DMR–Eulogia a um Gigante

dennis_ritchie6Uma velha piada nos anos 90 dizia mais ou menos:

  • Hello, World! em Visual Basic: 15MB
  • Hello, World! em Delphi: 6MB
  • Hello, World! em Clipper: 3MB
  • Hello, World! em Pascal: 500KB
  • Hello, World! em C: 1KB
  • Hello, World! em Assembler*: SYSTEM HALTED

* Sim, nós falávamos ASSEMBLER, não Assembly, aprendemos a programar na marra, com manuais xerocados e fazendo engenharia reversa em listagens de revistas.Vá corrigir sua avó, empurrador de mouse!

Nessa época vivíamos o mundo ideal para os linuxeiros mais xiitas, daqueles que acham que Slackware já se vendeu aos preguiçosos da usabilidade: 100% dos micreiros eram programadores. Qualquer um com um computador em casa que só usasse programas prontos estava subutilizando sua máquina.

As várias linguagens buscavam seu espaço, passando por vários sabores de BASIC, Pascal Forth, Pascal e até a linguagem especial para crianças especiais –LOGO. Todas tinham seu mérito (menos Pascal) mas o sonho dourado de todo micreiro era aprender C. Não aquela boiolice de C++, que mané herança, Cezão, C puro.

Saber C era a diferença entre homens e meninos. Enquanto todo mundo brincava com linguagens de brinquedo ou obsoletas, a base do mundo digital moderno era construída em C, com alicerces de Adamantium, pilastras de Uru e paredes de Tritanium. Os sistemas operacionais mais modernos ainda retém código derivado dos sockets BSD, escritos nos anos 80.

A Apple, a Microsoft, o Google, o Android e o Linux só são o que são, só conseguiram chegar tão alto porque estão apoiados em ombros de gigantes, e poucos deles são maiores que Dennis Ritchie.

Por isso mesmo foi triste saber de sua morte dia 8, aos 70 anos.

DMR, como era mais conhecido inventou, entre 1969 e 1973 o C, linguagem que viabilizou a compilação de programas complexos, trabalhando em um ambiente extremamente otimizado, usando o máximo dos recursos das máquinas da época. Para dar uma idéia, as primeiras versões de C rodavam em um PDP-11, um armário que vinha com incríveis 32KB de memória. Não GB, não MB, KB. Hoje a instância do Windows Live Writer que uso neste momento está endereçando 71MB.

Claro, para tornar o PDP-11 realmente útil não basta a linguagem, é preciso um sistema operacional. Mas… e se não há um SO adequado? Simples, você ESCREVE um. Foi o que Dennis Ritchie fez, junto com Ken Thompson. Em 1969 eles criaram o UNIX, ainda em Assembly, mas sentiram falta de uma linguagem mais flexível, afinal dar manutenção em Assembler* é o Inferno, é a Treva. Acreditem, eu sei,

O grupo de Dennis na AT&T reescreveu o UNIX em C, indo contra todas as opiniões sensatas da época. Faz sentido, Uma linguagem de alto nível não era eficiente o bastante para gerar um sistema operacional, seria o equivalente a escrever um emulador de uma máquina Linux rodando em Javascript dentro de um browser.

Como Dennis estava ocupado programando, não prestou atenção aos que diziam que era impossível, e logo o UNIX estava compilando e rodando redondinho, criando o mundo dos sistemas operacionais cujo código-fonte podia ser entendido por pessoas normais. (ok, nem tão normais, afinal são programadores)

dmr

Ken Thompson e Dennis Ritchie recebendo a Medalha Nacional de Tecnologia de 1998 por inventarem O Unix e o C. Presidentes honrando cientistas, igual aqui.

O Unix é o sistema operacional de verdade mais bem-sucedido até hoje, e C evoluiu como linguagem, gerando C++, Visual C, Objective C, ANSI C e muitas outras. A própria Microsoft já teve um UNIX, o falecido XENIX, e apenas por falta de visão deixou de dominar o mercado de desktops muito mais rápido do que dominou. A Apple tem seu Unix desde o ano 2000, o kernel do iOS e do MacOS é o Darwin, um sistema Unix baseado no NEXSTEP e… Open Source.

Isso mesmo, crianças. No coração de cada Mac, cada iPod Touch, cada iPhone e cada iPad roda um filho de Dennis Ritchie, fiel aos padrões, regras e estruturas que seu Criador há muito definiu.

Não é errado ficar triste com a morte de Steve Jobs, mas como os próprios comerciais da Apple exaltando os Jedis por trás dos produtos da empresa deixam claro, ninguém faz nada sozinho. O sucesso vem de um trabalho em equipe harmonioso, baseado no conhecimento e expertise acumulados.

Portanto se Steve Jobs era Harry Potter por conseguir produzir produtos mágicos, Dennis Ritchie foi Dumbledore.

