trabalho, o chamado fator de capacidade… Pelo o que o tio Laguna sabe sobre o assunto, para uma usina hidrelétrica funcionar 100% do tempo a 100% da capacidade teríamos uma situação teórica mais ou menos assim:

  1. Todas as turbinas da usina teriam de funcionar 100% do tempo durante todo o tempo de vida útil delas;
  2. A vazão do rio à montante teria de ser constante em todas as épocas do ano, todos os dias, todos os anos;
  3. Caso possua reservatório de água, a represa da usina hidrelétrica teria que controlar fortemente a vazão do rio à jusante e conseguir a façanha épica de manter um nível aceitável de água para a geração supostamente ininterrupta de energia elétrica.

Peguemos os três aspectos acima e os coloquemos em prática numa usina exemplar, a UHE Binacional Itaipu:

Laguna_ItaipuBiDam_23nov2011

Binacional Itaipu, a maior usina hidrelétrica do planeta em 2011, no quesito geração de energia elétrica.

  1. Duas das vinte turbinas Francis sempre estarão em manutenção: se não me engano, boa parte da manutenção consiste em retirar moluscos incrustados nas hélices;
  2. O Rio Paraná depende das chuvas na Bacia do Paraná e elas não caem todo o ano: há épocas bem “secas” e esta é basicamente a razão de o reservatório de Itaipu possuir 1.350 km² de área alagada;
  3. Embora ninguém se importe com a Argentina, mesmo num período de rígida estiagem a represa de Itaipu tem que liberar água suficiente para não comprometer o restante do Rio Paraná, exceto em caso de guerra declarada contra los hermanos.

Façamos algumas contas simples sobre tal exemplo de usina (só usar regra de três, nada de integrais e derivadas ainda), desconsiderando inúmeras variáveis somente interessantes para os engenheiros eletricistas:

O tio Laguna supõe que a usina hidrelétrica Binacional Itaipu forneça uma média de 90 TWh/ano (representariam pouco mais de 20% da demanda eletroenergética brasileira atual), sendo a maior do mundo nesse quesito. Em seguida, dividiremos esse número enorme pelo número de horas (8.766) existentes nos 365,25 dias do ano em que teoricamente a usina forneceria energia ao Paraguai e ao estado de São Paulo Brasil. Como resposta, obtemos algo em torno dos 10,27 GW. Se Itaipu possui base instalada de 14 GW, então podemos dizer que o fator de capacidade da usina é de 73% em teoria.

Agora temos de observar algumas cousas que complicam essa conta: pelas normas que regulamentaram a construção e operação da usina, duas turbinas de 700 MW estão sempre em manutenção (uma no lado brasileiro, outra no paraguaio) e isso confere à Binacional Itaipu uma potência funcional de 12,8 GW divididos igualmente entre os dois países, sendo que o Paraguai só precisa ser alimentado pela energia elétrica de uma das turbinas e a energia elétrica das outras oito turbinas paraguaias é vendida ao Brasil.

Porém, só porque duas das vinte turbinas de Itaipu estão sempre em manutenção não quer dizer que outras não possam deixar de gerar energia, isso por diversos outros motivos. De qualquer forma, refaçamos as contas de Itaipu, desta vez para uma outra situação teórica: supondo que todas as 18 turbinas funcionais estão a fornecer eletricidade ininterrupta, quantas horas elas trabalhariam por ano para alcançar tal fator de capacidade?

Ao dividir aquele enorme número anual (90 TWh/ano) pela potência funcional (12,8 GW) da principal usina hidrelétrica do Rio Paraná obteremos aproximadamente 7 mil horas funcionais por ano. Ou seja, teríamos Itaipu funcionando durante 292 dias por ano (ou 80% do tempo total) para atingir tal patamar de fornecimento elétrico, em teoria: se não me falha a memória, Itaipu só possui a obrigação de entregar 60% da potência instalada na forma de energia elétrica (lado brasileiro). Acima disso, é lucro até porque a média brasileira das usinas hidrelétricas no quesito fator de capacidade é normalmente pouco mais de 50%: como o fator de capacidade depende da disponibilidade de água e do próprio projeto da hidrelétrica, somente as usinas de países como os Estados Unidos e China conseguem chegar perto do patamar brasileiro nesse quesito.

Laguna_SuperBurns_04dez2011

O vilão virou herói?

O fator de capacidade a trinta e três por cento (33%) seria algo normal para uma hidrelétrica em início de operação como a futura Belo Monte. Seria, se o número mágico do vídeo estivesse correcto: Belo Monte terá fator de capacidade na casa dos 40%.

Enfim, se o povo da novela quer alguma usina que entregue um fator de capacidade de mais de 90%, a única outra alternativa viável para a Região Norte é uma central termonuclear…

Simples assim: para substituir apenas uma turbina hidroelétrica, são necessárias dezenas de aerogeradores (uma usina eólica chega a uns 40 a 50% no fator de capacidade e cada turbina eólica não chega a gerar nem 10 MW) e vários hectares de placas solares eletrotérmicas ou fotovoltaicas (fator de capacidade abaixo dos 20%, luz solar aparece apenas durante metade do dia).

Água é vital; eletricidade, também

Graças aos maiores fatores de capacidade, as usinas hidrelétricas e termelétricas são consideradas centrais elétricas de base, ou seja, podem ser utilizadas como matriz energética.

Laguna_JoeFission_20mar2011

Alguém precisa me dar energia, também!

Mesmo as eficientes usinas termonucleares precisam ser alimentadas por uma hidrelétrica e/ou termelétrica externa próxima para “dar a partida” e arrefecer o núcleo dos reatores quando “desligados”.

A Região Norte do Brasil carece de centrais elétricas de base e isso faz com que a região seja recordista nacional nos blecautes, situações em que o fornecimento de energia elétrica é interrompido.

O tio Laguna reforça que energia elétrica é algo essencial na civilização, afinal o que seriam das pessoas que dependem de aparelhos nos hospitais no caso de um blecaute? Como funcionariam os serviços de meteorologia que prevêem as cheias de todos aqueles rios amazônicos?

Convenhamos que iluminação pública é requisito mínimo para a segurança da população e se o tráfego aéreo das pessoas e mercadorias da Região Norte, da Zona Franca do Pólo Industrial de Manaus, já é estressante para os controladores de vôo com energia, imaginem sem eletricidade!

Para atender à todas essas necessidades vitais daqueles brasileiros, a Região Norte do Brasil conta com várias pequenas usinas termelétricas. Só para termos uma idéia da situação precária: à época do “apagão”, 2001, esses 45% do território brasileiro eram atendidos por mais de 1.200 unidades geradoras que compunham uns 300 sistemas isolados de fornecimento de energia elétrica. Todos esses sistemas isolados reuniam uma potência total instalada de 2,6 GW; dos quais 2,1 GW eram providos por termelétricas, algumas a gás natural… Bom lembrar que, há dez anos, o consumo daquela região era de míseros 8 TWh/ano. Hoje consome o triplo.

O tio Laguna pode simplesmente concluir que o crescimento da demanda eletroenergética do Brasil é muito mais rápido que as pesquisas sobre as tais fontes alternativas e “limpas” de energia. Aliás, pesquisas tecnológicas desse tipo demoram muito tempo para fornecer resultados práticos, que possam ser utilizados em novas instalações. Na boa, o conceito de consciência ecológica só é interessante quando deixa de ser mero modismo politicamente correcto: perguntem sobre consciência ecológica a certos “coronéis” dessas regiões eletricamente isoladas do país, pois especulo que algumas daquelas termelétricas da Região Norte podem “parar de funcionar” caso determinados candidatos bem apadrinhados percam em determinadas eleições municipais.

Seja como for, ainda é bastante caro ligar todas essas localidades isoladas ao sistema nacional: a energia da UHE Belo Monte será transmitida por cinco linhas de 17 km, em 500 kV, até a Subestação Seccionadora Xingu, outro projeto que será construído no Pará. Tal subestação integrará o projeto do “linhãoTucuruí-Manaus e a polêmica Belo Monte poderia exercer posição privilegiada no SIN ao representar uma espécie de alicerce para aumentar a confiabilidade do futuro sistema interligado da Região Norte e baratear bastante o custo de transmissão da energia elétrica naquela região.

Que nações indígenas estariam em perigo?

Laguna_Indigenas_04dez2011

Indígenas esquecidos pelo poder público paulista.

O tio Laguna acha possível que culturas evoluam com o uso de diversas tecnologias sem perder a identidade: um bom exemplo é o Japão, que, embora tenha se tornado uma espécie de colônia norte-americana na Ásia durante a Guerra Fria, mantém intactas muitas de suas tradições milenares.

De qualquer forma, voltando ao Brasil, tenho consciência de que é algo cruel o facto de que alguns indivíduos, acostumados com determinado modo de vida há décadas, tenham de deixar seus lares conquistados no meio da densa Floresta Amazônica.

O problema que o tio Laguna viu em inúmeras matérias, reportagens e entrevistas com os supostos índios afetados diretamente pela hidrelétrica Belo Monte: é um tanto estranho que tais povos reclamem de um meio ambiente supostamente ameaçado quando usam calças, relógios e possuem internet banda larga nas habitações… Antes que alguém me dê flechada por continuar tal raciocínio, tenho que esclarecer uma coisa: os 18 mil moradores da região que serão removidos por causa da UHE Belo Monte não são índios, são populações ribeirinhas que moram em casebres sem qualquer saneamento básico.

Aliás, o tio Laguna tenta entender como o Parque Nacional do Xingu (citado no vídeo) seria afetado pela construção de Belo Monte: ele fica no Mato Grosso, num ponto do Rio Xingu que dista mais de mil quilômetros à montante da hidrelétrica. Somente a Cólera do Dragão do Shiryu poderia afetar os índios daquele Parque Nacional, pois o curso do rio teria de ser ao contrário: do mar para a atual nascente.

Considerações finais

Pode até “pegar bem” para a imagem pública ser “verde”, mas devemos ter em mente que consciência ecológica deve ter motivações concretas, com factos e dados reais fornecidos por quem entende do assunto: uma usina hidrelétrica não consegue ser construída em qualquer lugar, ela somente pode ser projetada em local onde tenhamos potencial energético e seria ideal que fosse construída próxima ao centro consumidor.

Como cidadãos conscientes, claro que devemos nos manter atentos para evitar desvios de verba na obra: esse projeto enorme que é a UHE Belo Monte tem que ser pesadamente fiscalizado pois mexe com muitas vidas e boa parte dele parece ser financiado com o dinheiro de nossos impostos (não deixa de ser uma obra de infraestrutura cujo crédito foi oferecido pelo BNDES).

Só é bom lembrar que tecnologia é um conforto transportado pela energia elétrica e me parece que ninguém quer dar nada em troca disso, nem mesmo um minuto de atenção para o que pode estar escrito nas entrelinhas de um bizarro vídeo feito por uma ONG da qual eu nunca ouvi falar antes (e que conseguiu elenco bem interessante!).

O “humorista” Rafinha Bastos e alguns estudantes da Unicamp conseguiram fazer vídeos menos bizarros sobre o assunto… Só digo isso.

  • Anônimo

    Tá na modinha ser verde, mas ninguém que reclama gasta menos energia, gasta menos papel ou produz menos lixo. Muito fácil para países que já exauriram muitos recursos para chegar no patamar de primeiro mundo criticar países que precisam explorar seus recursos naturais para continuar crescendo.

    Energia hidroelétrica uma da menos impactantes do mundo e tem que ser feito para que o país possa continuar crescendo.

  • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

    Quer dizer que, porque os índios usam relógios e têm internet, podem ser desalojados das terras onde moram? Que argumento chinfrim, hein?

    Milhares de índios serão afetados, porque a barragem vai mudar todo o regime de águas do Xingu, SECANDO as áreas mais ao sul onde eles moram. Não, eles não vão ser removidos pela inundação de suas terras; serão obrigados a deixá-las porque não terão água potável e nem pesca disponível.

    A Constituição Federal e a Declaração das Nações Unidas para os Povos Indígensa PROÍBEM expressamente a remoção de índios de suas terras, a não ser que eles concordem — e até hoje o governo sequer tentou chegar a um acordo com eles. É uma questão simples de obedecer à lei maior do país.

    Essa usina é totalmente anti-econômica.Vai custar um valor absurdo, e o preço da energia que o governo estipulou está claramente abaixo da realidade.

    Há várias alternativas a Belo Monte. Só a repotenciação de usinas antigas, ou seja, a troca de seus componentes por máquinas mais modernas, pode dar ao país mais do que os 4.400 megawatts que a usina vai fornecer. Mas repotenciação não gera bilhões para empreiteiras — que são quem financia as campanhas eleitorais. É esse o motivo principal dessa sanha de construir novas usinas: dar dinheiro a Odebretch, Camargo Correa e companhia.

    Só pra encerrar: usar termos desqualificadores como “ecochatos” é comprometer a seriedade e a credibilidade do que se escreve.

    • http://ceticismo.net André

      “Quer dizer que, porque os índios usam relógios e têm internet, podem ser desalojados das terras onde moram? Que argumento chinfrim, hein?”

