Agora vai: Prince está voltando aos serviços de streaming

Enquanto vivo Prince não gostava da internet, isso é fato. Ele não só disse que a rede estava acabada como declarou guerra contra aos fãs, e num último momento removeu todo o seu acervo de serviços de streaming. Apenas o Tidal manteve suas músicas e a Google Play Store, assim como o iTunes apenas vendem as versões digitais. Execução online mediante assinatura de um serviço? Nope.

Só que O Artista se foi, e chegou a hora de capitalizar em cima agora que ele não pode mais atazanar ninguém (com exceção da Locadora).

Nos últimos meses os controladores do espólio de Prince vêm negociando com os serviços de streaming para permitir que seu acervo possa voltar a ser disponibilizado para os assinantes. Os álbuns lançados sob a Warner Music Group serão reintroduzidos no Spotify, Deezer, Google Play Music e Pandora entre outros, bem como finalmente fará sua estreia na Apple Music. Já as demais composições, algumas independentes ainda estão sendo negociadas.

A data do retorno de Prince ao streaming, 12 de fevereiro não foi escolhida a esmo: é o mesmo dia do Grammy Awards, a maior premiação da indústria musical.

A decisão d’O Artista em remover suas músicas dos serviços de streaming pegou carona no movimento de Taylor Swift, quando esta declarou guerra à Apple Music e similares dizendo que o valor que recebia pela execução de suas canções era insuficiente. Prince dizia que o streaming permitia que as gravadoras ganhassem duas vezes (o que é verdade) enquanto os músicos ficavam com a menor fatia do bolo. Adele também embarcou na onda e não disponibilizou seu último álbum para execução online, apenas venda.

Vendo pelo lado dos artistas, é compreensível que eles desejem exercer mais controle sobre suas músicas e obviamente, queiram mais dinheiro. O Spotify já foi acusado pelas gravadoras (o que não pode ser levado muito a sério, dado o histórico) de que paga uma ninharia por execução de música e obviamente, tentam há tempos sabotar o serviço tentando inclusive atomizar a modalidade gratuita a forçar todo mundo a pagar para ouvir suas músicas favoritas. O Apple Music, por exemplo só oferece um período de testes e nada mais; quem quiser continuar utilizando-o deve abrir a carteira (e tal modelo de negócios está prejudicando a concorrente).

Ainda que não sejam todas as músicas, os fãs do Prince poderão muito em breve ouvir alguns de seus grandes sucessos em seu serviço de streaming favorito, algo que muita gente desejava durante esses 19 meses de ausência. Melhor do que nada.

Fonte: New York Post.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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