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Não gostou do YouTube Red? A culpa é sua (e do AdBlock)

Segundo PewDiePie, uso desenfreado de bloqueadores de ads levaram à criação do YouTube Red; a tendência é só piorar daqui em diante

4 anos atrás

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Muita gente não gostou do YouTube Red, o plano de assinatura do serviço de vídeos do Google: de usuários a produtores de conteúdo, muita gente ficou com o pé atrás. Enquanto os YouTubers não têm garantias de quanto dinheiro vão receber do tal repasse que o Google prometeu (sem contar que são obrigados a aderir ao plano ou todos os seus vídeos serão marcados como privados), o público não gostou nada de ter que desembolsar US$ 10 por mês para ter acesso não só a vídeos sem ads, mas a conteúdo exclusivo que será produzido pelos principais canais da rede.

Só que segundo Felix “PewDiePie” Kjellberg, o YouTuber mais famoso e rico do mundo a culpa do serviço existir é do próprio usuário, por ter abusado se programas que bloqueiam ads. E considerando o andar da carruagem é tendência é que as coisas só piorem daqui em diante.

O lançamento do YouTube Red nos Estados Unidos no último dia 29 (não há previsão de quando ele chegará ao Brasil, mas quando o fizer ele obviamente contará com conteúdo protegido pelo paywall e exclusivo de nossos próprios YouTubers famosos) causou diversas reações do público. A grande maioria não gostou nem um pouco de ver seus principais canais aderindo ao programa (como se tivessem escolha) e criando conteúdo que demanda pagamento para ser acessado. Num cenário onde muitos apelam para o AdBlock Plus e similares para evitar ver propagandas no YouTube, abrir a carteira está fora de cogitação.

Isso, porém traz consequências, como PewDiePie lembrou em um texto publicado semana passada em seu Tumblr quando o YouTube Red entrou no ar. O fato é que o serviço não dá lucro para o Google, na verdade os custos para manter o YouTube no ar não são cobertos pelos caraminguás que recebe da veiculação de propagandas (imagina se Mountain View tivesse que pagar royalties...). Assim, não é preciso ser gênio para entender que a criação do paywall não era uma questão de “se”, mas de “quando”.

Isso posto PewDiePie colocou o dedo na ferida e foi direto: a culpa pela criação do serviço de assinatura é do próprio usuário, já que ao conduzir uma pesquisa no Twitter constatou que 40% de seu público usam programas que bloqueiam ads. Isso significa que não só o produtor de conteúdo deixa de ganhar muito dinheiro, como o Google também. E isso não é aceitável.

Assim o YouTube Red nasceu como uma forma de contra-atacar o AdBlock Plus e similares, e que “usar tais programas trazem consequências”. O grande problema é que se formos considerar a posição de PewDiePie, que não sofre com a falta de retorno dos ads por conta do volume assombroso de visualizações que seus vídeos possuem, por outro lado isso é devastador para produtores menores e um cenário desagradável para o Google, que precisa fazer dinheiro como qualquer empresa.

O que o futuro nos reserva? O cenário não é muito favorável para quem não quer pagar. A tendência é que cada vez mais produtores, principalmente os de canais menores apelem para o paywall para fazer dinheiro, compensando o que perdem para os bloqueadores de ads. O YouTube vai se encarregar de estimular isso, portanto quando o Red chegar ao Brasil não se espantem se novas atrações do Porta dos Fundos, do Cauê Moura ou do Jovem Nerd demandarem a assinatura, embora acredito que muita gente vá recorrer à Locadora para resolver a situação.

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