      Mal menor, bem maior. Todo mundo gosta de vias expressas e ninguém se importa se houve desapropriação de casasa. E, a propósito, levando em conta que estas pessoas serão realocadas em outros lugares, que diferença faz. Aliás, eu tenho sólidas opiniões sobre esses “índios”, mas é melhor deixar pra lá.

      “Milhares de índios serão afetados, porque a barragem vai mudar todo o regime de águas do Xingu, SECANDO as áreas mais ao sul onde eles moram. Não, eles não vão ser removidos pela inundação de suas terras; serão obrigados a deixá-las porque não terão água potável e nem pesca disponível”

      E o país estará menos sujeito a apagões. Vc troca o conforto de sua casa pela pesca desses índios? Duvido.

      “A Constituição Federal e a Declaração das Nações Unidas para os Povos Indígensa PROÍBEM expressamente a remoção de índios de suas terras, a não ser que eles concordem — e até hoje o governo sequer tentou chegar a um acordo com eles. É uma questão simples de obedecer à lei maior do país”

      Ok, vamos fazer isso em São Paulo. Ops, acho que não é possível construir uma barragaem no Tietê.

      “Essa usina é totalmente anti-econômica.Vai custar um valor absurdo, e o preço da energia que o governo estipulou está claramente abaixo da realidade.”

      Quanto custou o apagão em 2001?

      “Há várias alternativas a Belo Monte. Só a repotenciação de usinas antigas”

      Estudos publicados em periódicos científicos que embasam esta opinião, por favor.

      • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

        Acho curioso que você teça a sua resposta toda em cima de achismos e tangenciando os meus argumentos e, ao final, exija “estudos publicados em periódicos científicos”, como se tivesse em algum momento embasado cientificamente o que disse.

        A Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica publicou um estudo que estima em 5.214 megawatts os ganhos com a repotenciação. Procura no Google que você encontra. Já dei as keywords.

        Sobre a questão dos índios, a questão é MUITO simples: cumpra-se a Constituição. A Constituição não deixa fazer o que o governo quer fazer.

        A lei tem que ser respeitada. Espero que você não defenda que se passe por cima dela.

        • http://ceticismo.net André

          “Acho curioso que você teça a sua resposta toda em cima de achismos e tangenciando os meus argumentos e, ao final, exija “estudos publicados em periódicos científicos”, como se tivesse em algum momento embasado cientificamente o que disse.”

          Eu não afirmei, por exemplo, que basta repotenciar outras usinas. Eu questionei a sua posição. Eu não sei no seu idioma, mas na língua portuguesa oo questionamento não implica em um estabelecimento de uma posição técnica.

          Eu afirmei que havia uma questão bem maior, mal menor. O que é um bem maior: Um monte de índio (que na verdade nem são índios, como o Laguna demonstrou) ou o seu ar-condicionado no verão? Porque, amiguinho, eu duvido que quando vc toma seu banhinho quente sequer imagine nos hectares inundados para construir uma hidrelétrica.

          “A Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica publicou um estudo que estima em 5.214 megawatts os ganhos com a repotenciação. Procura no Google que você encontra. Já dei as keywords.”

          No mundo ods debates com crianças de 3 anos, este argumento pode funcionar. No mundo dos adultos, cabe ao afirmante o ônus da prova. Dizer “procura no Google que vc encontra” é se eximir da responsabilidade de fundamentar a sua posição. Laguna, por exemplo, colocou diversos links para cada coisda que ele afirmou. Isso é honestidade, e sugiro que haja da mesma forma.

          Ainda espero pelas pesquisas em periódicos cinetíficos com revisão de pares (pergunta pro Laguna que ele te explica o que isso significa). Como debatedor, eu tenho este direito. A não ser que vc não se importe se eu começar a ridicularizar cada linha que eu julgue estúpida.

          “Sobre a questão dos índios, a questão é MUITO simples: cumpra-se a Constituição. A Constituição não deixa fazer o que o governo quer fazer.

          A lei tem que ser respeitada. Espero que você não defenda que se passe por cima dela.”

          Para isso existe a Comissão de Constituição e Justiça. Ainda assim não é um empecilho para a construção de uma usina. Nenhuma lei é imutável. Se esta é a sua base para ser contra a construção da usina, lamento, mas vc não está alicerçando sua opinião. A Usina é necessária. A não ser que vc me traga aqueles estudos publicados com revisão por pares que eu pedi.

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            Meu caro, você sequer conhece os projetos de repotenciação, e vem querer me ensinar o que é artigo peer-reviewed?

            Você não tá a fim de debater, está a fim de *tentar* botar banca de “ganhei o debate porque você não refutou”, blá blá blá.

            Conheço muito bem esse estilo de debate — inclusive de ficar picotando a mensagem alheia e tornar no final a discussão incompreensível.

            Leia sobre a repotenciação. Você vai aprender bastante com isso. Não espere que lhe ensinem, vá atrás. Se autoquestionar é muito recompensador. Você só tem a ganhar.

          • http://ceticismo.net André

            “Meu caro, você sequer conhece os projetos de repotenciação, e vem querer me ensinar o que é artigo peer-reviewed?”

            Não quero, nem ensinei. Apenas pedi por eles. Onde estão? :)

            “Você não tá a fim de debater, está a fim de *tentar* botar banca de “ganhei o debate porque você não refutou”, blá blá blá.”

            Vc não refutou nem podia. Eu não estipoulei nada. Eu questionei. Por favor, compre um dicionário e procure pelo verbete “questionar”.

            “Conheço muito bem esse estilo de debate — inclusive de ficar picotando a mensagem alheia e tornar no final a discussão incompreensível.”

            Eu não estou picontando. Estou comentando parágrafo por parágrafo. Parágrafos existem para conduzir uma ideia. Se vc picota os parágrafos, a culpa não é minha. Mas e os artigos? Desviar o assunto não é lá muito legal.

            “Leia sobre a repotenciação. Você vai aprender bastante com isso. Não espere que lhe ensinem, vá atrás. Se autoquestionar é muito recompensador. Você só tem a ganhar. ”

            Lerei. Principalmente nos artigos que vc me enviará. :) Onus provandis. E eu não quero me questionar neste momento. Estou LHE questionando. Se vc não sabe air como adulto, se não tem à mão os aritgos, não sabe argumentar e procurar desviar o foco da atenção dizendo que eu não tenho conhecimento da matéria mostra bem o alicerce de sua posição: um castelinho de areia construído sobre lodo. Passar bem, mas antes, manda os artigos, sim? :)

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            Você não está agindo como um adulto, meu caro, está tentando fazer de um debate uma rinha de galo, está tentando “ganhar” o debate.

            Dedico pra você:

          • francisco Brito

            Se não me engano, o assunto em questão é técnico e não científico. Sendo assim, não faz sentido exigir artigo revisado por pares, mas artigos de viabilidade técnica, ou EIA-RIMA da obra, talvés de viabilidade econômica, etc.

          • http://twitter.com/Limao_lol Luis Pessoa

            eheheh Marcos acertou na lata, se fosse em outro “lugar” já teria tomado um ban.

      • Andrè Luíz de Carvalho Bossan

        Respeito todas as opiniões aqui.

        Belo Monte vai ajudar a desenvolver o Norte, especialmente o Pará com seus intermináveis conflitos agrários. É preciso oferecer suporte para o desenvolvimento da indústria naquela região. O sul e o sudeste não terão de se preocupar com apagões por um bom tempo. Mas é claro que não vamos passar a viver no paraíso por conta disso! Não tenho dúvidas de que só a intenção de compensar os atingidos pela barragem não será suficiente… É preciso vigiar para que o combinado se cumpra e com resultados da melhor qualidade. Tudo o que for possível fazer para reduzir impactos e compensá-los, deve ser feito.

        Não chegará o dia em que nós desenvolvamos nossa economia sem atingir a natureza de algum modo, mas creio que seja possível sim fazer isso de maneira inteligente.

      • Jefferson xD

        Cara, procure não falar do que não sabe. O país tem energia suficiente para abastecer todas as pessoas sem problemas. Se houver apagão, são por problemas técnicos, de infraestrutura ou acidentes. Belo Monte NÃO É PARA A POPULAÇÃO DO BRASIL, É SOMENTE PARA EMPRESAS DE EXPLORAÇÃO.

        • http://www.facebook.com/people/Bruno-Henrique-Strik/100001932991779 Bruno Henrique Strik

          Belo monte é para o crescimento do Brasil, algo que qualquer gerente chinfrin sabe: Pensar no futuro. É essa energia extra que permitirá desafogar a demanda de energia de outras usinas evitando os problemas de desabastecimento, como citado no texto e permitindo a instalação de empresas de tecnologia no Brasil Aposto meu dedo mindinho que se for pra empresas de iGadgets vocês flamers aceitam foder esses “índios” na boa

    • Anônimo

      Tenhos uns amigos que trabalham na EPE e recentemente alguns funcionários foram sequestrados por indíos na Amazônia. Eles relataram que os índios tinham internet WI-Fi, o líder tinha avião e alguns de seus filhos não falavam português, só inglês e a lingua deles.

      Esta imagem de índios que é passada na escola é mentirosa. Esles tinham que receber investimento público para crescerem e se desenvolverem.

      Todo fica falando em energia eólica ou solar mas ninguém quer pagar o dobro para carregar o seu notebook.

      • http://profiles.google.com/saulobenigno Saulo Benigno

        Isso é fato, 90% da população tem essa visão escolar dos índios. Minha mãe sempre me disse isso, desde pequeno….

        • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

          Exato, se os índios recebessem iniciativas como Belo Monte em suas terras e recebesse os royaties em escolas e universidades, em financimento de pesquisas para ganhar ainda mais dinheiro, os caras ficariam ricos e não dependeriam mais do governo para sustentá-los.

          • Anônimo

            E quem disse que o governo quer largar a tutela dos índios? Como os políticos e funcionários desonestos iriam desviar dinheiro da Funai? Desviariam os royaties dos índios e estes ainda necessitariam do governo.

      • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

        A Revista Época publicou reportagem essa semana mesmo mostrando que a expectativa média de vida dos guaranis-caiovás, um dos maiores grupos indígenas do Brasil, é de apenas 45 anos, pior do que muitos países africanos e quase 30 anos inferior à média brasileira.

        Essa idéia de que os índios estão bem de vida é totalmente furada.

        • http://profiles.google.com/mopctranslations Mauricio Carvalho

          Claro, porque índio bem de vida não seria índio, qualquer povo pré-industrial tinha expectativa de vida abaixo dos 35 anos, inclusive os europeus até o final do século 19. É isso o que um estilo de vida tradicional indígena te dá: morte precoce. Eles só não morrem mais cedo porque dão remédios e tecnologia pra eles. Se eles vivessem como há 500 anos, morreriam aos 27.

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            Que sorte dos índios que os brancos chegaram, invadiram suas terras, promoveram genocídio, etc. Se não fosse isso, estariam pior do que antes…

          • Anônimo

            Que parte da colonização você não entendeu?

    • Anônimo

      E dai que o suposto indio vai ter que se mudar para alguns kilometros da onde está, que diferença faz. alias, ele vai ganhar um barraco novo do governo, e vai ter mais energia eletrica para colocar seu ar condicionado no seu barraco, pois na floresta amazonica faz um calor da pega.
      E mais, se voce é tão preocupado assim com eficiencia e impacto, porque não apoia desativar todas essas usinas hidroeletricas e construir um complexo com 3 ou 4 usinas nucleares na amazonia. Melhor forma de energia limpa que existe, gera somente 10% de material disperdiçado sendo que a maioria do “lixo” nuclear pode ser reciclado em outras usos industriais, e o resto pode ser enterrado sem impacto ambiental algum, exceto se algum idiota resolver abrir o deposito.

      • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

        Fechou. Também sou totalmente a favor da energia nuclear.

        Aliás, é um pouco ingênuo achar que a energia de Belo Monte é para beneficiar a Amazônia. É para a indústria eletrointensiva, em primeiro lugar. Tucuruí foi feita para a Albrás. Municípios que eram do lado de Tucuruí ficaram no escuro por anos e anos.

        • http://twitter.com/lexreis_rj Alexandre Reis

          Mas a Alemanha quer fechar suas Usinas Atômicas, não será que estaremos indo na contra mão da História?
          Apesar de ser à favor de Usinas Nucleares, me assusta um pouco, frente aos acontecimentos recentes, vide Japão, a segurança das mesmas.

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            Existe uma questão política que tem que ser enfrentada. Acidentes como o de Fukushima realmente assustam a opinião pública.

            A questão é que Fukushima tinha um sistema de segurança obsoleto (isso não aconteceria em usinas mais modernas), e só não foi modernizada porque estava no fim de sua vida útil.

            Foi um acidente que no futuro não tem como acontecer.

          • Anônimo

            Pra quer correr o risco, hidroelétrica não tem esse problema.

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            Não existe risco.

          • Anônimo

            Não? Energia nuclear 100% livre de riscos? Avisem para os europeus e japoneses acho que eles precisam de sua consultoria em instalações nucleares.

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            O que eu quis dizer é que não existe o risco que as antigas têm. Nunca houve um caso de vazamento em usinas modernas.

