Sony e IBM chutam o balde e apresentam fita magnética que armazena até 330 TB

O pensamento normal das pessoas é de que quando se trata de backup, SSD é a palavra de ordem. No entanto isso só vale para o usuário final, grandes companhias que dependem de quantidades mastodônticas de dados armazenados ainda confiam e muito nas fitas DAT.

As primeiras fitas magnéticas como mídia de armazenamento surgiram nos anos 1950 e por muito tempo foram a única forma de guardar dados, fosse você uma empresa ou um usuário. Os primeiros computadores pessoais usavam a boa e velha fita cassete (disquetes eram caros), que embora a velocidade fosse risível elas eram baratas e duráveis. As fitas DAT são bem mais confiáveis que um HD ou um SSD, podem armazenar muito mais dados (as primeiras comportavam até 2 MB, o que era uma quantidade de informação absurda para a época) e por isso mesmo, gigantes como IBM e Sony continuaram investindo no formato.

Em 2014 as duas apresentaram uma nova mídia magnética capaz de armazenar 148 Gb/pol2, o que em termos gerais levaria a uma fita convencional com suculentos 185 TB de espaço. Só que o progresso não para, há sempre demanda por mais dados e agora saíram com uma nova mídia com capacidade de arquivar 201 Gb/pol2. Isso significa que uma fitinha DAT básica pode comportar nada menos que 330 TB de dados brutos. Agora imagine quanto ela pode arquivar de dados comprimidos.

Dr. Mark Lantz, um dos pesquisadores do projeto apresenta um fragmento da nova mídia magnética: 201 Gb/pol2

A equipe de pesquisadores da IBM Research e da Sony Storage Media chegaram nesse resultado em três etapas:

  • primeiro, reduzindo o espaço entre a superfície da fita e a cabeça magnética, o que aumenta a densidade, só que uma menor distância aumenta a fricção e prejudica o resultado final. A solução foi empregar um novo processo de fabricação das fitas com um novo material lubrificante, que ao mesmo tempo reduz a fricção estabilizando o processo de gravação e aumenta a durabilidade do material;
  • segundo, empregando uma tecnologia melhorada de servomotores capaz de posicionar a cabeça de gravação com uma precisão de 7 nanômetros; com isso é possível escrever 246.200 trilhas por polegada, o que é informação para cacete;
  • por fim, algoritmos de processamento melhorados de modo a captar mais dados através de princípios de predição de dados baseados no ruído, aumentando a fidelidade e reduzindo a perda.

Claro que para um usuário comum o uso de fita como mídia principal é inviável, a latência é horrível e por se tratar de uma mídia linear, se você quiser recuperar um dado no fim da fita você vai ter que esperar a leitura completa, no entanto sua aplicação para backup de larga escala é inquestionável. Empresas de monitoramento, que não dependem de dados disponíveis imediatamente são um bom exemplo de uso mais adequado da fita DAT do que um servidor tradicional, ou mesmo a nuvem.

Além disso estamos falando de uma mídia de quase SETENTA ANOS, que nunca saiu de cena e pior, continuou evoluindo conforme os anos se passaram conforme o quadro mostra abaixo. A tendência é conseguir enfiar cada vez mais dados nas fitas, portanto não estranhe se um dia ouvirmos falar de outra mídia magnética ainda mais poderosa.

Não há previsão de quando a nova mídia chegará ao mercado nem de quanto será o custo, embora o valor base do terabyte por polegada ajude a reduzir o preço final; no entanto, dada a demanda das empresas para fugir de outras alternativas de armazenamento não deverá demorar para essas super fitas DAT chegarem ao mercado corporativo.

Você confere o artigo completo aqui.

Fonte: IBM.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Só que a DAT não se usa mais faz tempo, nem chegou no TB. Até onde eu sei o canal, hoje, é LTO, isso se não tiver uma mais porreta.

    • McLovin

      Ao que parece este é um outro formato, proprietário.

    • Kirk

      É verdade. Utilizávamos DAT na empresa, mas descontinuamos por falta de unidade para reposição e mídias. Isso porque moro em SP. Já as LTO ainda estão a venda, mas são bem caras. Resumindo, buscamos outras alternativas. Acho que muita gente ainda fala DAT por ser o primeiro padrão de fita a ser difundido no mercado.

      • Lucas Timm

        Teve muita gente que se fodeu porque os formatos mudaram, as fitas pararam de ser produzidas, drives vão estragando, e depois tu não tem como recuperar as informações daquela biblioteca.