Obrigado, DMR, fico feliz de você ter sido honrado e reconhecido,  e ter vivido para ver o mundo tecnológico que ajudou a criar.E vale sempre lembrar que sem o C estaríamos programando em BASI, OBOL e PASAL.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Erickssen Bento de Melo

    Esse sim ninguem fala mal depois de morto, nao há palavras que descrevem a genialidade desse cara.

  • anderson honorato da silva

    cardoso adoro seus posts, leio o meio bit todas as horas, horas mesmo, sempre procurando me informar tanto que na minha barra de favoritos o meio bit fica na aba “INFORMAÇÂO”, mas tem horas que me revoltam algumas pitadas de sarcasmo(sheldom), tipo “Todas tinham seu mérito (menos Pascal) “, programador pascal não tem seu valor????acredito que ainda pascal tenha sim seu valor, quanto ao restante do post, ta legal…

    • Anônimo

      Não, pascal não tem valor, e foi triste ter que aprender essa porcaria na faculdade (graças ao bom senso de alguém a turma seguinte já passou a usar C).

      Não existe nada escrito em pascal que não tenha uma versão melhor e mais eficiente que essa aberração.

    • Anderson, foi uma piada.

      • anderson honorato da silva

        to ligando mais não, um dia escutei que não devíamos menosprezar uma linguagem, pois uma programador poderia chegar fazer um programa melhor que o seu, em uma linguagem que você dizia inferior…vai tudo do programador, o tanto que ele conhece da linguagem, domina a ferramenta…

        • Zeck Supernova

          Olha, se vai fazer melhor eu não sei, mas que tive um inferno astral quando me pediram pra dar manutenção num sistema Delphi, isso eu tive! Com dois dias nessa vida eu já estava escrevendo poemas de amor sobre a saudade para o C.

          • Essa de linguagem pior ou melhor é coisa de programador de linguagem ruim/ultrapassada tentando garantir o pão de cada dia.

          • André Luis Pereira dos Santos

            Sua declaração é típica de programador de IDEs como Delphi.

        • Essa teoria é furada.

          É evidente que um programador, que siga sempre as boas práticas, vai ter condição de fazer um produto decente. Mas a ferramenta que ele está usando deve ajudar.

          A habilidade do programador e o poder de fogo de uma linguagem são duas coisas completamente distintas. Querer avaliar um ou outro apenas tomando como parâmetro a interação entre eles é uma falácia.

        • Anderson,
          Trabalho profissionalmente com programação desde 1986 e “briguinhas” sobre linguagens sempre existiram, por isso não esquente quando atacarem sua linguagem preferida.
          Quando fiz faculdade em 88 o padrão era Pascal para aprender lógica e C para “programar de verdade”. Para quem nunca havia programado, o Pascal seria muito mais fácil de entender/aplicar os conceitos de lógica.
          Já C era a escolha ideal quando se queria “baixar o nível” (para desenvolver drivers ainda a considero a melhor escolha – exceto para malucos que gostam de Assembler).
          Pessoalmente nunca fui muito fã de Pascal, embora tenha ganho muita grana trabalhando com essa linguagem e seu descendente, o Delphi. Na época do DOS adorava o Clipper Summer 87 (nunca achei o C produtivo para aplicativos comerciais) e odiava o Cobol, com suas limitações para o ambiente de microcomputadores (embora imbatível nos mainframes). Hoje em dia uso o C# e adoro as facilidades oferecidas pelo .Net e detesto quando preciso fazer algo em Java.
          Mas tudo isso é apenas questão de gosto. Com certeza aqui no fórum vai existir os que gostavam/gostam de Cobol, bem como os fãs incondicionais de Java.
          Por isso, não se “sinta atingido” quando falarem mal do Pascal…

    • Anônimo

      Muda o nome da sua aba para sarcasmo, daí fica tudo certo.

    • Sorry, Pascal é uma bosta.

      Brian Kernighan, criador da AWK, colaborador original do C e co-autor junto com Dennis Ritchie do primeiro livro de C disse bem em seu icônico artigo de 1981, Why Pascal is Not My Favorite Programming Language tudo de errado que há com Pascal.

      http://www.lysator.liu.se/c/bwk-on-pascal.html

      • Fale isso assim em público não…
        A SSD (Sociedade Secreta do Delphi) ainda existe, e eles podem lhe enviar alguns componentes para lhe matar.
        Bem, como a maioria foi baixada e está com bugs…
        Ah, deixa pra lá, tá sussa…. 😀

        • Zeck Supernova

          Hahahahahahaha PQP! To rindo muito! Sociedade Secreta do Delphi, essa eu vou mandar pra um “amigo” programador Delphi que defende a “linguagem” com unhas e dentes! hahahaha

          • Olha, ela anda tão secreta que nem os próprios membros sabem mais onde fica 😀

      • É não mizinfio.
        Linguagem por linguagem, concordo que as possibilidades do c e c++ são realmente mais vastas.
        Mas foi com Pascal e Delphi (sendo eu mais ou menos capaz de outras linguagens) que eu e outro tanto de gente pagou por vários anos as minhas contas.
        E se tem algo que a gente não faz é cuspir no prato que comeu.

