Conheça o Atlas, o avô da Rosie d’Os Jetsons

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Existem duas abordagens principais em robótica, são filosofias que definem a essência dos projetos. Eles podem ser antropomórficos ou funcionais. É bem simples: R2D2 é funcional, C3PO é antropomórfico.

A abordagem funcional tem vantagens inegáveis se você está em um ambiente controlado. Digamos que o problema é remover as porcas de um pneu. Um engenheiro criará um mecanismo pneumático com uma ferramenta giratória com um encaixe de rosca na frente. Rápido e eficiente. Essa é a solução funcional.

Só que ela começa a cair por terra se você não sabe a posição ou o tamanho das roscas. Pode ser que a ferramenta não chegue até elas, ou que você tenha que trocar a ponta para a rosca certa. É mais fácil criar uma solução que use uma chave de rosca comum, daquelas com extensores, pontas intercambiáveis e cotovelos para chegar em cantos apertados. Essa é a solução antropomórfica.

Nossos robôs precisam conviver em um mundo adaptado para humanos. Eu também adoro o R2D2 e o BB-8, mas ele é tão pouco prático que 1/3 das cenas do Despertar da Força em que ele aparece, foram computação gráfica.

É mais fácil criar robôs adaptados ao nosso mundo do que adaptar o mundo a eles, e é o que a Boston Dynamics está fazendo com o Atlas, visto aqui numa demonstração de que está pronto para nos perseguir implacavelmente mesmo nas florestas.


Singularity Videos — Boston Dynamics’ Atlas Robot Tested Outside

O Atlas também está sendo ensinado a manipular objetos humanos. Isso faz todo o sentido, imagine quantas ferramentas teriam que reprojetar para que ele funcionasse no nosso mundo. Em outras demonstrações ele aparece manipulando válvulas e removendo destroços. Agora ele fez algo trivial mas importante: faxina.

Em um novo vídeo ele aparece operando vassouras e aspiradores, e mesmo sem levar em conta a metáfora de máquinas operando máquinas, ainda é muito legal:

DRCihmcRobotics — Atlas Cleans House

Note que o vídeo é acelerado: o Atlas ainda é beeem lento no processamento, mas a idéia é primeiro fazer com que ele aprenda as ações, velocidade vem depois, otimizando código e melhorando o hardware. Carros com direção autônoma processam bem mais informação muito mais rápido.

Por um tempo parecia que robôs antropomórficos eram coisa de ficção científica fora de moda, e que teríamos sim robôs tipo aquelas lulas do Matrix, mas pensando bem se já é complicado ensinar um robô a se mover como humano, algo que a maioria de nós tem certa familiaridade, imagine a pedreira que é pensar e se mover como uma lula.

No final parece que as versões futuristas mais inocentes estavam com a razão. Rosie pode ser uma realidade bem antes do futuro em que os Jetsons se passavam. Ou passado, se for verdadeira a teoria de que os Flintstones vieram depois e eram o que restou da sociedade depois do apocalipse nuclear.

Fonte: Slash Gear.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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