          • Anônimo

            Nunca houve e não existe risco estão MUITO longe de serem a mesma coisa. E repito, pra que correr o risco se a tecnologia atual tem risco 0% de contaminação e mexer com energia nuclear é um convite pra se incomodar com países de primeiro mundo.

          • http://twitter.com/MoGaZz Fabricio Faustino

            Dica de gerenciamento de riscos (anote):
            NÃO EXISTE RISCO ZERO!

          • http://profiles.google.com/mopctranslations Mauricio Carvalho

            As hidrelétricas matam muito mais do que as nucleares. A energia nuclear é a que menos causa danos.

          • Anônimo

            Hahahah, sério hahaha. hahah.

        • Anônimo

          Pra que usar energia nuclear, energia hidroelétrica é uma das melhores forma de produzir energia no mundo. Tudo isso por causa de um bando de gado pingado. Tu vive em qual Utopia? Os índios perderam a guerra, não adianta fazer de conta, foram colonizados, se fosse qualquer outra população não indígena a realocação não seria nem discutida.

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            Como eu disse antes, a Constituição e a Declaração das Nações Unidas sobre Povos Indígenas proíbem a remoção de índios.

            Não são gatos pingados, são alguns milhares que serão afetados.

          • Anônimo

            E onde estava as nações unidas quando os ditos países de primeiro mundo dizimaram seus índios em favor do progresso. Pimenta nos dos outros é refresco…

            Nações Unidas é só um livro de boas maneiras, nada mais, o resto é tudo troca de interesseses.

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            Quando os índios norte-americanos e os aborígenes australianos foram dizimados não havia Nações Unidas…

            Entenda: a Constituição brasileira proíbe.

            A questão é simples: respeitar a lei maior do nosso país.

          • Anônimo

            Aí é questão de interpretação. Eles não são nativos daquela região e muitos estão incorporados a civilização, não é uma aldeia no meio do mato, é uma quase favela.

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            São nativos sim.

        • Hugo Kurosaki

          Eu não sou contra as usinas hidrelétricas, mas pra mim essa é a principal questão. Quem será beneficiado por essa energia extra? Li a respeito e boa parte da energia produzida no país é para beneficiar a indústria siderúrgica e eletrointensiva, produzindo bens de consumo primários voltados para a exportação, como aço por exemplo. Se essa nova hidrelétrica for construída para beneficiar isso eu sou contra, não apenas hidrelétricas mas qualquer outra maneira de geração de energia. Não quero pagar um monte de imposto para beneficiar uma empresa que produz um produto sem nenhum valor agregado, voltado para a exportação.

          • http://www.facebook.com/people/Jefferson-Alves/100000068488612 Jefferson Alves

            Não sei se vocês sabem, mas o sistema brasileiro é INTERLIGADO, ou seja, a energia usada no norte pode beneficiar o sul.
            Outra coisa, é obvio que necessitamos de mais energia porque empresas siderúrgicas, por exemplo, usam muita. Lembrem que o país só cresce com mais empresas, logo mais empregos, mais renda, mais consumo, mais energia.

          • Anônimo

            Tal industria que vc diz que vai gerar emprego, as eletrointensivas, geram poucos empregos pois é quase tudo automatizado, tem baixo valor agregado em seu produto final, além de ser um setor concentrador de renda, por estar nas mão de poucos empresários.

          • http://www.edivaldobrito.com.br Edivaldo Bezerra Brito

            É melhor vc se informar mais, Siderurgia, pelo menos nessa região, não é cheia de automação, e portanto, gera bastante emprego.

          • http://edulacerda.tumblr.com/ edulacerda

            Este é um argumento um tanto quanto falho. A maior parte da energia produzida no Brasil e em quase todo mundo é para alimentar a indústria e o comércio, setores produtivos da economia, em que as pessoas trabalham. Sem energia não há quase nenhum negócio fora do setor primário que seja viável.

          • Anônimo

            30% da energia produzida no Brasil é consumida pela industria eletrointensiva. Vc está redondamente enganado. Informe-se Edulacerda

          • http://edulacerda.tumblr.com/ edulacerda

            Enganado em que? Leia direito o que escrevi. Apenas reforçando, em qualquer lugar do mundo industrializado indústria e comércio consomem mais energia do que residências e governo.

    • Daniel Almeida

      Bom, você está repetindo blá blá blá de quem não leu muito sobre o assunto. Índios não serão expulsos da região, o parque do Xingu fica bem longe da usina, e a vazão do rio é prioridade com relação à produção de energia. Além do mais, organizações Xingu já repudiaram o vídeo.

      • http://www.facebook.com/antonioanderson19 Antonio Anderson

        Isso é mentira! Disseram o mesmo em Tucuruí. E serão expulsos, sim! Eu conheço a região e o local já está começando a ser evacuado NA MARRA.

        • Daniel Almeida

          Como eu disse, qualquer informação vinda do governo que desminta o que tem sido dito por aí é tratada como mentira e pronto.

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      Quer dizer que, porque os índios usam relógios e têm internet, podem ser desalojados das terras onde moram? Que argumento chinfrim, hein?

      (…)

      A Constituição Federal e a Declaração das Nações Unidas para os Povos Indígensa PROÍBEM expressamente a remoção de índios de suas terras, a não ser que eles concordem — e até hoje o governo sequer tentou chegar a um acordo com eles. É uma questão simples de obedecer à lei maior do país.

      Índio algum sairá das terras por causa da UHE Belo Monte.

      Milhares de índios serão afetados, porque a barragem vai mudar todo o regime de águas do Xingu, SECANDO as áreas mais ao sul onde eles moram. Não, eles não vão ser removidos pela inundação de suas terras; serão obrigados a deixá-las porque não terão água potável e nem pesca disponível.

      O rio secará mesmo? Afetará milhares de índios?

      Pelo o que eu pesquisei, seriam no máximo uns 200 índios indiretamente afetados e olhe lá: o Rio Xingu terá uma vazão menor e é bom lembrar que ele corre do sul para o norte.

      Essa usina é totalmente anti-econômica.Vai custar um valor absurdo, e o preço da energia que o governo estipulou está claramente abaixo da realidade.

      Pelo o que eu entenda do assunto, quanto mais barata for a energia, melhor: é para economizar dinheiro que seria queimado em termelétricas que Belo Monte será útil.

      Há várias alternativas a Belo Monte. Só a repotenciação de usinas antigas, ou seja, a troca de seus componentes por máquinas mais modernas, pode dar ao país mais do que os 4.400 megawatts que a usina vai fornecer. Mas repotenciação não gera bilhões para empreiteiras — que são quem financia as campanhas eleitorais. É esse o motivo principal dessa sanha de construir novas usinas: dar dinheiro a Odebretch, Camargo Correa e companhia.

      Repotenciação das usinas existentes não atende a crescente demanda por energia na Região Norte. Cadê os estudos que mostrariam que a repotenciação de tais usinas conseguiria acompanhar o crescimendo da demanda por energia elétrica naquela região?

      Só pra encerrar: usar termos desqualificadores como “ecochatos” é comprometer a seriedade e a credibilidade do que se escreve.

      Ninguém entende sarcasmo, pelo visto.

      • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

        Sim, o Xingu corre de sul para norte a maior parte do tempo — MENOS na chamada Volta Grande, que é exatamente onde vai haver a barragem. Lá ocorre exatamente o contrário. Ele desce muitos quilômetros de norte para sul, e será essa área que ficará desassistida com a barragem.

        Belo Monte não é pra suprir demanda amazônica, e sim do sul-sudeste. E, como eu disse, o valor da energia está sub-avaliado; vai ser bem mais caro.

        Esse montante de 11.000 megawatts eu não levo em conta — só se refere à época da cheia. O valor correto é 4.400, que é a média do ano. Como eu disse em outra mensagem, há um estudo da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica que estima em mais de 5.000 megawatts o ganho com a repotenciação.

        Eu entendi o sarcasmo, mas eu acho que, num post tão preocupado em ser objetivo e informativo, não cabe.

        • Matheus .

          A usina vai ficar no caminho do rio, não paralelo a ele. Então o rio não vai secar. No máximo a vazão vai diminuir, enquanto o reservatório enche, ou em algum perído de estiagem, mas mesmo isso vai ser de quando em vez. Se eles secarem, o rio vai passar por cima da barragem, e o operador vai se foder por que não abriu as malditas comportas.

          Quem mora à jusante não vai ficar sem água. A água que passa pelas turbinas não vão parar em saturno, elas continuam descendo o rio, e o que não passa pelas turbinas vão através de comportas, que.. continuam descendo o rio.

          • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

            Perceba que as barragens vão alterar o curso. Áreas que hoje são banhadas não serão mais.

          • Matheus .

            A barragem vai ficar no caminho do Rio. O que ficar abaixo da barragem vai continuar na mesma, até melhor, por que vai dar pra controlar a vazão do rio pra deixar mais ou menos constante o ano inteiro. E o que ficar acima, bem, tem a área do reservatório que vai ser alagada, acima do reservatório eu já não sei.

    • http://www.facebook.com/jeftevale Jefte Vale

      o projeto original que previa alagamento de 1.500 km² modificado pelos eco-chatos previa aumentar o potencial dos 40% previstos no novo projeto.
      o antigo projeto previa mudança no regime das águas, criando reservatório fora da época de chuvas, haveria o aproveitamento do potencial hidro-elétrico. mas como o governo cedeu aos eco-chatos, foi diminuído a área pra 500 km² e belo monte terá que diminuir seu potencial energetico para os 1/3 sem afetar o curso natural das aguas, ou seja trabalhara a fio da’agua…

    • http://profiles.google.com/mopctranslations Mauricio Carvalho

      Então vamos destruir as linhas de metrô, que causaram tantas desapropriações, as estradas, usinas, etc. E os projetos alternativos a Belo Monte são todos igualmente ou mais passíveis de corrupção por empreiteiras contribuidoras de campanha. Repotencialização da rede existente custaria dezenas de bilhões + caixa dois. Então não construir Belo Monte não vai causar redução na corrupção. Existe corrupção na construção de escolas também, mas deixar de construir escolas certamente não é a solução.

  • http://twitter.com/TimeReaper Rodrigo Chan S Chon

    Rozan Sho Ryu Ha nesses ecochatos! Ahuahuaa

    Reclamam tanto da ditadura militar, mas não é que tinham um bom projeto de infra-estrutura elétrica para suplementar a constantemente em crescimento demanda de energia elétrica?

    Deviam deixar cientistas DE VERDADE fazer o trabalho deles e ignorar essas criaturas que se chamam de cientistas mas não sabem nem diferenciar um inseto de um aracnídeo…

    • Francisco Bernardes

      A cólera do Dragão… realmente deveria vir sobre os ecochatos.

      Liga não Laguna, isso aqui tá ficando mais tenso que comentários do Terra…

      Um cidadão ali falou sobre “destilar preconceito”. Aprenda: preconceito é achar que índio é aquele camarada que vive na oca, só come mandioca com peixe, ensina o pequeno Acauã que capivara é comida, e reza para tupã mandar a chuva.

      Mostrar que um índio pode ser um ser humano evoluído, tecnologicamente ligado e que depende da energia elétrica tanto quanto nós não é preconceito. Sorry.

      Como sempre, excelente texto Laguna!

  • Flavio Bayer

    Eu sei que quase cai da cadera quando disseram que pesquisaram que custaria quase 30 bilhoes e criticaram isso, ofereceram a alternativa de energia solar e eolica. Pesquisando um pouco, ve-se que a energia eoolica custaria o dobro pra produzir a eletricidade equivalente. Energia solar, então, pelo menos o triplo.
    Não estou me posiconando com relacao a belo monte, mas essa propaganda só tenta persuadir os desinformados.

    • http://ceticismo.net André

      Eles irão povoar a região com geradores eólicos e comprar caminhões e caminhões de protetores de ouvidos. Isso sem falar nos milhares de animais mortos como morcegos e aves. Isso quando os distintos não quebrarem as “hélices”.

    • Anônimo

      Energia eolica não gera energia, ela converte dinheiro em energia. Sem contar que precisa de uma super matriz energetica compartilhada para funcionar devido a ser instavel a disponibilidade de ventos.
      Sem contar na impossibilidade de possuir uma matriz 100% eolica.
      E nem levando em conta que as helices são feitas de polimeros de plastico, enquanto uma usina hidroeletrica não usa petroleo para ser feita, já que é feita com concreto e os componentes são de aço ou ligas metálicas.
      Ou seja, energia eolica não é sustentavel.

      • http://ceticismo.net André

        Sem falar na imensa poluição sonora que aquela porcaria gera.

      • Flavio Bayer

        Além de que a energia solar utiliza grande quantidade de silício pra produzir os painéis, isso significa grandes áreas desmatadas para a mineração do silício também. Eles falam mal da energia hidrelétrica como se outras fontes de energia fossem perfeitas

        • Thomas Fernandes

          todas as fontes de geração de energia tem algum(ou vários) problemas, e seria estupidez, acho eu, focar-se em geração de energia a partir de apenas uma dessas fontes, em alguns lugares energia eólica funciona bem, assim como energia solar em outros, e se usássemos todo o potencial do país para gerar energias de maneira alternativa, espalhada em vários lugares do país, garanto que não seria necessário todo esse alagamento(500 km² se não me engano) não faz sentido o pais todo usar energia e ela ser gerada em apenas poucos locais, enquanto praticamente todo o pais tem potencial gerador de energia de alguma maneira, mas fora isso não sou contra energia hidrelétrica, desde que seja tudo feito nos conformes, sem a boa e velha supervalorização das obras que misteriosamente acontece no Brasil…

  • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

    Excelente texto Laguna, finalmente um texto em blog que condiz com a realidade e que não usa da hipocrisia puramente para provar um ponto, Belo Monte é progresso e com um efeito colateral não maior dos que as demais usinas já causaram.