        • Só falta dizer que programou em Clipper…

          • Ahahahhaha!!!!
            Summer 52?!?!?!
            Meu irmão trabalhava.
            Eu fiz exame de mesa, selve?

    • Pascal foi minha primeira linguagem e Delphi minha primeira IDE, elas são poderosas, senão elas nem seriam lembradas hoje :o) mas preciso frisar que você não programa Pascal, você “Disserta”.

      Eu abandonei o Pascal pelo único motivo de ter que escrever demais para fazer a mesma coisa em C. E do outro lado da moeda, o C as vezes paga de enigmatico quanto a nome de variáveis ;), enfim, mas ainda prefiro linguagens como C (C#, C++) [Objective C é do diabo] do que VB ou Pascal.

      • André Luis Pereira dos Santos

        Sai de retro VB, Pascal, Object Pascal (Delphi) e Object-C.

        E realmente. Nada que 3 linhas em C não façam que precisem as vezes de 8, 9 ou até mais de 10 linhas em Pascal. Já vi de tudo.

  • Da mesma forma que Newton reconheceu que se apoiou sobre o ombro de gigantes, Jobs se apoiou em DMR. Uma pessoa fez até uma comparação bem pertinente: DMR está para Jobs assim como Tesla estava para Edison.

    • Essa comparação é completamente sem sentido. Tesla e Edison eram rivais e defendiam áreas completamente díspares da Eletricidade.

      • Exceto se você encarar pelo fato de um ter dado contribuições científicas de grande valor (Tesla/DMR) e outro ter criado ferramentas para o homem comum utilizando-as (Edison/Jobs).

        • Discordo. Se dependesse de Edison estaríamos usando eletricidade em corrente contínua, enquanto Tesla não só defendia a corrente alternada como previu que a eletricidade poderia ser transmitida pelo ar até as casas. Tesla estava certo em ambos os casos. Só o abastecimento de eletricidade sem fio que ainda não saiu do papel (mas já provaram ser possível).

          • Depois de ler as biografias e assistir um documentário, eu diria que o Tesla, como cientista, foi maior que o Edison.

          • Edison não era o que podia se chamar de “cientista”. Ele não buscava o porquê das coisas. Ele preferia a aplicação prática. Foi um homem muito importante na História, mas como inventor. Tesla, por outro lado, não só era um excelente cientista como um visionário também.

          • Anônimo

            Compila e testa, compila e testa….

          • kkkkk verdade, sabe para si,mas consegue explicar,enrola,enrola e não explica. muito boa sua observação

    • Newton não reconheceu nada. Isso foi uma piada sarcástica direcionada a Robert Hooke, pois este era nanico.

      • André, isso é especulação. Hooke não tinha baixa estatura e os dois não tinham inimizades. Trocavam cartas em tom ameno constantemente.

        • Para sua informação, Newton criou briga com todo mundo. Leibnitz era um de seus grandes fãs e até com ele Newton criou caso por causa do Cálculo Diferencial e Integral, cuja autoria foi reconhecida como sendo de Newton por parte de um comitê selecionado pelo próprio Newton. Era maníaco, neurastênico, arrogante e dado a ataques de fúria. Hooke não era flor que se cheirasse tb.

          Bibliografias: Dança do Universo, de Marcelo Gleiser
          Breve História do Tempo, de Stephen Hawking
          Newton e os universos paralelos, do site do Ricbt

          Mostra a sua bibliografia de apoio, por gentileza (se mencionar a Wikipédia, me reservarei o direito de rir de vc).

        • Mais uma coisa: óbvio que ambos trocavam cartas. Antigamente não se xingava no Twitter, os xingamentos eram através do correio, mesmo. Até Huyggens entrou no bate-boca sobre os anéis de Saturno (Huyggens estava certo e Newton estava errado nesse caso). Newton foi um gênio, mas é inegável que ele roubou o trabalho de muita gente, publicando como se fossem seus (ah, sim! Ele não inventou o telescópio refletor tb).

    • José Vitor Nonononono

      “Da mesma forma que Newton reconheceu…”

      Não foi Einstein que “reconheceu” isso ???

  • Parei de ler no “Windows Live Writer”

    • Anônimo

      Achou o texto complexo né?

    • mas se deu ao trabalho de descer e postar um comentário, né, BIATCH?

      • Anônimo

        Faltou “memoria” para ele continuar a leitura…

        • Zeck Supernova

          Hahahahaha ri alto de novo!

        • André Luis Pereira dos Santos

          Isso é o que dá não saber trabalhar com ponteiros e malloc.

      • Tux

        Bom, pelo menos ele passou do terceiro parágrafo.

