PDAs, Celulares, GPSs e dependência tecnológica


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Não deixe os luditas te enganarem. As pessoas sempre tiveram caderninhos de telefone. Se uma pessoa sabia todos os telefones de amigos e conhecidos de memória, ela não conhecia lá muita gente.

O que acontece hoje, entretanto, é que estamos esquecendo até o mínimo. A agenda do celular é desculpa para não lembrarmos de nada. Corre o risco de ter “polícia: 190” na agenda de muita gente. Eu mesmo não lembro do telefone de ninguém. Desde meu primeiro celular parei de me preocupar em lembrar.

Compromissos também passaram a depender do Outlook, agendas de profissionais liberais vivem no computador ou no PDA. Isso é uma evolução, comparado ao caderno sebento das recepcionistas de dentistas. Só que a comodidade logo dá lugar ao exagero. Conheço gente que não sabe o que vai fazer no dia seguinte sem consultar a agenda. A memória de curto prazo não é mais usada.

A febre do momento são os navegadores embarcados, maravilhosos se comparados aos antigos GPSs de 1a geração, esses brinquedos ajudam você a chegar em qualquer lugar, com indicações precisas, mapas de fácil leitura e em alguns casos atualizações em tempo real, desviando de acidentes e engarrafamentos.

Só que a maioria absoluta de quem compra um equipamento desses não desvia de sua rota habitual. Raramente viaja, e quando o faz vai para lugares conhecidos e sinalizados. Qual a vantagem de um equipamento que mostra como navegar na sua própria cidade?

Refazendo a pergunta: Quantas vezes o Guia Rex saiu do porta-luvas no último ano?

Gadgets são muito legais, mas eles devem acrescentar. No momento em que atividades simples são sumariamente substituídas, nos tornamos dependentes. Isso pode ser ruim como a criança que aprende a usar calculadoras antes de aprender a fazer contas, ou trágico, como o comandante da Varig que confiou no piloto automático ao invés de se lembrar das aulas de escotismo, onde aprendemos que o Sol de põe no Oeste, então seria impossível um avião indo para o NORTE no final do dia voar em direção ao por-do-sol.

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  • Não acho que essa dependência seja danosa Cardoso, pra que se preocupar com o que eu tenho que fazer amanhã se o aparelho pode me lembrar antes e posso usar meu cérebro pra outras coisas mais importantes ao invés de lembrar números de telefones, endereços e reuniões marcadas, podendo me concentrar no que eu trabalho, ou então em alguma outra coisa mais importante.
    Todas as minhas provas/entregas de trabalho e reuniões estão agendadas no meu Pocket PC, meus telefones em meu celular (que por sinal estou pensando em mudar para um SmartPhone apenas para integrar mais ainda os compromissos com os endereços e telefones), e nem por isso estou ficando mais burro, e sim aproveitando melhor a minha capacidade de raciocínio e memória com estudos e trabalhos.
    Sou completamente a favor do uso da tecnologia para estes fins, pois pra que complicar se você pode simplificar?
    Esta dependência que você citou não é algo ruim, melhor ser dependente de um aparelho que desperta uma hora antes de uma reunião, do que de um monte de papel que você tem que olhar o dia inteiro ou da memória, que é passível de falha mais do que um aparelho eletrônico.
    Veja no site da Bia Kunze como esta tecnologia ajuda a vida dos outros: http://www.garotasemfio.com.br ou em http://www.odontopalm.com.br/gsf/ .

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    ——–Esta é uma assinatura!———-
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    By ILO
    http://ilo.ciadolinux.com.br

  • Já conheço a Bia Kunze, obrigado.

  • Cardoso, nem tanto ao fogo quanto ao gelo, em boas medidas um aparelho que me indique o caminho rapidamente em uma cidade estranha tudo bem,mas essa turma que tem carro mas não tem o mapa da cidade natal na cabeça então nem deveria ter direito a tirar carteira de habilitação, mesmo em cidades distantes a sinalização nos dá muita informação de como chegar onde queremos, fora que o dito “quem tem boca vai a Roma” é muito valido.

    Mas existe por exemplo o google earth que já dá uma melhor visão de como chegar a algum lugar, em um aparelho caro e sem muito uso se o dono não for um viajante ou um trilheiro, eu já andei por lugares que não conhecia como Nova Iguaçu que é um monicipio visinho ao meu mas é relativamente longe da minha casa, por me manter atento ao relevo e antenas de celular eu cheguei onde queria mesmo só tendo como referencia uma foto no google earth que meu amigo mandou pelo email e eu observei antes de sair de casa, (eu estava sem impressora e não tenho PDA).

    É claro que coisas como fazer contas de cabeça é algo que todos temos de aprender afinal de contas o cerebro é como o resto do corpo humano, se não exercitar atrofia, ainda mais porque o que atrofia é o conhecimento que se perde em alguns casos definitivamente tendo que ser reaprendido, mas se puder usufruir do que nos mesmos criamos para simplificar a vida então que usemos, na hora da correria não vou ficar fazendo conta de cabeça atoa ou mesmo tentar memorizar números de telefone até porque celular por exemplo as pessoas mudam sempre e nem sempre tem o costume de manter o simcard, para que vou memorizar o numero da policia ou dos bombeiros se além de ter nos orelhões o 102 funciona que é uma beleza.
    Não ser escravo de algo tudo bem, mas manter as melhorias longe é coisa de adepto da religião amish http://en.wikipedia.org/wiki/Amish

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    Reuse, reconstrua, recicle, simplifique, esclareça economize.

    • Cruz credo, tenho que aprender a postar usando menos palavras.
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    • Musashi, eu adoro meus gadgets, e eles facilitam MUITO o dia-a-dia, mas não dá pra ficar dependente deles. Eu estou longe de ser um ludita, mas botaria um GSP no carro para viajar para outro Estado, não para visitar um primo em outro bairro.

      Fazer contas de cabeça tendo calculadora é besteira, mas se a calculadora quebrar como você fica?

      Lembre-se, na Marinha ainda ensinam a navegar usando as estrelas.

      A questão não é ter um monte de papelzinho, a questão é você olhar sua agenda no começo do dia e ter uma idéia aproximada do que te aguarda, e não agir como um peixe de aquário desmemoriado (P.Sherman 42, Wallaby Way, Sidney, Australia) se não consultar o seu brinquedinho a cada cinco minutos.

      • PUTZ!
        Nem me fale, eu vivo esquecendo tudo que é compromisso, boto o celular pra disparar ao menos uma hora ates de cada um, isso quando estou perto de onde deverei me apresentar senão boto com intervalo de antecedência maior ainda, mas só olho pro celular pra me inteirar da hora vez por outra o que pode ser mais de 4 horas de intervalo, atualmente estou tentando juntar uma grana para comprar a porcaria do vista mas tenho que comprar um handset pois esta brabo de digitar naquela porcaria de teclado de celular os meus compromissos e anotações de campo (geek pobre é phoda!), mas preferiria viver sem nem um aparelho sequer, essa vida de tecnocrata esta me matando, já fui parar em Cabo Frio com uma foto do google earth na mente e cheguei na casa do cliente, com meia roda de atraso mas cheguei, mas um “GPRS” no celular ajudaria que é uma beleza.

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