Quando o assunto é Star Wars, Disney não é nada boazinha com donos de cinemas

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O fim do ano está chegando, Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi estreia no Brasil no dia 14 de dezembro e todos os envolvidos esperam fazer muita grana com a película, desde a Lucasfilm aos donos de salas de cinema. Só que estes sentem a mão pesada da Disney no que tange à divisão da renda, e na posição de empresa que mais faz dinheiro com a Sétima Arte ela se dá ao luxo de impor regras duras e claro, reverter mais grana para si do que o normal.

Desde Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força a Disney impõe condições severas para que os proprietários de salas de projeção sejam qualificados como aptos a exibir os filmes passados há muito tempo atrás numa galáxia muito, muito distante, e a principal diz respeito à fatia que cada uma das partes embolsa: é prática normal a distribuidora ficar com 55% da bilheteria, enquanto as salas embolsam os restantes 45% mas no caso de Star Wars, a Disney morde um pedaço maior. Tanto no filme de 2015 quanto em Rogue One: Uma História Star Wars a companhia ficou com 64% da renda bruta, deixando 36% para seus parceiros comerciais. Não obstante ela exige a reserva das maiores salas para a exibição dos filmes por quatro semanas, dessa forma garantindo que os filmes da franquia recebam o melhor tratamento possível.

Só que agora a Disney alterou o acordo (e os donos de salas que rezem para que ela não o altere ainda mais): não apenas a gigante do entretenimento irá embolsar 1% a mais com Os Últimos Jedi, ficando com 65% da renda como estipulou uma cláusula em que caso haja descumprimento das regras, será aplicada uma multa adicional de 5% sobre a renda com os ingressos.

Isso aí, se algum dono de cinema pisar na bola o Mickey embolsa 70% da bilheteria do filme.

Cenas Exclusivas – Star Wars: Os Últimos Jedi – 14 de dezembro nos cinemas

Falando francamente, não há nada que os donos de salas de cinema possam fazer para reverter essa situação: hoje a Disney é a companhia que mais lucra com projeções no cinema, só no ano passado ela ficou com 26,3% do market share nos Estados Unidos e, desnecessário dizer, ainda que com tais regras a franquia Star Wars rende muita grana às salas de projeção. Há uma geração inteira que está descobrindo a série agora, os fãs de longa data e o capricho que a Disney tem com as novas obras da franquia é total, o que leva a excelentes produções e sucessos arrasadores de bilheteria.

Resultado: O Despertar da Força rendeu US$ 2 bilhões e Rogue One, US$ 1 bilhão. Não é bonito, mas é totalmente compreensível a Disney querer mais grana e por ela estar em uma situação de controle total da situação, tendo a faca, o queijo, o Mickey e o gato na mão ela ditará as regras do jogo e quem não quiser jogar, é só não exibir os filmes. Só que quem em sã consciência vai fazer isso? Ainda que reverta uma fatia menor da bilheteria, Star Wars ainda é uma mina de ouro para as salas de cinema.

No fim das contas, negociar é fácil quando você é o estúdio de cinema mais poderoso e lucrativo do momento ou como o Cardoso diz, um gorila de 800 kg.

Fonte: The Wall Street Journal (paywall).

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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