    • “Ainda” usa “Delfí”?

  • Excelente post Cardoso.
    Sou programador e confesso que não conhecia o DMR, mas quando soube que o cara que tinha criado o C e o UNIX havia morrido percebi a imensa importância que ele teve para o mundo da Informática.
    Não consigo pensar em nenhum sistema hoje que não tenha alguma relação com essas duas tecnologias.

    • Anônimo

      professor de programação?

      • Não.
        Sou formado em Tecnologia em Desenvolvimento de Sofware.

  • Sem comentarios, o cara era um gênio!

    Agora, será que só eu ri?
    “…E vale sempre lembrar que sem o C estaríamos programando em BASI, OBOL e PASAL….”

    • Daniel Almeida

      Eu também ri dessa, digna de rimshot!

      • Ri tb. Pior que minha mulher queria saber pq? Fiz a besteira de tentar explicar… tsc tsc

        • Luis Eduardo Rodrigues

          Muito, muito bom!!!!

    • Essa dai é velha =) Dos tempos de taglines de BBS.

  • Anônimo

    Pascal é uma linguagem de aprendizado para lógica de programação, sempre foi. Havia uma velha discussão na minha faculdade (e outras tantas) entre ensinar a lógica (pascal) e usar a linguagem que dominava o mercado (C), o problema da segunda opção é que não se sabe quanto tempo algo irá durar no mercado de informática, enquanto a lógica geral dificilmente irá mudar.

    • Também tive Pascal no início da faculdade. Depois tive C por um ou dois períodos.
      A solução que encontraram posteriormente é começar a ensinar primeiro a lógica com Visualg (ou ago do tipo) e depois passar diretamente para o Python.
      Quem entra agora, tem uma grade muito melhor do que quando entrei, pois não perdem o tempo aprendendo tecnologias obsoletas como Pascal e Delphi.
      Ainda considero importantíssimo aprender C, para que o profissional tenha uma noção maior de como as coisas são feitas realmente.

      • Zeck Supernova

        Lembro do termo “Portugol” (PGL)

        • Se não me engano o Visualg e o Portugol são bem parecidos.

    • Cara, que faculdade foi essa que você fez??? Ter dúvidas quanto à longevidade e à utilidade de aprender C é a maior falta de visão de mercado que já vi na vida!

      • Anônimo

        Unisinos, mas isso faz 15 anos, se não me engano substituiram C por Java agora.

        • Mauro Schütz

          15 anos? Entrei lá em 2005 ainda Pascal, tinha C? Java foi apenas em 2008 ou 2009 que coloram lá!

          • Anônimo

            Então voltaram atrás hehe, porque sai lá por 97 e estavam anunciando Pascal para o ano de 98.

        • Também estudei na Unisinos, mas fiz engenharia elétrica. Todas as disciplinas de programação foram em C (O Borland Turbo C para DOS se não estou enganado e isso ao redor de 2001). Não tive problemas pois já tinha algum conhecimento da linguagem, mas tinha gente que nunca programou nem videocassete, esses penaram para entender. Concordo que C não é uma boa linguagem introdutória, pois são muitos conceitos que precisam ser vistos e compreendidos antes de se poder fazer algo de útil com a linguagem, ponteiros é um exemplo típico. Acho interessante a ideia de começar com uma linguagem que tenha uma mecânica mais simples, pode ser até uma linguagem interpretada e que tenha um bom depurador linha a linha, para que o aluno veja bem o que o programa que acabou de criar está fazendo, mas duvidar da longevidade do C é piada, ninguém que se gradua em informática ou engenharia pode sair do curso sem um conhecimento pelo menos mediano de C.

        • Anônimo

          Você está falando besteira aqui…

    • Zeck Supernova

      É cara, acho que todo mundo dessa época passou por isso, mas… a gente se acostuma com o que é ruim né! Depois de um ano de faculdade programando em C eu nem lembrava mais de Pascal, fui ter o “reencontro” no mercado de trabalho, quando precisei arrumar umas cacas de um povo em Delphi num sistema legado (oh lord!).

    • Well Dias

      Uma rápida olhada no TIOBE Programming Community Index, responderia as dúvidas sobre a longevidade do C.

  • Rogerio Duarte

    Parabéns Cardoso por esta pequena homenagem ao Dennis Ritchie. Sou desta época em que 100% dos micreiros eram programadores. Estudei muito C, C++ e sei bem do que seu texto está relatando.

    Sua morte foi uma grande perda…

  • Anônimo

    a matéria de Programação “C” continua sendo a principal matéria para deixar os alunos em DP no 1o ano nos cursos de Informática!

  • Parabéns pelo Post, como sempre sarcástico e inteligente, é ótimo quando esses dois adjetivos andam juntos.

