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UPGRADES! Tomahawks agora atingem alvos móveis

Por incrível que pareça os famosos mísseis de cruzeiro dos EUA não se dão bem com alvos não-cooperativos, e por mais que “por favor não se mexa” funcione pra fotos, se é um navio que está sendo alvejado dificilmente ele vai obedecer. Agora a Raytheon lançou um upgrade que pode resolver esse incômodo.

11 anos atrás

Marschflugkörper V1 vor Start

Mísseis de cruzeiro não são exatamente novidade, sua origem vem das bombas voadoras V1, erroneamente atribuídas por todo mundo a Werner Von Braun. Em pouco menos de 3 meses elas causaram tanto dano à Inglaterra quanto 1 ano de bombardeio da Luftwaffe, custando muito menos e matando zero pilotos do Reich.

A festa acabou quando os pilotos ingleses, basicamente loucos, descobriram que dava pra fazer isto:

Screen-shot-2011-03-03-at-12.19.14-PM

Os caras basicamente voavam paralelo às V1, com quase 1 tonelada de explosivo na ogiva, davam um toquinho na asa da bomba, ela começava a girar, o sistema de orientação entrava em kernel panic, tela azul e ela caía no Canal da Mancha.

De lá pra cá os mísseis evoluíram muito, mas a tecnologia para construir esse tipo de arma ainda é bem restrita, pouquíssimos países do mundo a detém. O Brasil é um deles, com a Avibrás. Em comum a característica que não trabalham com alvos móveis.

É até compreensível, afinal prédios, bases militares e pistas de pouso não costumam mudar muito de lugar, mas isso limita a utilidade desses mísseis para uso anti-navio, por exemplo. Se você vai fazer um ataque com mísseis de cruzeiro, lançando de mil quilômetros de distância, é complicado acertar um navio, a não ser que ele colabore e fique paradinho nas coordenadas corretas.

Não mais. A Raytheon testou um upgrade na versão Block IV do Tomahawk na qual uma aeronave atualiza constantemente as coordenadas de alvo do míssil, assim ele pode atingir navios inimigos não-cooperativos. Veja, é Missile Pr0n de primeira:

Sam LaGrone — TACTOM

Fonte: SW com vídeo via AEM.

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