    Muita gente reclama do conforto de sua casa, no seu sofá vendo TV, no computador, com ar condicionado, aquecedor, microondas, geladeira, tomando banho de meia hora, é fácil criticar, mas quero ver o dia que faltar energia, esses sofativistas vão ser os primeiros a xingar muito no twitter pois o governo não fez as obras de infra necessárias para evitar o apagão.

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      Eu queria ter escrito sobre a relação entre o vídeo bizarro da tal ONG e a palhaçada da campanha contra a transposição de parte das águas do Rio São Francisco… O problema seria mudar o enfoque da atual discussão para temas meramente políticos e o Meio Bit pende mais para o lado da tecnologia. ;¬)

      • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

        Embora o texto tenha um pé OFF meio bit, foi uns dos melhores que li aqui nas últimas semanas.

    • Anônimo

      Vai faltar se continuarmos com este modelo de desenvolvimento que não garante nenhum emprego, que tem baixos salários e pouco valor agregado aos produtos. Tanto que só passamos a ter acesso a esta a industria eletrointensiva quando não mais interessou aos países desenvolvidos ter este tipo de industria e, seu território. Na década de 1970, os militares eram acusados de entregar o Brasil para o EUA por vender matéria prima barata para esta industria eletrointensiva montada lá. Agora, como para manter esta industria em seus países, eles teriam que gastar muitos bilhões em geração de energia, e como eles ganham muito mais vendendo produtos acabados para nós, eles nos empurraram este lixo de setor industrial. No fim estamos subsidiando o crescimento Chines. Compra alumínio para nos vender esquadria de alumínio. Compram aço para nos vender carro. E vc ainda acha que iremos nos desenvolver? Para não ter apagão é só não incentivar este tipo de industria que já consome 30% da energia gerada no Brasil.

      • http://profiles.google.com/mopctranslations Mauricio Carvalho

        Bobagem, os EUA e o Canadá produzem muito mais alumínio que o Brasil, mesmo tendo que importar a bauxita! Se nós não fabricarmos o alumínio, acabaremos exportanto a bauxita pura, que vale 30 vezes menos por tonelada; é isso que queremos?

  • Anônimo

    ONGs são ponta de lança de interesses de empresas estrangeiras em busca de lucros nos paises subdesenvolvidos. Pais sem energia (seja petroleo, eletricidade, atomica) é um eterno escravo na mão deles.
    Você roda uma siderúrgica com energia solar? Porque nos paises de onde vem essas ongs as casas deles tem aquecimento movido a carvão? Porque não fazem o que pregam e usam aqueicmento solar? Poque usam petroleo para manter suas casa quentinhas e confortaveis? E no verão? o ar condicionado é movido a eletricidade que vem de usinas movidas a carvão, petroleo e hidreletricas. CADE AS NAÇÕES INDIGENAS que viviam em Manhattan??? Cadê as nações indigenas que viviam em Munich, Londres e etc??? Vamos antes fazer a lição de casa e fazer uma reparação a estes povos que foram sumariamente dizimados e roubados.
    Arrumem sua casa, façam reparação de tudo que foi roubado de várias nações e paguem por todos os assassinatos ao redor do mundo.

    • http://www.facebook.com/ARYDIESEL Ary Diesel

      VOCÊ ESTA CORRETO EM TUA POSIÇÃO….
      DEVEMOS PORTANTO IGNORAR ESTES ALIENADOS (PELA MÍDIA E AOS INTERESSES INTERNACIONAIS)
      PELA MÍDIA (QUE BATE, PARA GANHAR DAS EMPREITEIRAS)
      INTERESSES INTERNACIONAIS (NÓS SOMENTE DOMINAREMOS A AMAZÔNIA SE DELA TOMARMOS “POSSE”….(CIDADES, INDUSTRIAS, PARA GERAR EMPREGOS ETC…ETC… SENDO ENERGIA VITAL OU QUEREM HOSPITAIS E ESCOLAS SEM ENERGIA)

  • http://twitter.com/s3r8i0 Sergio Luiz

    Parabéns pela matéria, Laguna. Destas milhares de ONGS que estão parasitando na Amazônia, podemos ver uma clara motivação em frear o desenvolvimento brasileiro, elas atendem ao interesse do capital estrangeiro que não admite que o “gigante acorde” e tenha alguma força na economia mundial.

    • http://twitter.com/Limao_lol Luis Pessoa

      Não precisa de ONG pra isso, o brasileiro é perfeitamente medíocre sem ajuda.
      Continuamos um país medíocre, exportador de matéria prima, uma tonelada de minério de ferro não compra nem um carregador de Ipad.

      • Anônimo

        Pior, nem matéria prima vendemos. Vendemos insumo, a matéria prima já transformada e pronta para virar carregadores de IPad, brinquedos, relógios falsos, a um custo social, ecológico e financeiro que os países industrializados não querem nem pensar em ter.

  • Carlos Lonardeli

    Uma Grande obra na Amazônia…

    Que vai trazer desenvolvimento e possibilidades à região…

    Que será custeada pelo Poder Público…

    Que respeitará a população indigena local…

    Vocês só podem ta falando da TRANSAMAZONICA!!!

    Um puta sucesso… confianaça pura…

    • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

      Claro, porque um dia fizeram um projeto ruim, todos os outros que acontecerem depois também serão, belo argumento.

      • Carlos Lonardeli

        Projeto ruim “um dia”… onde vocês esteve enterrado nos ultimos 50 anos?

        • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

          Em Itaipu?

  • Anônimo

    Só pq são comunidade ribeirinhas sem saneamento básico não tem direito a dignidade de se manter no seu lar? O lugar onde nasceram e foram criadas. Seu mundo inteiro é aquele lugar. Se no lugar deles fossem burguesinhos classe média estariam escrevendo artigos sobre a importância da propriedade privada.

    A única razão do governo querer construir uma usina desse tamanho em um lugar inóspito é a facilidade de desviar recursos. A construção dessa usina garantirá bilhões em recursos desviados e será a garantia de manutenção do atual governo no poder durante muitos anos.

    • Anônimo

      A primeira pergunta do seu comentário está respondida no decreto-lei 3.365 de 21/06/1941.
      Já sua afirmação de que a região do Pará onde será instalada a usina é um lugar inóspito só me faz pensar que é importante fornecer mais energia elétrica a lugar.

      • Anônimo

        Tratar um tema desse com essa simplicidade é perigoso. A cultura urbana em que a maioria de nós foi criada não entende a importância que algumas culturas dão a terra onde nasceram, ao chão onde pisam. Isto é sagrado para eles. E nossa cultura deve aprender a respeitar isso.
        E quanto a necessidade levar energia para esse local, primeiro é necessário ir lá e conhecer a realidade para verificar se o que eles querem é energia elétrica. Isto pode ser importante para mim e você. Talvez para eles o mais importante seja seu solo, sua terra sagrada.

    • Anônimo

      Adoro ler texto de comunistinha de faculdade…

      O estado pode desapropriar algo que tenha a finalidade de favorecer toda a nação. Se não fosse assim, não haveria nenhuma usina hidroelétrica no país, pois todas elas envolvem realocação de pessoal, porque você não faz a sua parte e desliga a chave geral da sua casa…

      • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

        E eu adoro quem gosta de posar de gênio de direita e não conhece a própria constituição: Indígenas NÃO podem ser deslocados – ou diretamente afetados por obras que forcem seu deslocamento. Entendeu?

        • Anônimo

          Indígenas sim, mas aquilo não é uma aldeia, é um assentamento que pessoas com origens indígenas. A lei não é tão preto no branco, ele tem que ser interpretada.

          É que nem sem terra, sou pela definição sou sem terra também, pois não tenho terreno no meu nome, posso invadir o seu pátio?

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            “Aquilo” o que? As mais de 30 tribos que dependem do Braço Grande? Você de repente virou atnólogo e sabe mais do que um painel com dezenas de especialistas e centenas de antropólogos?

          • Anônimo

            Engraçado que suas fontes são você mesmo, porque a população local quer, o resto do país quer, só os artistas da globo e os hippies de apartamento que vivem confortavelmente embaixo da energia elétrica não querem.

            Amazônia não é parquinho de recreação para fazer documentário tem quer crescer, com responsabilidade, mas tem que evoluir.

            Se for pra realocar uma tribo pra outro lugar, é fácil, cria se um adendo na lei e executasse. Para o bem da região, a usina vai sair. Deixa essa história de preservar mato onde índio fica pra outra república das bananas.

            Não tem cabimento mudar um projeto desse tamanho por meia dúzia de gato pingado (sim, 30 mil é meia dúzia de gato pingado na escala das coisas).

            Tudo que é droga de obra muda nossas vidas, porque não pode afetar a dos índios?

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            Realmente, o Painel de Especialistas, professores de dezenas de áreas não são nada… A OEA não é nada, o Ministério Público do Pará não é nada, as 30 tribos indígenas atingidas não são nada… “Evoluir”… Claro, vamos transformar a Amazônia em São Paulo, uma cidade com qualidade de vid, ar respirável, população rica, sem desigualdades… Ah, o sonho brasileiro!

          • Anônimo

            Isso compara São Paulo com Amazônia, são quase do mesmo tamanho, tá todo mundo contra a obra mas mesmo assim ela está saindo…como eu disse, meia dúzia de gato pingado querendo aparecer na mídia.

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            Comparação que funciona, levando em conta que o modelo de desenvolvimento (sic) da Amazônia é imposto pelas indústrias de Sampa, via políticos de Brasília. é o modelo que… deu certo? Porque o clima de Sampa, o trânsito e a vida em si aqui são uma delícia! MAs povo tem emprego! Leva 4h pra chegar, mas tem, né? E quem é a favor da obra, fora o governo federal que desrespeita a lei? A população local é contra, organismos internacionais são contra, ministério público é contra… MAs ninguém é contra, né?

          • Anônimo

            Deixa adivinhar, você é contra esse estilo de vida que a população amazonense quer mas deve morar em algum centro urbano, acertei?

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            “Tudo que é droga de obra muda nossas vidas, porque não pode afetar a dos índios? ” Por uma coisinha pequena e quase insignificante chamada Constituição.

    • http://twitter.com/MoGaZz Fabricio Faustino

      Onde está a dignidade de morar numa “casa” de parede de barro batido, sem água encanada e defecando no valo a 10 metros da porta. Não sei pra vc, mas pra mim isso não é digno.
      Se vc não dá valor a propriedade privada, doe seu computador, sua casa, seu meio de transporte, enfim, tudo o que possua. Depois venha falar do burguesinho… aí vou respeitar sua opinião.

      • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

        Dignidade seria viver num barraco em Sampa, sem saneamento, do lado de condomínios de luxo? Ah, entendi!

        • http://twitter.com/MoGaZz Fabricio Faustino

          Obviamente não. Se vc entendeu isso, volte pra escola. Vc precisa…

  • http://www.facebook.com/gustavoamigo Gustavo Ribeiro Amigo

    Que textinho preconceituoso, menor paciência para isso. Um cara que vem destilar todo o seu preconceito só para tentar ganhar um argumento, de algo que pouco o afeta, é no mínimo triste. Minha sugestão, fiquem só nos gadgets.

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      Boa parte dos gadgets brasileiros são produzidos no Pólo Industrial de Manaus… Ali próximo, não? ;¬)

  • http://www.facebook.com/gustavoamigo Gustavo Ribeiro Amigo

    Resumo do texto – o sujeito não é a favor da Belo Monte e sim contra os índios que usam relógio e calça jeans, ecochatos e artistas globais que tem opiniões diferentes da dele.

    • http://edulacerda.tumblr.com/ edulacerda

      Quase sempre é perda de tempo ler textos que se pretendem políticos, opinativos, em lugares que não tem essa pretensão editorial. O texto não diz nada sobre Belo Monte, mas é capaz de dizer muita coisa sobre o autor.

      • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

        Como assim meu texto não diz nada sobre Belo Monte? ô.0

        • http://ceticismo.net André

          Eu já passei por isso. Liga não. É esperar muito que leiam o texto todo e esperar demais que todos entendam.

          • http://twitter.com/Limao_lol Luis Pessoa

            O “entendam” ai quer dizer que concordem com vc integralmente. Para alguns seres não concordar é sinônimo de não entender.

        • http://edulacerda.tumblr.com/ edulacerda

          Não são as tecnicalidades sobre a proporção que tornam Belo Monte um caso tão polêmico. São as discussões sobre as condicionantes (se são suficientes, se estão sendo cumpridas), o tratamento dados aos povos da região, o fluxo migratório na região, o efeito dos canais sobre os ribeirinhos e indígenas (não é o alagamento o mais importante), etc

          Enfim, mesmo para quem não tem opinião definitiva sobre Belo Monte como eu, é evidente que as condicionantes devem ser cumpridas e que deve haver o respeito à lei, algo que não tem acontecido.

          • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

            E é justamente pelas condicionantes não estarem sendo cumpridas que Belo Monte não foi construída ainda: não é por causa de um videozinho de ONG que parece querer nos distrair sobre as outras usinas hidrelétricas menos famosas, que poderiam vir para regiões cujos impactos ambientais serão ainda maiores! ;¬)

          • http://edulacerda.tumblr.com/ edulacerda

            Na verdade a discussão sobre o Código Florestal, que tem um potencial danoso maior, que ficou prejudicada.

            Sobre as obras em Belo Monte, sugiro dar uma olhada sobre a invenção que fizeram sobre as licenças parciais do IBAMA.

            Falando em outras usinas, sugiro dar uma olhada em Jirau. O projeto em si da usina é bem mais avançado que Belo Monte, o planejamento regional é bem melhor também, e apesar de também haver problemas, a própria maneira em que são tratados guarda menos uma impressão de ser um trator passando por cima de tudo (tá, eu sei da questão da greve de trabalhadores e das suas condições precárias, mas nada perto de Belo Monte).

      • http://twitter.com/simoeslucio Lúcio Simões

        Mas hein? Parou de ler o texto em qual parag… linha?

    • http://twitter.com/TalesM Tales Miranda

      O texto fala uma frase sobre índios apenas. Quanto à campanha dos artistas, eu pessoalmente achei ele ruim. Ele usa argumentos insanos e irrealistas. Quanto à usina, o texto tá bem embasado a respeito da necessidade. Precisamos de mais energia. E as fontes alternativas não são capazes de supri-la.

      Eu sou da área de computação, não tenho condições de discutir sobre questões técnicas, mão dá para saber se Belo Monte será capaz de suprir. Conheço gente da área que diz que não, mas não posso me basear na opinião dos outros. Então pra mim o problema é se Belo Monte vai resolver ou não.

      Sobre o impacto ambiental, não existe essa de fonte totalmente limpa. energia eólica prejudica produz poluição sonora, impacta na vida ambiental de aves e morcegos e podem alterar a dinâmica dos ventos de uma região se estiverem em grande quantidade. O impacto ambiental de uma matriz eólica seria devastador para o clima. Já a energia solar, pode ser que no futuro seja viável, mas atualmente sua eficiência é baixa demais. Uma matriz desse tipo exigiria uma área gigantesca, o que levaria também à desapropriação de terras também.

      Só nos restar queimar alguma coisa, inundar alguma coisa ou dividir o átomo. Todas tem riscos. Eu sou mais favorável a hidroelétrica porque seu dano fica restrito a sua construção, pois se a quebra de barragens é rara então o risco posterior é reduzido. Já energia nuclear só causa danos quando “quebra”, porém esses danos são colossais. Não sou contra, mas fico um pouco com o pé atras e não acho que gostaria de ter uma dessas no quintal. Por último temos as termonucleares. Essas para mim são as piores, pois enquanto estiverem funcionando, estarão poluindo.

    • http://twitter.com/jrventurim José Robson Venturim

      E você adora índios de calças jeans e relógios, deve ser um ecochato e não perde uma novela global.

  • http://twitter.com/lexreis_rj Alexandre Reis

    Excelente texto! Devemos divulgar para que as pessoas possam ter subsídios para a discussão.

  • http://about.me/xkitamura Alexandre H. Kitamura

    Acho que ninguém discorda que o país precisa investir em produção de energia. Só acho que a construção de uma hidrelétrica na Amazônia vai causar um estrago que poderia ser evitado.
    O Brasil tem recursos naturais suficientes para diversificar a matriz energética e utilizar cada vez menos a energia hidrelétrica, térmica e nuclear, que causam muitos impactos ambientais e sociais. Essa conversa de que a usina é necessária para o desenvolvimento, para o “progresso”, é pensamento de início de século passado. A energia poderia sim, ser produzida através de fontes menos impactantes como ventos, luz solar e até mesmo a força das marés (visto que o litoral brasileiro é extenso). Até o lixo pode gerar energia, através do metano produzido nos aterros. O problema é a (crônica) falta de vontade em se investir em pesquisas. Se houvessem mais pesquisas na área, as tecnologias poderiam ser aperfeiçoadas e até mesmo barateadas. Da mesma forma que investiu no etanol (que nem é muito limpo, mas é vendido como tal) o Brasil poderia investir no desenvolvimento dessas formas alternativas de geração de energia.
    Existem iniciativas muito boas para utilização de energia solar para aquecimento da água do chuveiro, que é um dos campeões em gasto de energia. Essas iniciativas são viáveis economicamente e muitas têm custo baixo, mas ainda estão começando a ser mais difundidas. Isso é fruto de pesquisa.
    Também não há muitas campanhas para diminuir o desperdício de energia, incentivando o consumo consciente.
    Acho que o Brasil perde muitas oportunidades de “sair na frente” de outros países mantendo esse pensamento ultrapassado de que os impactos ambientais e sociais são necessários para o “progresso” e que só porque alguns países “de primeiro mundo” seguiram esse caminho temos o direito de fazer o mesmo. O foco deveria ser a sustentabilidade.

    • http://www.facebook.com/ARYDIESEL Ary Diesel

      AMIGO….O BRASIL DEVE SIM TOMAR “POSSE” PARA TER O DOMÍNIO DA AMAZONIA…
      E POSSE SOMENTE COM CIDADES, INDUSTRIAS, HOSPITAIS, ESCOLAS ETC…ETC…
      SEM ENERGIA É POSSÍVEL?????????

      O PIOR DE TUDO…É BEM FÁCIL PARA UMA POTÊNCIA ESTRANGEIRA APOIAR UMA “NAÇÃO INDÍGENA” QUE QUEIRA TORNAR-SE INDEPENDENTE… OU NÃO??????
      QUEM VAI IMPEDIR????????????

      • http://about.me/xkitamura Alexandre H. Kitamura

        “POSSE SOMENTE COM CIDADES, INDUSTRIAS, HOSPITAIS, ESCOLAS ETC…ETC…”
        Voltamos ao século XVI e eu não tô sabendo? Já citei o que acho sobre a necessidade de energia e não sou contra, só acho que há outros meios sustentáveis de se obtê-la. E a proteção da Amazônia se dará com proteção de fronteiras e controle do espaço aéreo, coisa que o Brasil falha até em áreas bem povoadas.

    • http://twitter.com/TalesM Tales Miranda

      O problema é que por mais que se invista em pesquisa de formas limpas, o resultado vai demorar e não vai necessariamente ser o que esperamos. A ciência não avança em proporção linear ao dinheiro investido. Aliás, a ciência não avança linearmente. Muitas vezes simplesmente se chega em becos sem saída em determinada tecnologia e simplesmente não se pode fazer nada. E o pior é que precisamos de energia hoje.

      Não pra contar com os ovos dentro da galinha, temos que resolver os problemas atuais com a tecnologia atual que resume-se 3: Termoelétrica, hidroelétrica e termonuclear. Temos que investir sim em novas fontes, mas só será viável pensar em trocar a matriz energética se e quando essas tecnologias foram viáveis em larga escala.

      • http://about.me/xkitamura Alexandre H. Kitamura

        É verdade que o desenvolvimento de novas tecnologias é demorado, mas acho que isso tem que ser estimulado. A área energética é essencial e o Brasil investe pouco no seu desenvolvimento e diversificação. Se tivermos um período grande estiagem, como ficamos? Voltaremos ao período de racionamento de energia? Há outras possibilidades que precisam ser melhor aproveitadas. Não sou contra a construção das hidrelétricas, acho que são a melhor opção que temos hoje em termos de custo-benefício, mas acredito que a Amazônia não seja o melhor local para elas.

      • http://edulacerda.tumblr.com/ edulacerda

        Sugestão de leitura sobre eólicas. Veja que a coisa é do presente mesmo. Deixa o futuro para a fusão nuclear e num futuro ainda mais distante para a energia do vácuo :) www cartacapital com br/economia/producao-de-energia-eolica-deve-deslanchar-no-brasil/

        • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

          Eólicas geram vários problemas ambientais onde são instaladas também, tanto quanto as hidro, sem falar no custo bem maior.

  • http://www.facebook.com/Mintir4 Beto Caldas

    (entre 500 a 640 km²) parei de ler aqui… não, não muito obrigado… gasta um pouco da grana da construção em CIÊNCIA que alguém vai achar outra forma mais eficaz e menos danosa.

    • Anônimo

      E que energia vamos usar nos próximos 20 anos até alguém descobrir uma? Cada “jênio” que aparece aqui…

    • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

      é cada uma viu, sabia que no Amazonas já existe apagões hoje por falta de energia?

      Você imagina quanto tempo leva para desenvolver uma técnica nova de geração de energia?

      Eólica e solar estão aí por décadas e até hoje não são financeiramente viáveis.

      Use um pouco mais dessa ciência para opinar.

  • Guilherme Furtado

    muito bom texto… colera do dragão do shiryu me fez rir muito (pra compensar os super videos desinformativos que me doeram as bolas…)

  • http://twitter.com/marrecowk Alex Bastos

    Impressionante quando um leitor, sem a autoridade de um “tio” no site consegue revelar a quantidade de bobagens do “artigo científico” exposto. Antes de falar qualquer coisa, queria agradecer ao Marcus Pessoa por ter feito o tempo gasto lendo isso aqui minimamente aproveitável.

    Calma calma, tiozinho Laguna. Calma que você não deve ficar sem tomar seu banhozinho quente se Belo Monte não for construída. Falam que ela visa atender aos interesses da indústria eletrointensiva, com destaque para a produção de alumínio e, sinceramente, to cansado de ver dinheiro público atendendo interesses desse tipo. Nem os famosos que estão contra ela vão ficar sem banho, olha só, que coisa! É modinha de críticos amadores de ambientalistas, de defensores do “verde”, virem com esses argumentos de 30 anos atrás falando pra essas pessoas pararem de consumir energia, usar papel e bens industrializados. Bem, tiozinho, o discurso ambientalista já mudou viu? Atualmente o discurso é no sentido de desenvolvimento sustentável, que é apenas UMA das questões concernentes a Belo Monte.

    Parece que a comunidade engenheira anda defendendo esse projeto. Bem, já vi alguns entendidos questionando sua viabilidade, custo, as questões políticas envolvidas, o flagrante desrespeito a questões constitucionais, discutindo o próprio planejamento do desenvolvimento do país etc. Como que fica esse monte de coisas aí?

    É legal demais criticar os artistas e essa ONG ridícula que anda fazendo esses vídeos, chamá-los de desinformados, marionetes, incoerentes e tudo mais. Agora, é muito importante tomar cuidado ao criticar para não cometer os mesmos erros, ser reducionista na discussão, infantil nos argumentos não-técnicos e preconceituoso ao tratar as questões sociais envolvidas.

    Eu sei que política não é o forte do público das exatas, olhe só, eu sou um desses. Mas antes de defecar pela boca eu prefiro fechá-la. Vamos combinar aqui uma coisa: Todo mundo fala só sobre aquilo que entende e, quando não entender sobre o assunto tratado, escuta muito, le bastante, pra depois tentar abrir a boquinha.

    Eu ainda não sei o suficiente sobre Belo Monte para me posicionar bem a respeito. Não sou ambientalista chato também. Se me convencerem que Belo Monte é uma boa forma para investir o meu dinheiro no desenvolvimento do país eu vou aceitar. A questão dos índios tem que ser mais bem explicada, tem muita falácia rondando aí e tá difícil discernir o que é verdade e o que não é.

    Sugiro, caso insista em discutir esse tema, que dê uma lida em opiniões pertinentes CONTRA a construção de Belo Monte antes de tecer um texto que ataca justamente o discurso usado para conseguir apoio de massas, que culturalmente ou por falta de instrução suficiente não consegue digerir uma discussão de alto nível sobre qualquer assunto. Preconceito meu esse, reconheço. Ah, pra começar pode discutir os pontos colocados pelo Célio Bermann, na entrevista que ele deu pra Eliane Brum, pra revista época. Digitando o título: “Belo Monte, nosso dinheiro e o bigode do Sarney” no Google você chega a ela.

    Vamos crescer e amadurecer esses argumentos antes de sair divulgando eles num meio de comunicação em massa, certo, menino Laguna?

    • Anônimo

      “Eu ainda não sei o suficiente sobre Belo Monte para me posicionar bem a respeito.”

      E tá argumentando tanto baseado em que então?

      • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

        Pois é, parei de ler ali.

        • http://twitter.com/simoeslucio Lúcio Simões

          Pois é. Infelizmente eu não parei de ler ali. Deveria.

          • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

            O sujeito disse que “defequei pela boca”, nem merece minha resposta… Eu também deveria não ter continuado a ler depois dessa baboseira. =¬|

          • http://www.facebook.com/vitor.brook Vitor Barbosa

            Seria um comentário interessante e até mais humilde, se ele tivesse começado por ” Eu ainda não sei o suficiente sobre Belo Monte para….”

            e omitido TODO esse inicio arrogante.

          • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

            Uma coisa é atacar a idéia com bons argumentos, outra coisa é atacar a mim só por não concordar com a idéia do post: bom lembrar que o texto é meu, reflete meu ponto de vista e é defendido apenas com os argumentos que apresentei…

            Ninguém é obrigado a concordar com o meu texto e não forcei ninguém a lê-lo: se o sujeito não gostou do que está escrito, que apresente melhores argumentos nos comentários ou faça um melhor em outro blog.

            Meu texto ataca o bizarro vídeo com famosos que são supostamente contra a futura construção da UHE Belo Monte e usa de algum sarcasmo, mas não teve a intenção de ofender ninguém.

    • http://twitter.com/MoGaZz Fabricio Faustino

      Eu fico pensando, porque as pessoas acham que o governo não deve investir em infra-estrutura.
      Pra quem não sabe (você incluído), todo e qualquer investimento governamental está atrelado ao pagamento de parcelas e uma coisinha chamada retorno de investimento. Só (alguns) pequenos projetos são financiados a fundo perdido.
      Vc comentou a respeito da indústria que vai utilizar esta energia. Muito bem, o sistema brasileiro é integrado, se a energia não for produzida lá, vai ter de ser produzida em outro lugar, aumentando MUITO o custo na distribuição da energia. Agora se a empresa ver que não vale a pena comprar a energia mais cara, ela vai exportar minério bruto, então, os eco-otários vão vestir a fantasia de sociólogos-farofeiros e vomitar toda a falácia de que o brasil não produz bens com valor agregado, etc., etc…
      Por fim se fala no custo dessa usina. Pra quem não sabe, usinas hidroelétrica TEM VALOR DE CONSTRUÇÃO ALTO e custo de produção baixo, em outras palavras, a instalação custa muito, a energia gerada é barata. Como a potência instalada em Belo Monte é considerável, o valor da construção TAMBÉM vai ser considerável.
      No mais, parabéns ao Laguna pelo excelente texto, muito bem embasado tecnicamente e muito esclarecedor. É bom ver alguém com formação técnica (mesmo que em andamento) falando com propriedade, não um bando de fumadores de cigarrinho de artista que acham que entendem algo de engenharia, sociedade e política.

      “Eu sei que política não é o forte do público das exatas, olhe só, eu sou um desses.”
      Não julgue os outros de acordo com a sua falta de conhecimento.

      • Anônimo

        Mas quem disse que as industrias que vão se utilizar desta energia são brasileiras? Elas sabem que mesmo pagando mais caro aqui, é muito mais barato que produzir no pais de sua matriz, onde seriam necessários investimentos muito maiores e o custo da energia seria proibitivo para este tipo de atividade. Coisas do capitalismo em que vc vive. Por isso o argumento é muito válido.

        • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

          E essas empresas geram emprego pra quem?

        • http://twitter.com/MoGaZz Fabricio Faustino

          Hãã???? Desculpinha sem sentido hein. Tu tens a mínima idéia do que seja o sistema interligado nacional? Pergunta retórica, nem precisa responder.
          Tenho certeza que tu vive em Cuba e não “no capitalismo”.

    • Bruno Almeida

      Nossa o cara responde o artigo, digitando outro rs.
      Quanto especialista gente…

  • http://twitter.com/elisafelix Elisa Felix

    Quando vc fala sobre índios e ribeirinhos, primeiro vc deveria estudar um pouquinho sobre eles. Se vc ler um pouco sobre Populações Tradicionais verá que não é só costumes. Eles tem uma relação com a terra. As pop. tradicionais não estão lá só pra sobreviver, eles criaram um modo de vida sustentável. Se eles tem acesso à internet e essas coisas é pq alguém levou lá. Aliás, isso não muda quem são eles, seus costumes, muito pelo contrário, através dos meios de comunicação eles podem se expressar, mostrar que são e reivindicar seus direitos. Pra gente que é acostumado a se mudar é tranquilo, mas quem está naquele território há décadas não é bem assim. Sem contar tudo que vai ser alagado, perdido, pela incapacidade do governo de achar outra saída.

  • http://www.facebook.com/luispereira11 Luis Pereira

    Ai ai ai, falácia da divisão…

    “Merda, esse cara está falando idiotice, como que eu vou contradizer? Pô, os argumentos dele são bons, e eu realmente não tenho como contestar todos esses dados e cálculos que ele fez… droga! Tenho que achar uma parte do texto que seja supostamente fraca, e ficar batendo nisso sem parar. Na sorte eles ignoram que o meu comentário não diz absolutamente nada sobre os pontos fundamentais do texto. Vou ficar falando da frase sobre os índios e pronto.”

  • http://twitter.com/SpockBauru André Vergílio

    Eu acho bom que essa discussão fique focada apenas em Belo Monte, assim a gente pode construir as usinas de Jirau e de Santo Antônio em paz.

  • http://www.facebook.com/people/Thyago-Machado/100001837334210 Thyago Machado

    Eu tenho noção da necessidade de uma usina como a de Belo Monte, mas eu vejo tanto argumento pró e contras que eu realmente não sei dizer até onde vai ser bom ou o que é que vai ser ruim.
    Acho que o melhor mesmo seria a implantação de Belo Monte com uma compensação pra população/ecossitema do local, sem falar numa rígida política de fiscalização.

    Acho que o maior problema é essa parte da compensação, seria pra muito antes da instalação de Belo Monte já começar a preparação da região, ajuda às populações locais, políticas compensação ambiental, e divulgação por parte do governo dos estudos ambientais e do que já está sendo feito como compensação.

    Pelo menos se o governo falar e mostrar o que está acontecendo, respondendo questionamentos dos prós e dos contras, e realmente mostrar que se preocupa e está fazendo algo pela população/ecossitema seria uma ótima forma de se chegar a um acordo, também não adianta falar e não fazer, desse tipo de conversa a gente já está cansado de ouvir dos políticos.

    Espero que se consiga chegar a um consenso pois geração de energia é a base de uma sociedade.

    • http://edulacerda.tumblr.com/ edulacerda

      Existem condicionantes. O governo e as empreiteiras não as divulgam porque menos da metade sequer estão sendo cumpridas parcialmente. Essa é uma das razões que quando se fala em hidroelétricas modernas, com custo ambiental relativamente baixo, a menina dos olhos do governo é Jirau.

  • http://www.facebook.com/people/Victor-Strang/100000100782332 Victor Strang

    Sinceramente essa preocupação com Belo Monte é valida, porem exagerada. Nós precisamos muito dessa energia elétrica. O importante seria se preocupar com outros meios de conseguir. Já que isso não foi pesquisado temos que contar com a construção dessa nova usina.
    Se você quer ser verde devia mesmo se preocupar com o novo código florestal. Esse sim é o verdadeiro inimigo do meio ambiente. Ao dar a cada estado a possibilidade de modificar as leis ambientais a seu prazer vai simplesmente destruir nascentes, florestas e tudo mais a favor de dinheiro. Todas as atenções de ambientalistas deviam estar voltadas a isso bem mais que Belo Monte.

  • Daniel Almeida

    Parabéns pela paciência de redigir o post. Eu não tive assim como a estou perdendo para discutir com pessoas que viram o vídeo e o aceitam como dogma. Nenhum argumento contrário o vídeo é aceito, tudo é colocado como manipulação do governo para forçar a construção da usina.

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      Investi algumas dezenas de horas podando o meu texto e confirmando informações… Espero que o post tenha serventia, seja para que lado for! ;¬)

      • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

        Seu texto ficou excelente, como de costume.

      • http://pulse.yahoo.com/_P6PTEZOSK7E3CKE2QZYVX2ZYRE Kenji

        Belo Monte ficaria ligeiramente longe das minas da Vale. E embora uma mineradora consuma uma porrada de energia, ela consome pra produzir.

        Eu morei no Pará por dois anos, minha mãe é destes lados do norte. E essa região precisa fortemente de uma mola propulsora de desenvolvimento. É pior que o Maranhão. A população ao menos torce pro maranhão e sabe que a família $arney é uma mazela; o Pará sequer conhecem, e sinceramente, qualquer mudança por aí é bem vinda.

        E outra, o Brasil é p*7@ deficitário de um sistema elétrico decente. Queria que realmente, usinas eólicas, a gás metano, solares, a pensamento positivo pululassem para todos os lados… aí o problema seria implementar a idéia do smart grid pra um país desse tamanho. Quando vem uma usina dessas que pode segurar o tranco, começam as bostas com medo de mudanças…

        Palavras de um Engenheiro Eletricista.

      • Daniel Almeida

        Sou engenheiro eletricista há 8 anos mas há 5 saí da área de sistemas de potência, estou na industrial, até por isso não me meti tanto a escrever sobre o assunto mas a experiência que tive antes disso já me dava base para refutar muitas das besteiras ditas no vídeo.

  • http://mulhercervejafutebol.com/ Daniel Bender

    Gostei do texto. A grande sacada é o lance do fator produtivo.

  • Emily Teixeira

    Que continuem na miséria, que continuem sem energia as regiões sem acesso.
    Os índios serão realocados, desenvolvimento sustentável é isso, não existe mudança sem impacto, mas existe estudo pra que o desenvolvimento cause impacto mínimo.
    Adora falar que o país é de terceiro mundo, sub desenvolvido, mas quando aparece uma ótima oportunidade, um projeto dessa grandeza, quer fazer campanha contra.
    Ninguém tá cometendo crime, ninguém vai deixar moradores na rua, acabar com a floresta do país. Estão querendo evolução, desenvolvimente, melhor condições pra muitas regiões carentes, distantes, que necessitam de energia.
    O valor que a Belo Monte vai custar, vai ser mínimo perto do que ela vai gerar. E não existem outras opções viáveis que substituam o que ela vai gerar.
    Energia eólica, solar são sim ótimas opções e limpas, mas são caras, muito caras. O resultado é bem menor, não pode-se construir em qualquer lugar, não alcança grandes distancias.
    É sim, tudo muito problemático. Sempre vai existir o lado lesado, o lado mais fraco que vai sofrer um pouco. Infelizmente.
    Ninguém quer o mal dos indígenas, mas acredito, que faz-se necessário sua realocação nessa situação. Não é por uma causa ruim.

    Mas, se deixar influenciar por artistas globais sem nem procurar saber a história, o projeto, é realmente muito triste.
    Cada um tem total direito a ser contra ou a favor, gostar ou não. Mas tenha argumentos, conheço o que se passa.
    E chamar de “ecochatos” realmente perde qualquer credibilidade de opinião. Quer respeito, respeite.
    Acho que eles são radicais sim, ás vezes esquecem de ver o lado político-social da situação, que desenvolvimento é preciso, para melhores condições de vida. Mas não estão todo errados, e não agem por uma causa ruim também.

  • http://www.facebook.com/antonioanderson19 Antonio Anderson

    Cadê o -1 nessas horas? Os artistas se envolveram porque se sensibilizaram com o sofrimento daquele povo. Moro no Pará, que continuará possuindo o Rio Xingu, e vejo todos os dias os noticiários relatando o quanto os índios e ribeirinhos estão sofrende por toda essa idiotice do governo federal em destruir a Amazônia “em nome do progresso”. Vejo e sinto na pele, como as pessoas estão sendo tratadas: LIXO. Estão sendo expulsas de suas casas, sem ninguém para defendê-las. A FUNAI se cala, o Ministério Público Federal é desrespeitado, os ambientalistas são assassinados sem piedade, a Constituição rasgada pois ela defende que nenhum grupo indígena pode ser tirado de sua terra para beneficiar a “comunidade branca”, tampouco pode ser submetido às nossas leis, mas, pelo contrário, são reprimidos pela polícia federal e chegam a ser presos e, por fim, os brasileiros em sua maioria são anestesiados por essas mentiras deslavadas da Bandilma e sua quadrilha e “comemoram como idiotas a cada fevereiro e feriado”.
    AGUAS PARA A VIDA. NÃO PARA A MORTE! XINGU VIVO PARA SEMPRE.

  • http://www.facebook.com/antonioanderson19 Antonio Anderson

    Entenda, a constituição garante os direitos indígenas incondicionalmente. O governo da Bandilma está rasgando-a e escondendo de todos nós!

    • Anônimo

      Só pesquisar um pouco, no governo do FHC foi criado um porém para essa regra da constituição:

      “O governo federal tem a obrigação, constitucional e moral, de efetivar a demarcação das terras indígenas e proteger os seus bens, garantindo aos povos indígenas condições que efetivem o princípio do respeito à diversidade étnica e cultural.

      Entretanto, no primeiro ano do seu mandato, o governo de Fernando Henrique Cardoso não adotou qualquer providência em relação aos graves problemas que afetam esses povos. Revelou, dessa forma, completa falta de compromisso político com os legítimos interesses indígenas.

      O golpe mais duro contra os direitos indígenas foi desferido no dia 8 de janeiro, quando o presidente da República editou o decreto 1.775/96, com novas regras orientadoras do procedimento administrativo para a demarcação das terras indígenas. A principal novidade foi a instituição do princípio do contraditório e da ampla defesa para os interessados na redução dessas terras.”