  • Anônimo

    A única parte boa do post foi “E vale sempre lembrar que sem o C estaríamos programando em BASI, OBOL e PASAL.”. Parece o bozo! Super gozado. hiiihalairalairlarialri

  • Cara, eu comecei num CP-500, e hoje, olhando pra trás, vejo o quanto evoluímos e o quanto tirávamos água de pedra.

    Lendo sobre esses caras das mais antigas, fico mais impressionado ainda.

    • André Luis Pereira dos Santos

      Um CP500 da Prológica foi o primeiro micro em que encostei.

      Eu copiava listagens da revistas em Basic nele. Salvava em diskete 5 1/4, já que não tinha HD.

      O OS era o infame DOS 500. (cópia do MS DOS da época da reserva de mercado em que o Brasil “oficializou” a pirataria. Mais ou menos como é a China hoje kkk.

      Tempos heroicos.

      • Radical Livre

        Eu acho que ele o DOS-500, apesar do nome, não era ainda o DOS dos IBM-PC. Estava mais para um OS ‘primo’ do CPM, que esse sim foi chupado pela MS para fazer o IBM-DOS.
        Isso pelo que eu lembro pois, na época, eu também já usava um XT-512 e o DOS dele não era o mesmo sistema operacional (já tinha o prompt C>, no DOS-500 você caia direto no Basic.
        Ou a velhice me trai?

        • André Luis Pereira dos Santos

          O DOS-500 era uma cópia do MS DOS mesmo. Pra usar o BASIC eu precisava carregar ele (Basic).

          Tudo pelos malditos discos 5 1/4 hehehehe.

      • O Sistema operacional do CP-500 (que era um clone do TRS-80 III) era o CP/M e não DOS. Esse micro estranhamente apareceu numa cena do filme Tropa de Elite.

  • Pelo menos na minha faculdade é obrigatório saber C(e bem!), e olha que nem pública é, pena que o C não seja tão bom para paralelismo quanto o Fortran (o qual estou sendo obrigado a usar ¬¬) mas mesmo assim ele é minha linguagem preferida.

  • “(…) dar manutenção em Assembler* é o Inferno, é a Treva. Acreditem, eu sei.”

    Eu também. Bastou um semestre estudando Assembler em Ambientes Operacionais para nunca mais querer ver aquilo de novo na vida. Mas é útil pela didática, assim como o Pascal, que só sobrevive nas universidades por ser ideal para ensinar estruturação e otimização de linhas de código.

    O mundo hoje só se tornou o que é porque DMR e Ken Thompson construíram suas bases e ditaram os rumos que seguiremos para sempre. Seja você PC, Mac ou Linux, tudo tem algo do Unix nas raízes. E os gamers também devem muito a ele, já que o C é uma das linguagens mais utilizadas para programação de jogos.

    Gospeed DMR, and thanks for everything.

    P.S.: em duas semanas perdemos Jobs e DMR, será que Deus mandou atualizar o park do céu (já andaram falando até em “iHeaven”…)? Bem que ele podia levar o Stallman… errr, melhor não.

    • Matheus Silva Santos

      Stallman está mais pro inferno…

      • Por isso eu corrigi, se bem que acho que nem o diabo vai querer o Stallman, a menos que ele prefira wget.

        • Só se ele preferir um cara que escreve textos sobre OpenSource em uma licença que proibe a tradução dos mesmos…

  • Well Dias

    A primeira vez que ouvi falar na linguagem C eu tinha 14 anos e já brincava com o meu surrado MSX que troquei por minha bicicleta. Eu não sabia programação, tudo o que fazia era escrever os códigos das antigas revistas e torcer para ter escrito tudo certo. Uma vez, numa livraria, passei o olho num livro sobre segurança de rede. Era um livro grosso, de capa branca, foi lá que descobri a existência da linguagem C e sobre os sistemas operacionais UNIX. Fiquei impressionado. Era um mundo diferente do que conhecia, quase me senti um hacker por ter acesso a informações muito maiores que eu compreendia. Desde esse dia resolvi aprender a programar em C. Isto foi em 1994, época sem internet, onde computador eram coisas caras que só existiam em grandes empresas. Depois de uns 15 meses procurando, consegui contato com uma pessoa que tinha acesso ao laboratório de informática da universidade próximo de onde morei. Foram necessário 4 disquetes para caber o turbo C, IDE, tutoriais e exemplos de códigos, a primeira cosia que fiz foi imprimir alguns tutoriais na própria universidade. Saí de lá me sentindo o foda (pode falar foda aqui?), eu era a única pessoa no mundo que eu conhecia sobre C e sobre Unix, que possuía, debaixo dos braços, disquetes com coisas que seria até difícil de explicar o que são para os parentes ou amigos. Mesmo não possuindo computador estudei C. Tinha um caderno onde escrevia os programas e executava mentalmente para ter certeza que tudo estava certo. Tudo era incrível.

    • André Luis Pereira dos Santos

      Executar programas mentalmente é um hábito de autênticos programadores C.

