O Nintendo Switch de fato não terá gráficos no nível do PS4 ou Xbox One

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Que a Nintendo não persegue performance há tempos a gente já sabe, mas acreditava-se que depois dos fracos resultados do Wii U a companhia japonesa mudaria tudo e tentaria em seu próximo console uma solução mais poderosa, que rivalizasse com seus principais concorrentes.

Então… não vai acontecer. Segundo informes o Nintendo Switch não é tão poderoso quanto o PS4 ou o Xbox One (e me refiro às primeiras versões), mas isso faz parte do plano.

Quando a nVidia anunciou seu envolvimento no novo console da Nintendo, diversas especulações foram levantadas quanto às suas capacidades gráficas. A casa do Mario não tem perseguido performance de ponta desde o GameCube, se reservando a apenas atualizar levemente seu hardware e posiciona-lo no mercado com funções e recursos inovadores, seguindo a cartilha do saudoso Gunpei Yokoi: “desenvolvimento lateral com tecnologia existente”, adaptar e melhorar o que já está disponível e colocar no mercado com outra roupagem.

Isso deu muito certo com o Wii e seus sensores de movimento, o que fez a indústria inteira seguir atrás. No entanto a ideia de jogar com o GamePad do Wii U não vingou, e embora o console conte com games first party de primeira o abandono por parte de outras desenvolvedoras foi mortal para sua receptividade no mercado de game. Nisso chegamos ao cenário atual, onde ele será substituído após meros quatro anos de estrada.

No entanto a Nintendo continua não dando preferência à capacidade gráfica como seus concorrentes, se atendo ao velho ditado “poder não é nada sem controle”. Ou no caso, sem premissas realmente inovadoras. A ideia de um console híbrido pegou todo mundo de surpresa, e muitas softhouses embarcaram no trem da Nintendo.

Só que novamente o Switch não é tão poderoso assim. Ele não pode ser chamado de atualização do Wii U porque a nVidia entrou na brincadeira, mas o console em termos de gráficos ficaria entre os rivais de sétima e oitava geração. As informações acerca do dev kit já indicavam isso.

Com base na versão que os desenvolvedores receberam previamente, o Switch viria com a seguinte configuração:

  • CPU ARM Cortex-A57 com clock de até 2 GHz, GPU Maxwell de 2ª geração (traduzindo, um Tegra X1 customizado), 256 núcleos CUDA a até 1 GHz, 1.024 flop/ciclo (1 teraflop/s no clock máximo);
  • 4 GB de RAM a 25,6 GB/s, com VRAM compartilhada;
  • 32 GB de espaço de armazenamento com taxa de transferência máxima de 400 MB/s entre o console e os cartuchos;
  • portas USB 2.0 e 3.0;
  • display IPS de 6,2 polegadas com resolução HD (237 ppi), com tela capacitiva sensível a 10 toques simultâneos;
  • saída 1080p a 60 fps ou mesmo 4K a 30 fps.

Foi especulado que a Nintendo poderia trocar o Tegra X1 por um suposto X2 de arquitetura Pascal, mas agora fontes internas dizem que o hardware final do Switch é o mesmo do dev kit. Ou seja, ele terá um chip Maxwell mesmo levemente melhorado, mas ainda assim baseado numa arquitetura de 2014. O motivo é simples: desenvolver consoles leva tempo e isso vale dinheiro, a Nintendo não está disposta a perder mais grana esperando para adicionar uma CPU Pascal que além de tudo encareceria o híbrido.

Esse é aliás outro ponto crucial pela decisão em manter o Tegra X1: com um valor de mercado mais atrativo (algo em torno de US$ 299) o Switch seria mais uma vez o que o Wii foi, o segundo console de todo mundo. É preferível para a Nintendo não concorrer diretamente com Sony e Microsoft e sim correr por fora, com um aparelho mais baratinho que poderá ser adquirido por mais gente. E com a proposta portátil muitos mais se mostrarão interessados, especialmente os que não gostaram do PS Vita ou mesmo do 3DS.

Claro que é uma decisão arriscada: uma máquina menos potente significa menos games multiplataforma saindo para o Switch, mas creio que nem isso preocupa a Nintendo: ela está mis interessada em fornecer novos jogos explorando as funcionalidades inovadoras do console e se tudo o mais falhar, ela ainda pode contar com suas franquias próprias: teremos mais um Mario The Legend of Zelda: Breath of the Wild está a caminho, sem falar em Kirby, F-Zero, Donkey Kong, Pokémon, Super Smash Bros. e etc. Menos Metroid, a Nintendo abandonou a Samus Aran.

Claro, há de se encarar essas informações com o pé atrás pois são apenas rumores; nós só teremos certeza do que a Nintendo aprontou com o Switch em janeiro, quando ele for oficialmente apresentado. Até lá a especulação é livre.

Fonte: VentureBeat.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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