        Trabalhei numa empresa que havia uma coleção imensa de SuperDLT. Ótima fita, btw. Aí a HP comprou a Compaq, as pesquisas continuaram acontecendo por um tempo, até que chegou o ponto que eles descontinuaram todo o hardware. Continuaram fazendo novas fitas por um tempo, mas aí também pararam. Tinhamos 3 drivers, 1 DLT, 2 SuperDLT. Quando o primeiro SuperDLT morreu, já começamos a abrir todos os cartuchos e passamos o que deu pros, na época, novíssimos, LTO4..

  • Primeiramente, desculpem….

    ….mas a IBM tá bem na fita!

    …me matem…

    • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

      10/10

    • Porra como eu não pensei nessa!

    • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

      Fita é o K7…

      • Apenas aos olhos que te fitam…

      • McLovin

        Boa… 9/10

        • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

          Pena que metade da galera não vai saber do que se trata kkkkk

          • Aqui? Claro que saberão! Só tem idoso!

            *Zanac feelings*

          • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

            Achei que aqui tinha uma galera no nível pós-fralda típico do G1z

          • O trocadilho foi tão forte….. tipo uma fonte da juventude….

      • ffcalan

        é fita pra k7.

        …..não. ok

      • Henry

        DAT joke, man!

    • McLovin

      10/10

    • Fernando Silva

      matem-me*

    • OverlordBR

      O ODZ tá muito enraizado dentro de você, Epic.

      • Infelizmente a situação atual deste momento de hoje em dia agora não me permite que pare com meus trabalhos extra pra voltar a me dedicar ao antro de gente anormal que é lá…

        Mas deixo essa mandioca pra você, se assim almeja…

    • Felipe Braz

      Péssimo kra…. 9/10

    • Nícolas Wildner

      Humor de nível ALTO 6 viram?

      • …nuss… bring a tankard for this man!

      • Lucas Timm

        VAIT 5e a merda com essas piadinha sem graça de nome de fita

        • Nícolas Wildner

          QIChucro que você está hoje…

          • Lucas Timm

            Taí, essa porra eu só vi uma unica vez. E era uma fita de *instalação* do SCO Unix. Mais raro até que as IBM 3590 (essa pelo menos eu vi uma fitoteca cheia)… Devo ter a foto da QIC em algum lugar.

          • Nícolas Wildner

            Vi uma dessas QIC na época que estagiei no Ibama(a uns 13 anos atrás)… Aqui na empresa os saltos foram de DAT(direct attached – SCSI) para LTO3(direct attached – SCSI) para LTO6(LUN na SAN).

            A LTO6 conseguimos pegar na rabeira do lançamento(íamos pegar a 5)…

  • Jonatas Afonso

    Dizem que o Laguna tem umas 4 dessas só com material educativo 😛

    • Leonam Ramos Folí

      e o Cardoso umas 2 só com fotos da luciana vendramini

  • Rodrigo Primon Savazzi

    Saudades de programar em Color BASIC no CP 400 e salvar em fita cassete…
    (Mentira. Era uma merda de tão lerdo e quase sempre dava erro.)

    • Luiz Claudio Eudes Corrêa

      Essas velharias me dão uma nostalgia de tempos mais sombrios, por falar nisso, quando sai a próxima temporada de Halt And Catch Fire?

    • Cocainum

      Pro MSX eu tinha um gravador específico da Gradiente só para dados e que, segundo eles, funcionava melhor para esse tipo de tarefa do que os gravadores genéricos. Não sei se tinha diferença mesmo ou era só caô. Pelo menos era menor e mais bonito que os gravadores comuns.

      • Luís Eduardo

        Bem mais. Até hj ele parece alguma coisa (que nenhum adolescente vai entender) atual.

  • OverlordBR

    Projeto “Baixando todo PR0N da Internet” de volta!

  • Robson Nascimento

    Eu prefiro os bons e velhos .tar. Todo lugar em que os logs eram armazenados em fita, sempre tive que enfrentar uma puta burocracia para consegui-los.

    • Davi Leichsenring

      o que tem a ver compressão tar com armazenamento em fita?

      • Robson Nascimento

        Prefiro um servidor com uma pasta onde os arquivos de log estão zipados a logs armazenados em fita. A burocracia para pegar esse logs é sempre maior. Isso o que quis dizer.

