Produtoras mimam demais os jogadores

Por: em 04/12/09 na(s) categoria(s): Indústria, Miscelâneas


A velha discussão sobre a facilidade encontrada nos jogos atuais esta de volta. Quem resolveu levantar a questão dessa vez foi Adrien Cho, produtor do promissor Mass Effect 2. Para ele, os novos desenvolvedores de jogos estão facilitando muito a vida dos jogadores.

As vezes acho que estamos mimando demais os gamers. Recentemente, um jogo como o Demon’s Souls é fantástico porque quando você morre, quando você falha, não é porque o jogo era comum, normalmente é porque você não fez algo corretamente.

Isso nos leva de volta aquele mecanismo de aprendizagem do ‘Bem, eu tentei isso – não funcionou. Dessa vez tentarei algo diferente.’ E pensei que isso deveria estar no Mass Effect 2. Nós não queremos que ele seja uma molezinha.

Penso que ele tenha razão. Além de suas inúmeras qualidades, o Demon’s Souls ficou marcado também pela sua dificuldade muito acima da média e a maioria das pessoas que o jogaram afirmam que esse medo de dobrar a próxima esquina é algo que aumenta muito a imersão (e a diversão).

Resta saber se o número de vendas do seu jogo não será afetada pela prometida dificuldade. Gostemos ou não, a maioria não gosta muito de morrer uma vez atrás da outra.

dori_me2_04.12.09

[via Video Games Daily]

  • http://blog.arttibyte.com/ cfe.santos

    Acho que complicado falar sobre isso, a pessoa escolhe tal jogo pela sua jogabilidade seja ela easy ou hard. Na minha opinião, o que torna um jogo dificil seri os “puzzles” mas ai entra um pocuo a questão de gênero, e por ai vai, seria como discutir sexo de anjo.

  • Sebastiao coelho

    Sempre achei que essa facilidade dos jogos atuais era mais uma questão mercadológica. quanto mais rápido se terminava um jogo, mais rápido um jogador gastaria dinheiro comprando um novo.

    Claro que não acho que toda empresa que faz isso. hoje estão todas em busca de um multiplayer sólido. mas no início da geração ps2 era essa a impressão que tinha.

     

     

  • Alexandre h

    Para mim, para um jogo ser bom , ele precisa:

    - Não ser repetitivo

    - Ter dificuldade mediana

    - Não ser curto

    Meu caso mais recente foi Max Payne, no qual me decepcionei pelo fato dele ser curto demais (pelo menos pra mim).

  • Krash Destrutor

    Bons e velhos tempos de Ghouls’n'Ghost, pra terminar precisava passar por todas as fases duas vezes.

    Pra não falar de Battletoads }:)

    Realmente, acho que os jogos hoje em dias estão ficando fáceis demais. As produtoras deveriam gastar menos tempo inventando achievements inúteis (como coletar bandeirinhas em Assassin’s Creed) e pensar em como deixar os jogos mais desafiadores sem torná-los frustrantes.

  • JayShaman

    Ainda bem que estão ficando mais fáceis, não tenho mais tanto tempo de sobra para tentar (e morrer tentando) ultrapassar o mesmo obstáculo repetidas vezes  :D

  • Geovani

    [quote=Alexandre h]Para mim, para um jogo ser bom , ele precisa: [...]

    - Não ser curto[/quote]

    Mas também o aumento do tempo de jogo não deve ser às custas de a gente ter que ficar horas procurando negócios escondidos, os quais só dá para encontrar meio que adivinhando onde estão… Tipo ‘cadê a chave dessa porta de madeira que nem meu anti-tanque é capaz de destruir?!!?? Aaaaaahhhh, vou ter que voltar e olhar em tudo que é lugar de novo!!!!‘ (Tem um monte de jogo que faz isso para ficar artificialmente “mais comprido e difícil”).

  • Geovani

    Holy Diver do NES que me traz boas memórias do absurdo que era a dificuldade dele, e nem mesmo hoje em dia consigo chegar longe jogando normalmente…

    O problema é que muitos jogos de antigamente acabavam sendo difíceis demais simplesmente por não terem passwords nem saves – ficar o dia inteiro jogando e ter que deixar o console ligado para descansar era muito ruim.

  • Alexandre h

    Então, eu concordo com isso.

    Mas é como eu disse antes. no caso do Max Payne. é um jogo muito bom, porém acaba muito rápido. Ele não possui enigmas e coisas a serem descobertas, dessas que travam a gente, mas tem poucas fases.

  • http://www.unfear.com.br unfear

    Isso muito bom, gosto que os jogos tenham uma dificuldade decente, é maravilhoso quando você consegue superar esta dificuldade, mais um bom motivo para que este ME2 seja memoravel, prefiro que pequem pelo excesso.

  • warbeethoven

     Extremos podem atrapalhar, mas no geral acho que não influencia muito. Esse post me lembrou o torturantemente divertido Azure Dreams.
    Mas realmente jogo bom e curto é uma tristeza.

