Google e Facebook cortam grana de ads dos sites com notícias falsas

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Embora o The Onion ou o Sensacionalista sejam sites muito divertidos, tanto o Google quanto o Facebook nunca foram com a cara deles e de outros sites por um simples motivo: veiculação de notícias falsas gera ruído, principalmente quando muita gente compra as manchetes como fatos reais, por mais absurdas que sejam. Ainda assim ambas nunca tomaram maiores atitudes para restringi-las e todas continuavam veiculando ads normalmente, fazendo uma graninha e se mantendo.

Só que isso acabou. Após serem acusadas de influenciarem o resultados das eleições presidenciais dos EUA, Google eFacebook implantaram medidas para cortar totalmente as receitas de sites e páginas que veiculam notícias fabricadas.

Ambas anunciaram as mudanças entre segunda e terça-feira. O Google foi o primeiro, através comunicado à agência AFP informa que está trabalhando em uma atualização de suas políticas de publicação, de modo a “começar a proibir as publicidades do Google nos conteúdos enganosos, como proibimos a publicidade enganosa”. Note que Mountain View não pretende mexer no algoritmo de busca e reduzir o destaque que tais páginas recebem (é possível que isso mude), mas em breve quem vive de escrever notícias falsas, não importa o conteúdo delas não poderá mais veicular ads da plataforma AdWords e consequentemente, não ganhará mais nenhum tostão.

O Facebook, que vem tentando tirar o seu da reta sobre seu papel na eleição de Donald Trump vai pelo mesmo caminho. A rede social já modificou seus Termos de Serviço de modo a inibir a publicação de notícias fabricadas cortando a grana do Facebook Advertising, também não influindo (por enquanto) no alcance das mesmas junto aos usuários:

Nós não incluímos ou não mostramos anúncios em aplicativos ou em sites cujo conteúdo é ilegal ou enganoso, incluindo as informações falsas (…). Até agora estava subentendido, mas atualizamos nossas  políticas para expressar claramente que isso se refere às noticias falsas. Nossa equipe continuará monitorando todos os editores potenciais e os que já existem para garantir que cumpram com essas diretrizes”.

Embora não haja nada claro quanto a conteúdo de páginas e sites humorísticos (a meta é priorizar notícias falsas que se passam por verdadeiras, como muitas veiculadas durante a campanha eleitoral norte-americana), a posição tomada por ambas companhias dá a entender que mesmo eles entrarão na dança. O que é compreensível, tanto o Google quanto o Facebook precisariam mais cedo ou mais tarde passar a filtrar informações verdadeiras do ruído restante, até porque esse é o próximo Eldorado a ser descoberto.

Isso tem o potencial de abalar profundamente parte da mídia que se alimenta de notícias falsas, desde as prejudiciais às inócuas e engraçadinhas. Sites que vivem de rumores e fofocas também vão entrar na dança? Pode ser até que haja uma curadoria destacada para filtrar o que é perigoso do que não é e se focar nos primeiros mas sinceramente, por que Google e Facebook se dariam ao trabalho? É muito mais fácil tirar o dinheiro dos ads de todo mundo e o pessoal que se vire.

Fonte: The Wall Street Journal, aqui e aqui (paywall).

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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