      Quer falar mal de governo, qual deles? Pode escolher, mas falar mal do PT é modinha também. Parece até que político não é tudo farinha do mesmo saco…

  • Júlio César Campos Guimarães

    Emanuel Laguna, parabéns pelo texto.
    Estou lendo os comentários e percebi que assuntos polêmicos costumam atrair o pessoal do “xinga muito no twitter” para o MeioBit.

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      Isso é bom ou é ruim?

      • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

        Xingar muito sem argumento ruim, argumentar é sempre bom.

        Eu estou lendo os comentários procurando um argumento que mude minha opinião e que me faça ser contra Belo Monte, ainda não achei.

  • http://twitter.com/ajscaldas Abraão Caldas

    Acho que alguem da região tinha que falar alguma coisa e cá estou eu. Bem a questão da energia aqui é MUITO complicada, primeiro que a população das cidades (nem falo só de Manaus que tem o PIM e falta energia pra caramba) sofrem muito com a falta de energia, dia desses por causa de um raio (isso mesmo um raio) a usina de Balbina (a uns 200KM de Manaus) parou de funcionar, resultado, CAOS, todo mundo sem energia, isso se chama dependencia de uma única fonte, os empresários estão anciosos com a chegada do linhão Manaus-Pará, para ver se dá um fim nesse problema ou se ameniza pelo menos.
    A questão INDIGENA é outro fator muito complicado, lembrem-se eles são humanos como nós e não anjos caidos do céu que só fazem o bem, as lideranças indigenas sabem muito bem o que eles tem a ganhar , principalmente por causa das diversas ONGS (também anjos que cairam do céu e só querem fazer o bem) que fazem a cabeça deles por causa do $$, ou vocês acham que teve toda aquela discussão da raposa serra do sol foi porque as ONGS queriam o bem dos indios, que nada! Foi porque aquela região é rica em recusos minerais e biológicos, diferente das etnias que vivem abandonadas no mato grosso. Bem voltando ao assunto, a região amazônica é de fato estratégica e é muito ingênuo aquele que pensa que a defesa das fronteiras se faz apenas com exercito, NÃO É, é levando desenvolvimento e para ter desenvolvimento você precisa de que? ENERGIA, de uma fonte confiável. Olha a situação dos municipios que ficam na borda, longe e com deficiência energética e que nem conseguem se manter direito! Tráfico de drogas, invasão de fronteiras, etc…
    Mais uma coisa, a questão de dar royalties para os índios não é uma coisa bom, porque a posse ancestral da terra é dos índios e da união… então já viu né… abre um precedente perigoso!

  • http://www.facebook.com/people/Rafael-Ferreira/100000088263358 Rafael Ferreira

    Parabéns a matéria. Excelente!
    Concordo com tudo. E acho um absurdo alguns (ALGUNS EM MAIUSCULO) “índios” serem imputáveis. Mas isso é tema pra outra matéria.
    Parabéns mais uma vez!

  • Junior Predador

    Ótimo texto, realmente é necessário um bom texto embasado como este para elucidar mentes mal embasadas e preconceituosas. Moro no Rio de Janeiro, vocês fazem idéia de quantas casas foram desapropriadas para a construção de novas vias expressas nos últimos 2~3 anos? Alguém ai, dos reclamões, já pensou no fato de que a sua casa/apartamento está construída onde existiam arvores e animais? Quer ser “verde”? Mande demolir a sua casa e plante arvores no lugar, viva embaixo da arvore, não use energia elétrica e nem produtos industrializados, coma frutos, plantar sua comida pode prejudicar o equilíbrio do lugar, faça suas necessidades por ai mesmo, afinal é adubo. Caso ache que é “exagerar” então eu digo que o seu ponto se limita ao seu conforto, incomodou já era.

  • http://twitter.com/jan_lord Janderson Borges

    Sou manauara, amazonense…Moro aqui, e portanto posso dizer com certeza absoluta que aqueles que dizem que Belo Monte causará um “Grande Estrago” na amazônia, é no mínimo um playboy que passou a vida trancado em um apartamento e não tem a mínima ideia da imensidão da amazônia, nem muito menos na necessidade desta usina para a população do Norte do Brasil. Esses atorezinhos anencéfalos deveriam ao menos visitar o Norte antes de lançarem em rede nacional toda essa coprolalia a respeito do que não conhecem.

    • Ramon E. Ritter

      Janderson,
      Ser a favor de qualquer iniciativa que traga progresso ao país não é visto como “cool” por esse tipo de gente. É só ver alguns indivíduos nos posts acima que acham o máximo manter o Norte do Brasil intocável, com suas populações vivendo sem qualquer espécie de conforto moderno…

    • Anônimo

      Melhor comentário que li aqui nesse post. Pessoal quer manter o norte do país intocável pra turista ver enquanto o povo luta para ter o que as demais regiões do país desfrutam a muitos anos.

    • Jefferson xD

      Eu até concordaria com você se a usina gerasse energia para a população. Mas a principal preocupação nossa, das pessoas que vivem aqui no Pará, é a usina estar sendo feita para abastecimento de mineradoras e não para real desenvolvimento tecnológico, industrial ou de infraestrutura da região e do país.

      A Vale é a segunda maior mineradora do mundo e a segunda maior empresa do Brasil, atrás apenas da Petrobras. Ela tem seu principal sitio de atuação aqui, e, assim como outras empresas de mineração, explora indiscriminadamente a matéria prima bruta limitada da região. No país dos maiores impostos do mundo essas empresas não pagam quase nada para o estado, eles tem simplesmente passe livre para explorar a mão de obra e quantidades absurdas de minérios brutos e vender a preço banana. Tudo isso vai ser processado na china ou, no máximo, um pouquinho em São Paulo. O que ganhamos com tudo isso? Nada. O povo da região vai ter que se mudar, e assim como foi em Tucuruí, vão ser colocados em lugares onde não possam sustentar seu modo de vida, sendo ele pesca, plantação ou o que for. E se duvidar o estado ainda vai vender a energia elétrica com prejuízo, assim como fazem com Tucuruí.

      • http://profiles.google.com/mopctranslations Mauricio Carvalho

        E não construir Belo Monte vai resolver esses problemas por acaso? Falta de energia elétrica vai melhorar a vida de quem? Os recursos do Norte e o povo eram explorados antes das grandes hidrelétricas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

      • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

        E a Vale não gera milhares de empregos ai? A Vale recolhe bilhões de reais em impostos e se uma boa parte desse dinheiro não fica ai (no Pará) com certeza não é culpa de Belo Monte.

  • Anônimo

    Tudo certo. Mas vc acha legal o Brasil construir uma hidroelétrica na amazônia só para garantir energia para a industria do cimento, siderurgia e papel? Vc acha certo um pais de analfabetos e doentes gastar R$ 27 bi para exportar insumo (aço, alumínio, papel, etc..) para industria chinesa, que depois nos venderá cacarecos de produtos acabados? Por que o Brasil parou de vender matéria prima para o exterior, coisa que os militares foram acusados de entregar o Brasil na década de 1970, e passou a vender insumo, já que nesta transformação não se emprega quase ninguém, consome-se muita energia e pagam menores salários, e continua a importar cacareco que empregam muita gente, consome menos energia e pagam melhores salários? Talvez os argumentos usado no vídeo não sejam tão profundos, mas dai achar que estamos fazendo o certo…… Quem fica rindo é EUA, Japão, China, e a Europa, antigos compradores de bauxita, minério de ferro, celulose, calcário, e exportadores de alumínio, papel, cimento, aço para o Brasil. Hoje eles importam aço, papel, alumínio, cimento e nos mandam carros, IPads, IPods, e todo tipo de produto acabado com um lucro muito maior que tinham quando nos vendiam aço, alumínio, papel, etc…… Isso é uma questão de estratégia de desenvolvimento, de visão de futuro para uma nação, que estes caras do PT não tem nem noção do que é pois tudo que eles entendem é de varre o pátio, não de planejar o futuro de uma empresa. A construção de Belo Monte deve ser vista por esta ótica, além dos problemas sociais e ambientais abordados no vídeo ao qual vc repudia.

    • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

      Falou, falou, mas cade a proposta que soluciona o problema energético sem construção de mais usinas? Ou você acha mesmo que apagar a luz na hora do planeta resolve o problema?

      • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

        Que tal discutir o MODELO? Pra que vamos continuar a gerar energia para todas estas indústrias absolutamente danosas e que pouco trazem de ganho ao país, como bem colocou o Alexandre, e pensar em alternativas econômicas que nos façam ter um uso mais racional da energia?

        • Anônimo

          Indústrias danosas? Que trazem empregos e melhores condições para a população? Tá falando dessas indústrias danosas?

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            Tem razão, “deu empreo”, entã é boa! Vamos então sonhar com indústrias como as de Cubatão, que empregavam muita gente, mas “apenas” faziam crianças nascer sem cérebros! Aliás, modelo de desenvolvimento nosso é tão bom que o Japão, por considerar as indústrias de alumínio extremamente danosas e dispendiosas, limitou sua produção para buscar desviar o excedente de energia para outras áreas mais lucrativas e mais compatíveis com um desenvolvimento de verdade…

            aliás, fico imaginando, alguém realmente acredita que transformar a Amazônia num pasto e num celeiro para energia vai melhorar a vida de alguém?

          • Anônimo

            Sim, por isso que Cubatão explodiu né? Como está a cidade hoje? Japão é tão cuidadoso, vide o caso da usina de Fukushima, ha se tivesse sido aqui…

            Sim nesse ritmo, no ano de 2534 a amazônia desaparece…

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            é, não explodiu… Mas o que são algumas centenas de crianças sem cérebro, um solo contaminado por décadas ou mais… Besteira! Tem só que ter emprego, a humanidade não precisa procriar ou ter qualidade de vida, só trabalhar!

          • Anônimo

            Engraçado que tudo que é lugar que eu olho só citam Cubatão como cidade modelo de recuperação, mas você deve ter um fonte privilegiada de informação, afinal só acredita na mídia quando interessa.

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            Exato, é modelo porque… MUDOU. O modelo de exploração da terra e de implantação de indústrias, de forma predatória e sem comprometimento com o meio-ambiente foi MUDADO. O modelo que se impõe à amazônia é o modelo que levou Cubatão ao caos e fracasso. Um modelo que passa por cima das necessidades e potencialidades locais, imposta de cima pra baixo.

          • Anônimo

            Não sabia que usina hidroelétrica causava poluição, negócio é queimar carvão lá, tá cheio de árvore sobrando…

            As crianças lá vão nascer sem cérebro porque passa água nas turbinas ou vão ficar sem cérebro porque com ENERGIA ELÉTRICA vão poder usar o orkut.

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            Sério, cara, se você não sabe nem da poluição causada por UHE’s é melhor ir estudar. Não vou perder meu tmepo com quem não faz idéia do que tá falando.

          • Anônimo

            Perde mesmo não, porque enquanto os países de primeiro mundo querem sair da energia nuclear, o Jênio aí quer colocar uma na amazônia ahahah. Não tem nem o que falar. Porque Chernobyl e Fukushima não foi nada de mais, famoso mesmo são as milhares de mortes (ocultas, secretas????) que as usinas hidroelétricas causam…

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            Você não só precisa estudar o assunto, como interpretar textos. Onde eu disse que defendo energia nuclear? Hmmm, em lugar nenhum? Ah tá! Amigo, sério, vai estudar o assunto, pare de passar vergonha.

          • Anônimo

            Não? Em quase todos os comentários você cita energia nuclear como menos arriscada e menos prejudicial, se isso não é fazer um comentário a favor da energia nucler sobre hidroelétrica realmente eu tenho que estudar o pessoal do seu planeta mesmo.

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            Além de não entender nad ado assunto ainda me confunde com outro? Hahaha só rindo! Nunca defendi energia nuclear, amigo.

        • Anônimo

          Isso aí, Raphael! A solução é fechar todas essas indústrias danosas de uma vez, garanto que um país de desempregados e miseráveis consume bem menos energia e recursos!

          • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

            Claro, porque TODA indústria é danosa e porque, como somos um país de merda, de terceiro mundo, que só serve para exportar produtos primários para que os outros enriqueçam, temos de nos contentar em destruir o país pra gerar empregos… Aliá,s emprego só na indústria, né? Com esse “raciocínio” era melhor construir Belo Montes em todas as cidades e afogar logo todo mundo, porque daí não sai nada mesmo…

  • Anônimo

    Por causa de pessoas como vcs, que estão ai desmatando e vendendo tudo, pela ganancia e inveja, que a amazônia está em perigo. Que precisa dos “playboys de apartamento” para ver se ignorantes como vc, que acreditam que a amazônia é infinita, não vão comprometer a estabilidade do clima. Seria melhor se vc morasse bem longe dai.

    • http://twitter.com/rodrigofante Rodrigo Fante

      Ao invés de atacar, que tal sugerir opções?

    • Anônimo

      Obviamente, você faz a sua parte né? Não usa luz elétrica, só come o que planta no pátio, não anda de carro e não compra nenhum produto que tenha plástico ou madeira.

      Explorar recursos naturais não é palavrão, é só fazer isso de forma consciente. O Brasil é um dos poucos países que ainda tem seus vastos recursos naturais intactos mesmo explorados, se fosse a pindaíba que todo mundo prega não teríamos a maior floresta tropical do mundo.

