Google Play Music e YouTube Red serão fundidos num só serviço

O Google enfim resolveu uma antiga confusão/redundância ao anunciar a esperada fusão do Play Music, seu serviço de streaming e venda de músicas com o YouTube Red, a versão paga de sua plataforma de vídeos que oferece uma experiência sem anúncios e conteúdos exclusivos.

A notícia não gerou nenhuma surpresa, visto que o Google já havia unificado os times de ambos serviços no início do ano. A questão principal na verdade é “por que demoraram tanto?”, visto que de certa forma uma canibalizava a outra e por causa disso, ambas não conseguiam crescer. O chefe da divisão de música do YouTube Lyor Cohen confirmou, durante evento realizado em Nova Iorque que a decisão de unificar ambos produtos num só e cobrar uma única assinatura dos assinantes foi tomada de modo a aumentar a base instalada, atraindo dessa forma novos usuários.

A bem da verdade o Google tomou uma série de decisões desastradas nas duas frentes. Embora o Play Music seja um serviço já estabelecido, ele nunca conseguiu fazer frente ao Spotify por fatores como interface confusa, sistema de recomendações fraco (não que seu principal concorrente seja muito melhor, o Spotify simplesmente ignora o gosto musical do usuário) e promessas de novas funcionalidades que nunca chegam, como o suporte a podcasts em outros mercados que não os Estados Unidos e Canadá.

A ausência em mais mercados é justamente o calcanhar de Aquiles do YouTube Red, que mal atingiu a marca de 1,5 milhão de assinantes em seu primeiro ano. Também pudera, o Google só o lançou nos EUA, Austrália, Nova Zelândia e México e embora fosse um serviço criado para atrair os usuários de bloqueadores de anúncios com produções exclusivas e outras vantagens, algumas de suas particularidades eram concorrentes do próprio Play Music como execução de vídeos com a tela desligada, que de certa forma é o mesmo que streaming de música.

Cohen diz que a unificação também servirá para o Google melhorar o diálogo com as gravadoras, que não gostam nem um pouco da política da empresa de não pagar royalties em hipótese alguma; artistas e detentores de direitos autorais, sejam eles quem for só recebem o dinheiro dos anúncios e há iniciativas para mudar isso. Oferecer uma plataforma unifica que entregue uma experiência melhor de uso, mais acessível e com conteúdos exclusivos direcionados pode aumentar o comprometimento dos usuários e por consequência, se reverter em mais dinheiro para o Google e seus parceiros comerciais.

O Google informa que avisará aos usuários sobre as mudanças conforme elas forem implementadas, por exemplo como o novo serviço será apresentado; no caso do Brasil, entretanto não há perspectivas de quando as funcionalidades do YouTube Red ou do Play Music não implementadas no país chegarão por aqui.

Fonte: The Verge.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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