Ronaldo Gogoni 10 anos e meio atrás
Você se lembra quando Google, Microsoft e Dropbox estavam batendo cabeça para conquistar os usuários, oferecendo planos cada vez mais atraentes de seus serviços de armazenamento?
Essa guerra teve seus momentos divertidos, como o CEO da Dropbox afirmando que a empresa não reveria sua política de preços, apenas para jogar a toalha pouco tempo depois, visto que os concorrentes ofereciam planos bem mais atraentes.
A Microsoft também alterou profundamente os planos do OneDrive para atrair o público: quando ainda se chamava SkyDrive ele oferecia 25 GB gratuitos, posteriormente cortados para 7 GB, e então expandidos para 15 GB. Assinantes hoje podem utilizar 100 GB por R$ 5,00 ao mês, ou 200 GB por R$ 10,00/mês, mas o mais vantajoso era adquirir o Office 365.
Além de possuir uma licença da suíte de escritório e poder utilizar 60 minutos de Skype, o assinante desfrutaria originalmente de 1 TB de espaço por módicos R$ 21/mês, menos que um café por dia, e com fotos e vídeos acessíveis em tudo que é plataforma.
Então chegou o dia em que Redmond chutou o balde, e removeu o limite de armazenamento, a fim de dar um empurrãozinho no Office 365, e, ao mesmo tempo, combater a pirataria de seu principal pacote de aplicativos. Tudo muito lindo, muito legal, mas as coisas mudaram e agora, um ano depois, o plano foi para a cucuia.
O que aconteceu? A Microsoft mudou os termos do acordo com os usuários e reduziu o limite de armazenamento dos assinantes do 365 para o 1 TB original. A desculpa para isso é bem simples e não é preciso ser um gênio para imaginar: pirataria.
Alguns usuários (a Microsoft admite que se tratava de uma minoria, mas não quis saber) estavam abusando e armazenando na nuvem bibliotecas inteiras de filmes ou gravações caseiras, algo que, segundo a empresa, “vai contra a experiência colaborativa e de alta produtividade” do serviço.
Em suma, Redmond quer que o OneDrive seja utilizado para facilitar sua vida e seu trabalho, e não como um serviço de backup de seus vídeos educativos.
Isso não se resume ao plano ilimitado do OneDrive, todas as modalidades foram modificadas para evitar abusos. Usuários gratuitos (antigos e novos, sem exceção) terão seu espaço capado para 5 GB, o serviço de armazenamento extra de 15 GB para fotos será descontinuado, bem como os planos pagos de 100 e 200 GB; no lugar será lançado, no início de 2016, um novo plano de 50 GB, por US$ 1,99 ao mês.
Quem estourou os novos limites de armazenamento será obrigado a se adequar: assinantes do Office 365 serão notificados e terão até um ano para salvar seus arquivos, e quem não quiser mais manter o serviço será reembolsado. O mesmo prazo de acesso aos dados excedentes vale para usuários gratuitos, que terão direito a um ano de assinatura grátis da suíte no início de 2016; assinantes dos planos de 100 e 200 GB não serão afetados.
Ainda que 1 TB de espaço seja muito para boa parte dos usuários, a oferta do armazenamento ilimitado encheu os olhos de muita gente e claro, sempre tem quem abuse. Uma pena que a oferta esteja indo para o vinagre, mas a Microsoft não está tão errada em evitar dores de cabeça com a indústria do copyright, que anda batendo com força em todo mundo.
Fonte: ZDNet