      • Lucas Timm

        Primeiro, tar não é compressão.
        tar == tape archive. É só uma organização linear de um conjunto de arquivos ou de um diretório — quando tu não direciona ele pra uma tape output, tu pode direcionar para um novo arquivo (algo extremamente normal no Unix, e acredito que tu saiba fazer). Não tem compressão aí. Semelhante a ele também existe o cpio. Já fiz muito backup com tar -tvf /backup /dev/st0. 😉

        Já a compressão é adicionada com o gz (Gzip) ou bz2 (Bzip2). Sempre alardearam que, comprimindo, na fita, cabe até o dobro da capacidade original. Nesse video mesmo o cara fala isso. Na prática, hoje em dia, tudo já é comprimido em .zip, então tem bem pouco espaço ganho num eventual backup em fita. A performance mesmo pra tentar recomprimir um arquivo já comprimido é tão baixa que nem vale a pena na minha humilde opinião.

  • Cássio Amaral

    Fitas DAT? Que eu saiba, armazenamento de grande volume de dados à longo prazo é feito com fitas LTO Ultrium.

  • Cocainum

    Finalmente vou poder fazer o download da internet…

  • O maU elementaU

    Nao e dat, mas lto.

  • Daniel Cenoz

    O backup da pasta vídeos/férias/pordosol/vovó/gatinhos/patterns/temp/horse está garantido!!!!

  • chadefita

    MIK1
    MIK2
    MIK3
    MIK4
    MIK5
    MIK6
    MIK…

    kkkkkkk

  • Rafael Rodrigues

    “O pensamento normal das pessoas é de que quando se trata de backup, SSD é a palavra de ordem

    Oi???????

    • Salles Magalhaes

      Eu tambem nao entendi essa…

    • Alexandre Fabian

      Comprando um SSD pra fazer backup do meu HD…

      • Thiago Leal

        This no make sense. Comprar um HD Externo para fazer backup, this make sense.

    • Andre

      E ainda por cima na primeira frase! Até desanima o sujeito de ler o resto (que está muito bom).

  • Sou louco pra ter uma unidade que seja LTO 3

    • Hugo Vinícius

      Antigamente existiam unidades de fitas DAT conectadas via USB. Eu dei uma pesquisada rápida e observei que todas as unidades LTO são SAS. Vc sabe me dizer se tem alguma LTO USB?

      • Existem drives LTO 5 USB 3, são bem caras, mas imagino que são bem versáteis.

        Eu até animava de comprar uma DAT SCSI, o problema é a capacidade de cada fita.

  • Well Dias

    Entrei para a área de TI em 93. Os computadores da empresa que comecei minha carreira nem tinham HD, era tudo nos disquetes flexíveis. Não sei vocês, mas não tenho saudades nenhuma.

    • Oberaldo Gilmentoo

      A saudade evocada por essas coisas não é propriamente de ter que usar um disquete para dar boot, e depois trocar por outro disquete com o editor de texto, usando um monitor CGA 12″ de fósforo verde e uma impressora matricial Rima.
      A saudade de todo o contexto, dos vinte anos, da autora da vida que os anos não trazem mais…

  • Oberaldo Gilmentoo

    Eu tinha e tenho um medo paranóico de fitas, eu simplesmente não consigo entender como alguem pode confiar nisso! Acho muito frágil, uma película finíssima que sofre um stress mecânico considerável; se arrebentar eu não creio que seja viável emendar com durex (fitas de áudio podiam ser emendadas facilmente; fitas de vídeo também podiam, mas não tão facilmente).
    É tipo medo de avião… por mais que haja argumentos objetivos a favor, não consigo achar seguro fazer backup em fita…

    • jacob

      Se você for parar pra pensar, não existe nenhum método realmente seguro para armazenamento. HDs a cada dia ficam mais complexos e suscetíveis a problemas, SSDs ainda são caríssimos pra grandes quantidades de dados e apesar de mais confiáveis, ainda podem apresentar problemas, além da recuperação de seus dados ser uma tarefa bem complicada, pra não dizer quase impossível. Mídias óticas graváveis não merecem nem citação, possuem pouco espaço e não duram nada. Resta a fita, que apesar de todos os seus problemas, ainda é o meio de armazenamento em massa mais confiável a longo prazo.

    • Doomed

      O único meio realmente seguro é: redundância.

  • Dou uma e se for bom dou mais

    Se com um HD normal já é foda… Imagina carregar um mapa em Fallout 4 com essa trosoba.

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