      Hoje em dia estão em extinção.

      No meu caso, comecei em 1997 em um 386 da USP com o MS C 6.0 e livros da biblioteca da facul.

      • Well Dias

        Engraçado que isso criou um habito em mim. Quando estou desenvolvendo um projeto, acabo por escrever muito e só então compilar. Um professor meu dizia que programador que é programador não fica compilando nem debugando. Eu acho isso uma grande besteira, não me acho melhor que ninguém. Mas sabe como é a força do hábito né?

        • Antonio Augusto Grisi Pizolato

          Isso me lembrou que professor dizia da diferença entre programador e ‘entendidos a programador’, quem sabe programas sabe documentar todos os passos de seu código para entendimento de outros programadores e cooperação.

          Já os entendidos: compila e testa, compila e testa, compila e testa, até da certo depois que funcionar existe até um dogma não mexa, e se vc pedir para explicar o que foi feito ele vai enrolar e enrolar, e não vai conseguir explicar nada, colaboração entre programadores nem pensar.

      • Harlley Sathler

        Bom, na faculdade só compilávamos qualquer código nos laboratórios. Em sala de aula, exercícios e principalmente provas, era tudo na cabeça!

    • Turbo C não é ANSI, logo não é C (xiitando)

      • Well Dias

        hehehe…
        Na época conseguir um compilador sem conhecer ninguém da área já era um feito. Acha mesmo que estava preocupado se era ANSI ou não? 🙂

    • Mas existiam compiladores C para MSX como o Hitech C, MSX C e o SDCC.

  • Gabriel Arruda

    Se eu conseguisse contribuir 1/2²³² do que esse cara contribuiu para o mundo, já poderia morrer feliz.

    Em relação as reclamações que ninguém chora por ele, somente por Steve Jobs, nada mais normal. Quantas pessoas gostam de computadores/tecnologia e quantas pessoas, ao menos, sabem do que se trata computação?

    É triste, mas não tem como reclamarmos disso, deve ter vários gênios que passam despercebido pela nossa ignorância sobre outras áreas.

  • Essa foi realmente uma perda que eu “senti”.

  • Gabriel Cavalcante

    O texto ficou perfeito Cardoso, parabéns!!!

    Sem dúvida, todos nós que trabalhamos com TI devemos muito a pessoas como ele, que tiveram a visão e a coragem de inovar (mesmo quando o ambiente não propiciava motivação para isso).

    Vai em paz DMR.

  • Tux

    Hahaha, belo texto, informativo e recheado de bom humor.

  • Tux

    Enquanto isso meu C Completo e Total tá aqui do lado e eu criando coragem para devorar as mais de 800 páginas, esse post me deixou inspirado a fazer isso.

    • José Vitor Nonononono

      Esquece isso aí. Leia o K&R. Além de bem melhor, é fininho…

    • Esse livro é uma bosta. Pegue o livro de Kernighan e Ritchie e seja feliz.

    • Existem livros para servir de referência (i.e. copiar código) e livros para você aprender de verdade, como o TCPL. Com a Internet a maioria dos livros-referência, como esse que citou, se tornaram inúteis. Além disso, nunca vi um livro ensinar uma linguagem tão bem quanto TCPL, e em tão poucas páginas.

      Obra de gênios!

  • “E vale sempre lembrar que sem o C estaríamos programando em BASI, OBOL e PASAL.” hahahahahaha

  • Há alguns anos eu estava no segundo ano do ensino médio, já sabia que faria Ciência da Computação. Um amigo que também faria me emprestou um livro, dizendo “Cara, você tem que ler esse livro.” Os autores eram Richie e Kernighan. Me lembro de dar um nó na cabeça no capítulo de “apontadores”. 🙂 O C mudou minha mente, pra um cara que se interessou por programação aprendendo CLIPPER (!!!), era uma mudança leve, mas definitiva.

    Sou novo (22 anos), não conheci o DMR, mas conheci Richie, o “professor” que me aumentou minha paixão por programar. R.I.P

  • Claudio Azevedo

    Valeu Ardoso! Até você sem o C fica ruizinho hein…uheheheheauheuah

  • Ai, me senti “a velha” lendo esse texto, tamanho saudosismo que ele me trouxe.

    Depois de trabalhar com tecnologia, ainda estudei biologia e, hj, sou uma “mera” dona de casa. Mas minha vida profissional começou aí, com C e Assembler (sim, era AssemBLER). Lembranças do técnico, dos projetos de Estrutura de Dados da facul, que eu fazia questão de fazer em C ANSI pra rodar em qualquer OS. Tempos muito bons.

    Não fosse seu jeito de escrever, talvez eu só tivesse lido mais um texto contando parte da história de um cara genial, mas seu texto me transportou além… Obrigada pela experiência!! 😉

  • Adilson Cápua Jr.