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Stürmer/100002329934014 Pedro Stürmer

    Ótimo Post, sou estudande de engenharia elétrica, gostei muitos das explicacóes tecnicas e esclarecimentos.

  • http://www.facebook.com/marcosely Marcos Ely Andrade

    A solução é uma termonuclear. Aos anti-nucleares-chatos, a energia nuclear é considerada limpa até pelo GreenPeace (só não é renovável, claro) e as novas usinas são muito mais seguras que as antigas Chernobyl e Fukushima. E ponto final.

  • http://www.facebook.com/people/David-Dias/100000196596988 David Dias

    Texto primoroso Laguna… bons argumentos, um estudo inteligente e dedicado da situação. Parabéns!!

  • http://twitter.com/LeoVegini Leonardo Vegini

    HAHAHAAH A cólera do dragão do Shiryu foi demais!!

    Por favor, me dê um golpe do tesouro do céu pra mim não ter mais que ver e ouvir esse tipo de ecochato estúpido…

  • Anônimo

    “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Antoine Laurent de Lavoisier
    O que temos que procurar é um mal menor. Ao invés de ficar aqui se degladiando, vamos usar a NET 33% a menos ao dia para economizar energia? Se não ficássemos tanto tempo em redes sociais gastando tempo com conversinhas do tipo: “- Vou tomar banho.”, “- Vou jantar.”, etc… talvez a demanda não crescesse tão rápido assim e teríamos mais tempo para construir projetos menos danosos à natureza. Vamos tomar atitudes ao invés de ficar criticando?

  • http://profiles.google.com/pedroprt Pedro Oliveira

    Artista precisa de aparecer, não interessa porque motivo. Fazer uma campanha verde é ‘cool’, cai bem e dá um ar de ‘preocupado com a natureza’ a esses babacas.
    Mas temos que entender uma coisa, quem manda no Brasil é a Globo. E se a Globo decidir que Belomonte não sai, ela não sai mesmo.

  • http://www.facebook.com/people/André-Silvestre/100000531538639 André Silvestre

    Bravo!

  • http://twitter.com/pgcs22 Pedro Santos

    Sou estudante de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Minas Gerais, e desde que o vídeo em questão foi divulgado, tenho lido bastante a cerca deste assunto, e também procurado informações não tão disponíveis assim para o grande público. Semana passada aqui em Belo Horizonte, aconteceu um seminário, organizado por uma ONG voltada para o meio ambiente, que contou com na palestra de abertura, com o responsável do IBAMA pela usina de Belo Monte. Nesta palestra ele mostrou claramente os pontos de discussão sobre a usina e quais as medidas que o IBAMA tomou para que os interesses dos atingidos pela obra fosse defendidos. Todos os estudos feitos em questão de ecossistema e também de possibilidade de funcionamento da Volta Grande do rio foram levadas em consideração pelo IBAMA. A transposição do rio, obviamente vai gerar impactos, como qualquer obra ou ação do homem, mas foi estudada para ser feita de uma forma que não inviabilize a vida das comunidades que moram na Volta Grande. Agora se a questão é se vai ser fiscalizado, se vai ser cumprido as exigências do IBAMA, cabe a nós cobrar . Não acho válido desviar o foco da discussão para quem é que vai utilizar da energia gerada, independente de quem a use, ela é indispensável para o progresso do país.

  • http://www.facebook.com/people/João-Quirino-Lopes/100000129208484 João Quirino Lopes

    Aqueles artistas já estão com a vida ganha, ao contrário dos milhares de pessoas que vivem em situação de pobreza e subdesenvolvimento na região amazônica. Energia elétrica a valor acessível é fundamental para o desenvolvimento humano e social daquelas pessoas.

  • http://www.facebook.com/marcelommaiacouto Marcelo Couto

    Laguna… Belo ponto de vista e bem fundamentado. Com relação aos indios, só respeito aqueles que não se integraram a cultura do “Branco”, no mais toda cultura evolui e pertence a comunidade que a vive, não sabia que fazer uma troca de lugar pudesse afetar isso.
    Engraçado como o Indio pode sequestar pessoas e ate mesmo bloquear passagem de estradas e ainda acham que ele é o mesmo do brasil antes da colônia….

    No mais, gostei bastante da citação do Colera do Dragão dos Cavaleiros…

  • Victor Serrão

    Laguna, gostei muito do seu post e dos seus argumentos – mas, principalmente da forma aberta como está lidando com os comentários desse post, aceitando pontos de vista contrários sem o totalitarismo ignorante que norteiam os posts do Cardoso.

    Quanto à atuação dessa ONG, todo e qualquer assunto que envolva a região amazônica sempre termina no mesmo velho problema de sempre, que é a ingerência externa. Há uma grande guerra midiática, social e política sendo travada há décadas pelo controle da região, e uma das táticas é justamente buscar desacreditar as políticas estatais para a região a partir de argumentos ecológicos e antropológicos fajutos – que ora são imprecisos, ora simplesmente mentirosos, mas que nunca são ingênuos.

    No futuro a sociedade brasileira pagará muito caro por ter dado eco a esse tipo de manifestação.

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      Tento me segurar para nem comentar certas coisas que li aqui nos comentários, acredite… =¬|

      • Victor Serrão

        Acredito! E na verdade sob este prisma eu também entendo um pouco a postura do Cardoso. De qualquer forma, sapiência e paciência não rimam à toa, e você está tendo bastante de ambas.

  • Zero Medeiros

    Os índios que se lasquem…ligae esse ar condicionado!

    • Anônimo

      Os índios já se lascaram a muito tempo.

  • Marcelo Mosczynski

    Vão acabar com o pulmão do MUNDO.

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      Pensei que o pulmão do mundo fossem os oceanos… ;¬)

      Enfim, estamos a falar de apenas uma usina hidrelétrica. =¬|

    • http://twitter.com/TimeReaper Rodrigo Chan S Chon

      As algas marinhas e planctons nos oceanos são responsáveis por em torno de 90% do oxigênio produzido na Terra. A Amazônia apenas representa a maior parte dos outros 10%.

  • http://pulse.yahoo.com/_P6PTEZOSK7E3CKE2QZYVX2ZYRE Kenji

    Eu morei no Pará por dois anos, minha mãe é destes lados do norte. E essa região precisa fortemente de uma mola propulsora de desenvolvimento. É pior que o Maranhão. A população ao menos torce pro maranhão e sabe que a família $arney é uma mazela; o Pará sequer conhecem e continuaria ad aeternum na mão de coronéis desconhecidos. Sinceramente, qualquer mudança por aí é bem vinda.

    E outra, o Brasil é p*7@ deficitário de um sistema elétrico decente. Queria que realmente, usinas eólicas, a gás metano, solares, a pensamento positivo pululassem para todos os lados… aí o problema seria implementar a idéia do smart grid pra um país desse tamanho. Quando vem uma usina dessas que pode segurar o tranco, começam as bostas com medo de mudanças… Bota usina nessa p#%%@!

    Parabéns Laguna, vc vai dar um ótimo Engenheiro Eletricista!

  • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

    Eu não sei qual os ecologistas consideram a fórmula para desenvolvimento sustentável, mas eu tenho certeza de que ela não é deixar a Amazônia desabitada e os moradores sem oportunidades de trabalho e renda.

    • Anônimo

      Claro que é. Que documentários na SKY você acha que eles vão assistir em seus apartamentos em cima do McDonalds e confortavelmente no ar condiciona?

  • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

    Engraçado é a posição de ‘tudo errado’ do vídeo dos artistas … Acham o valor absurdo como se supostamente o governo não fosse gastar este mesmo dinheiro (ou mais) investindo em outras formas de produção de energia. Dizem q a eficiência será pequena e em todas as fontes minimamente confiáveis que vi citam a eficiência mínima em 33% (eles usam como se fosse a média). Reclamam até da ‘tragédia ambiental’ que é a área alegada… Fala sério apesar do impacto local não tem como comparar isso com nenhuma outra forma de energia economicamente viável. Dizem que a região não é boa para Belo Monte… Mas não vi apontarem nenhum outro lugar onde seria viável. Dizem que tem ‘interesses’ na construção como se não houvesse em ‘repotencializações’ de outras usinas. Belo Monte terá muitos problemas, outros investimentos viáveis em energia terão os mesmos ou maiores. A energia hidroelétrica é a mais limpa que é economicamente viável. Se ecologista fosse um bicho coerente eles fariam peregrinações a Itaipu e rezariam (os religiosos) lá todos os dias. Belo Monte terá muito roubo mas qualquer outro(s) investimento(s) terá roubo também do mesmo jeito e nós precisamos SIM dessa energia. Tem muitas coisas que o Brasil precisa para crescer mas hoje energia é sim uma delas.

    • Anônimo

      A belo monte vai precisar se construída porque é a solução mais rápida para produzir energia em grande volume, mas o desenvolvimento não para, e logo vamos ter que construir outras…

      É preciso de investimentos imediatos para geração de energia a partir de fontes alternativas, para a longo prazo, não repetirmos esse erro.

      Os aerogeradores tem eficiência de 35 a 40%, e não precisam destruir a floresta, a proposito, a região da amazonia legal é a pior área em que se poderiam instala-las.

      Os paineis solares tem eficiência de 18 a 20%, mas podem ser instalados nos telhados de cada residencia, e um sistema de pequeno porte conectado à rede, se paga em 5 ~ 6 anos (pesquisem!). Com incentivos governamentais, como ocorre na europa e eua, reduziriamos os custos, e poderiamos criar um programa para cada um ter seu proprio painel solar.

  • Paula Daltro

    Parei no “ecochatos da época”

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      Quem já discordava de Belo Monte, sob forma extrema, já não leria meu texto só lendo o título… ;¬)

      Teu comentário me leva a crer que tu apenas procurava algum motivo para criticar o texto sem se dar ao trabalho de lê-lo minuciosamente: qualquer palavra sarcástica supostamente te “ofenderia”.

  • Anônimo

    O belo monte é um mal necessário devido a décadas de falta de investimento em geração de energia.

    A área e o custo para gerar a mesma quantidade de energia a partir de fonte solar ou eólica é superior, mas com a demanda e as novas tecnologias, o custo está muito próximo da energia hidreletrica, e ainda, não podemos ignorar a vantagem que podemos utilizar áreas que não precisariam ser destruídas.

    Hoje tornou-se muito simples gerar energia com paineis solares conectado à rede, e torna cada telhado um potencial local para produção de pequeno porte. Na Europa e nos EUA, existem vários incentivos para quem quiser pode produzir sua energia, e ainda pode vender o excedente à concessionária. O Brasil é o maior produtor mundial de silicio, matéria prima para produzir as celular solares, mas não produz sequer uma célula solar.

    Existem os parques eólicos off-shore, ou melhor, que estão instalados no mar, que tem um impacto ambiental e social muito menor que a destruição das florestas.
    A Alemanha, país minúsculo, consegue produzir 4600 MW a partir dos ventos, e o Brasil, com sua área continental, conseguiria quanto?

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      As árvores da Floresta Amazônica representam obstáculos aos ventos necessários para a produção de energia… Em vários sentidos. =¬/

      Parques eólicos no Brasil são interessantes para muitas áreas litôraneas, mas a maioria está longe do Pólo Industrial de Manaus, por exemplo. =¬|

      • Anônimo

        Como disse em outro comentário, a amazonia legal é o pior lugar para se instalar aerogeradores.

        O belo monte vai ter que ser construído porque é a forma mais rápida para gerar grande volume de energia, pois não dá tempo para a energia eólica e solar se consolidar.

        Entretanto, é preciso que se faça investimentos imediatos nas fontes alternativas, para que a médio e longo prazo haver maior diversidade na matriz energética, evitando que se construa novos mega projetos de hidrelétricas.

        Em manaus é complicado gerar energia, porque é um local desfavorável para a fonte solar e eólica, mas poderia usar biodigestores, ou então a construção de hidreletricas de pequeno porte.

  • http://www.facebook.com/ofausto Fausto Oliveira

    “tio Laguna”, que TEChato!

  • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

    O melhor material que li CONTRA a usina hidrelétrica Belo Monte é este aqui.

  • João Paulo de Athayde Cunha

    Putz, só li o Resumo e Conclusão!!! Não sei se você colocou aqui pra ser contra ou a favor de Belo Monte, mas ao ler, vi que o que o Marcus tá falando de repontencialização vai melhorar no máximo o tempo de luz de standby dos aparelhos!

  • http://www.facebook.com/claudeteepaulo Claudete E Paulo Farias

    Concordo com seu comentário, embora não compreenda parte do q vc tentou explicar no comparativo com itaipu, me angustia saber que foi levado em conta tanto sobre as necessidades e bem estar das pessoas e nada foi pensado sobre todo o ecossistema aquático e terrestre da região, quando se pensa o que vai acontecer com animais silvestres, peixes e uma grande quantidade de vegetação exótica presente somente nessa região, mas o q norteia o mundo são as necessidades humanas “dinheiro” e não quero, nem vou, estar aqui quando dotados de toda energia do mundo tivermos que olhar, como já há, para aquários virtuais e florestas em telas de plasma.