  • hyperfreak

    A maior crítica ao Mirror’s Edge é que se torna repetitivo demais (várias e várias tentativas para descobrir o caminho correto). Então por um lado temos jogadores reclamando de jogos muito fáceis. Por outro temos um jogo com uma nota relativamente baixa (o que também se reflete em vendas) por conta de uma dificuldade mais elevada. Vai entender…  :?

  • Krash Destrutor

    Eu lembro de uma vez que eu e meu irmão passamos o fim de semana inteiro tentando terminar Black Belt de Master System (ou era do Mega Drive? Agora não lembro…) e a penúltima chefe era uma apelona chamada Rita. Quando finalmente conseguimos derrotá-la começamos a gritar eufóricos “Matamos a Rita! Matamos a Rita”, e nisso ia chegando meu tio com sua nova namorada, que se chamava… Rita.  :D

    Mas acho que os jogos eram mais difíceis antigamente porque não tínhamos 50 lançamentos por mês, então os jogos tinham que durar mais tempo. Se ganhava dinheiro com aluguel de jogos também, então não era interessante que o guri terminasse logo, e sim que voltasse a alugar o jogo. Hoje o modelo de negócio é diferente, então jogos fáceis atraem mais jogadores porque eles terminam logo e passam pra outro.

  • Geovani

    Hah, kkkkk! Pelo que pesquisei, esse Black Belt (Hokuto no Ken) era do Master System mesmo. Porém eu nunca cheguei a jogar, pois na época tinha um Dynavision, daí fui para o Mega Drive e então o SNES…

    Sobre dificuldade, considerando os consoles que tive, para mim os jogos começaram a ficar mais fáceis a partir do Mega Drive, na época de ouro das locadoras de jogos (mas tinha uns bem difíceis, como o Contra Hard Corps não-japonês, Shadow of the Beast e Batman & Robin – que era completamente diferente da versão para SNES). Até me lembro de o quão satisfatório era a sensação que meus amigos e eu tínhamos ao cumprir algo (tá, algo bem simples, mas criança né), no caso finalizar/zerar jogos com mais frequência – uma sensação bem melhor do que simplesmente ficar sentado na frente da TV esperando passivamente um filme ou programa terminar.

    Então, eu sei bem como faz diferença jogos com dificuldade na medida certa; finalizar jogos com um certo desafio traz uma satisfação bem maior do que jogos em que a gente não chega a lugar algum dentro de um período razoável, ou algo fácil demais que nem tem graça. Satisfação maior = maior interesse no produto em questão, o que resulta em mais vendas. O problema é achar essa “medida certa” para um grupo cada vez mais heterogêneo de pessoas; seletores de dificuldade ajudam de certa forma, mas é difícil para o jogador saber qual é a opção certa para ele, e o que o desenvolvedor quer dizer exatamente com o “Easy / Normal / Hard” no jogo em questão.

  • Nanz

    Quando eu era mais novo eu valorizava bastante esse fator de dificuldade. Hoje em dia eu gosto de um jogo que tenha uma dificuldade mediana (que não me faça passar papel de idiota mas que também não me deixe arrancando os cabelos), o fator principal é divertir.

  • lscalado

    “Tipo ‘cadê a chave dessa porta de madeira que nem meu anti-tanque é capaz de destruir?!!?? Aaaaaahhhh, vou ter que voltar e olhar em tudo que é lugar de novo!!!!‘”

    Seria toda a série Resident Evil? Por que você com um lança granadas não abre uma portinha de madeira!

  • rafael.lehmkuhl

    Achei o COD MW2 no modo Veterano bem legal, passou uma dificuldade boa, não daquelas de “ah, não quero mais jogar”, mas uma do tipo, “dessa vez vou pelo outro lado”.

     

  • thE Masterkey Blaster

    hauauhauahu… também passei por esse no meu Master System…

    mas meu pai ficou feliz da gente matar a Rita :D … rofl

  • thE Masterkey Blaster

    então aí é que está o negócio. Existe a diferença entre ser difícil e ser repetitivo. Não joguei Mirror’s Edge, mas muitos dos jogos recentes que joguei, e que as pessoas falam são difíceis, na verdade, são é repetitivos. Não são mesmo difíceis, só… chatos.

  • http://www.vidadegamer.com.br Dori Prata

    Eu vi várias críticas ao Mirror´s Edge, mas eu jogeui do início ao fim e gostei muito do jogo. A imersão proporcionada é incrível.

  • Cazu

    Concordo com a parte torturante do Azure Dreams, mas não achei divertido. Pelo contrário, achei o jogo extremamente repetitivo, tanto é que não consegui chegar ao final por não suportar mais ver andares e andares da mesma coisa.

    Um outro jogo que segue mais ou menos essa mesma idéia é o Chocobo Dungeon, mas esse pelo menos possui alguns personagens diferentes no decorrer do jogo, o que o torna um pouco menos repetitivo.