    Cardoso… Sempre nos brindando com essas pérolas! Sou mais ou menos dessa geração aí que você citou. Sempre que leio um post seu entro numa nostalgia terrível. Lembro que essa sua frase final era uma “tagline”, que usava muito no meu leitor off-line de mensagens, usando o Telix ou mesmo o Terminate! Muito bom texto… Muito bom mesmo! Parabéns, mais uma vez…

  • Em 1993, o ciclo básico de engenharia da PUC-Rio ensinava Pascal e C. Eu gostava de Pascal, mas estava claro que nao servia para muita coisa séria.
    Agora, no Canadá, encontro uma universidade onde os três sistemas mais importantes ainda em uso, foram escritos em Pro*Pascal (Pascal com pré-compilador para Oracle) e rodam num VAX.
    O povo está suando a camisa para substituir essa tralha toda.

  • Zeck Supernova

    Muito bem lembrado Cardoso, Ritchie merecia mesmo essa singela homenagem. Lembro dos tempos da faculdade, quando estudei C, tive um professor que fez um discurso sobre o DMR, ficou marcado na cabeça da galera.

    “Portanto se Steve Jobs era Harry Potter por conseguir produzir produtos mágicos, Dennis Ritchie foi Dumbledore.”

    Eu ri alto! hahaha

    • Anônimo

      Eu adorei a parte do Dumbledore tb.

  • Eduardo O’Meagher

    Dizem que ao programar em assembly acontecia o seguinte:
    1º dia – Só você e Deus sabiam o que você estava fazendo
    2º dia – Só Deus sabia o que você tinha feito
    3º dia – Nem Deus sabia o que vc tinha feito.

    Por isso surgiu o C.

    • André Luis Pereira dos Santos

      Eu ri muito kkkkkkk.

      Ri por quê além de usar C para construir drivers até hoje, eu também continuo trabalhando com Assembly.

      É a pura verdade o que você disse. 🙂

    • Anônimo

      Assembly: 3 páginas de código pra acender um LED. C é fantástico.

      • Não sei o que vocês tem contra o Assembly…
        Me lembro de criar trabalhar com código em assembly no TK82-C e conseguia fazer o impossível com ele, como emitir algumas notas musicais pela TV mudando a frequência de exibição de imagens na tela.

        Pra cada linguagem tem sua aplicação.

        Sempre gostei do assembly, mas não pro trabalho do dia-a-dia, e sim pra experimentos radicais

  • Maicon Faria

    The C Programming Language ! Eu aprendi aí !

  • Boa época C e Slackware coisa de macho….hahahahahaha

    • André Luis Pereira dos Santos

      E o resto eram apenas mulheres e crianças.

      Os primeiros a embarcarem no salva vidas e que nunca ficavam para ver o combate.

  • Ademir Parmezan

    Uma época boa que não volta mais…hoje falar em assembler é quase que falar sobre uma linguagem extraterrestre.

  • clap, clap DMR

  • André Luis Pereira dos Santos

    Plagiando Carl Sagan em sua dedicatória à Ann no livro/obra de arte COSMOS: “É/foi uma honra compartilhar uma mesma época com você…” DMR.

    exit(0);

  • Radical Livre

    Muito bom, cardoso. RItchie Rules, sempre.

    Eu tenho 25 anos trabalhando com Unix/Linux. Tenho que tirar meu chapéu para este cara…

  • Radical Livre

    Aliás, vamos lá – qual empresa de hoje em dia tem um departamento de pesquisa tão produtivo quanto o Bell Labs da década de 60/70? Impressionante o que os caras faziam…

  • Gostei da analogia Harry/Dumbledore. Casa perfeitamente 🙂

  • Anônimo

    Trabalho em uma empresa onde primariamente se usa Java…. Felizmente uso muito C para meu projeto de Mestrado, é incrível que como os Javeiros apontam para meu monitor fazendo aquela cara: “Nossa uma barata!!”, ops, quero dizer: “Nossa um ponteiro”.

    Infelizmente o mercado está deixando C cada vez mais de lado, hoje se cogita até usar Java para HPC.

  • Acho que a única utilidade do Pascal era de aprender linguagem estruturada de forma didática, uma especie de segundo passo depois do pseudo código. Nos anos 80 essa tarefa era do BASIC que por sinal era infinitamente mais didática, porem os GOTO e GOSUB faziam o pessoal defensor da linguagem estruturada dar chiliques. Tem o Visual Basic, mas existe tão pouco do Basic original nela que o nome nem se justifica.

  • Texto sensacional. Só pra ser MUITO chato, a palavra que você quis usar não é eulogia. Entendo que provavelmente foi uma tradução “de ouvido” de eulogy, mas eulogia é outra coisa. A palavra correta é um elogio fúnebre ou (mais poética) uma elegia. De novo, parabéns pelo texto, como sempre muito bom.

  • Anônimo

    Ótimo texto. Eu me sinto até mais macho lembrando que aprendi a programar em C! 🙂
    RIP, Dennis Ritchie

  • Thiago Henrique Sensato

    Tenho 23 anos, sou formado em Ciência da Computação e lendo este texto eu me senti um imbecil por não ter conhecido antes Ritchie e por ainda não ter começado a estudar C e C++.

    Obrigado Cardoso, seria muita cara de pau da minha parte querer continuar nesta carreira sem conhecer ele.

    E muito obrigado Dennis Ritchie.

  • “linguagem especial para crianças especiais –LOGO” … poxa aprendi na escola LOGO, sério, era o que aprendíamos na aula de informática, aquela tartaruguinha…

  • rodrigo elesbao

    Bem lembrado isso tudo, C é o DNA mitocondrial do que veio depois.
    Quanto ao Assembler: nos 90’s um conhecido meu argumentava que ‘Assembler’ é o cara que manja de Assembly. E fim de papo.

  • Bom, pelo menos foi merecidamente reconhecido, deixa aqui minha humilde homenagem graças a malucos como ele, Dave Cutler, Dou Engelbart, o cara que inventou a arquitetura RISC, e uma série de gênios que n consigo injustamente lembrar o nome que vivemos boa parte dos sonhos do filmes de ficção da década de 50 e 60!

  • SIM, falávamos Assembler. Como foi bom lembrar dessa época, os textos do Cardoso são sempre bons (e alguns segundos depois, esquecer e saber como é bom nosso presente, hehe).

    Comecei com Pascal na faculdade também, e tenho um amigo que ainda insiste em ganhar dinheiro com Delphi… mas, sim, apesar de ser minha primeira linguagem estruturada (“assembler” conta?), todos concordamos que ela é ruim mesmo.

  • Hugo Leonardo

    Outro que infelizmente está próximo de ser empregado pela concorrência

  • Hugo Leonardo

    Outro que, infelizmente, está prestes a ser companheiro de trabalho de Jobs e DMR, é Don Knuth.

    Ele escreveu “The Art of Computer Programming” livro-texto referenciado como fundamental no estudo de algoritmos.

  • Ruy Acquaviva

    Em 1988 eu estava obcecado por fazer programas residentes em memória no PC, influenciado pela mágica do Sidekick. Em assembler era uma coisa complicadíssima, em C eu montei meu primeiro programa residente em memória em minutos.
    Hoje utilizo Linux e fico espantado com a simplicidade e eficiência dos recursos disponíveis em bash na linha de comando.
    A Homenagem a Dennis Ritchie é mais do que merecida. Quando ele morreu houve um tremor na força sentido pelos maiores cavaleiros Jedi da tecnologia.

  • Profissionalweb .net

    Só imagino a inteligência fantástica daquele homem.
    Que volte depressa para continuar a iluminar a tecnologia e a programação.
    Pois ele foi um espírito em missão na terra.

    Cumprimentos
    César Oliveira
    http://www.profissionalweb.net

  • Leandro cordeiro

    Uma vez outra tenho brigas aqui em casa pelas minhas velhas revistas, saia do fliperama e ia rapinar revistas de programação no centro velho…até hoje não aprendi escrever português!!!
    Agora empurrador de mouse essa foi ótima!

  • rogerio peixoto

    Descan-C em pa-IX….

  • Sem ele, não existiria Unix, Linux,Windows, Mac, Iphone . Steve Jobs, não foi tão genial assim como os baba ovos dizem. Roubou ideias também. Dennis Ritchie, criou,desenvolveu e divulgou a linguagem C LIVRE! Foi um gênio e herói!
    Herói porque sacrificou anos de estudos para nos dar de graça uma linguagem poderosa, que levou anos de estudos em sua vida.
    Ai,só não concordo com uma coisa; Hello World em VB 15 MB! msvbvm60.dll = 1.4 MB e executavel 16 KB. compactado fica 16kb. Ta bom, nao usei as primeiras versoes! auhahuahu
    Programo ha 12 anos, Assembly, C/C++ e VB. Mas c, é imbatível.

  • Anônimo

    “Empurrador de mouse”: xingamento aprendido com sucesso.

  • Hilda Romero

    Parabéns pela reportagem! Precisamos enaltecer os gênios da informática. Os jovens precisam conhecer os que pensaram, criaram e idealizaram esse mundo fantástico.

  • joão neder

    Parabéns! É o melhor texto que já li aqui no Meio Bit.

  • Sem o C estariamos Agados,Anfusos, oesos. lingauem de programação é tudo. desculpem a brincadeira apenas sou leigo rs mas é bom saber disso tudo ^^

  • Fabiane Lima

    “Hoje a instância do Windows Live Writer que uso neste momento está endereçando 71MB”

    O Naftali falou que é porque foi escrito com .Net Framework, mas se fosse em C…

  • Xiko do Couto

    KKK BASI, OBOL E PASAL!!! KKK

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